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Internações caem, mas mortes e casos por covid-19 crescem em SP

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Pela nona semana consecutiva, o estado de São Paulo vem registrando queda no número de novas internações por covid-19 [a doença provocada pelo novo coronavírus]. Na 38ª Semana Epidemiológica, entre 13 e 19 de setembro, houve queda de 3% no número de novas internações na comparação com a semana anterior.

No entanto, nesta mesma semana, o estado observou um pequeno crescimento no número de mortes e de casos confirmados na comparação com a semana anterior.

Entre os dias 13 e 19 de setembro, o estado registrou 1.360 novas mortes, média móvel de 194 óbitos por dia, acima do que foi anotado na semana anterior (37ª Semana Epidemiológica), quando houve 1.254 novas mortes, com média móvel de 179 óbitos por dia. A média móvel é calculada somando o número de casos da semana e dividindo pelo total de dias.

Semana Epidemiológica

Quanto aos casos, o estado contabilizou 40.983 casos confirmados na 38ª Semana Epidemiológica, média móvel de 5.855 ocorrências por dia, também pouco acima do que foi anotado na semana anterior, quando houve 37.605 novos casos, com média móvel de 5.372 casos por dia.

Isso interrompeu uma sequência de quedas. São Paulo vinha tendo queda de óbitos há cinco semanas e, de casos, há duas semanas.

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Segundo o Centro de Contingência do Coronavírus em São Paulo, uma das hipóteses para o crescimento do número de casos e de óbitos é um possível represamento de dados ocorrido no feriado de 7 de setembro e os fins de semana. Mas o centro investiga também se o aumento não foi provocado por aglomerações nas praias, parques e bares durante o feriado prolongado de 7 de setembro, período que fez muito calor em todo o estado.

“Esse dado do aumento de óbitos infelizmente interrompeu uma sequência de quedas. E deve ser olhado com muita atenção. Mas não podemos fazer relação direta ainda de causa e efeito ou se esses óbitos têm alguma relação com o aumento de aglomerações que tivemos no feriado”, disse hoje (21) João Gabbardo, coordenador executivo do Centro de Contingência.

O que chama a atenção do centro é que, apesar do aumento de óbitos e de casos, não foi verificado aumento de internações, indicador que ajuda a demonstrar o atual estágio da pandemia. 

“É relevante considerar que, mesmo tendo piora nesse indicador [de mortes], o número de internações continuou caindo, o que é um bom sinal. Claro que preocupa. Mas não há possibilidade de fazermos uma relação direta entre o período em que houve a aglomeração com a piora que ocorreu esta semana. Temos que avaliar isso por mais tempo. Nessa próxima semana vamos ficar muito atentos com o monitoramento de dados para ver se existe alguma relação de caso e efeito”, afirmou Gabbardo.

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“Ao longo da semana, entenderemos se isso foi fruto desse represamento ou se estamos incrementando essas estatísticas”, reforçou Jean Gorinchteyn, secretário estadual da Saúde.

O Centro de Contingência continua alertando as pessoas para que evitem aglomerações e que mantenham as recomendações sanitárias como a de uso obrigatório de máscaras fora de casa.

Balanço

Segundo balanço divulgado hoje pela Secretaria estadual da Saúde de São Paulo, o estado somou 2.032 novos casos e 32 mortes por coronavírus nas últimas 24 horas, totalizando agora 937.332 casos confirmados e 33.984 mortes pela doença desde o início da pandemia.

Dos casos diagnosticados, 803.994 pessoas estão recuperadas, sendo 103.141 delas após internação. 

Há 3.945 pessoas internadas em estado grave no estado em casos suspeitos ou confirmados do novo coronavírus, além de 5.127 pessoas internadas em enfermarias. A taxa de ocupação de leitos de unidades de terapia intensiva (UTI) de todo o estado está em 47,7%, enquanto na Grande São Paulo ela situa-se em 47%, taxas mais baixas desde o início da pandemia.

 

Edição: Kleber Sampaio

Fonte: EBC Saúde

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Mortes por covid-19 chegam ao menor nível desde maio, diz Fiocruz

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O Brasil registrou 461,14 mortes diárias por covid-19, de acordo com a média móvel de sete dias. Segundo os dados da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), esse é o menor patamar de óbitos diários desde 6 de maio, quando ocorreu uma média de 437,57 mortes pela doença.

Os dados divulgados ontem (24) também mostram que houve quedas de 6,5% no número de mortes em relação à média móvel de sete dias registrada uma semana antes (493,43) e de 33,4% na comparação com os óbitos de um mês antes (692,43).

O pico de mortes por covid-19 no país (1.094,14) foi atingido no dia 25 de julho.

Casos

A média móvel de sete dias de novos casos ficou em 22.483,14 ontem (24). Nesse tipo de análise, no entanto, houve alta de 11% em relação aos casos da semana anterior. Na comparação com o mês anterior, foi observada uma queda de 22,1%.

O pico de casos diários (47.514,57) foi registrado em 28 de julho.

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Estados

Doze unidades da federação tiveram queda na média de mortes em relação à semana anterior. Entre os maiores recuos estão Rondônia (-47,9%), Ceará (-44,6%) e Distrito Federal (-33,8%). Dez estados tiveram aumento na média de óbitos, com destaque para locais como Pará (95,4%), Amapá (66,3%) e Acre (40,8%).

Os estados com maior média de mortes ontem foram São Paulo (104,86), Rio de Janeiro (65,14) e Minas Gerais (46,71). Santa Catarina manteve o número de mortes entre uma semana e outra. Roraima, Tocantis e Mato Grosso do Sul não tiveram seus dados divulgados.

Edição: Maria Claudia

Fonte: EBC Saúde

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Pesquisa investiga transmissão de covid-19 entre homens e animais

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 A Universidade Federal do Paraná (UFPR) quer saber qual o risco de transmissão da covid-19 entre humanos e animais de estimação. Para obter a resposta, a instituição coordena uma pesquisa nacional que vai avaliar cerca de mil animais, cujos donos tiveram diagnóstico positivo para o novo coronavírus, confirmado por exame laboratorial.

Sob coordenação do professor Alexander Welker Biondo, os pesquisadores farão testes gratuitos, por swab (coleta de amostra viral de orofaringe e nasofaringe) e sorológico, em cães e gatos em cinco capitais brasileiras: Curitiba (PR), Belo Horizonte (MG), Campo Grande (MS), Recife (PE) e São Paulo (SP).

Serão dois momentos de avaliação, com amostras biológicas coletadas com intervalo médio de sete dias, entre animais cujo tutor esteja em isolamento domiciliar, com diagnóstico confirmado.

Voluntários

Para ter mais informações sobre participação na pesquisa, o interessado pode enviar um e-mail para [email protected] Além de cumprir cumprir todos os requisitos, deve informar seu número de celular, e-mail, nome do tutor e do animal e especificar se é cão ou gato. A equipe do projeto entrará em contato o mais rapidamente possível. Os selecionados serão orientados sobre procedimento para a coleta de amostras.

Eles também serão informados sobre os aspectos envolvidos no estudo e, caso concordem com o protocolo da pesquisa, devem assinar o termo de consentimento livre e esclarecido e responder a um questionário para determinar as características ambientais e outros fatores associados à infecção nos animais.

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Resultados

Os resultados dos testes serão informados aos tutores ou familiares através de contato telefônico e pela emissão de laudo eletrônico, que será enviado por e-mail ou aplicativo de comunicação. Em caso positivo, os demais animais da residência também serão testados . Além disso, os familiares serão orientados a estabelecer o acompanhamento veterinário por 14 dias, intensificando medidas de higiene e proteção individual e coletiva.

Itália

O estudo brasileiro será o primeiro do gênero em um país tropical, já que algo semelhante só foi desenvolvido na Itália, segundo a UFPR. Segundo o professor Biondo, aquele país trabalhou com uma amostra de 817 animais. Nenhum foi positivo no PCR, mas 3.4% dos cães e 3.9% dos gatos apresentaram anticorpos contra o SARS-CoV-2. “Até o final de 2020, esperamos ter [no Brasil] em torno de mil amostras nas cinco capitais estaduais”, afirmou o pesquisador.

A definição do número amostral levará em conta o total de indivíduos positivos no trimestre anterior à coleta, considerando aproximadamente 10% do total de casos em humanos.

Minas

A pesquisa, financiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Ministério da Saúde tem, em Belo Horizonte, a colaboração da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), por meio do Laboratório de Epidemiologia de Doenças Infecciosas e Parasitárias do Departamento de Parasitologia.

Na avaliação do professor David Soeiro, coordenador do estudo em MG, considerando os recentes relatos sobre a detecção do novo coronavírus em animais de estimação e a grande proximidade entre eles e seus tutores, é importante elucidar aspectos da história natural da doença, como o possível ciclo zooantroponótico em estudo multicêntrico para a vigilância de Sars-CoV-2 em pets. As amostras obtidas no projeto serão preservadas de modo a também estabelecer um banco para estudos posteriores.

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Primeiro caso

Neste mês foi diagnosticado, em uma gata, de Cuiabá (MT), o primeiro caso de covid-19 em animal no país . Diante do caso, o Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de Mato Grosso (CRMV-MT) emitiu nota na qual destaca que não há evidências científicas de que animais de companhia são fonte de infecção para humanos.

No documento, o CRMV-MT, lembrou que a Organização Mundial da Saúde Animal (OIE) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiram pareceres afirmando que não há evidências e estudos significativos comprovando que animais possam transmitir a covid-19.

Assim, segundo o Conselho, como não há evidência científica de que animais sejam vetores mecânicos ou possam carregar o vírus, ou que o vírus possa se replicar nos animais. “O que observa-se, desde o surgimento da pandemia, é que os poucos animais com a infecção podem ter sido infectados por humanos, por meio do contato direto, e não o inverso”, acrescenta a nota.

Edição: Maria Claudia

Fonte: EBC Saúde

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