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CGE orienta servidores sobre abandono de cargo e inassiduidade habitual; entenda

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Ligiani Silveira/CGE-MT

A ausência intencional ao serviço público por mais de 30 dias consecutivos, sem justificativa ao chefe imediato, configura abandono de cargo, passível de resultar em demissão do servidor após o devido processo administrativo disciplinar. O alerta é da Controladoria Geral do Estado (CGE-MT), no contexto das atividades de Corregedoria Geral no âmbito do Poder Executivo Estadual.

O auditor Renan Zattar destaca dois requisitos para a configuração da violação funcional do abandono de cargo. Um deles é o requisito objetivo: a falta por mais de 30 dias consecutivos. “Se o servidor faltar 31 dias consecutivos, ele preenche o requisito objetivo do abandono. Esses 30 dias consecutivos incluem na contagem os finais de semana, feriados e pontos facultativos”, explica.

O outro é o requisito subjetivo: a ausência intencional (chamada de animus abandonandi). “Neste requisito, o servidor, dolosamente, tem a intenção de não comparecer ao serviço.  Esse dolo não precisa ser direto, pode ser um dolo eventual, que seria o fato de, mesmo não tendo a intenção de abandonar o cargo, o servidor assume o risco de incorrer na penalidade de abandono de cargo”, destaca Renan.

Segundo o auditor, a doutrina e a jurisprudência têm entendido que o fato de o servidor assumir o risco acarreta inversão do ônus da prova com relação à ausência intencional. “Ou seja, neste caso, o Estado não tem a responsabilidade por produzir provas a respeito de que o servidor tinha mesmo a intenção de abandonar o cargo. Na verdade, o servidor é quem deve trazer sua justificativa do porquê se ausentou do cargo por mais de 31 dias. E essa justificativa não basta ser de cunho pessoal. Tem de ser uma justificativa razoável, aceitável pela administração pública”, salienta.

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Como evitar a infração

Mas, então, como evitar a ocorrência da violação funcional do abandono de cargo? O servidor que tenha o intuito de renunciar ao serviço público estadual deve fazer a solicitação formal de exoneração do cargo efetivo junto ao órgão de lotação e, somente depois da deliberação e de sua respectiva publicação no Diário Oficial do Estado, é que pode se abster de comparecer ao trabalho.

O mesmo vale para um eventual pedido de licença remunerada, por exemplo. Para evitar incorrer em abandono de cargo, o servidor somente pode se ausentar do expediente depois de ter o pedido deferido pela administração pública.

Inassiduidade habitual

No contexto da ausência frequente ao serviço, há também a infração funcional denominada de inassiduidade habitual, caracterizada pela falta injustificada ao serviço por 60 dias, intercaladamente, num período de 12 meses.

Neste caso, diferentemente do abandono de cargo, as 60 faltas são relativas aos dias úteis. Além disso, o período de 12 meses pode não corresponder ao ano civil.

“O servidor, em média, trabalha 250 dias úteis por ano. Então, 60 faltas equivaleriam a pouco mais de 20% dos dias úteis que ele deveria estar trabalhando. O cômputo dessas faltas não compreende o ano civil, de 1º de janeiro a 31 de dezembro, e nem compreende o início do mês. Pode começar do dia 15 de fevereiro de 2020 e finalizar no dia 14 de fevereiro de 2021, por exemplo”, ressalta o auditor.

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Além disso, diferentemente do abandono, que exige a vontade do servidor de deixar o cargo público, na inassiduidade, o requisito subjetivo são as faltas de causas injustificadas.

Apuração disciplinar

Na eventual instauração de processo administrativo disciplinar por abandono de cargo e inassiduidade habitual, o rito é sumário, ou seja, rito mais célere em razão de trabalhar somente com provas pré-constituídas, sem prejuízo ao contraditório e à ampla defesa. 

“Basta o preenchimento da materialidade para a abertura do processo. O servidor é indiciado e tem o prazo de defesa para trazer os elementos de que não teve a ausência intencional, no caso do abandono de cargo”, observa o auditor.

Tanto o abandono de cargo e como a inassiduidade habitual podem acarretar penalidade de demissão do serviço público.  

Recorrência

As duas infrações funcionais estão entre a mais recorrentes no âmbito do Poder Executivo Estadual. Correspondem a 10% dos processos administrativos instaurados.

Por isso, os dois temas têm atenção especial da Controladoria no “Programa CGE ORIENTA – Estado Íntegro e Eficaz”. Os assuntos estiveram em pauta no 3º ciclo virtual de orientações, realizado em agosto. A explanação está disponível no canal de Youtube da CGE-MT.

Em caso de dúvidas sobre estes e outros assuntos administrativos no âmbito do Poder Executivo Estadual, formalize sua consulta no “Pergunte à CGE“, disponível no site http://www.controladoria.mt.gov.br/, no menu Acessos/Pergunte à CGE ou pelo link direto http://www.controladoria.mt.gov.br/pergunte-a-cge.

Fonte: PJC MT

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Policiais civis femininas participam de treinamento Prevenção e Reação à Violência Urbana

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Assessoria/Polícia Civil-MT

Seis policiais civis mulheres latadas em unidades da Capital participaram nesta semana de treinamento de Prevenção e Reação a Violência Urbana, ministrado pela equipe da Gerência de Operações Especiais (GOE). As policiais destacaram a importância da atuação da mulher na área de segurança, assim como prestigiaram a Campanha de prevenção ao câncer de mama Outubro Rosa.

A capacitação foi realizada com 20 horas/aula foi realizada na segunda e terça-feira (19.20) contando com a participação das policiais da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cuiabá, Gerência Estadual de Polinter e Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP).

O curso de Prevenção e Reação a Violência Urbana, ministrado pela GOE, tem como objetivo alertar os policiais para os riscos quando estão descaracterizados, seja nos momentos de folga ou até mesmo em serviço. Com ações voltadas à precaução e prudência, visando evitar o perigo e resguardar a integridade física do profissional.

Uma das propostas trabalhadas é o desenvolvimento e aprimoramento da postura preventiva do policial contra a violência urbana. Além de aperfeiçoar as técnicas de tiro policial, focadas no combate aproximado nessas situações em que o policial estiver portando sua arma de forma velada.

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Como força de alertar as mulheres para a Campanha Outubro Rosa, as policiais vestiram a camisa rosa durante o treinamento.

 

Fonte: PJC MT

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Força Tática recaptura casal foragido da justiça em General Carneiro

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Na segunda- feira (19), policiais da Força Tática recapturaram duas pessoas foragidas da justiça, em General Carneiro. Durante a abordagem, a PM constatou que a suspeita portava um  documento de identificação falso. 

De acordo com o boletim de ocorrência, os policiais receberam informações de que havia um carro Corolla em atitude suspeita saindo da cidade de Novo São Joaquim com destino a Barra do Garças.   

Equipes da Força Tática foram mobilizadas para checar a denúncia. Durante a diligência, os policiais identificaram o referido veículo nas proximidades do município General Carneiro. 

A polícia abordou o  homem de 33 anos e a mulher (28)  e foi constatado que a suspeita  portava um documento de identidade falso, em seu nome verdadeiro possui um mandado de prisão pelo crime de homicídio, artigo 121 do Código Penal. O homem possui contra ele um mandado de prisão expedido pela Comarca de Porto Alegre do Norte pelo crime de tráfico.

Os dois acusados foram levados para Polícia Civil de Barra do Garças.

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Serviço  

A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado pelo 190 ou, sem precisar se identificar, por meio do disque – denúncia 0800.65.39.39. Nesse número, sem custo de ligação, qualquer cidadão pode informar situações suspeitas ou crimes

 
Fonte: PM MT

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