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Madri adotará isolamentos específicos contra covid-19 na sexta-feira

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A região de Madri, uma das mais atingidas pelo novo coronavírus na Espanha, adotará isolamentos específicos e outras restrições em áreas com muitos casos de covid-19 na sexta-feira, disseram autoridade locais nesta quarta-feira (16).

Madri responde por cerca de um terço dos casos ativos de coronavírus do país, mostrando uma incidência mais alta em bairros de grande densidade e renda baixa, a maioria no sul da cidade.

“Estamos adotando medidas, mas isso não basta. Nada funcionará se não formos responsáveis”, disse Antonio Zapatero, encarregado da reação de Madri contra a covid-19, aos repórteres.

“Houve um relaxamento de comportamento que não podemos nos permitir”. Ele disse que as pessoas estão organizando festas, bebendo nas ruas e desrespeitando as regras de quarentena.

Zapatero não detalhou as medidas a serem anunciadas na sexta-feira, mas disse que o departamento de saúde está cogitando isolar as áreas com incidência mais alta do vírus.

Desde que as restrições à circulação foram encerradas e os exames em massa foram iniciados, no final de junho, as infecções aumentaram de algumas centenas por dia para milhares na Espanha, o que a fez superar outras nações atingidas duramente, como Reino Unido, Itália e França.

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O número acumulado de casos espanhóis, que está em 603.167, é o mais elevado da Europa Ocidental, e o número de mortes passa de 30 mil.

As autoridades de Madri esperam começar a usa exames rápidos a partir da semana que vem, o que ajudaria a rastrear os casos de coronavírus mais rapidamente e refrear a epidemia.

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Reino Unido corre risco de novo lockdown

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O Reino Unido deve reintroduzir algumas medidas de lockdown contra o coronavírus cedo ou tarde, afirmou um epidemiologista neste sábado (19), com novos casos da covid-19 chegando ao maior índice desde o começo de maio.

Neil Ferguson, professor de epidemiologia do Imperial College, de Londres, e ex-conselheiro do governo, afirmou à BBC que o país enfrentará uma “tempestade perfeita” de infecções, com as pessoas voltando ao trabalho e às escolas.

O primeiro-ministro Boris Johnson disse na sexta-feira (18) que ele não quer outro lockdown nacional, mas que novas restrições podem ser necessárias porque o país enfrentaria uma inevitável segunda onda da covid-19.

“Eu acho que algumas medidas adicionais devem ser necessárias, cedo ou tarde”, disse Ferguson.

Na sexta-feira (18), foi publicado que ministros estavam considerando um segundo lockdown nacional, com novos casos da covid-19 no maior índice em meses, internações hospitalares crescendo e taxas de infecção elevadas em partes do norte da Inglaterra e em Londres.

“Neste momento, estamos nos níveis de infecções que víamos neste país no final de fevereiro, e, se esperarmos mais duas ou quatro semanas, estaremos de volta aos níveis de meados de março, e isso irá – ou pode – causar mortes”, disse Ferguson.

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Dados do governo, deste sábado (19), mostraram 4.422 novos casos, 100 a mais que na sexta-feira (18), e o maior total diário desde 8 de maio, com base em testes positivos.

A verdadeira taxa de infecção deve ser maior. A agência de estatísticas do Reino Unido disse na véspera que por volta de 6 mil pessoas por dia, apenas na Inglaterra, provavelmente pegaram a doença durante a semana de 10 de setembro, com base em testes aleatórios.

A primeira-ministra da Escócia, Nicola Sturgeon, requisitou uma reunião com Johnson e os líderes de País de Gales e Irlanda do Norte, durante as próximas 48 horas, para tentar garantir medidas coordenadas entre as diferentes partes do Reino Unido.

O Reino Unido teve o maior índice de mortes da Europa por covid-19, com mais de 41 mil, segundo a contagem do governo.

O aumento de infecções ainda não levou a um crescimento similar em novas mortes – em parte porque os casos estão concentrados entre pessoas mais jovens -, mas as internações hospitalares estão começando a crescer.

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Mais de 10 milhões de pessoas em partes do norte e da região central da Inglaterra já estão sob alguma forma de lockdown, como proibição de convidar amigos ou familiares para suas casas, ou visitar bares e restaurantes depois das 22h.

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Trump diz que indicará sucessor de Ginsburg "sem demora"

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Uma feroz batalha política pelo futuro da Suprema Corte dos Estados Unidos tomou forma neste sábado (19), com o presidente Donald Trump dizendo que indicará logo um sucessor para a juíza Ruth Bader Ginsburg, o que colocaria a Corte ainda mais à direita.

“Fomos colocados nesta posição de poder e importância para tomar decisões para as pessoas que nos orgulharam com seu voto, e a escolha dos juízes da Suprema Corte dos Estados Unidos é considerada como uma das mais importantes”, disse Trump, pelo Twitter. “Temos esta obrigação, sem demora!”.

Ginsburg, a mais importante juíza progressista da Corte, morreu na noite de sexta-feira (18), aos 87 anos, de complicações de um câncer pancreático, após 27 anos no cargo. Sua morte dá a Trump, em busca da reeleição em 3 de novembro, a chance de expandir a maioria conservadora na corte para 6 x 3, em um momento de grande divisão política nos EUA.

Os democratas ainda estão furiosos com a recusa do Senado republicano de se mexer para aprovar o indicado de Barack Obama à Suprema Corte, Merrick Garland, em 2016, depois da morte do conservador Antonin Scalia, 10 meses antes daquela eleição. O líder da maioria do Senado, Mitch McConnell disse na ocasião que o Senado não deveria agir para aprovar um indicado durante um ano eleitoral, posição que ele reverteu depois.

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Apesar da raiva, os democratas têm pouca chance de bloquear a escolha de Trump. Os republicanos controlam 53 assentos dos 100 do Senado, e o líder da maioria, que tem tratado as escolhas de juízes federais de Trump como prioridade, disse que o Congresso votaria pela aprovação de qualquer indicado de Trump.

O próprio Obama pediu neste sábado (19) que os republicanos do Senado honrem o que ele chamou de princípio inventado de 2016.

“Um princípio básico da lei – e da justiça cotidiana – é aplicarmos as regras com consistência, e não com base no que é conveniente ou vantajoso no momento”, disse Obama em comunicado.

Mesmo antes da morte de Ginsburg, Trump havia tornado público uma lista de potenciais indicados.

Há anos, ativistas conservadores têm buscado votos suficientes na Suprema Corte para reverter a decisão Roe v. Wade, de 1973, que legalizou o aborto nacionalmente. Na campanha de 2016, Trump prometeu indicar juízes que reverteriam aquela decisão. Mas a corte, em julho, mesmo com maioria conservadora, derrubou uma restritiva lei de aborto de Louisiana, por 5 x 4.

Os dois juízes já indicados por Trump foram Neil Gorsuch, em 2017, e Brett Kavanaugh, em 2018. O processo de confirmação de Kavanaugh foi especialmente acalorado. Ele recebeu acusações de agressão sexual de uma professora de uma universidade da Califórnia, Christine Blasey Ford, em 1982, quando ambos estavam no colegial, em Maryland. Kavanaugh negou essas acusações e foi confirmado por uma pequena margem.

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Os republicanos correm o risco de os progressistas abraçarem propostas mais radicais, caso Trump consiga substituir Ginsburg e os democratas vençam em novembro, com alguns ativistas na esquerda sugerindo, mesmo antes da morte de Ginsburg, que o número de juízes deve ser elevado para contra-atacar os indicados de Trump.

A votação para confirmar o indicado também coloca mais pressão em senadoras republicanas em disputas altamente competitivas, incluindo Susan Collins, em Maine, e Martha McSally, no Arizona, em um momento em que os democratas buscam uma chance de recuperar o controle da câmara. A senadora Lisa Murkowski, do Alaska, pode ter um papel fundamental.

Muitos que acompanham a Corte esperam que Trump tente substituir Ginsburg com uma mulher. Uma possibilidade da lista de Trump seria Amy Coney Barrett, juíza conservadora baseada na 7ª Corte de Apelações de Chicago, que foi considerada em 2018 antes de Trump escolher Kavanaugh.

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