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Ajuste fiscal de Doria pode atingir pesquisas sobre a Covid-19

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João Doria%2C governador do estado de São Paulo
Governo do Estado de São Paulo/Divulgação

João Doria, governador do estado de São Paulo

Um projeto de lei (PL) que foi encaminhado pelo governador João Doria (PSDB) à Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) e que busca fazer um ajuste fiscal nas contas do governo pode atingir pesquisas que estão sendo realizadas sobre a Covid-19 , doença causada pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2).

Com o objetivo de conter um rombo de mais de R$ 10 bilhões no orçamento de 2021, o texto da proposta do tucano prevê que recursos que antes seriam utilizados por universidades e pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de S. Paulo (Fapesp) sejam transferidos para o Tesouro, que é como se fosse o “caixa” do governo.

Se aprovado, o PL também impactaria diretamente os fundos da Universidade de São Paulo (USP), da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), de modo que seriam transferidos recursos de reservas de caixa dessas instituições que já estavam destinados a bolsas e estudos em diversas áreas.

Um das pesquisas em andamento está sendo realizada pela Fapesp junto com o Instituto Butantan para a produção da vacina contra a Covid-19 e outra é sobre brasileiros resistentes à doença. Outro levantamento que tambpém corre o risco de ser paralisado é sobre a composição molecular e do DNA de pessoas centenárias que venceram à contaminação pelo novo coronavírus.

O ajuste fiscal enviado por Doria ainda altera outros pontos da máquina pública, como a extinção de 10 estatais e autarquias, a venda de imóveis, a privatização de entidades, além da concessão de 13 parques à iniciativa privada.

A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) divulgou um informe que faz alerta “quanto ao prejuízo e as consequências catastróficas para o estado de São Paulo e para o Brasil” caso o projeto seja aprovado.

Aos deputados estaduais, a gestão Doria alegou que a necessidade de redestinar os recursos do superávit dos fundos ao Tesouro “deve-se a medida necessária para fazer frente à imensa pressão orçamentária-financeira inerente à situação de calamidade pública vivenciada pelo País”. O objetivo seria ter “maior flexibilidade e agilidade” na alocação de recursos durante a pandemia.

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Dólar recua e Ibovespa apresenta alta, apesar da crise chinesa

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Apesar da ameaça de impacto global após o anúncio de calote da gigante chinesa do mercado imobiliário e de aquisições Evergrande ontem (20), o dólar fechou em queda hoje (21), em um movimento causado principalmente pela perspectiva de resolução para os precatórios.

Após oscilações entre 5,338 (+0,18%) e 5,263 (-1,23%) no decorrer do dia, a moeda norte-americana apresentou queda estável de 0,81%, cotada a R$ 5,28. A queda é a maior desde o último dia 13, quando o dólar fechou em queda de 0,84%.

Os mercados de ações dos Estados Unidos terminaram quase estáveis ​​nesta terça-feira, após a ampla liquidação no dia anterior. O banco central norte-americano (FED) realiza reunião de definição de políticas monetárias que deve durar até quarta-feira (22), quando as novas projeções econômicas deverão ser divulgadas. A possibilidade de um novo ajuste nas taxas de juros pode afetar os mercados até o final da semana.

O índice Dow Jones caiu 0,15%, e ficou em 33.920 pontos, enquanto o S&P 500 perdeu 0,081%, e ficou em 4.354 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq avançou 0,22%, a 14.746 pontos.

No Brasil, o Ibovespa avançou 1,29% e ficou em 110.249 pontos, a primeira alta após ter recuado 6,5% no acumulado das últimas cinco sessões. O volume financeiro da sessão somou R$ 29,8 bilhões.

Sobre o caso da empresa chinesa, nenhuma medida prática foi aplicada ainda. O presidente da Evergrande mostrou confiança e afirmou que a empresa “sairá de seu momento mais sombrio”. O governo chinês não sinalizou intervenção para resgatar a empresa da atual situação.

* Com informações da Reuters

Edição: Fábio Massalli

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Inadimplência do varejo deve ficar em 4,06%, estima Ibevar

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Inadimplência no varejo se manter estável em setembro, diz Ibevar
Reprodução: iG Minas Gerais

Inadimplência no varejo se manter estável em setembro, diz Ibevar

A estimativa de inadimplência do setor de varejo para setembro ficou em 4,06%. O resultado é 0,04 ponto percentual menor do que o índice efetivamente registrado em julho (4,1%). A previsão para setembro é uma média entre os índices mínimos e máximos estimados para os atrasos de pagamento de crédito com recursos livres, que ficaram entre 3,79% e 4,32%. Os dados são do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo (Ibevar).

A inadimplência para pessoas físicas com recursos livres mede todas as operações com parcelas com mais de 90 dias de atraso, com exceção das vinculadas a recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ou outras fontes de dinheiro público.

Para o presidente do Ibevar, Claudio Felisoni de Angelo, a redução do índice reflete o cenário econômico com alta da inflação e do desemprego, com os consumidores cortando gastos.

“Por conta da crise política, econômica e sanitária no Brasil, em conjunto com a desvalorização do real e aumento da inflação, os preços dos produtos e mercadorias acabaram subindo bastante nos últimos tempos e, por isso, muitas pessoas tiveram que cortar gastos ou poupar o dinheiro para pagar suas contas”, ressaltou.

Angelo acredita que nos próximos meses alguns segmentos do varejo devam sofrer com a retração econômica. “Algumas categorias do varejo devem apresentar queda acentuada em sua comercialização, como de materiais de construção, móveis e eletrodomésticos, livros, jornais e revistas e entre outros”, acrescentou.

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