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“Sigo os médicos, não o Bolsonaro”, diz Doria sobre tomar cloroquina

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Governador de São Paulo João Doria
Governo do Estado de São Paulo/Divulgação

Governador de São Paulo João Doria

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), disse nesta quarta-feira (12) que não está tomando a cloroquina para combater a Covid-19 . O tucano  testou positivo para a doença e afirmou em entrevista à CNN Brasil que respeita seguirá a ordem de médicos e não do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que defende o uso do medicamento já na fase inicial de contaminação pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2).

“De jeito nenhum. Só tomo aquilo que os médicos recomendaram, não o que o presidente Bolsonaro recomenda. E os médicos não me recomendam cloroquina. Aliás, o dr. David Uip não me prescreveu nenhum medicamento, apenas o isolamento”, disse o governador.

Apesar da crítica, Doria disse que respeita quem opta por tomar o remédio. “É um medicamento que apenas médicos devem recomendar e com a concordância do paciente. Mas aqui não houve espaço e nem necessidade”, afirmou.

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A partir de agora, o governador vai ficar em quarentena e participar de seus compromissos administrativos de maneira remota. “Daqui continuarei a trabalhar, nesse tempo que é o recomendado pela ciência para as pessoas infectadas. Estou assintomático, não tenho dor. Mas vou seguir todas as orientações médicas. E hoje já trabalhei, usando a virtualidade para prosseguir à frente do governo de São Paulo.”

Mais cedo, em entrevista ao Brasil Urgente, o tucano disse que contou que não ficou abalado ao saber que tinha sido infectado pelo novo coronavírus. “Eu não fiquei abalado, eu recebi isso com equilíbrio, com sensatez. Eu procurei, ao receber a informação de que o teste foi positivo, administrar”, contou.

“Foram 15 minutos antes de eu descer para a coletiva de imprensa. Eu recebi uma ligação, uma pessoa pediu que eu saísse da sala porque era urgente, e recebi a notícia de que meu teste estava positivo”, completou.

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Presidente da Fundação Palmares chama deputado de ‘preto fake’ e ‘fraude racial’

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Sérgio Camargo
Renato Costa/FramePhoto/Folhapress

“Tinha que ser do PSOL” afirmou Sérgio Camargo em rede social.

Em rede social, o jornalista e atual Presidente da Fundação Palmares, Sérgio Camargo , chamou o deputado David Miranda de “preto fake” e “fraude racial ambulante”.

O deputado do PSOL fez uma publicação no Twitter referente ao discurso de Jair Bolsonaro (Sem Partido) na Assembleia da ONU , criticando algumas de suas falas e pedindo o impeachment do presidente.

Incomodado, Sérgio Camargo escreveu em seu perfil: “Esse preto fake tenta dar lição de moral ao nosso presidente. Não passaria no programa da Magazine Luiza, pois na verdade é branco! Portanto, uma fraude racial ambulante. Mas ameaça o homem mais íntegro que já exerceu a Presidência do Brasil. Tinha que ser do PSOL!”.

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Deputados que foram ao Pantanal rebatem Bolsonaro e pedem recursos para combater incêndios

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Divulgação
Meio Ambiente - Queimada e desmatamento - Incêndio no pantanal mato-grossense - mato grosso - desastre ambiental
Deputados registraram em fotos queimadas no Pantanal, no último fim de semana

Deputados que participaram de missão oficial da Câmara ao Pantanal apresentaram nesta terça-feira (22), no Plenário, relatos sobre a situação das queimadas e da seca no estado. Eles ainda criticaram o discurso do presidente Jair Bolsonaro, na Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), por ter culpado povos indígenas pelas queimadas e pelo desmatamento no Pantanal e na Amazônia.

A deputada Professora Rosa Neide (PT-MT) disse que nunca viu uma seca tão grande e uma situação tão grave no Pantanal. Ela relatou que apenas 172 pessoas estão oficialmente combatendo os incêndios, entre bombeiros e voluntários. “Eles não dão conta de apagar o fogo no Pantanal. Precisamos de mais recursos”, alertou.

Os deputados e senadores que participaram da missão conversaram com fazendeiros, povos originários do Pantanal, quilombolas e donos de pousada. “Como mato-grossense estou indignada com presidente Bolsonaro. O povo do Pantanal está na defesa do Pantanal. Se alguém colocou fogo, não foram os caboclos e índios.”, completou.

A deputada Joenia Wapichana (Rede-RR), que é indígena, acusou o presidente de irresponsável e leviano por culpar os povos indígenas pelos incêndios. “Dados científicos do Inpe e outras instituições mostram que as áreas indígenas são as mais protegidas. As queimadas ocorrem em áreas invadidas e griladas. Os indígenas conservam a biodiversidade e a natureza pelos meios tradicionais de gestão ambiental.”

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Também presente na missão oficial, o deputado Nilto Tatto (PT-SP) propôs a aprovação de projeto com medidas econômicas para promover o desenvolvimento sustentável e garantir a preservação na Amazônia e no Pantanal. Ele defendeu o impeachment de Bolsonaro. “Não dá para salvar a Amazônia e o Pantanal com este governo.”

 

 

Soberania
Já o deputado General Girão (PSL-RN) disse que o presidente Jair Bolsonaro defendeu a soberania do Brasil em seu discurso na ONU. “O presidente Bolsonaro hoje fez uma fala sensata e equilibrada, defendendo o País. A Amazônia é soberania brasileira. Estamos enfrentando, anos e anos, uma penetração ideológica em vários setores da sociedade.”

Vice-líder do MDB, Hildo Rocha (MDB-MA) afirmou que não ouviu mentiras no discurso de Bolsonaro na ONU. “O pronunciamento foi muito bom, enalteceu o agronegócio do Brasil, que de fato é muito forte, e mostrou a realidade do País em todas as áreas. O governo enfrentou a Covid-19 destinando recursos para Saúde a municípios e estados, além de ajudar a pagar salários nas empresas e auxílio-emergencial. Não vejo aonde está a mentira.”

O deputado Giovani Cherini (PL-RS) acusou a oposição de promover desinformação sobre o discurso na ONU e afirmou que as críticas vêm de mentes medíocres. “Foi Bolsonaro que mandou a seca e não fez chover durante 120 dias?”, ironizou. “Quero parabenizar o presidente pela sua coragem. O governo está fazendo sua parte.” Ele ainda criticou as medidas restritivas de prefeitos e governadores para combate à epidemia, que na sua avaliação sacrificaram a economia. “Os Mandetinhas se espalharam pelas prefeituras e universidades do País.”

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Auxílio
Líderes da oposição criticaram outros pontos do discurso de Bolsonaro na ONU, entre eles o combate à pandemida de Covid-19 e a distribuição do auxílio emergencial. O líder do PSB, Alessandro Molon (PSB-RJ), afirmou que o presidente em todo o tempo diminuiu a gravidade da pandemia. “Não fosse o comportamento irresponsável do presidente da República, o Brasil não teria chegado ao número de mais de 137 mil mortes de Covid-19”.

A líder do PSOL, Sâmia Bomfim (Psol-SP), disse que a pior mentira no discurso de Bolsonaro foi a declaração de que o auxílio emergencial era de US$ 1000 por pessoa. “O presidente era contrário ao valor de R$ 600, que agora foi reduzido para R$ 300. Precisamos derrubar essa mudança na MP 1000/20”.

O líder do PT, José Guimarães (PT-CE), afirmou que o presidente Bolsonaro transfere sua responsabilidade a terceiros. “Ele culpa todo mundo, menos ele. É como se não fosse presidente da República. Ele é o maior culpado pela crise ambiental, sanitária e econômica.”

Reportagem – Francisco Brandão
Edição – Geórgia Moraes

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