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De “gripezinha” a “vamos tocar a vida”: as vezes que Bolsonaro minimizou a Covid

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Presidente Jair Bolsonaro sem máscara entre os presidentes o Senado David Alcolumbre e da Câmara Rodrigo Maia
Foto: Marcos Corrêa/PR

Presidente Jair Bolsonaro sem máscara entre os presidentes o Senado David Alcolumbre e da Câmara Rodrigo Maia

O Brasil passou nesta quinta-feira (6) das 98 mil mortes por Covid-19 e dos 2,9 milhões de casos confirmados da doença. À noite, em sua transmissão semanal ao vivo por uma rede social, o presidente Jair Bolsonaro recebeu o ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello , e comentou sobre o avanço do novo coronavírus (Sars-coV-2) no país.

“A gente lamenta todas as mortes, está chegando ao número de 100 mil talvez hoje, é isso?”, disse Bolsonaro. Pazuello respondeu que o número provavelmente será alcançado ainda essa semana, e então o presidente afirmou: “Mas vamos tocar a vida, tocar a vida e buscar uma maneira de se safar desse problema”.

Esta não foi a primeira vez que o presidente deu uma declaração sobre a pandemia do novo coronavírus que gerou muitas críticas. Em 24 de março, num pronunciamento em rede nacional de televisão, Bolsonaro, que já havia chamado a doença de gripezinha dias antes, afirmou: “Pelo meu histórico de atleta, caso fosse contaminado pelo vírus, não precisaria me preocupar, nada sentiria ou seria acometido, quando muito, de uma gripezinha ou resfriadinho”.

Dois dias depois, no Palácio da Alvorada, o presidente disse que o brasileiro “não pega nada”, ao comentar o avanço da pandemia: “O brasileiro tem que ser estudado. Ele não pega nada. Você vê o cara pulando em esgoto ali, sai, mergulha, tá certo? E não acontece nada com ele. Eu acho até que muita gente já foi infectada no Brasil, há poucas semanas ou meses, e ele já tem anticorpos que ajuda a não proliferar isso daí”.

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“Não sou coveiro”

Em 29 de março, depois de fazer um passeio em Brasília, causando aglomeração, Bolsonaro disse: “O vírus tá aí. Vamos ter que enfrentá-lo, mas enfrentar como homem, não como um moleque. Vamos enfrentar o vírus com a realidade. É a vida. Todos nós iremos morrer um dia”.

Em 20 de abril, o Brasil chegou a 2.575 mortes por Covid-19. Ao ser perguntado sobre o número de óbitos, o presidente interrompeu o jornalista que o indagava e disparou: “Ô, cara, quem fala de… Eu não sou coveiro, tá certo?”. Oito dias depois, o país ultrapassou a China em mortes pela doença, chegando a 5..007. Na porta do Palácio da Alvorada, o presidente disse: “E daí? Lamento. Quer que eu faça o quê? Eu sou Messias (seu nome do meio), mas não faço milagre”.

Em 7 de maio, quando o país estava às vésperas de chegar a 10 mil mortes pelo novo coronavírus, Bolsonaro disse que faria um churrasco no sábado seguinte, no Palácio da Alvorada. Depois, algumas pessoas que afirmaram terem sido convidadas para o churrasco disseram que o evento havia sido cancelado. No sábado, 9, Bolsonaro afirmou que o churrasco era fake news, apesar de ter sido anunciado por ele mesmo. Naquele sábado, o Brasil chegou a 10 mil mortes e Bolsonaro saiu para passear num lago de moto aquática.

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Em 7 de julho, Bolsonaro confirmou que havia sido infectado pelo novo coronavírus . Ele se isolou no Palácio da Alvorada e anunciou que estava tomando hidroxicloroquina , sob prescrição médica, apesar de o remédio não ter eficácia comprovada para o tratamento da Covid-19 .

Na semana seguinte, ele fez um novo teste e voltou a ter resultado positivo. O presidente ainda teve mais um resultado positivo, divulgado no dia 21. Dois dias depois, ele passeou de moto na área interna do Palácio da Alvorada e parou para cumprimentar funcionários que faziam a limpeza do local. Ele tirou o capacete e, sem máscara, conversou com os funcionários.

No dia 25 de julho, Bolsonaro anunciou que havia feito mais um teste e o resultado deu negativo. Após divulgar que estava curado, ele saiu de moto por Brasília e disse a repórteres: “Não senti nada desde o começo, se eu não tivesse feito teste eu nem sabia que tinha contraído o vírus. É uma coisa que acontece, tem que cuidar dos mais idosos e tocar a vida”. No entanto, ao anunciar o primeiro resultado positivo para a Covid-19 , o presidente disse que tinha apresentado febre de 38 graus, mal-estar, cansaço e dor no corpo.

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Temperaturas mais elevadas nesta quinta em São Paulo

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prédios e tempo ensolarado
iG São Paulo

Não há previsão de chuvas para esta quinta-feira

Temperaturas mais elevadas do que os últimos dias marcam a previsão do tempo desta quinta-feira (24) , na capital paulista. O dia deve começar com muitas nuvens, mas o sol aparece e passa a predominar ainda pela manhã. O Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE) divulgou que a mínima será de 15°C e a máxima de 28°C.

No fim da tarde, a umidade deve aumentar, assim como a nebulosidade. Não há previsão de chuva.

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Sem máscaras, Eduardo e Flávio Bolsonaro visitam aldeia indígena no Amazonas

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ESTADÃO CONTEÚDO

Flávio e Eduardo Bolsonaro posam sem máscaras ao lado de indígenas no Amazonas


Sem máscaras e sem respeitar o distanciamento social imposto pela pandemia do novo coronavírus , o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) visitiram, recentemente, uma aldeia indígena no Amazonas. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (23) pela  Folha de S.Paulo.


Uma foto, publicada nas redes sociais do presidente da Embratur, Gilson Machado Neto, mostra os filhos do presidente Jair Bolsonaro sem máscaras , ao lado dos índios e do secretário de Aquicultura e Pesca, Jorge Seif Júnior. 

Outras imagens compartilhadas pelo governador do Amazonas, Wilson Lima, confirmam a visita à aldeia, apesar de, em outro momento, ambos os irmãos terem utilizado o equipamento de proteção individual.

Perigo para os indígenas

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Por não terem histórico de interação com os mesmos vírus e bactérias que a maioria da população urbana, os indígenas possuem um sistema imunológico mais sensível .

A exposição ao novo coronavírus implica em riscos mais graves a esses povos. Dados recentes da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) indicam que 32,9 mil índios foram contaminados pela Covid-19 e 825 já morreram  por causa da doença. 

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