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​​​​​​​Situação dos professores e de povos indígenas é tema de reunião

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Foto: FABLICIO RODRIGUES / ALMT

A preparação para o retorno das atividades escolares em todo o estado, a realidade dos povos indígenas e os desafios enfrentados pelos professores durante realização de aulas remotas e híbridas foram os temas discutidos nesta quinta-feira (06) pela comissão especial que analisa o retorno das atividades escolares na rede pública de Mato Grosso.

A presidente do Conselho Estadual de Educação de Mato Grosso, Adriana Tomasoni, apresentou informações acerca da Resolução Normativa nº 003/2020, que dispõe sobre as normas de reorganização do calendário para o ano letivo de 2020, a serem adotadas pelas instituições pertencentes ao sistema estadual de ensino, em razão da pandemia da Covid-19.

Composta por 19 artigos, a resolução destaca a necessidade de atendimento dos direitos e objetivos de aprendizagem, previstos para cada etapa educacional da educação básica e superior; e de cumprimento da carga horária mínima de 800 horas aos estudantes da educação básica e suas modalidades, conforme Art. 24 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.

Nesse sentido, estabelece que as instituições vinculadas ao sistema de ensino de Mato Grosso podem propor, para além de aulas presenciais, a realização de atividades pedagógicas não presenciais, desde que garanta a interação entre o professor, o estudante e a família.

A resolução impõe ainda, entre outros itens, a obrigatoriedade de elaboração de um plano pedagógico estratégico pelas instituições que optarem por desenvolver atividades pedagógicas não presenciais e de apresentação de novo calendário para o ano letivo de 2020 pelas instituições que não realizarem aulas remotas, bem como de atendimento às regras de biossegurança editadas pelos respectivos entes federados para retorno das atividades presenciais.

Indígenas – Valdemilson Ariabo Quezo, representante da aldeia Umutina e da Federação dos Povos e Organizações Indígenas de Mato Grosso (FEPOIMT), demonstrou preocupação com o possível retorno das atividades escolares, por conta do risco de disseminação do vírus da Covid-19 nas aldeias e também pelo fato de os prédios das escolas estarem sendo utilizados para atendimento de pacientes suspeitos e infectados com a doença. Segundo ele, há cerca de 70 escolas indígenas em Mato Grosso e mais de 12 mil estudantes matriculados.

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“A onda mais grave do vírus chegou agora nas aldeias e a população indígena está preocupada. Em muitas aldeias foram estabelecidas barreiras sanitárias e não está autorizada a entrada de pessoas de fora das comunidades, então nesse momento a volta às aulas vai mudar todo esse procedimento. Queremos discutir e construir juntos soluções e medidas que de fato favoreçam a todos”, frisou.

Valdemilson pediu ainda que todos os povos indígenas do estado sejam contemplados com o recebimento de medicamentos e materiais para combate à Covid-19, a exemplo da população Xavante, que tem recebido suporte dos governos federal e estadual.

Professores de MT – A professora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Lívia Fraga apresentou resultado de pesquisa realizada pela instituição acerca do trabalho docente em tempos de pandemia em todo o Brasil. A pesquisa ouviu 15.654 professores, sendo 711 de Mato Grosso. Deste total, 89% declararam não possuir experiência anterior em ensino remoto; 49% disseram ter habilidade regular para lidar com tecnologias digitais e 20% consideraram difícil ou muito difícil.

Quase 49% dos entrevistados afirmaram não ter recebido nenhum tipo de formação para utilizar tecnologias digitais em sala de aula; 37% declararam que não estão realizando nenhum tipo de atividade, 35% estão realizando atividades em casa e 21% declararam manter interação com os estudantes. Quase 70% dos professores disseram que aumentou o tempo de trabalho para preparação das aulas a distância e 79%, que a participação dos estudantes nas atividades propostas diminuiu um pouco ou drasticamente.

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A secretária-adjunta de Gestão Educacional da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), Rosa Maria Luzardo, disse que a Pasta realizou pesquisa com aproximadamente 12 mil professores da rede estadual e o cenário apresentado foi diferente da pesquisa feita pela UFMG. Segundo ela, 97,33% disseram que têm acesso a internet e 37,5%, que utilizam tecnologia na sala de aula. Questionados se a escola fornece recursos digitais, 77% responderam que sim e 23%, que não.

Tecnologia – Professor de Gestão da Educação da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Bartolomeu José Ribeiro de Souza expôs alguns projetos de extensão e pesquisa que estão sendo desenvolvidos pelo Observatório da Educação Básica de Mato Grosso na Pandemia de Covid-19, em parceria com outras instituições e representantes da sociedade civil. Entre os objetivos dos projetos, destaca-se o desenvolvimento de soluções tecnológicas para a educação no estado, não apenas para a área do ensino, mas também de gestão.

Relatório – O presidente da Comissão Especial da ALMT, deputado estadual Valdir Barranco (PT), ressaltou a preocupação com a qualidade dos trabalhos desenvolvidos pela comissão e a preservação da saúde e da vida dos estudantes e profissionais da educação. “Quero dizer que nós não temos pressa. Essa comissão não está preocupada apenas com o ‘quando’, mas, sobretudo, com o ‘como’. Prezamos pelo diálogo, pela democracia, por ouvir a todos e, ao final, vamos apresentar um relatório que ficará para sempre nos anais desta Casa e servirá de exemplo também para outros estados”.

Fonte: ALMT

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Deputado João Batista participa de homenagem aos policiais penais vítimas do coronavírus

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Evento teve homenagem em vídeo e soltura de balões

Foto: BRUNO BARRETO

O deputado estadual João Batista do Sindspen (Pros), que é policial penal de carreira, participou, na tarde desta última segunda-feira (21), do culto ecumênico em homenagem aos servidores do sistema penitenciário que faleceram vítimas do novo coronavírus (Covid-19). O evento, coordenado pelo Sindicato dos Servidores Penitenciários do Estado de Mato Grosso (Sindspen), foi voltado para católicos e evangélicos e também contou com uma homenagem em vídeo e soltura de balões.

Sendo o primeiro policial penal eleito para o cargo de deputado estadual, João Batista lembrou que, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), desde o início da pandemia, tem cobrado o Poder Executivo, exigindo condições dignas de trabalho e o devido aparelhamento dos servidores.

“Hoje a Polícia Penal de Mato Grosso tem total autonomia dentro do Parlamento. Fui autor de diversas proposições no combate ao coronavírus. Exigi do Poder Executivo o teste em massa de todos os nossos servidores. Cobrei os devidos equipamentos de segurança para as unidades penais. E mesmo com tantas cobranças, tantas indicações, perdemos irmãos e irmãs de farda para esta doença tão avassaladora”, disse João Batista.

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De acordo com o último dado fornecido pela Secretaria de Estado de Saúde, 378 servidores penitenciários teriam se contaminado; destes, 5  óbitos foram registrados. Ao todo, levando em consideração os agentes que faleceram por outros motivos, os policiais penais se despediram de 15 companheiros.

“O ano de 2020 foi muito difícil para todos. Perdemos amigos, familiares, conhecidos e fomos obrigados a viver em regime de quarentena. Hoje nos despedimos destes guerreiros e guerreiras que nos deixaram, com o coração apertado e com a voz trêmula, damos o nosso último adeus, mas com a promessa de que a batalha por aqui continuará”, finalizou o deputado.

Fonte: ALMT

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Projeto de lei visa combater golpes financeiros contra idosos em Mato Grosso

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Projeto de lei quer campanha estadual para combater crimes financeiros contra idosos

Foto: MAYKE TOSCANO / Secom-MT

Autor do PL, Dr. Gimenez exige o cumprimento do Estatuto do Idoso e medidas de proteção

Foto: FABLICIO RODRIGUES / ALMT

Um levantamento divulgado pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) no início de setembro revela que, desde o início da pandemia, houve um aumento de 60% em tentativas de golpes financeiros contra idosos. O Projeto de Lei nº 653/2020 visa instituir uma campanha estadual para combater esses atos criminosos.

Conforme o deputado estadual Dr. Gimenez (PV), autor da proposição, a campanha consiste em um conjunto de ações informativas, preventivas e repressivas acerca dos golpes mais comuns praticados contra a população da terceira idade, a exemplo de uma iniciativa da Febraban em caráter nacional.

“Queremos que o Estatuto do Idoso seja colocado em prática e o estado estabeleça medidas de proteção e suporte aos idosos em relação a crimes como estelionato e golpes financeiros, em geral, realizados por meios eletrônicos, pois é muito comum o envio de e-mail com vírus ou links de direcionam os usuários a sites falsos”.

Segundo a federação, mais de 70% das fraudes estão vinculadas à engenharia social, que é quando o cliente é induzido a fornecer informações confidenciais e senhas para os estelionatários. Há quadrilhas se aproveitando do aumento das transações digitais, intensificadas pelo isolamento social, e vulnerabilidade deste perfil desses usuários para aplicar os golpes.

“Além de orientar sobre os tipos mais frequentes de golpes praticados, para que eles estejam “alertas”, precisamos mostrar qual a conduta a ser tomada após a constatação de que foi vítima de um golpe, onde buscar ajuda e também cabe ao estado oferecer tratamento prioritário conforme estabelece o estatuto do idoso”.

A aposentada Jandira Pedrollo, 62 anos, ainda está com medo do que passou na última sexta-feira (18), quando recebeu uma ligação de um suposto funcionário do Banco do Brasil dizendo que tinha sido detectada uma falha de segurança em sua conta corrente e que ela precisaria ir ao caixa eletrônico.

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“Eles me enviaram uma mensagem via Whatsapp com o pedido de ajuda para que eu retornasse para eles ao chegar em frente ao caixa e que orientariam sobre o que deveria ser feito. Era fazer isso naquele dia mesmo, pois do contrário a conta seria bloqueada e o desbloqueio só poderia ser realizado na agência de origem da conta”.

No começo, a aposentada acreditou na história e chegou a fazer confirmações de dados, porém a situação atípica despertou medo. Ela ligou para um sobrinho que trabalha no banco, que alertou sobre o número de telefone parecido. Até então ela ainda estava em dúvida. “Os bandidos são muito audaciosos, pois enviaram mensagem na segunda-feira (21) de manhã, quando bloqueei o número”.

Ela relata que a situação aconteceu rapidamente, mas que percebeu algo anormal. “Primeiramente, o número que ligaram não era o telefone do banco, era parecido, mas não era. O do banco inicia com 4004 a ligação era de 4040. Também achei esquisito eles precisarem saber o horário que eu iria, nunca havia acontecido algo assim, além disso, o contato foi feito em um horário não bancário (após 16h), o que me impedia de verificar com alguém do banco se aquilo era realmente verdade, sorte que tenho um sobrinho que trabalha na área e me ajudou”.

Jandira pensou em fazer um boletim de ocorrência relatando o fato, mas como não chegou a cair no golpe, não soube direito o que fazer, a quem recorrer. “De alguma forma, gostaria de alertar outras pessoas sobre a situação, acredito que essa quadrilha esteja fazendo outras vítimas aqui em Cuiabá e Várzea Grande”.

Para o deputado Dr. Gimenez, o maior problema do crime de estelionato é a dificuldade de localização e punição dos seus agentes, por isso o projeto de lei foca na prevenção, o que vem beneficiar muitas famílias, pois 11% da população estadual tem mais de 60 anos. “Em números, isso significa mais de 300 mil pessoas. Desse total, aproximadamente 160 mil têm mais de 70 anos”.

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Violência institucional e familiar – A campanha busca combater ainda a violência financeira institucional, na forma de contratação de empréstimos oferecidos por agentes financeiros sem consentimento ou sem pleno conhecimento dos idosos quanto às regras e consequências dos contratos, bem como a violência financeira e/ou patrimonial no âmbito familiar ou comunitários.

 “Verificamos que, de modo geral, há uma exploração ilegal de recursos dos idosos, cometida por familiares ou pessoas da comunidade, que consiste na apropriação indébita de recursos financeiros ou bens e administração fraudulenta de cartão de benefícios previdenciários. Precisamos agir preventivamente nisso também, oferecendo suporte e proteção ao idoso”.

Golpes mais comuns – De acordo com a Febraban, as instituições financeiras registraram um aumento de mais de 80% nas tentativas de ataques de phishing, realizados por meio de um e-mail fraudulento, com vírus ou links que direcionam o usuário a sites falsos. Há casos ainda em que o fraudador se apresenta como um funcionário do banco e pede para o cliente realizar uma transferência como um teste, mas “os bancos nunca ligam para clientes para realizar transações”.

Já o golpe do falso motoboy teve aumento de 65% com a pandemia. Nessa fraude, criminosos entram em contato com as vítimas se fazendo passar pelo banco para comunicar a realização de transações suspeitas com o cartão do cliente, e informam que um motoboy será enviado para recolher o cartão supostamente clonado. Os criminosos orientam a vítima a cortar o cartão ao meio, para inutilizar a tarja magnética, antes de entregá-lo ao motoboy. Porém, o chip permanece intacto permitindo que sejam feitas compras com o cartão.

Fique atento(a) – Entre as orientações, estão: o banco nunca liga para o cliente pedindo senha e número do cartão; também nunca manda alguém à casa do cliente ou liga para pedir transferência ou qualquer tipo de pagamento. Ao receber uma ligação dizendo que “o cartão foi clonado”, o cliente deve desligar, pegar o número de telefone que está no cartão e ligar de outro telefone para verificar a história. Se receber um SMS ou e-mail do banco com um link, apague e ligue para o seu gerente. Mais importante: nunca passe sua senha ou outras informações a ninguém.

Fonte: ALMT

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