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Número de mortes por covid-19 cai 7% em uma semana

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O número de novos óbitos pela covid-19 na 31ª semana epidemiológica (última semana de julho) foi de 7.114, uma redução de 7% na comparação com a semana anterior (7.677), mesmo após o recorde de mortes do dia 29 de julho, que registrou 1.595 casos. É a primeira vez desde o final de junho que o número semanal de óbitos cai no país, segundo balanço epidemiológico apresentado pelo Ministério da Saúde nesta quarta-feira (5).

“O Brasil, que vinha durante cinco ou semanas epidemiológicas em um número estável, embora muito alto, teve uma queda entre a 30ª e a 31ª semana epidemiológica”, afirmou secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Medeiros. Com isso, na comparação mundial, os Estados Unidos, que chegaram a experimentar uma forte queda no número de mortes pela doença, voltaram a registrar números crescentes e ultrapassaram o Brasil na última semana, em número de óbitos, com 7.768 novos casos, de acordo com os números da pasta.

Apesar da redução, o Brasil está há mais de dois meses em um patamar acima de 7 mil mortes por semana, em decorrência da covid-19. Ao todo, já são 97,2 mil óbitos e um total de 2,85 milhões de infecções registradas no país desde o início da pandemia. 

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Evolução de casos

De acordo com o Ministério da Saúde, a covid-19 segue se desenvolvendo de forma diferente em cada estado. O número de novos casos da doença vem apresentando redução em 11 unidades da federação: Roraima (-17%), Amapá (-9%), Pará (-26%), Acre (-13%), Rondônia (-39%), Mato Grosso do Sul (-6%), Rio Grande do Sul (-8%), Rio de Janeiro (-48%), Bahia (-14%) e Paraíba (-12%). 

Há oito estados onde o número de novos casos apresenta um resultado estável: Amazonas, Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, Minas Gerais, Paraná, Piauí e Ceará. Já em outros oito estados, houve aumento no número de casos: Santa Catarina (39%), São Paulo (8%), Espírito Santo (12%), Sergipe (22%), Alagoas (21%), Rio Grande do Norte (33%), Tocantins (19%) e Maranhão (7%). 

Evolução de óbitos   

A maioria dos estados apresentou redução no número de novos óbitos por covid-19 na última semana. Segundo o balanço do Ministério da Saúde, houve queda de óbitos em Roraima (-9%), Amazonas (-16%), Amapá (-71%), Pará (-71%), Rondônia (-43%), Maranhão (-40%), Piauí (-13%), Ceará (-27%), Paraíba (-20%), Pernambuco (-20%), Alagoas (-10%), Sergipe(-24%), Rio de Janeiro (-16%), São Paulo (-8%) e Paraná (-7%).

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Em Goiás, Tocantins, Minas Gerais e Espírito Santo, o número de novos óbitos na última semana permaneceu em situação estável na comparação com a semana anterior. Já o aumento do registro de novas mortes foi verificado em oito Unidades da Federação: Acre (100%), Mato Grosso (8%), Mato Grosso do Sul (28%), Bahia (9%), Rio Grande do Norte (107%), Santa Catarina (26%) e Rio Grande do Sul (21%).

Veja entrevista online na íntegra

Edição: Liliane Farias

Fonte: EBC Saúde

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Falta de transparência dificulta monitoramento da pandemia em povos indígenas

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O cacique Raoni Metuktire em frente ao Congresso Nacional%2C em Brasília%2C
Foto: Laycer Tomaz / Câmara dos Deputados

O cacique Raoni Metuktire em frente ao Congresso Nacional, em Brasília,

Um estudo conduzido pela ONG Open Knowledge Brasil (OKBR) e divulgado pela Agência Bori nesta terça-feira alerta para um apagão nas estatísticas da Covid-19 entre povos indígenas no Brasil. Apenas 15% das capitais e 57% dos estados brasileiros divulgam dados da doença estratificados por etnias indígenas, prejudicando o monitoramento do novo coronavírus nestas populações.

O levantamento indicou, ainda, que um a cada quatro casos de Covid-19 e de Sindrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) não são identificados por raça ou cor, um requisito obrigatório desde 2017.

Para a diretora-executiva da OKBR, Fernanda Campagnucci, houve demora na melhora dos recortes qualitativos passados quase sete meses desde a chegada da Covid-19 ao país.

— Esse relatório mostra que o governo demorou mutio a agir quanto a qualidade dos dados. No caso dos povos indígenas e, mais amplamente a questão da raça/cor, esses dados ajudariam o governo a entender a extensão do impacto nessas populações mais vulneráveis — afirma Campagnucci. — Essa é uma política pública que já tínhamos avançados no Brasil por meio de uma portaria de 2017 definindo campos de preenchimento obrigatórios. O sistema do coronavírus não trazia esse item obrigatório.

Além de acompanhar a transparência dos sistemas estaduais, o estudo olhou para as bases e-SUS Notifica (casos leves de Covid-19) e o Sivep-Gripe (casos graves e SRAG). O último sequer disponibiliza a especificação de raça/cor e etnia, dificultando o cruzamento de dados entre as duas plataformas. Mesmo a notificação de SRAG encontra problemas, uma vez que 25% delas não indica as mesmas informações obrigatórias.

— Acreditamos que depois de seis meses ainda é inadmissível ter um quarto sem preenchimento. É o tipo de dado que você não vai recuperar depois, não será possível preencher um dado perdido — lamenta a diretora-executiva da OKBR. — É um caso muito emblemático de como os dados podem salvar vidas. Por que povos indígenas estão organizando o próprio monitoramento? Eles estão querendo entender exatamente como suas populações estão sendo afetadas. O dado é imprescindível. Da mesma forma que a sociedade precisa dessas informações, o governo precisa dekas para fazer gestão. Questionamos se o governo está cumprindo seu papel de protegê-los.

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A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), por exemplo, calcula que 158 povos já foram atingidos pelo novo coronavírus. A entidade contabiliza 32.818 contágios e 821 mortes pela Covid-19.

Para Tiago Moreira, pesquisador do Programa de Monitoramento de Áreas Protegidas do Instituto Socioambiental, que não participou do estudo da OKBR, o problema na falta de transparência nos dados da saúde indígena são crônicos, mas se agravaram na pandemia.

— Os dados da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) não são inseridos dentro de uma plataforma comum como o Datasus. Dados sobre comorbidades, por exemplo, são muito difíceis de serem conseguidos. Muitas vezes são obtidos por lei de acesso à informação, mas mesmo quando são divulgados revelam certa precariedade — explica Moreira. — Com a Covid-19, vimos uma falta de transparência ainda maior. A transparência pública é fundamental, fortalece a democracia, a capacidade da sociedade civil de agir, e indica se o governo tem informações para responder com a velocidade necessária que a pandemia demanda.

Inconsistência

Ainda de acordo com o levantamento da OKBR, os índices de transparência quanto ao item raça/cor é ligeiramente melhor do que o detalhamento por etnia indígena, mas ainda deixa a desejar: 82% dos estados informam estes dados, mas apenas 44% das capitas o fazem. Os números são piores na Amazônia Legal, onde estão concentrados 62% das vítimas fatais identificadas como indígenas — 78% nos estados e 44% nas capitais da região.

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Outro dado que chamou atenção da ONG é a disparidade entre números da Sesai, atrelada ao Ministério da Saúde, e a própria base do Sivep-Gripe. A secretaria contabiliza 426 mortes por Covid-19, enquanto a base de SRAG indica 529 mortes em todo o país, espalhadas por 183 municípios. A diferença se justifica pelos ccriterios do órgão da Saúde, que leva em conta apenas notificações de indígenas que vivem em terras homologadas, pontua Campagnucci:

— Outro problema identificado no levantamento é o desenho de política de atendimento às terras indígenas só se voltar para terras homologadas. Muitos deles estão em contexto urbano. Nesse caso, o atendimento da Sesai já não olha para essa população, e até mesmo terras que não são homologadas ficam de fora. Existe uma falta de diálogo de órgãos dentro do próprio governo.

Para Moreira, a diferenciação não faz sentido.

— Muitos indígenas vivem na cidade e também na terra indígena, e circulam em uma rede multilocal. São redes de solidariedade, onde as pessoas acionam a saúde para ter um serviço médico na cidade, estudar em uma escola, universidade, ter um amparo para receber os benefícios sociais para comprar itens necessários. (A dissociação dos dados) É uma oposição entre aldeia e cidade que não faz o menor sentido prático. E, em uma pandemia, você perde o controle da doença por achar que o vírus não chegou na aldeia, enquanto as pessoas estão circulando nessa rede — afirma o pesquisador do ISA. — Além disso, as populações que estão em terras não homologadas são as que estão em situação de maior vulnerabilidade. São território em conflito com invasores, e a questão de violência também é um problema de saúde pública.

Fonte: IG SAÚDE

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Número de mortes por Covid-19 nos EUA chega a 200 mil

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O presidente Donald Trump
Foto: Reprodução/ONU

Trump ataca China na Assembleia Geral da ONU

Os Estados Unidos chegaram a 200 mil mortes pela Covid-19, nesta terça-feira (22). De acordo com o monitoramento da Universidade Johns Hopkins, os EUA são o primeiro país a alcançar esse número de vítimas do novo coronavírus (Sars-CoV-2) no mundo desde o início da pandemia. O país também está perto de chegar a 7 milhões de casos confirmados da doença.

As primeiras 100 mil mortes confirmadas nos EUA ocorreram entre janeiro e maio. A doença se espalhou rapidamente por todos os 50 estados americanos, mas foi Nova York, entre março e abril, que registrou os piores dias da pandemia.

Atualmente, a maior parte dos estados americanos tem apenas restrições pontuais para a abertura de estabelecimentos, e há disputas políticas e judiciais sobre a obrigatoriedade do uso de máscaras.

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Considerando todo o planeta, o total de mortes pelo novo coronavírus se aproxima de 1 milhão: são mais de 960 mil vítimas acumuladas no mundo. O Brasil, em dados absolutos, tem o segundo maior número de vítimas da Covid-19: o país registrou mais de 137 mil mortes até segunda-feira (21).

Trump ataca a China

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, atacou a China pela forma como o país asiático gerenciou a crise da Covid-19. Em seu discurso na Assembleia Geral da ONU, nesta terça-feira (22), o americano voltou a chamar o Sars-CoV-2 de “vírus chinês”, que ele disse ser um inimigo invisível.

“Nos primeiros dias do vírus, a China fechou-se para viagens domésticas, mas permitiu que as pessoas saíssem da China e infectassem o mundo”, disse Trump. Em seguida, ele pediu para que a ONU responsabilize os chineses.

Fonte: IG SAÚDE

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