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Cuiabá e VG registram 63% a mais de mortes no trânsito em comparação a 2019

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Raquel Teixeira/Polícia Civil-MT

O trânsito no Brasil continua fazendo inúmeras vítimas e na região metropolitana de Cuiabá, as estatísticas não são diferentes, com dezenas de pessoas que perderam a vida nas ruas. Na comparação entre os meses de março e julho deste ano com o mesmo período de 2019 houve um aumento de 63% no número de mortes registradas na Capital e em Várzea Grande.

O levantamento realizado pela Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran), que atende ocorrências nas duas maiores cidades do estado, aponta que no período de março a julho do ano passado foram 63 mortes registradas em acidentes de trânsito, enquanto que no mesmo período deste ano os números subiram para 103 ocorrências.

O número deste ano é maior também que o registrado no mesmo período de 2018, quando ocorreram 97 mortes causadas por acidentes em vias públicas.

O delegado titular da Deletran, Christian Alessandro Cabral, explica que o período noturno permanece com a maior parte das incidências registradas no período. “Além disso, os finais são os dias com mais ocorrências, sendo a tarde e a noite de domingo com a maioria dos registros de acidentes fatais”.  

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Foram registrados nestes cinco meses 11 mortes no trânsito no período compreendido entre 18 e 0 hora. Já nas tardes de domingo foram oito óbitos, seguido de cinco registros na madrugada dos sábados.

Em um dos acidentes registrados no mês de abril, no bairro Nova Várzea Grande, uma mulher de 29 anos morreu após a motocicleta que ela conduzia colidir com um micro-ônibus, que invadiu a preferencial. A vítima não resistiu aos ferimentos e morreu no local do acidente. O condutor do micro-ônibus fugiu do local.

Outra morte registrada, também em Várzea Grande, ocorreu na Rodovia dos Imigrantes, quando uma mulher de 59 anos, que caminhava pelo acostamento, foi atropelada por um veículo que seguia no mesmo sentido. O motorista fugiu do local e foi localizado em um posto de combustível próximo ao trevo para Santo Antônio de Leverger. O teste de etilômetro constatou 0,46 mg/l de álcool no sangue e ele foi encaminhado à Central de Flagrantes de Cuiabá, onde foi autuado em flagrante por homicídio culposo, condução de veículo com capacidade psicomotora alterada e evasão de local de acidente.

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Agosto

O início deste mês não está diferente das estatísticas anteriores. Em apenas um dia desta semana, a Deletran registrou cinco mortes decorrentes de acidentes no trânsito Nesta terça-feira, a delegacia atendeu a uma ocorrência registrada no km 20 da rodovia MT-010, próxima ao Distrito de Nossa Senhora da Guia, onde três pessoas morreram na colisão entre um veículo de passeio e um caminhão. As vítimas, um homem e duas mulheres, tinham entre 32 e 47 anos.

Fonte: PJC MT

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Nova delegacia é construída com união de instituições públicas e sociedade

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Raquel Teixeira/Polícia Civil-MT

Sociedade e servidores da Polícia Civil de São José do Rio Claro (315 km a médio-norte de Cuiabá) conquistaram o sonho da sede nova para a delegacia da cidade, um projeto que para ser colocado em prática contou o envolvimento e união da comunidade e instituições públicas do município. A inauguração do novo prédio está prevista para o final de outubro, mas o atendimento já está funcionando no local.

Esse esforço conjunto resulta em benefício geral, pois a nova delegacia traz mais conforto para o trabalho diário de policiais civis e também no atendimento à população. Para erguer o novo prédio, construído ao lado da antiga delegacia, a Polícia Civil se uniu ao Poder Judiciário, Ministério Público, Conselho da Comunidade e prefeituras de São José do Rio Claro e Nova Maringá para angariar recursos, além, é claro, da colaboração da sociedade por meio de empresas e moradores do município.

Orçada inicialmente em R$ 250 mil, a delegacia foi construída na mesma área ao lado da antiga sede e está com mais de 80% concluída. A previsão é de que seja inaugurada oficialmente no final do mês de outubro. Restam concluir as celas e o muro do novo prédio.

Nesta quinta-feira (17.09), o juiz da Comarca, Luís Felipe Lara, visitou a delegacia e entregou uma chave simbólica do prédio ao delegado da Polícia Civil, Marcello Henrique Maidame.

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Os servidores realizaram a mudança de toda a parte administrativa e os atendimentos à população já estão em andamento no novo prédio.

Projeto e engajamento social

O projeto arquitetônico da nova delegacia foi elaborado pela equipe da Gerência de Obras e Projetos da Polícia Civil e tem um espaço amplo e mais adequado às necessidades atuais da equipe da unidade policial. O novo prédio possui 11 salas, enquanto que a antiga delegacia tem apenas quatro salas, uma recepção que pode acomodar até 30 pessoas, além de um espaço doado pela Prefeitura do município em regime de comodato para abrigar veículos apreendidos. A Polícia Civil providenciou a climatização de todo o prédio e o mobiliário. 

Para erguer o novo prédio, a comunidade de São José do Rio Claro organizou, em fevereiro deste ano, um leilão de gado bovino cujo resultado foi aplicado na obra. O gado foi doado por empresas da região. Também foram vendidas rifas para finalizar a construção.

O delegado de São José do Rio Claro, Marcello Maidame, destaca o apoio e empenho do Conselho da Comunidade, presidido pela advogada Rejane Sonnenberg, o juiz Luís Felipe Lara e o empresariado local que se engajou para que a nova delegacia se tornasse realidade. “Sem os apoios que estamos recebendo desde o início, nada disso seria realidade hoje. Toda a sociedade do município, Judiciário e Ministério Público, as prefeituras de São José e de Nova Maringá e, especialmente, o Conselho da Comunidade colaboraram para erguer essa obra”, apontou o delegado, que junto com o Conselho visitou segmentos empresariais e profissionais autônomos do município para colaborar com a obra da nova delegacia.

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Delegacia antiga e o prédio atual

O delegado-geral da Polícia Civil, Mário Dermeval Aravéchia de Resende, destacou o esforço das instituições e da sociedade em colaborar com a estrutura da segurança pública no município. Ele, acompanhado do diretor de Interior, Walfrido Nascimento, e da delegada regional, Alessandrah Marques Alecrim participaram em fevereiro deste ano do leilão realizado no município para angariar recursos destinados à obra da delegacia.

“O engajamento da sociedade e das instituições em São José do Rio Claro, como o Poder Judiciário, que se empenhou nesse projeto, está proporcionando à Polícia Civil um local decente para atender a população e para o trabalho de nossos servidores. É uma união de diversos segmentos sociais que está produzindo um resultado fantástico”, enfatizou o delegado-geral.

Fonte: PJC MT

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Polícia Civil apura desmatamento com derrubada de castanheira no norte de MT

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Raquel Teixeira/Polícia Civil-MT

Em diligências na região norte do Estado nesta semana, policiais civis da Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema) comprovaram a existência de mais uma área com desmatamento ilegal, inclusive com derrubada de árvores protegidas pela legislação.

O crime ambiental foi constatado em uma área no município de Cláudia (620 km ao norte de Cuiabá) e a delegacia foi comunicada por fiscais da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) e do Indea-MT que estão em atuação na região.

A equipe da Delegacia de Meio Ambiente foi até o local, junto com peritos da Politec para checar a denúncia recebida e coletar provas. Entre as árvores derrubadas na área, os policiais encontraram uma castanheira que media, aproximadamente, 30 metros.

Após a coleta de evidências materiais e a realização da perícia, a Dema vai instaurar inquérito policial para investigação do crime ambiental e dar sequência às diligências necessárias para esclarecimento do delito.

De acordo com a delegada titular da Dema, Alessandra Saturnino de Souza Cozzolino, há evidências de crimes ambientais, entre eles o crime, em tese, de desmate ilegal da área e também será apurado se houve eventual fraude na requisição junto à Sema dos pedidos de autorização de desmate e de queima. “Será apurado se houve subterfúgio no intuito de obter a licença no órgão ambiental, com omissão por parte do solicitante de que a área era de castanheira”, explicou a delegada.

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A derrubada e corte da castanheira são proibidos, uma vez que a espécie é ameaçada de extinção. A castanheira é uma das árvores mais altas do bioma amazônico, chega a viver 500 anos e pode atingir até 50 metros, o que corresponde à altura de um prédio de 16 andares.

Fonte: PJC MT

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