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Delegado Claudinei recebe protetores faciais do IFMT de Campo Verde

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Foto: ANGELO VARELA / ALMT

O deputado estadual Delegado Claudinei (PSL) esteve na última semana de julho, no Instituto Federal de Mato Grosso – Centro de Referência de Campo Verde. Ele foi recepcionado pelo diretor-geral  da instituição, Livio dos Santos Wogel,  e pelos professores Pedro Henrique Pereira e Abimael Antunes Marques. Eles apresentaram todo o processo metodológico de produção dos protetores faciais – “face shields” – que é realizado pelos docentes e acadêmicos da instituição. Todos estes Equipamentos de Proteção Individual – EPIs são destinados para instituições que contam com profissionais que são linha de frente no combate e enfrentamento à Covid-19.

O projeto está em execução desde o final de março deste ano, sendo que já foram produzidas 4.595 unidades por meio de prototipagem rápida. “Uns dois meses que acompanhamos este importante projeto da IFMT, essa extensão de Campo Verde e de São Vicente. Essa parceria é muito importante com a sociedade e a distribuição de máscaras de proteção para órgãos como da segurança pública e saúde. Não só em Campo Verde, como em todo o estado de Mato Grosso. Estamos levando 200 máscaras para contribuir com a distribuição. A gente fica muito satisfeito deste trabalho voluntário que fica entre a direção, professores e acadêmicos, a gente tem que deixar este reconhecimento”, comenta Claudinei.

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Ofício

Na oportunidade, Delegado Claudinei entregou aos representantes da IFMT o ofício que solicitou ao presidente Eduardo Botelho (DEM) recurso de R$ 53 mil para contribuir na aquisição de materiais e, assim, dar continuidade na produção dos protetores faciais pela instituição.

“Já que a Assembleia já devolveu R$ 30 milhões ao governo estadual para atender a Secretaria de Estado de Saúde, acredito que possa também oferecer neste combate e prevenção à Covid-19. Essa iniciativa é um olhar para os profissionais que são linha de frente. Agora, vou estar encaminhando um pedido formal para os deputados federais José Medeiros (PODE) e Neri Geller (PP), e o senador Wellington Fagundes (PL) para que também possamos conseguir recursos federais por meio da bancada para estar destinando para a IFMT”, posicionou-se o parlamentar.

Para o diretor-geral Livio Wogel, da IFMT, a intenção é ampliar a distribuição das máscaras de proteção. “Estamos articulando com o deputado Claudinei para fazer mais propostas em nível federal para que possamos melhorar os nossos laboratórios e ampliar o atendimento para a população. A gente começou com R$ 8 mil reais, no planejamento, com a compra de máquinas. Hoje, estamos projetando chegarmos até R$ 100 mil reais de investimento neste projeto e, assim, trazer mais segurança para a nossa comunidade”, pontua.

Distribuição

As instituições beneficiadas com os protetores faciais da IFMT são de diferentes municípios mato-grossenses, sendo que envolve o Corpo de Bombeiros, polícias civil e militar, Sicredi, Agência dos Correios, Hospital Coração de Jesus, Santa Casa de Cuiabá, secretarias de Saúde de Rondonópolis, Campo Verde e Jaciara, Fundação Abrigo Bom Jesus, Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde do Estado de Mato Grosso (Sisma – MT), Programa Saúde da Família (PSF) Cristo Rei, Hospital Regional de Rondonópolis, Hospital Universitário Júlio Müller de Cuiabá, Centro de Pastoral do Migrante de Cuiabá, Operação Amazônia Nativa (Opan), Consórcio Regional de Saúde Sul de Mato Grosso (Coress – MT), entre outros. 

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De acordo com o professor Pedro Henrique essas parcerias formadas, com trabalho em conjunto é muito relevante até passar este período da pandemia. “Até agora já temos uma quantidade prevista, temos neste momento materiais para atender a produção de mais 1.300 unidades. Agora, estamos tentando ter mais aporte para conseguir as viseiras”, explica o docente.

IFMT – Os centros de referência de Jaciara, Campo Verde e São Vicente da IFMT contam com cerca de 1.300 alunos, sendo que no total são 84 docentes atuantes na instituição. Os cursos oferecidos por essas unidades são de Agronomia, Análise de Desenvolvimento de Sistemas, Biologia, Técnico de Meio Ambiente e Zootecnia.

 

Fonte: ALMT

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Poder Legislativo busca soluções efetivas e de longo prazo para o Pantanal

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Destruição pelas chamas causa impactos incalculáveis sobre a fauna e a flora

Foto: MARIO FRIEDLANDER / ALMT

Com mais de 20% de sua área destruída pelas chamas e impactos incalculáveis sobre a fauna e a flora, o Pantanal passa a ser foco do Poder Legislativo em âmbito estadual e federal. Neste sábado (19), uma comitiva de senadores, deputados federais e estaduais, técnicos legislativos e imprensa vai ver de perto a situação do Pantanal mato-grossense e conversar com a comunidade local. Este será o segundo passo da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) em busca de soluções para a atual situação na região e de prevenir novos incêndios futuramente. Na quinta-feira (17), uma audiência pública abriu a programação da frente parlamentar da Câmara Federal, do Senado e da ALMT.

Devido à gravidade da situação e a preocupação com relação ao tema, foram criadas três comissões, uma na Câmara, uma no Senado e uma na Assembleia Legislativa, porém esta primeira diligência é articulada entre as três casas. Outros trabalhos conjuntos, entretanto, deverão ocorrer ao longo de todo o processo, como destacou o presidente da ALMT, deputado Eduardo Botelho (DEM). “Vamos trabalhar nesse projeto, a Assembleia Legislativa vai estar à frente dele, junto com a Comissão de Meio Ambiente desta Casa de Leis. Vamos elaborar propostas tanto para a Câmara Federal, como Senado e Assembleia Legislativa”, destacou.

A coordenadora da Comissão Temporária Externa na Câmara Federal, deputada Rosa Neide (PT-MT), explica que a iniciativa legislativa deverá acompanhar e promover uma estratégia nacional para enfrentar as queimadas em biomas brasileiros. “Vamos envidar esforços conjuntos e dialogados que envolvam autoridades públicas, cientistas, organizações da sociedade civil, proprietários rurais, comunidades tradicionais e toda a população. A finalidade é articular esforços para enfrentar a crise, contextualizar bem as raízes do problema e indicar o que pode ser feito para enfrentar e evitar queimadas”, explicou a deputada.

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Cerca de 3 milhões de hectares do Pantanal já foram consumidos pelas chamas

Foto: Karen Malagoli / Secretaria de Comunicação Social

O senador Wellington Fagundes (PL-MT) vai presidir a comissão no Senado e destacou que os trabalhos poderão resultar, inclusive, num estatuto para o Pantanal. “Partimos do princípio de que não tem uma norma federal, um estatuto que contemple princípios, objetivos e diretrizes que orientem o desenvolvimento socioeconômico sustentável da região”, afirmou o senador.

Neste sábado (19), o grupo político deverá partir logo cedo para o Pantanal, onde ficará até domingo. Na programação estão previstos um sobrevoo à região atingida, conversa com as equipes em campo e contato com lideranças locais de trabalhadores rurais e urbanos, povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais. 

A previsão é que os trabalhos das comissões sejam realizados por um período de até 90 dias, porém algumas medidas de curto prazo poderão ser apresentadas e propostas para respostas imediatas ao problema atual.

Integração – Para a professora doutora e pesquisadora do Departamento de Botânica e Ecologia do Instituto de Biociência da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Viviane Layme, a construção de uma legislação específica para ordenar a ocupação e as atividades socioeconômicas no Pantanal pode contribuir muito para evitar que tragédias como a registrada este ano voltem a ocorrer. Mas, segundo ela, para que seja realmente eficiente e realista, é preciso ouvir todos as partes envolvidas, inclusive pesquisadores, comunidades tradicionais, pecuaristas e políticos.

 “Precisamos desenvolver um trabalho integrado de longo prazo. Não adianta cada parte ficar isolada, é hora de tirarmos proveito dessa tragédia para trabalhar de forma integrada”. De acordo com a pesquisadora, os povos tradicionais e indígenas precisam ser incluídos no processo porque muitas vezes são os mais atingidos.

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Do ponto de vista do médico-veterinário e produtor rural em Poconé (a 102 km de Cuiabá) Ricardo Figueiredo Arruda, o excesso de restrições legais para o uso do Pantanal afastou o humano, deixando a região altamente preservada, porém vulnerável a incêndios como o registrado neste ano. De acordo com Ricardo, o desenvolvimento sustentável da região requer um equilíbrio ambiental, econômico e social. “Uso restrito não pode ser uso impedido. As atividades econômicas geram renda e podem ser desenvolvidas em harmonia com o meio ambiente. Vimos que atender só um lado desta tríade não dá certo”, afirma.

Em Mato Grosso, existem atualmente 2,8 milhões de cabeças de gado em uma área de 5,3 milhões de hectares. Isso representa 14,79% do rebanho total em 87,74% da área de total do Pantanal.

Integrante do Comitê Popular do Rio Paraguai há mais de 20 anos, Vanda Aparecida Santos afirma que a falta de infraestrutura e de logística deixa as comunidades lindeiras sem nenhum amparo. “Não temos carros bombeiros, equipes. Semana passada, o fogo atingiu uma comunidade que precisou se mobilizar e combater o fogo sozinha. Já estamos sofrendo com a estiagem, não precisávamos do fogo”, afirma.

Sob diferentes óticas, os três entrevistados defendem a ampla discussão e inclusão de todos os agentes na construção de uma legislação específica para o Pantanal.

Incêndio histórico – Dados do Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo) apontam que 20% de todo o Pantanal já foram consumidos pelas chamas, atingindo cerca de 3 milhões de hectares. O Instituto Nacional de Pesquisa Espacial (Inpe) identificou 15.756 focos de calor no Pantanal, maior registro para o período desde 2005.

Fonte: ALMT

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Deputado Claudinei solicita reforma de centro comunitário em Rondonópolis

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Indicação do deputado Delegado Claudinei contempla centro comunitário

Foto: Ronaldo Mazza

O Centro Comunitário da Associação de Moradores do Bairro Santa Clara I, em Rondonópolis (MT), enfrenta problemas de estrutura e de fornecimento de energia elétrica para a realização de ações educativas à população da região. Diante desse fato, o deputado Delegado Claudinei apresentou a Indicação nº 3.877/2020 para a Secretaria de Infraestrutura do município e ao governo de Mato Grosso para resolverem a situação.

De acordo com a presidente da associação, a professora aposentada Maria do Carmo Alves Barbosa, o espaço garantia que a comunidade pudesse participar de importantes cursos de capacitação. “Infelizmente, a prefeitura de Rondonópolis tirou a nossa energia e, isso, vem nos impedindo de realizar os cursos para os moradores. Tanto que já perdemos um importante curso do Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) que aconteceria por agora, por falta de energia. O nosso trabalho é na linha de incentivar as pessoas para terem o seu próprio negócio”, explica.

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Ela conta que no local não tem energia elétrica desde novembro de 2019.  Em relação à parte estrutural do imóvel, é preciso fazer algumas adequações, como pintura, colocação de novas portas devido a arrombamentos, instalação de novos canos de água por terem sido destruídos, reposição de utensílios domésticos que foram roubados e a retirada da vegetação que está grande.

 “Avalio a importância do centro comunitário para este bairro de Rondonópolis. Parabenizo dona Maria do Carmo por essa iniciativa de levar educação com cursos de capacitação. E, claro, para continuar este trabalho é preciso adequação do local e energia elétrica. É importante resolver essa situação, já que há importantes trabalhos do movimento comunitário, que promove o desenvolvimento local e social e a promoção da cidadania”, posiciona Claudinei.

Maria do Carmo aposentou-se como educadora nos três níveis de ensino, infantil, fundamental e médio. Ela conta que atualmente faz dois cursos superiores – ciências contábeis e direito – e tem uma grande satisfação de levar educação para aqueles que mais precisam e, assim, proporcionar oportunidades de trabalho.

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A Associação de Moradores do Bairro Santa Clara I foi criada em 1987. Atualmente, conta com sete bairros e cerca de 2.500 famílias.

Fonte: ALMT

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