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Internacional

Hong Kong adia eleição por um ano após vetar candidatos opositores

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A líder de Hong Kong, Carrie Lam, adiou em um ano, nesta sexta-feira (31), uma eleição legislativa marcada para 6 de setembro por causa do aumento de casos do novo coronavírus, um golpe para a oposição pró-democracia, que esperava obter ganhos na votação.

A oposição visava a capitalizar a onda de ressentimentos com a nova Lei de Segurança Nacional, que a China impôs à cidade em 30 de junho, para obter maioria no Conselho Legislativo, onde metade dos assentos é eleita diretamente e a outra metade é preenchida principalmente por indicados da China.

O adiamento vem depois de 12 candidatos pró-democracia serem desqualificados e impedidos de concorrer na eleição, por razões como supostas intenções subversivas, repúdio à nova Lei de Segurança e uma campanha para obter maioria a fim de impedir a aprovação de leis.

Segundo Lam, que disse que a eleição ocorrerá em 5 de setembro do ano que vem, a decisão foi a mais difícil que tomou em sete meses e visa a salvaguardar a saúde das pessoas.

“Temos 3 milhões de eleitores saindo em um dia por toda Hong Kong, tal fluxo de pessoas provocaria alto risco de infecção”, argumentou.

Apoiada por Pequim, Carrie Lam disse ainda que teve que invocar uma lei de emergência para fazer o adiamento e que a decisão não envolveu nenhuma consideração política. O Parlamento chinês decidirá como preencher o vácuo legislativo causado pelo adiamento.

A eleição seria a primeira votação oficial da ex-colônia britânica, desde que a China impôs a Lei de Segurança para combater o que define amplamente como secessão, subversão, terrorismo e conluio com forças estrangeiras, puníveis até com prisão perpétua.

Hong Kong voltou ao controle chinês em 1997 com garantia de autonomia, mas críticos dizem que a nova lei mina o alto grau de autonomia da cidade e a coloca em caminho mais autoritário.

Os governos chinês e de Hong Kong dizem que a legislação não minará as liberdades e que ela é necessária para preservar a ordem e a prosperidade, após os meses de protestos antigoverno, muitas vezes violentos, do ano passado.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Wang Wenbing, afirmou que o surto do novo coronavírus em Hong Kong é um fator na eleição local, que por sua vez é um assunto interno da China.

A notícia do adiamento coincidiu com o fim do período de registro de candidaturas para a eleição.

Entre os 12 candidatos opositores desqualificados está Joshua Wong, que conquistou fama liderando protestos em Hong Kong em 2012 e 2014, quando ainda era um adolescente.

“Impedir-me de concorrer não deteria nossa causa pela democracia”, disse Wong, de 23 anos.

Pelo menos 68 países e territórios adiaram eleições nacionais ou regionais por causa do novo coronavírus desde fevereiro, informou o Instituto Internacional para a Democracia e a Assistência Eleitoral.

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Internacional

Cepal diz que comércio internacional da América Latina cairá 23%

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O comércio internacional da América Latina e do Caribe terá uma queda de 23% em 2020 por causa dos efeitos da pandemia do coronavírus (covid-19), informou hoje (6) a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), em relatório. A queda é maior do que a registrada na crise financeira de 2009, quando a economia da região diminuiu 21%.

Conforme a secretária-executiva da Cepal Alicia Bárcena, o valor das exportações regionais deve contrair 23% este ano. Nas importações, a queda será de -25% superior aos -24% da crise financeira de 2008-2009. Em um contexto global, o comércio mundial acumula uma queda de 17% em volume entre janeiro e maio de 2020. 

“A América Latina e o Caribe é a região em desenvolvimento mais afetada por essa conjuntura e será marcada principalmente pelos retrocessos nas vendas de manufaturas, mineração e combustíveis”, diz nota da Cepal.

“Aprofundar a integração regional é crucial para sair da crise. Com pragmatismo, devemos resgatar a visão de um mercado latino-americano integrado. Além disso, a região deve reduzir custos por meio de uma logística eficiente, fluída e segura”, afirmou Alicia.

Segundo a Cepal, nos primeiros cinco meses deste ano houve quedas nas exportações da América Latina e do Caribe para os Estados Unidos (-22,2%), para a União Europeia (-14,3%) e para a própria região (-23,9%). 

As vendas para a Ásia tiveram recuo menos representativo. As exportações para a China caíram 2% entre janeiro e maio, e se recuperaram em abril e maio, conforme o relatório. 

“Na análise setorial da região, a maior retração entre janeiro e maio em relação ao mesmo período de 2019 foi registrada pela mineração e petróleo (-25,8%), seguida pelas manufaturas (-18,5%). Em contrapartida, o setor de produtos agrícolas e agropecuários teve um leve aumento de 0,9%. Isso reflete a menor sensibilidade da demanda por alimentos à contração da atividade econômica, por serem bens essenciais”, afirma o relatório.

Exportações em alta em 4 países

Apenas quatro países da região, todos da América Central, aumentaram suas exportações entre janeiro e maio de 2020: Costa Rica (2%), Honduras (2%), Guatemala (3%) e Nicarágua (14%). 

Para a Cepal, o fato ocorre pela combinação de maiores vendas de suprimentos médicos e equipamentos de proteção pessoal (especialmente máscaras), de produtos agrícolas (cuja demanda não foi tão afetada pela pandemia), e a relativa resiliência demonstrada pelo comércio entre os países da América Central.

Entretanto, as importações diminuíram em todos os países nesse mesmo período (-17,1% em valor médio regional), produto da profunda recessão pela qual a região está passando. 

“Particularmente preocupante é a contração das importações de bens de capital e de insumos intermediários (14,5% e 13,6%, respectivamente), que afetará a taxa de investimento e comprometerá a recuperação”, completa a publicação.

Reconstrução

Segundo a Cepal,  a América Latina e o Caribe devem reduzir seus custos internos e promover uma logística eficiente, com integração regional e a promoção da inteligência logística para superar a crise. 

“No atual contexto de elevada incerteza, os países da região devem empreender ações que lhes permitam reduzir seus custos logísticos internos e gerar serviços de valor agregado para aumentar a sua competitividade. Essas medidas devem ser implementadas de forma coordenada com outras medidas econômicas e sociais, para promover uma recuperação econômica com benefícios sociais e ambientais”, completa Alicia.

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Internacional

Facebook remove postagem de Trump por desinformação sobre covid-19

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O facebook removeu nessa quarta-feira (5) vídeo postado pelo presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, no qual ele dizia que as crianças são “quase imunes” à covid-19. A empresa afirmou que a publicação violava regras de compartilhamento de informações enganosas sobre o novo coronavírus.

“Este vídeo inclui afirmações falsas de que um grupo de pessoas é imune à covid-19, o que representa uma violação de nossas políticas sobre desinformações prejudiciais”, disse um porta-voz do facebook. 

O porta-voz acrescentou que foi a primeira vez que a empresa de redes sociais removeu um post de Trump por desinformação sobre o novo coronavírus. 

A Casa Branca não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

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