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Forças Armadas atuam para preservar vidas, diz Ministério da Defesa

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O Ministério da Defesa divulgou nota hoje (13) na qual reafirma que a Marinha, o Exército e a Força Aérea Brasileira estão empenhadas em preservar vidas durante a pandemia da covid-19. A manifestação encaminhada à imprensa foi motivada por um comentário feito pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no sábado (11).

No comentário, Mendes disse que o “Exército se associou a um genocídio”, fazendo referencia ao trabalho de militares no Ministério da Saúde.

Na nota, a Defesa afirmou que a acusação é grave e informou que vai enviar à Procuradoria-Geral da República em uma representação para adoção das medidas cabíveis.

Leia a íntegra da nota oficial:

“O Ministro da Defesa e os Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica repudiam veementemente a acusação apresentada pelo senhor Gilmar Mendes, contra o Exército Brasileiro, durante evento realizado no dia 11 de junho, quando afirmou: “É preciso dizer isso de maneira muito clara: o Exército está se associando a esse genocídio, não é razoável”.

Comentários dessa natureza, completamente afastados dos fatos, causam indignação. Trata-se de uma acusação grave, além de infundada, irresponsável e sobretudo leviana. O ataque gratuito a instituições de Estado não fortalece a democracia.

Genocídio é definido por lei como “a intenção de destruir, no todo ou em parte, grupo nacional, étnico, racial ou religioso” (Lei no 2.889/1956). Trata-se de um crime gravíssimo, tanto no âmbito nacional, como na justiça internacional, o que, naturalmente, é de pleno conhecimento de um jurista.

Na atual pandemia, as Forças Armadas, incluindo a Marinha, o Exército e a Força Aérea, estão completamente empenhadas justamente em preservar vidas.

Informamos que o MD encaminhará representação ao Procurador-Geral da República (PGR) para a adoção das medidas cabíveis”.

Edição: Juliana Andrade

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De 4 cadeiras no Senado, PSL pode ficar com apenas uma: entenda os motivos

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senadores PSL Juíza Selma, Flávio Bolsonaro, Major Olímpio e Soraya Thronicke
Agência Senado

Os senadores que foram eleitos em 2018 pelo PSL: Juíza Selma, Flávio Bolsonaro, Major Olímpio e Soraya Thronicke

Em 7 de outubro de 2018, o Partido Social Liberal ( PSL ), então legenda de Jair Bolsonaro, elegeu 52 deputados federais – a segunda maior bancada partidária da Câmara, perdendo apenas para o PT – e quatro senadores. Foi a grande ascensão da sigla que desde 1998, quando foi criada, havia elegido apenas um parlamentar.

Contudo, desde o racha entre o PSL e o presidente Bolsonaro, o partido perdeu destaque e parlamentares. Na Câmara, restam ainda 41, mas no Senado, com a recente ameaça do Major Olímpio de sair da sigla, pode ser que apenas reste uma representante da sigla no cargo .

Veja o motivo que levou cada senador a sair do PSL:

Selma Arruda

Selma
Edilson Rodrigues/Agência Senado

Selma era conhecida como “Moro de saia”

Conhecida como juíza Selma ou “Moro de saia”, Selma Arruda foi eleita senadora por Mato Grosso com 24,6% dos votos. Ela foi a primeira a deixar o PSL , em 18 de setembro de 2019.

Sai do PSL por causa do desentendimento com o senador Flávio Bolsonaro. Foi pela forma indelicada e desrespeitosa com que ele me tratou. Então, gostaria de deixar para vocês uma mensagem, no sentido de que o PSL é só um partido. Temos outros partidos que podem seguir a mesma linha”, disse em um vídeo publicado nas redes.

A senadora deixou a legenda para se filiar o PODEMOS após um embate entre ela e então senador pelo PSL, Flávio Bolsonaro, sobre a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a atuação de tribunais superiores – a CPI da Lava Toga

Na época, CPI estava tendo dificuldade para emplacar e dividia os parlamentares aliados de Bolsonaro. Flávio, então, pressionou Selma para retirar sua assinatura a favor da CPI, o que causou um mal-estar entre os dois e a dificuldade para que ela permanecesse no partido.

“Não foi apenas pelo fato de ele querer que eu retirasse a assinatura”, alegou ela na época. Selma Arruda deixou o PSL afirmando que iria para um partido onde tivesse mais liberdade. 

Pouco depois de filiar-se ao PODEMOS, no entanto, a senadora teve seu mandato cassado. Após ter recorrido de uma decisão tomada em abril, em 10 de dezembro de 2019 o Tribunal Superior Eleitoral cassou seu mandato por irregularidades durante sua campanha eleitoral. A cassação foi formalizada em abril deste ano pelo Senado .

Flávio Bolsonaro

Senador Flávio Bolsonaro
Jefferson Rudy/Agência Senado

Senador Flávio Bolsonaro

O próximo senador a deixar o PSL foi Flávio Bolsonaro, no dia 12 de novembro de 2019 – no mesmo dia que seu pai anunciou sua saída do partido também.

Sua saída ocorreu devido aos conflitos entre o presidente Bolsonaro e o partido. O embate foi gerado principalmente devido às polêmicas dos candidatos-laranja existentes no partido, o que desgastou a relação entre Bolsonaro e o presidente do partido Luciano Bivar.

Em outubro do ano passado, Bolsonaro afirmou “esquecesse o PSL, já que Luciano Bivar está queimado demais”. O racha entre o presidente e a sigla foi uma forma do mandatário se afastar das polêmicas com as candidaturas laranjas.

Em novembro, o presidente decidiu deixar o partido, anunciando a tentativa de criação de uma legenda sua: o Aliança Pelo Brasil. Seu filho, Flávio Bolsonaro , anunciou sua saída do partido para acompanhar a empreitada.

“O nome Aliança pelo Brasil foi escolhido para que tenhamos aliados ao invés de apenas filiados”, disse Flávio minutos depois de se desfiliar depois do partido.

Contudo, a dificuldade para criar o Aliança Pelo Brasil, fez com que Flávio se filia-se ao partido Republicanos em 27 de março deste ano. Nos últimos meses, Bolsonaro tem sinalizado uma aproximação do atual partido do filho para formar base no Congresso . A ida de Flávio para a legenda pode ter sido estratégica para que o presidente consiga apoio.

Major Olímpio

 Major Olímpio
Marcos Oliveira/Agência Senado

Senador por São Paulo e ex-aliado de Bolsonaro, Major Olímpio

Apesar de não ter formalizado sua desfiliação nem tomado nenhuma atitude mais drástica, em julho o senador Sérgio Olímpio Gomes, conhecido como Major Olímpio, ameaçou deixar o PSL caso o partido tente se reaproximar do presidente. 

Quando Jair Bolsonaro deixou o PSL, ele não rachou apenas com o partido, mas também com diversos parlamentares que eram seus aliados – foi o caso do Major Olímpio

Por isso, o senador afirma que a possibilidade de uma reaproximação entre o presidente e o PSL “me deu vontade de vomitar”, como escreveu em seu Twitter no dia 11 de julho.

“Eu disse no grupo de parlamentares do PSL que, se isto acontecer, sentirei muita saudade do partido”, afirmou completando sua publicação com o bordão utilizado durante o impeachment da ex-presidente Dilma: “TCHAU QUERIDOS!”

“Fiquei sabendo pela imprensa da reaproximação e, quando mandei mensagem no grupo do WhatsApp, o Luciano Bivar me respondeu de forma tosca: ‘Quem quer, sai. Não ameaça’. Então eu vou sair. Ainda não sei para qual partido vou, pois estou que nem cachorro que caiu da mudança. É possível que eu fique sem partido por um tempo”, disse Olímpio na época para o jornal O Globo .

Apesar da fala, Olímpio não tomou nenhuma medida nas últimas três semanas. Dessa forma, até o momento ele e a senadora Soraya Thronicke, do Mato Grosso do Sul, seguem como representantes do PSL no Senado. 

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Senador entra com pedido para obrigar governo a explicar dossiê

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bolsonaro
Agência Brasil

Governo é acusado de fazer relatório contra opositores do governo Bolsonaro

O líder da oposição no Senado, o parlamentar Randolfe Rodrigues (Rede-AP), apresentou um pedido de convocação, neste sábado (8), para o ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça, para que ele explique o relatório contra opositores do governo, que conta com mais de 570 nomes.

O requerimento do senador será avaliado agora pela CCAI (Comissão Mista de Controle de Atividades de Inteligência) e, se aprovado, o ministro terá que comparecer ao senado para dar explicações sobre o documento.

Para Randolfe, o relatório de inteligência produzido pelo ministério consiste em “monitoramento indevido e ilegal de cidadãos” brasileiros. Ele ainda aponta que não há transparência quanto aos crítérios utilizados para a elaboração do documento.

Entenda

Uma reportagem do UOL divulgou a existência de um dossiê com dados de quase 600 servidores que se opõem ao governo Bolsonaro ou se identificam com o movimento antifascista.

O documento lista 579 servidores federais e estaduais da área de segurança e professores de todas as regiões do país identificados como integrantes do movimento antifascista.

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