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Saúde

Mortes crescem quase 200% no Centro-Oeste e superam média nacional

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coronavirus
Silvio Avila/ AFP

Coronavírus pode mudar padrão da diabetes em pacientes que já tinham doença

Durante o mês de junho, o avanço de casos e mortes por Covid-19 chamara atenção no Centro-Oeste . Com crescimento mas acelerado do que a média nacional, a região apresentou crescimento de 191% entre as mortes e 198% de casos.

Os dados são do cosórcio de veículos de imprensa que, junto às secretarias de saúde do pais, realizam levantamentos diários para apurar a dimensão da pandemia no Brasil.

O crescimento também representa uma maior participação do Centro-Oeste na proporção geral do país. Se, em 8 de junho, a região representava 1% das mortes por Covid-19 no Brasil, agora são 3%. Já os casos saltaram de 3% para 7%.

Entre os estados cujas taxas de ocupação dos leitos de UTI são mais preocupantes, estão o Mato Grosso, cuja ocupação chega a 92,9%. O estado também possui o maior aumento de mortes.

Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

‘Jogo político por trás de vacinas é receita de desastre’, diz americano

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Richard Haass

Reuters
Para Richard Haass, o problema do ‘nacionalismo de vacinas’ é que deixará bilhões de pessoas em posição vulnerável.

A corrida para obter a vacina contra a covid-19 avança a toda velocidade. Potências como Estados Unidos, China, Rússia e Reino Unido estão testando o poder de suas capacidades científicas e investindo o que for necessário para encontrar uma vacina que combata o vírus.

Como é impossível prever qual vacina terá sucesso primeiro, os países mais desenvolvidos passaram a comprar centenas de milhões de doses de diferentes laboratórios para tentar garantir o seu abastecimento.

O Reino Unido, por exemplo, assinou acordos com vários fornecedores potenciais: AstraZeneca, Pfizer e BioNtech, e Valneva.

Da mesma forma, os Estados Unidos têm contratos gigantescos com empresas como Pfizer e BioNTech, Moderna e Johnson & Johnson, AstraZeneca e Novavax.

Essas soluções individuais, que não fazem parte de acordos entre países, são um fenômeno denominado “nacionalismo de vacinas”.

A BBC Mundo, serviço em espanhol da BBC, entrevistou Richard Haass, presidente do centro de estudos do Conselho de Relações Exteriores ( Council on Foreign Relations ), ex-diretor de Planejamento de Políticas do Departamento de Estado dos EUA, enviado especial à Irlanda do Norte e coordenador do programa “Futuro do Afeganistão”.

A seguir, os principais trechos:

BBC Mundo – Nas últimas semanas, várias potências compraram doses de vacinas para garantir o seu próprio abastecimento antes de qualquer uma delas receber a aprovação, como se estivéssemos numa corrida. Você escreveu que estamos diante de um “nacionalismo de vacinas”. Por que diz que é uma receita para o desastre?

Richard Haass – Estamos vendo o nacionalismo das vacinas contra covid-19 que pode ser descrito como um nacionalismo preventivo. Os governos estão se posicionando e as razões são óbvias. Os líderes estão sob pressão para fornecer as doses aos seus próprios cidadãos.

Pesquisadora segura um frasco com o rótulo "vacina covid-19"

Reuters
As grandes potências firmaram contratos multimilionários com laboratórios para garantir o fornecimento de vacinas contra o coronavírus.

O problema é que isso deixará bilhões de pessoas em uma posição vulnerável, o que é uma crise.

Mas também será negativo para governos que praticam o nacionalismo de vacinas, porque se houver um grande número de pessoas infectadas no mundo, devido à globalização, a doença continuará a se espalhar.

Portanto, há um jogo político, econômico e estratégico por trás das vacinas que é uma receita para o desastre, se não for possível construir um acordo internacional.

BBC Mundo – E as pressões políticas a nível nacional provavelmente não vão ceder…

Haass – Eu entendo as pressões políticas. É difícil para um governo dizer que devemos ajudar outros países ao mesmo tempo que ajudamos a nós mesmos.

BBC Mundo – Estamos diante ou estaremos diante de uma guerra política para obter vacinas?

Haass – Eu diria que é uma competição por vacinas, não uma guerra. Todo mundo quer chegar lá primeiro. Alguns por motivos comerciais, mas muitos por motivos mais políticos.

Vacina

Getty Images
‘Os líderes estão sob pressão para fornecer as doses a seus próprios cidadãos’, disse Haass, tornando mais difícil para os países terem interesse em buscar acordos multilaterais.

O problema, como eu estava dizendo, é que todos estaremos em uma posição vulnerável se houver muitas pessoas infectadas. Essa é a grande lição desta doença.

Mesmo que um país esteja à frente de outros na produção da vacina, eles ainda serão dependentes de outros países, porque provavelmente precisarão da importação de certos produtos para produzir a vacina.

Não acredito que nenhum país seja 100% autossuficiente na produção de uma vacina porque vai exigir um determinado elemento químico ou ingredientes do exterior.

BBC Mundo – Qual seria a solução possível para esse problema? Como os governos podem chegar a um acordo?

Haass – A maior razão para pensar diferente sobre isso é a seguinte. Digamos que seu país não seja o primeiro a desenvolver uma vacina. Digamos que você seja o segundo ou terceiro, ou nunca conseguiu. Você está em uma posição vulnerável.

Um governo responsável tentaria chegar a um acordo como se fosse uma apólice de seguro. Um acordo sob o qual as partes concordam em compartilhar uma dose significativa da vacina, mesmo que você não a tenha desenvolvido.

Isso requer um acordo global, onde os governos concordem com um mecanismo para compartilhar vacinas. Por exemplo, cada governo concorda em manter metade das vacinas e compartilhar a outra metade com o resto do mundo.

Richard Haass

Richard Haass
Richard Haass: ‘Estamos vendo um nacionalismo de vacinas contra covid-19’.

A boa notícia é que, se houver tal acordo, e você não for o primeiro país a desenvolver a vacina, ainda assim receberá uma parcela.

BBC Mundo – É provável que aconteça?

Haass – Não. Provavelmente, não. Certos países como Estados Unidos, China e possivelmente outros acreditam que têm uma boa chance de desenvolver a vacina primeiro e, de início, não querem abrir mão da possibilidade de aproveitá-la internacionalmente e, ao mesmo tempo, querem atender sua população.

Esta é uma época de aumento do nacionalismo. Os governos temem que, se chegarem a um acordo para compartilhar a vacina com outros países, ficarão em uma posição politicamente vulnerável em seu próprio país.

BBC Mundo – E também a ideia de ser o primeiro país a se desenvolver tem um forte componente simbólico em termos de poder político…

Haass – Quem desenvolver primeiro a vacina terá alguns benefícios. Mas provavelmente o que vai acontecer é que haverá várias vacinas e nenhuma delas será uma solução.

Todas as vacinas terão limitações, em termos de número de pessoas que podem ajudar, em termos de efeitos colaterais.

O que é louco em toda essa conversa é que as pessoas pensam que quando a vacina aparecer será uma medalha de ouro, será como o grande prêmio que vai resolver a covid-19.

E a resposta é não. A história das vacinas sugere que, se a vacina aparecer, ajudará algumas pessoas, mas não todas. Então vai ajudar algumas pessoas por um certo período de tempo. Causará efeitos indesejáveis ​​e muitos se recusarão a recebê-la.

frasco de vacina

Getty
‘Se não compartilharmos as vacinas com sabedoria, o vírus permanecerá ativo’, diz o pesquisador.

Minha previsão é que mesmo quando uma ou mais vacinas estiverem disponíveis, ainda teremos que continuar a manter distância social, usar máscaras e lavar as mãos e todo o resto dos cuidados. As pessoas exageram nas implicações que as vacinas terão. Uma vacina não vai nos salvar do vírus.

Seu argumento básico está correto. Se formos realistas, é provável que o nacionalismo de vacinas prevaleça sobre o multilateralismo.

BBC Mundo – Qual é o maior risco se nenhum acordo for alcançado?

Haass – O maior risco é o humanitário. Muitos países podem fracassar em responder demandas econômicas e de saúde. E se não compartilharmos as vacinas com sabedoria, o vírus continuará afetando um grande número de pessoas no mundo, o que significa que todos estaremos mais vulneráveis.


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Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Rio de Janeiro confirma 178 mil casos e 14 mil mortes da covid-19

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O Rio de Janeiro registrou 178.524 casos confirmados e 14.070 mortes de covid-19. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) neste sábado (8). São mais 2.828 casos e 42 óbitos a mais nas últimas 24 horas. Há outros 1.005 óbitos em investigação e 159.372 pacientes se recuperaram da doença.

A capital lidera o número de casos, com 74.403 pessoas infectadas. Entre os demais municípios com maior número de casos, aparecem São Gonçalo (9.295), Niterói (9.290), Duque de Caxias (6.582), Macaé (6.149), Nova Iguaçu (4.437), Angra dos Reis (4.077), Volta Redonda (4.036), Itaboraí (3.495), Belford Roxo (3.323), Campos dos Goytacazes (3.273), Teresópolis (2.885), Magé (2.605), São João de Meriti (2.458), Maricá (2.392), Queimados (2.073) e Itaperuna (2.008).

A liderança no número de mortes também é da capital, com 8.606 casos. Entre os demais municípios com maior número de óbitos, aparecem São Gonçalo (601), Duque de Caxias (593), Nova Iguaçu (451), São João de Meriti (335), Niterói (310), Campos dos Goytacazes (228), Belford Roxo (223), Itaboraí (173), Magé (166), Petrópolis (147), Mesquita (144), Volta Redonda (134), Nilópolis (132), Angra dos Reis (124), Macaé (121), Itaguaí (97), Teresópolis (94) e Cabo Frio (89).

Edição: Mario Toledo

Fonte: EBC Saúde

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