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Saúde

Estado do Rio confirma mais 2,4 mil casos de coronavírus

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O número de casos confirmados de covid-19 no estado do Rio de Janeiro subiu hoje (27) para 42.398, com o acréscimo de mais 2,4 mil casos na lista de pessoas que tiveram as infecções por coronavírus testadas. O número de pacientes recuperados não foi atualizado pela Secretaria Estadual de Saúde, e permaneceu em 31.934.

O estado do Rio contabiliza 4.605 mil mortes por coronavírus, com a divulgação de mais 244 óbitos no boletim de hoje. Apesar de terem sido acrescentadas no balanço desta quarta-feira, essas mortes não necessariamente ocorreram nas últimas 24 horas, uma vez que os os resultados dos testes laboratoriais que confirmam a infecção muitas vezes ficam prontos dias após o óbito.

A cidade do Rio de Janeiro chegou hoje a 24.750 casos confirmados de coronavírus, com quase 1,5 mil a mais que o número divulgado ontem (26) pela Secretaria de Estado de Saúde. A capital superou o patamar de 3 mil mortes confirmadas, somando 3.115 vítimas da covid-19.

Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, tem o segundo maior número de mortes no estado: 217. A cidade da região metropolitana tem 1.293 casos, número inferior ao de Niterói (1.692) e ao de Nova Iguaçu (1.306), cidade que soma o terceiro maior número de mortos, com 152 casos.

Segunda cidade em número de casos de covid-19, Niterói não confirmou nenhuma nova morte no balanço de hoje e continua com 92 vítimas. São Gonçalo, que tem 118 vítimas, passou hoje de mil casos confirmados, com 1.026.

No litoral, Angra dos Reis tem o maior número de casos confirmados, 652, e 28 mortes. Em seguida, vêm Macaé, cm 626 confirmações e 24 mortes, e Campos dos Goytacazes, com 616 infecções confirmadas. Destas, 18 causaram óbitos.

Edição: Nádia Franco

Fonte: EBC Saúde

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Saúde

Vacinas poderão controlar a covid-19, diz diretor do Butantan

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As vacinas em desenvolvimento no mundo contra o novo coronavírus, oficialmente denominado SARS-CoV-2, poderão conseguir controlar a doença causada por ele, a covid-19. No entanto, nenhuma delas será capaz de acabar com a circulação do coronavírus no planeta. A declaração é do médico Ricardo Palacios, diretor de Pesquisa Clínica do Instituto Butantan, um dos centros de pesquisa do mundo que participa do desenvolvimento de vacinas contra o vírus.

“Nós queremos gerar uma expectativa correta para a população. Nós não vamos acabar com o coronavírus com uma vacina. Qualquer uma que seja a vacina. O coronavírus veio e veio para ficar. Ele vai nos acompanhar. Durante todo o tempo de nossas vidas, nós teremos coronavírus circulando”, disse hoje (2), em um debate virtual promovido pela Agência Fapesp e o Canal Butantan.

De acordo com o diretor, as vacinas que estão em desenvolvimento no mundo pretendem controlar a covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus. O pesquisador faz uma analogia entre a covid-19 (causada pelo coronavírus), e a gripe, causada pelo vírus influenza. 

Pessoas vacinadas contra o vírus influenza podem chegar a desenvolver a gripe, mas, na maioria das vezes, a doença não se desenvolve de forma grave, que poderia levar à morte. Segundo ele, o mesmo deverá ocorrer com as vacinas contra o novo coronavírus. Elas serão pouco eficientes em impedir a infecção das pessoas com o novo coronavírus, mas deverão proteger as pessoas de desenvolver a covid-19 em sua forma grave.

“O vírus influenza não desapareceu e segue conosco. Seguirá, talvez, durante toda a nossa vida. Mas a gente tem uma doença [a gripe] controlável. A maior parte das pessoas vacinadas consegue controlar a doença. Se chegar a se infectar, não terá uma doença grave, não morrerá dessa doença”, explicou.

Segundo Palacios, o objetivo de todas as vacina é proteger contra a doença e não contra a infecção. “Proteger contra a infecção é uma coisa a mais que, eventualmente, pode acontecer e até pode acontecer por um tempo limitado”, disse.

O Instituto Butantan, na capital paulista, é um dos centros do mundo que participa das pesquisas de construção de uma vacina contra o novo coronavírus. O instituto firmou uma parceria, no dia 10, com o laboratório chinês Sinovac Biotech, que possuiu uma vacina em fase avançada de desenvolvimento, a Coronavac – que utiliza o coronavírus inativado para estimular uma resposta imunológica do organismo. 

Edição: Fábio Massalli

Fonte: EBC Saúde

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Saúde

Imunidade pública pode ser maior que o esperado, apontam cientistas

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Veja como o organismo combate o novo coronavírus após uma infecção

O número de pessoas com imunidade para a Covid-19 pode ser maior do que os testes de anticorpos sugerem, aponta um novo estudo da Universidade de Karolinska, na Suécia. Pesquisadores encontraram as células T, que em tese garantem imunidade para o novo coronavírus (Sars-CoV-2), em pacientes com poucos ou nenhum sintoma de Covid-19 .

Segundo Marcus Buggert, professor do Centro de Doenças Infecciosas de Karolinska, as células T têm a função de reconhecer as células infectadas pelo vírus, e são uma parte essencial do sistema imunológico.

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“Análises avançadas nos permitem detalhar a resposta das células T durante e após a infecção pelo novo coronavírus. Nossos resultados indicam que praticamente o dobro de pessoas contam com as células T, na comparação com as pessoas que contam com anticorpos”.

O estudo, que ainda não foi revisado por especialistas, toma como base os dados coletados de 200 pacientes com poucos ou nenhum sintoma da Covid-19. “Um fato interessante é que não foram apenas os pacientes sintomáticos da Covid-19 que registraram presença de células T no sangue. Seus parentes assintomáticos também tinham boa quantidade dessas células”, afirma Soo Aleman, professor de virologia.

“Cerca de 30% dos doadores de sangue de maio de 2020 tinham células T que combatem a Covid-19. O número é bem superior aos resultados dos testes de anticorpos”, afirma.

Para o professor do Centro de Doenças Infecciosas de Karolinska, Hans-Gustaf Ljurggren, a descoberta pode trazer ótimas notícias. “Nossos resultados indicam que a imunidade pública para a Covid-19 é bem maior do que os exames de anticorpos sugerem. Se for o caso, é uma boa notícia para a saúde pública”.

Apesar dos resultados, os especialistas concordam que novos estudos precisam ser feitos com base nas células T e nos anticorpos para entender a duração da imunidade.

Fonte: IG SAÚDE

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