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Rede de Frente completa sete anos reforçando ações de enfrentamento à violência contra a mulher

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Assessoria/Polícia Civil-MT

A Rede de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher de Barra do Garças (509 km a leste de Cuiabá), da qual a Polícia Civil faz parte, completa neste ano sete anos de atividades no combate à violência contra vítimas femininas.
 
Os trabalhos da “Rede de Frente” iniciaram em maio de 2013, por meio de um acordo interinstitucional entre o Ministério Público, Poder Judiciário e Defensoria Pública, contando com a parceria de diversos órgãos como Polícia Civil, Polícia Militar, Prefeitura de Barra do Garças e de Pontal do Araguaia e diversas entidades públicas e privadas.
 
A primeira ideia da Rede de Frente surgiu em uma audiência de violência contra a mulher, realizada no Fórum de Barra do Garças, que reuniu a defensora pública Lindalva Ramos, a promotora de justiça Luciana Abrão e o juiz Wagner Plaza.
 
Segundo a presidente da Rede de Frente, investigadora Andrea Guirra, a proposta de criação de uma rede de enfrentamento era trabalhar a redução dos índices de violência doméstica e a implementação de uma política de proteção às vítimas. “Na ocasião foi idealizado um trabalho de enfrentamento à violência doméstica mais amplo do que as ações que já eram realizadas e que aconteciam somente em datas específicas”, lembra Andreia.

União de esforços
 
A partir de reuniões, novos parceiros surgiram e foi possível construir a Rede de Enfrentamento, cujas ações se destinam não somente às mulheres vítimas de violência, como também a homens (autores do fato), crianças e adolescentes que compõem o núcleo familiar.
 
A assistente social Josiane Emília da Silva, integrante da Rede de Frente desde a sua idealização, lembra das primeiras reuniões, quando as ideias ainda estavam no rascunho. “Dentre as ideias estava à capacitação de todos os envolvidos na defesa intransigente a vítima e sua família (inclusive o acompanhamento do autor do fato), que era, a princípio, nosso maior desafio”, disse.

Mobilização
 
Com o início dos trabalhos, a Rede de Frente criou material de divulgação como cartilhas, campanhas, blitz, panfletagem, entrevistas em jornais e redes de televisão, além de outras ações como Mostras Culturais (teatro, música e vídeo) envolvendo a comunidade escolar, corrida de rua pelo fim da violência contra a mulher, entre outras ações.
 
O trabalho delicado, que envolve uma escuta diferenciada e cuidadosa, é realizado por agentes capacitados que tenham condições de prestar um atendimento de qualidade, para não agravar a situação da vítima.
 
Um dos grandes momentos consagrados pela Rede de Frente ocorreu em 2015, com a realização de um evento com participação da ativista Maria da Penha Fernandes, que deu o nome à Lei Maria da Penha. A palestra reuniu aproximadamente três mil pessoas no Ginásio de Esportes Arnaldo Martins e arrecadou mais de duas toneladas de alimentos não perecíveis doados a uma instituição de apoio a pacientes com câncer.

Engajamento

Em fevereiro de 2016, a investigadora Andrea Guirra foi eleita presidente da Rede de Frente. A policial lotada na Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Barra do Garças e integrante da rede desde 2014 disse que ganhou novo ânimo na vida profissional, com os trabalhos desenvolvidos no combate à violência doméstica.
 
A história de amor com a Rede teve início em 2013, quando a Polícia Civil, assim como outras instituições, foi convidada a integrar a Rede de Enfrentamento a Violência Doméstica Contra Mulher, pelo perfil demonstrado no atendimento e orientação às vítimas. “Foi em uma capacitação sobre atendimento às vítimas de violência doméstica, oferecida para servidores das instituições participantes, que conheci mais a fundo o trabalho da Rede e me apaixonei pela possibilidade de contribuir para a mudança de paradigmas sobre violência doméstica e decidi ingressar na organização como membro”, disse.

Selo FBSP
 
Em março de 2017, a Rede de Enfrentamento a Violência Doméstica recebeu o Selo do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) de práticas inovadoras. A premiação nacional reconhece práticas desenvolvidas pelas instituições policiais com potencial de transformação em cenários de vulnerabilidade à violência, sistematizando e disseminando o conhecimento produzido por e para profissionais de segurança pública.

Metropolitan Police de Londres

Em razão da premiação, o FBSP, em parceria com o Instituto Avon e Embaixada Britânica, convidou os três vencedores do Selo FBSP 2017 de práticas inovadoras no enfrentamento à violência contra a mulher para uma troca de experiências com a Metropolitan Police de Londres, considerada uma das cinco melhores do mundo. A equipe da Rede de Frente realizou a viagem em fevereiro de 2018, ocasião em que as equipes vencedoras trocaram informações e experiências com policiais londrinos.

Patrulha Maria da Penha

A Rede de Frente de Barra do Garças formalizou a primeira Patrulha Maria da Penha em Mato Grosso. O acompanhamento das vítimas é realizado pela Polícia Militar, com veículo cedido pela Prefeitura de Barra do Garças. A avaliação de risco do Conselho Nacional de Justiça é feita pela equipe multidisciplinar da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, formada por uma assistente social e uma psicóloga, cedidas pela Secretaria de Assistência Social de Barra do Garças.

Renovação

A Rede de Frente recebeu recentemente a adesão de novos integrantes, entre eles a delegada Luciana Canaverde, que atua na DEDM de Barra do Garças e está empolgada em dar andamento aos trabalhos da rede, com a aposentaria do delegado Herodoto Fontenelle. A outra adesão é do delegado Wilyney Santana Borges, que assumiu a regional com o compromisso de dar total apoio à Rede de Frente e aos trabalhos da Delegacia da Mulher, somando forças ao trabalho que vem sendo realizado.

Fonte: PJC MT

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Polícia Civil prende funcionário e recupera televisores furtados de loja em Jaciara

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Assessoria/Polícia Civil-MT

A Polícia Civil de Jaciara (144 km ao Sul) esclareceu o furto ocorrido na empresa Gazin do município, ocorrido na quinta-feira (21.05), com a prisão do suspeito, menos de 24 horas após o crime. Durante as investigações, um funcionário da empresa foi identificado como autor do furto.  Outras duas pessoas, um intermediador da venda e o receptador dos produtos também foram conduzidos.

As investigações iniciaram após o gerente da empresa procurar a Delegacia de Jaciara comunicando que durante conferência do estoque foi percebido que estavam faltando dois televisores.  Em checagem das câmeras de segurança, foi percebida a movimentação incomum de um funcionário que trabalha como manobrista dos caminhões de carga.

Para praticar o crime, o funcionário colocou os dois aparelhos de TV, de 50 polegadas, dentro da caminhão vazio e depois estacionou ao lado do seu veículo Chevrolet Onix, e colocou as televisões em seu porta-malas. Diante das evidências, os policiais abordaram o suspeito que confessou o furto e revelou que entregou os aparelhos para o comprador em Rondonópolis.

A venda das televisões foi intermediada por um amigo do autor do furto que alegou não saber que os aparelhos eram de origem ilícita. As TVs avaliadas em aproximadamente RS 2,5 mil cada foram vendidas por R$ 1.450 a unidade (valor total de R$ 2,9 mil). A entrega dos produtos foi realizada em Rondonópolis (212 km ao Sul).

Com base nas informações, a equipe da Polícia Civil de Jaciara se deslocou até Rondonópolis, onde apreenderam os aparelhos já instalados na casa do receptador. Questionado, ele disse que não sabia que os produtos eram de origem ilícita, e que acreditou que os produtos eram vendidos por valor abaixo ao de mercado por ser “de segunda mão”, uma vez que os suspeitos disseram que o dono estava vendendo pois precisava de dinheiro para viajar.

Os aparelhos foram apreendidos e os três suspeitos foram conduzidos à Delegacia de Jaciara, sendo realizada a autuação em flagrante do funcionário autor do crime de furto qualificado.

Fonte: PJC MT

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Polícia Civil cumpre mandados de buscas para esclarecer desaparecimento em Comodoro

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Assessoria/Polícia Civil-MT

A Polícia Civil de Comodoro (644 km a Oeste de Cuiabá) com apoio da equipe da Delegacia de Campos de Júlio (553 km a Nordeste da Capital) deflagrou na sexta-feira (22.05), a operação Porto Seguro com objetivo de dar cumprimento a três ordens de busca e apreensão em investigações de um desaparecimento no município.

A operação foi desencadeada para coleta de elementos que possam auxiliar no esclarecimento do desaparecimento de Luciano Claudemir de Oliveira, conhecido como “Mudinho”, ocorrido na data de 20 de abril.

Durante as buscas em um dos alvos, as equipes localizaram duas armas de fogo com numeração não identificadas, sendo uma espingarda, calibre 38, sete cartuchos do mesmo calibre, uma espingarda de pressão, um aparelho celular, quatro motosserras e um animal silvestre abatido.

Questionado, o suspeito disse que não possui documentação das armas, motosserras e cartuchos encontrados na casa. Diante dos fatos, foi realizada a apreensão do material e a condução do investigado à Delegacia de Comodoro onde foi lavrado o flagrante de posse ilegal de armas de munições.

Em outra residência alvo de mandado, foram apreendidos vários objetos identificados como da vítima desaparecida. No local, os policiais apreenderam uma motosserra, vários molinetes, quatro aparelhos celulares, uma bolsa de ferramentas, além de uma motocicleta.

Diante dos fatos, o suspeito foi conduzido à Delegacia de Comodoro para prestar esclarecimentos e para as providências relacionadas ao caso. As investigações continuam em andamento.

Fonte: PJC MT

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