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País prorroga fechamento de fronteiras a estrangeiros por 30 dias

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Reprodução/Wikipedia

Medida é tomada ao mesmo tempo em que Brasil se torna epicentro da epidemia


Em nova tentantiva de impedir a disseminação da Covid-19 no Brasil, o Governo Federal determinou, na noite desta sexta-feira (22), estender, por mais 30 dias, o fechamento das fronteiras por terra, água e ar aos estrangeiros, segundo O Globo.

A decisão foi assinada pelos ministérios da Casa Civil, Justiça, Infraestrutura e Saúde. No entanto, o tráfego comercial permanece funcionando. 

Saiba mais: Covid-19: Maioria acredita haver mais contaminados do que o divulgado

A decisão apresenta exceções e não atinge brasileiros, nato ou naturalizados; imigrantes com residência de caráter definitivo no território brasileiro; profissionais estrangeiros em missão a serviço de organismo internacional; passageiros em trânsito internacional, desde que não saiam da área internacional do aeroporto e que o país de destino admita o seu ingresso, entre outros.

Outra possibilidade é quando o governo autorizar a entrada no país que seja de interesse público ou por questões humanitárias.

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Morre aos 63 anos o jornalista Gilberto Dimenstein

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Morreu nesta sexta-feira (29) aos 63 anos Gilberto Dimenstein , jornalista criador do portal Catraca Livre, ex-comentarista da Rádio CBN e colunista da Folha de S. Paulo por 28 anos. Dimenstein foi vítima de um câncer originado no pâncreas, com metástase no fígado.

O idealizador do portal Catraca Livre foi diagnosticado com o câncer em 2019. 

Gilberto Dimenstein faleceu aos 63 anos
Reprodução/Linkedin

Gilberto Dimenstein faleceu aos 63 anos


Deixa sua esposa Anna Penido , também jornalista, com quem viveu junto por vinte anos, seus dois filhos, um de 32 anos e o outro de 29. Além disso, deixa seu neto de dois anos e esperava o segundo, previsto para nascer por volta da metade deste ano.

Em entrevista concedida ao portal UOL em março deste ano, Dimenstein afirmou: “Estou vivendo uma história de amor, por causa do câncer, com a minha mulher. A mulher com quem eu vivo há vinte anos. Nunca tive com ela a intimidade que tenho agora”.

Filho de um pai pernambucano de origem polonesa juntamente com uma mãe paraense de ascendência marroquina, Dimenstein nasceu de uma família judaica. Sua família morou na Vila Mariana , bairro da cidade de São Paulo.

Estudou no Colégio I. L. Peretz e se formou em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero. Foi diretor da Folha de S. Paulo na sede em Brasília e correspondente em Nova Iorque pelo mesmo jornal.

Em 2007, o jornalista foi apontado pela revista Época como uma das cem figuras mais influentes do País por suas reportagens sobre temas sociais e experiências em projetos educacionais.

Ganhou o Prêmio Nacional de Direitos Humanos juntamente com Paulo de Evaristo Arns, o Prêmio Criança e Paz , da Unicef , Prêmio Esso (na categoria principal) e o Prêmio Jabuti de melhor obra de não-ficção, em 1993, por seu livro “Cidadão de Papel”.

Dimenstein teve grande importância na área educacional. Em 2009, um documento da Escola de Administração de Harvard o apontou como um dos exemplos de inovação comunitária por conta de seu projeto bairro-escola em São Paulo, através do Projeto Aprendiz. Este, foi replicado pelo mundo pela Unicef e Unesco.

Além disso, segundo o senador Cristovam Buarque , Gilberto Dimenstein foi um dos inspiradores do ” Bolsa-Escola “, projeto que pagava uma bolsa mensal em dinheiro às família de jovens e crianças de baixa renda, desde que frequentassem a escola regularmente.

Atualmente, permanecia ativo como um crítico do governo Bolsonaro e Trump . Perguntado sobre o que traria energia a ele, respondeu: “A raiva profunda que eu tenho do Bolsonaro e do Trump. Eu fico louco quando ouço as besteiras do Bolsonaro. Mas a raiva é movedora. Vou pro Twitter, escrevo contra eles e me sinto vivo”.

Dimenstein escrevia, juntamente com sua companheira, Anna Penido , um livro entitulado “Os Melhores Dias da Minha Vida – Lições do Câncer”. “Estou fazendo uma auto reportagem. E a Anna, além de escrever, é também minha ombudsman. Às vezes conto algo sobre a doença e ela diz, ‘Gilberto, não, isso é mentira'”, afirmou em sua última entrevista, em março deste ano.

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Covid-19: Uruguai quer acordo para testar moradores da fronteira com o Brasil

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Uruguai mostra sucesso em conter o avanço da Covid-19 e já pôde flexibilizar medidas de contenção ao vírus
Pixabay/Creative Commons

Uruguai mostra sucesso em conter o avanço da Covid-19 e já pôde flexibilizar medidas de contenção ao vírus

As autoridades uruguaias aguardam decisão do Brasil para por em prática um acordo que permita tratar pacientes das fronteiras entre os dois países, como as cidade de Rivera-Santana do Livramento. O Ministério da Saúde Pública (MSP) do país está avaliando se pode replicar alguma das medidas em outras cidades que fazem fronteira com o Brasil.

Para o ministro da Saúde Pública Daniel Salinas, a situação é um “desafio”, uma vez que o Brasil está se consolidando como o segundo país com mais casos de Covid-19 no mundo.

Em entrevista, o Secretário de Estado disse que espera “sensibilidade” das autoridades dos estados brasileiros, para que seja alcançado um acordo que permita que todos os habitantes das cidades tenham acesso a um diagnóstico clínico para o novo coronavírus (Sars-Cov-2)

Salina deseja fornecer ao Brasil toda a sua “experiência” e “conhecimento” sem cair em “interferência”, mas sim em uma “colaboração” entre os dois países.

Veja também: Bolsonaro admite entrega de cargos ao centrão para gerar sensação de prestígio

No MSP, eles esperam que o Uruguai possa oferecer sua capacidade de realizar testes de diagnóstico por PCR, uma técnica que permite detectar o vírus desde o início da infecção e é considerada hoje a mais confiável. No Brasil, o governo utiliza testes sorológicos (exame de sangue) considerados um dos menos precisos, pois apresentam mais falsos negativos e positivos que os anteriores.

Salinas sustentou que, se a medida for aprovada, “isolamento precoce e acompanhamento epidemiológico” serão permitidos para cada paciente, independentemente de sua nacionalidade.

Enquanto isso, as autoridades estão acompanhando de perto a disseminação da Covid-19 em Rivera, onde dois surtos já foram identificados; uma das pessoas faleceu.

Leia mais: Covid-19: Com 26,7 mil mortes, Brasil deve passar a Espanha amanhã

Lá, o governo já adotou dez medidas para impedir a propagação da doença, enquanto isolava 120 pessoas que estavam em contato com pacientes infectados. Segundo a Diretora Geral de Coordenação do MSP, Karina Rando, os pacientes infectados vieram do Brasil.

O Ministro da Saúde não descartou, também, que algumas das medidas já aplicadas em Rivera possam ser consideradas em uma das outras cidades limítrofes do Brasil. Salinas destacou que, para cada situação, soluções “diferentes” devem ser propostas, no entanto, ele espera que seja concluído um acordo binacional com o Brasil para “poder fornecer diagnósticos e recomendações” aos pacientes, disse ele.

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