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Para coordenador da Frente da Agropecuária, setor está preparado para a pandemia

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O coordenador da Frente Parlamentar da Agropecuária, deputado Alceu Moreira (MDB-RS), afirmou que a pandemia do novo coronavírus não vai provocar escassez de alimentos no Brasil, mas o setor já sofre pontualmente no abastecimento de alguns locais, porque o fechamento de setores da economia provoca alguns problemas logísticos.

Luis Macedo/Câmara dos Deputados
Reunião com o secretário da Previdência, Rogério Marinho, para conversa sobre a reforma da Previdência, em especial, a aposentadoria rural. Presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, Alceu Moreira
Alceu Moreira: “O agro, com o coronavírus, é o menos afetado”

Ele citou, por exemplo, a restrição a feiras, a falta de peças de reposição e o fechamento de oficinas, o que impede o conserto de caminhões envolvidos no transporte de alimentos pelo país. Soluções provisórias vêm sendo encontradas por meio de diálogo com as prefeituras. Algumas já entregam a merenda escolar dos estudantes em casa. Já a demanda pelos restaurantes que estão fechados é resolvida parcialmente com a entrega em domicílio.

“Alguma coisa se perde, não tem como não perder no início, mas logo depois o mercado vai se adaptando. De modo geral, o agro, com o coronavírus, é o menos afetado. (…). Então, eu acho que o agro continua plantando, continua colhendo, continua trabalhando e nós certamente não teremos problemas de abastecimento”, disse Moreira.

Importações
O deputado salientou que o setor frigorífico no Brasil, por exigências da legislação, em geral, já tem assepsia que assegura a não contaminação do alimento com coronavírus. Segundo o coordenador da Frente Parlamentar da Agropecuária, cerca de vinte países reduziram o volume de importações do Brasil, com variações de queda entre 4% e 20% nas vendas do país para essas nações. Apesar disso, o fato por enquanto não representa um problema porque a China aumentou o volume de compras de produtos da cadeia agroindustrial brasileira em 3%.

“E como nós exportamos 80% do que produzimos pra China, os 3% que aumentaram de importação da China é maior do que todo o volume que reduziu dos outros países. Então, por enquanto, nós não temos esse problema. Estamos com condições de continuar exportando, e, por enquanto, o que está acontecendo com o coronavírus é que também um grupo de países que visitamos e que estavam pendentes de abertura do comércio, principalmente de carne bovina, suína e frango, vão abrir os seus mercados para o Brasil exportar. Então o agro brasileiro, em relação ao mercado internacional, vai ter na verdade crescimento ao invés de redução”, observou.

Pragmatismo
Segundo o deputado, setores do governo brasileiro podem ter discordâncias em relação ao regime chinês, mas a manifestação pública disso é contraproducente. Para o coordenador da Frente Parlamentar da Agropecuária, que tem 243 deputados e 39 senadores, a reação do governo chinês mostra que o país não deseja ficar com a marca de responsável pela crise sanitária mundial.

A China, segundo o deputado, é pragmática comercialmente e não vai deixar de comprar o volume produzido pelo Brasil. O que pode acontecer é o país perder a preferência, em caso de algum outro país oferecer o mesmo produto com a mesma qualidade pelo mesmo preço. Por isso, para o deputado Alceu Moreira, o Brasil não ganha nada em brigar com a China.

Reportagem – Luiz Cláudio Canuto
Edição – Roberto Seabra

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Primeira-dama do Rio é internada de emergência

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A advogada Helena Witzel, mulher do governador do Rio, Wilson Witzel, foi internada de emergência na manhã de hoje (28) no Hospital Central dos Bombeiros Aristarcho Pessoa, no Rio Comprido, zona norte. Segundo o Núcleo de Imprensa do Palácio Guanabara, a primeira-dama foi levada à unidade após um mal-estar. Conforme a assessoria, o governador acompanhou sua mulher, que foi examinada e passa bem. “Ela será reavaliada para ser liberada em seguida”. O governador já voltou ao Palácio Laranjeiras.

Helena Witzel é uma das investigadas pela Operação Placebo, que aprofunda as apurações que começaram com a Polícia Civil do estado, o Ministério Público Estadual e o Ministério Público Federal (MPF) para investigar existência de um esquema de corrupção envolvendo uma organização social contratada para a instalação de hospitais de campanha e servidores da cúpula da gestão do sistema de saúde do Estado do Rio de Janeiro.

A Operação foi deflagrada na terça-feira (26), e logo no início da manhã, policiais federais chegaram ao Palácio Laranjeiras, residência oficial do governo do Rio, na zona sul da cidade, onde mora o governador Wilson Witzel com a família. A Operação Placebo, segundo a PF, apura indícios de desvios de recursos públicos destinados ao atendimento do estado de emergência de saúde pública de importância internacional decorrente do coronavírus (Covid-19), no Estado do Rio de Janeiro.

O ministro do Superior Tribunal de Justiça Benedito Gonçalves autorizou a operação que teve 12 mandados de busca e apreensão. Além do Palácio Laranjeiras, os agentes cumpriram um dos mandados na casa no Grajaú, na zona norte do Rio, que a família Witzel morava antes do governador tomar posse. O ministro Benedito Gonçalves determinou que o casal preste depoimento à Polícia Federal, mas isso não ocorreu e não há informação sobre a data prevista para que sejam ouvidos.

Edição: Valéria Aguiar

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Deputada fala em “AI-5 do STF” ao narrar ligação com desembargador

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mulher de óculos falando em microfone
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

Bia Kicis, deputada federal

A deputada federal Bia Kicis usou as redes sociais na manhã desta quinta-feira (28) para narrar uma conversa que teria mantido com um desembargador sobre a ação que cumpriu 29 mandados de busca e apreensão na casa de apoiadores de Jair Bolsonaro na quarta-feira (27).

Leia também: Deputada usa máscara com a frase ”E daí?” durante sessão na Câmara

Segundo Kicis, o desembargador se mostrou constrangido ao falar da ação do Supremo Tribunal Federal. “me disse que estamos vivendo uma espécie de AI5 do @STF_oficial. É constrangedor p/ todos que aprendemos nas faculdades de direito o papel de honra reservado à Suprema Corte”, afirmou.

A ex-procuradora do Distrito Federal, porém, não revelou a identidade do suposto desembargador que teria falado sobre o “autoritarismo” do STF.

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