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Preparador físico mostra como aproveitar quarentena para se exercitar

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O preparador físico da seleção brasileira feminina de vôlei, José Elias de Proença, ou apenas Zé Elias como é conhecido, desenvolveu um programa on-line com sugestões de exercícios físicos para serem realizados dentro de casa. Mestre em Educação Física e Doutor em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano pela Universidade de São Paulo (USP), Zé Elias vem disponibilizando vídeos, desde o último dia 21, em suas redes sociais, e também os compartilha nas redes do Centro Dois Andares – idealizado pela medalhista olímpica do vôlei Ana Moser – do qual é coordenador pedagógico.

Zé Elias diz que a proposta é aproveitar este periodo de distanciamento social, devido à pandemia de novo coronavírus (covid-19), em benefício da saúde mental e física. “A ideia está relacionada a movimentos do dia a dia. Por exemplo: quando sentamos, normalmente jogamos as costas em direção ao encosto da cadeira e projetamos o quadril para frente. Com isso, tórax e cabeça vão para trás e há uma sobrecarga na região lombar, por falta de sustentação dessa musculatura, criando uma resposta de dor”, detalha à Agência Brasil.

“(Para combater as dores) Usamos uma mecânica simples de enrolamento e de endireitamento do tronco: deixar o tronco cair para frente e voltar à verticalidade mesmo estando sentado, com a consciência dos músculos que estão sendo utilizados nesta ação e sugerindo nisso uma prática diária para desenvolver essa musculatura de sustentação. No que parece simples nos movimentos diários, vamos conscientemente realizar as repetições, condicionando nosso corpo em atividades moderadas e melhorando o sistema imunológico”, explica.

O objetivo, conforme o especialista, é publicar cinco vídeos por semana, com exercícios criados pela equipe do centro do qual é coordenador. Eles englobam elementos de ginástica laboral para quem está trabalhando de casa (home office) e aulas de funcional com utensílios caseiros, por exemplo.

“Os estudos sobre práticas corporais em casa apontam muitas variáveis a serem obedecidas. Com as repetições (dos exercícios) e tentando fazê-las diminuindo o tempo, há uma solicitação de resistência, uma solicitação neurológica um pouco mais intensa e, claro, trabalha-se o sistema endócrino. Esse sistema, quando estimulado, libera substâncias químicas no organismo que dão a sensação de bem estar, como a serotonina e a endorfina. As práticas devem ter intensidade, não sendo feitas de forma muito amena, mas, claro, sem exacerbar muito o estímulo porque aí pode acabar desgastando o corpo em um momento que precisamos de defesa”, conclui.

 

 

Edição: Cláudia Soares Rodrigues

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Bayern derrota Borussia e dispara rumo ao octacampeonato alemão

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O Campeonato Alemão teve clássico nesta terça-feira (26). Quem levou a melhor foi o Bayern de Munique, que derrotou o Borussia Dortmund por 1 a 0 e disparou na liderança do torneio com sete pontos de vantagem, faltando apenas seis rodadas para o fim da competição.

O gol da vitória do time de Munique sobre o Dortmund foi marcado por Kimmich aos 43 minutos do primeiro tempo. O confronto aconteceu no estádio da equipe aurinegra, o Westfalenstadion, sem a presença de público nas arquibancadas por conta dos protocolos de segurança para evitar a propagação do novo coronavírus (covid-19).

A partida, além de reunir os dois postulantes ao título deste ano, também teve a presença de dois artilheiros, o polonês Lewandowski e o norueguês Haaland. Eles passaram em branco, mas o Bayern alcançou 64 pontos e ficou ainda mais próximo de conquistar novamente o campeonato nacional, alcançando uma marca histórica, o oitavo título consecutivo.

Edição: Fábio Lisboa

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Covid-19: brasileiro é forçado a adiar travessia do Canal da Mancha

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Percorrer os quase 35 km que separam, em linha reta, Dover (Inglaterra) de Calais (França). Esse era o próximo desafio do ultramaratonista aquático Alan Viana, que poderia ver sua missão aumentar para 50 km de distância em razão da ação das correntes marítimas. A janela para a qual o brasileiro estava inscrito era de 9 a 20 de julho de 2020. Contudo, no início dessa semana ele informou à Agência Brasil que a Channel Swimming Association (entidade que administra as travessias entre Inglaterra e França) confirmou o cancelamento de todas as provas agendadas para junho e julho por conta da pandemia do novo coronavírus (covid-19).

“O desafio, que era só meu no início, passou a ser de várias outras pessoas que embarcaram junto comigo nesse sonho. E eu tinha certeza que estava muito preparado para completar a prova”, lamenta o nadador.

Ele vinha se preparando desde 2017: “É difícil para mim e para todo o pessoal que estava me ajudando. Ainda estou assimilando tudo o que está ocorrendo. Mas sei também que minha dor não é maior do que a de várias outras pessoas ao redor do mundo. O momento é de muitas perdas para milhões de pessoas em diversos países”.

A Channel Swimming Association deu a Alan a opção de entrar em uma lista de reserva ainda para esse ano, uma fila de espera para 2021 ou um reagendamento para 2022: “Não sei qual o propósito disso tudo. Mas o projeto era uma meta de vida. Vai acabar ficando para 2021. As datas que me foram oferecidas para esse ano já estão fora do período ideal para travessias. Ainda não sei também se terei disposição e fôlego para seguir nadando após essa prova. Minha esposa e eu queremos filhos. Temos outros planos. Então, era o encerramento de um ciclo, que agora apenas adiamos para um futuro próximo”.

O foco era tanto que, durante a preparação, o maratonista aquático completou quatro das maiores provas do Brasil, a Travessia da Ilha do Arvoredo (25 km), o Amazon Challenge (30 km), a Travessia do Leme ao Pontal (34 km) e a Travessia da Ilha do Mel (45 km): “Se não tivesse o Canal da Mancha, eu já estaria realizado. Essa nova travessia seria a forma de coroar tudo que venho fazendo”.

O cancelamento chegou apenas nesse mês. Porém, as incertezas começaram ainda em março, com a chegada da pandemia ao Brasil: “Fiquei duas semanas sem nadar. Depois, passei um período treinando na piscina dos meus pais com auxílio de alguns equipamentos. Posteriormente consegui uma piscina em uma academia. Mas era difícil manter o foco. Os organizadores apenas orientavam a seguir treinando, se possível. Depois veio problema do aumento da cotação da libra, que, quando fiz a reserva, estava em quase R$ 5. Depois ficou perto dos R$ 7. Então, normalmente o projeto já teria muitas dificuldades. E o coronavírus ainda veio para potencializá-las. Passava por uma briga mental diária para nadar durante três horas na academia praticamente vazia. Não é uma situação fácil de se lidar. Porém, não vou desistir. Tenho que seguir em frente até tornar realidade esse sonho”.

Edição: Fábio Lisboa

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