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Saúde

Covid-19: Distrito Federal tem duas mortes por novo coronavírus

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O Distrito Federal chegou a três mortes em razão da pandemia do novo coronavírus (covid-19). Até ontem (30) eram dois óbitos.

De acordo com a nova atualização do governo do Distrito Federal, divulgada hoje (31), há 317 casos confirmados, mais seis em relação ao último balanço, de ontem (30).

Desse total, 217 são infecções leves, 26 apresentam quadro grave e 12 estão em condições críticas. Outros 60 ainda estão em investigação e 146 são classificados como “recuperados”.

A maioria das pessoas infectadas, 100,  tem entre 31 e 40 anos de idade, outras 76 entre 41 e 50 anos, 47 entre 51 e 60 anos e 42 com mais de 60 anos de idade.

Seguindo o parâmetro nacional no recorte por gênero, no Distrito Federal 56,8% dos infectados são homens e 43,2% são mulheres.

A capital do país é a terceira em número de casos, perdendo apenas para o Rio de Janeiro e São Paulo.

 

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Números atualizados do coronavírus no DF – Governo do Distrito Federal – GDF

Edição: Fernando Fraga

Fonte: EBC Saúde

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Saúde

Taxa de ocupação de leitos de UTI na Grande São Paulo passa de 91%

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A taxa de ocupação de leitos de unidades de terapia intensiva (UTI) na Grande São Paulo chegou hoje (24) a 91,8%. No estado todo, a taxa de ocupação de leitos de UTI é de 75,7%.

Segundo a Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo, o estado tem 11,9 mil pacientes internados por suspeita ou confirmação de infecção pelo novo coronavírus, sendo 4.661 em UTIs e 7.321 em enfermaria.

Com 118 óbitos registrados nas últimas 24 horas, o estado de São Paulo chegou hoje (24) a 6.136 mortes provocadas pelo novo coronavírus. A maior parte dos óbitos foi registrada em pacientes com 60 anos ou mais, totalizando 72,9% do total de casos. 

Fora desse grupo de idosos, há também alta mortalidade entre pessoas de 50 a 59 anos (892 do total), seguida pelas faixas de 40 a 49 anos (455 óbitos),  30 a 39 anos (242), 20 a 29 anos (53) e 10 a 19 anos (17). Houve ainda a morte de dez crianças com menos de dez anos. Do total de pacientes que morreram pelo novo coronavírus no estado, 4.981 tinham alguma comorbidade.

O total de casos confirmados chegou a 81.161 e foram registrados em 508 dos 645 municípios do estado, comprovando que a doença tem se alastrado rapidamente pelo interior. O total de recuperados soma agora 16.494 pacientes.

Edição: Aline Leal

Fonte: EBC Saúde

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Saúde

Situação de stress social pode ser gatilho para quem tem esquizofrenia

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Neste domingo (24), se celebra o Dia Mundial da Pessoa com Esquizofrenia, doença multifatorial que acomete cerca de 1% da população brasileira e mundial, o que significa dois milhões de pessoas no Brasil e em torno de 80 milhões em todo o globo. 

Segundo o psiquiatra Cristiano Noto, da Escola Paulista de Medicina da Universidade de São Paulo (Unifesp), o isolamento social pode ser um gatilho para quem tem a doença. “Ninguém se torna portador de esquizofrenia por conta da pandemia. Mas, seguramente, uma situação de estresse social pode contribuir [para uma crise]”. 

Segundo Noto, a esquizofrenia tem várias causas. A principal delas é o fator genético, embora fatores ambientais contribuam também para o desenvolvimento da doença, que enfrenta ainda muito preconceito. Frases do tipo “essa política é para esquizofrênicos”, por exemplo, mostram como a doença é enxergada com muito estigma em relação aos pacientes, citou o psiquiatra da Unifesp.

Tratamento multidisciplinar

Cristiano Noto afirmou que o tratamento para esquizofrenia é também complexo e deve ser multidisciplinar, envolvendo profissionais como médicos, psicólogos, assistentes sociais, terapeutas ocupacionais, enfermeiros. O tratamento se divide em farmacológico, que inclui medicamentos antipsicóticos, e psicossocial, para ajudar o paciente a se adaptar às limitações da doença e vencê-las.

O especialista indicou que como qualquer transtorno mental, a esquizofrenia traz muito sofrimento ao paciente. Por isso, é comum que essas pessoas acabem, em situações extremas, como em tentativa de suicídio. 

Dependendo de como é feito o tratamento, a pessoa com esquizofrenia pode ter uma vida normal e, inclusive, casar e ter filhos. “Se ela está fazendo o tratamento, está bem, está estável, tem total condição de ter uma vida normal. Trabalhar, constituir família. Não tem nenhuma contra-indicação em relação a isso. Muito pelo contrário. A gente sempre estimula que os pacientes tenham uma vida produtiva, uma vida construtiva”, disse Noto.

O psiquiatra admitiu, por outro lado, que alguns pacientes não conseguem atingir isso, seja porque não fazem tratamento de forma adequada, seja porque os casos deles são mais severos. Observou, entretanto, que “em regra, sim, eles podem ter uma vida normal”.

Violência

Outro mito ligado à esquizofrenia diz respeito à violência. Cristiano Noto informou que esquizofrênicos em crise até podem se envolver em casos de violência e agressividade mas, em geral, essas pessoas acabam sendo mais vítimas do que autoras de violência, justamente por se colocarem em situações de vulnerabilidade. Noto salientou que quando a pessoa está medicada, está em uma fase estável, ela pode ter a mesma chance de qualquer outra de ter um caso de agressividade.

A doença costuma mostrar os primeiros sintomas no final da adolescência e começo da vida adulta, manifestando-se nos homens a partir dos 18 anos de idade e, nas mulheres, a partir dos 25 anos. 

O professor da Unifesp recomendou às famílias que tenham parentes com esquizofrenia que busquem ajuda e tratamento e sempre estimulem seus familiares a continuar o tratamento e o processo de melhora que, muitas vezes, pode ser longo. “Se a pessoa tem crises, ela vai conseguindo as conquistas passo a passo. Por isso, é muito importante a família para suportar e ajudar essas pessoas a irem adiante”.

A participação do paciente em atividades de lazer ou mesmo rotineiras deve ser estimulada, de modo a abandonar os sintomas negativos que o impelem a deixar de fazer as coisas. “Quanto mais a gente estimular ela para tudo, para esporte, lazer, estudo, trabalho, quanto mais ela conseguir fazer, melhor, mais vai ajudá-la na doença”.

Transtornos

Segundo o coordenador e professor do curso de pós-graduação em Psiquiatria da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), Jorge Jaber, a esquizofrenia acomete dois a cada 100 brasileiros e é caracterizada por grande sofrimento em termos comportamentais, com transtorno na capacidade de ter sentimento, nos pensamentos que são persecutórios, acompanhados de alucinações visuais e auditivas, muitas vezes, que evoluem para perda da capacidade intelectual ao longo da vida.

Segundo Jaber, a doença está cada vez mais ligada ao uso de bebidas alcoólicas, e de substâncias ilícitas, como as drogas vendidas irregularmente no país. Da mesma forma que afirmou Cristiano Noto, o psiquiatra da PUC-RJ disse que a esquizofrenia resulta de transmissão genética, hereditária, e é acompanhada pelo surgimento de outras doenças, como obesidade, diabetes, problemas clínicos gerais. “Porque esses pacientes, em virtude da doença básica, perdem a capacidade de cuidar deles mesmos”.

A notícia boa, segundo Jaber, é que a partir das últimas décadas do século passado surgiram medicamentos melhores que podem atingir evolução no século atual de grande eficácia na manutenção da normalidade desses pacientes. “Então, hoje em dia, é possível tratar uma pessoa com esquizofrenia com evolução excepcional”. Jaber destacou, porém, a necessidade de haver serviços de internação emergencial para períodos em que o paciente tenha alguma piora ou crise. “Em duas ou três semanas, pode voltar à vida completamente normal, sempre que mantiver o tratamento ambulatorial, em consultório”.

Edição: Aline Leal

Fonte: EBC Saúde

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