conecte-se conosco


Esportes

Coluna – Novo coronavírus afeta as finanças dos clubes

Avatar

Publicado


.

Não poderia ter sido pior. A chegada do novo coronavírus afeta as finanças dos clubes do futebol brasileiro. Estudos mostram, há anos, que muitos têm receitas inferiores aos custos, o que gera dívidas, não recolhimento de impostos e salários atrasados. Recentemente, as receitas de TV, bilheteria e programas de sócio-torcedor permitiram que alguns respirassem. Além disso, a venda de jogadores para o exterior passou a ser outra importante fonte de renda. Mas a redução na atividade das indústrias – como a do futebol – vai frear todo o movimento positivo que estávamos acompanhando. E o tempo que vamos levar para retornar à rotina será decisivo para mensurar o impacto que o novo coronavírus vai promover.

Conversei com dois especialistas no assunto: César Grafietti, consultor de finanças do Esporte, e Pedro Daniel, diretor executivo da EY. E ambos têm opiniões que se completam sobre esse cenário. Para Grafietti, não há distinção entre grandes e pequenos no momento atual. Ele lembra que os de maior investimento têm maior receita, mas custos maiores também, como salários. Os de menor investimento, por outro lado, têm dificuldades naturais e qualquer falta de receita vai impactar negativamente. Pedro Daniel faz ainda uma ressalva – muitos clubes se programam para operar até abril, quando terminam os Campeonatos Estaduais. Como eles foram interrompidos, sem prazo para retornarem, como fazer com os contratos firmados por prazo pré-estabelecido? E como sobreviver sem a entrada da receita prevista, no final dessas competições?

A insegurança gerada por essa paralisação mundial tem diversos motivos – como cumprir com os contratos firmados com os patrocinadores; como atender aos contratos de TV, caso o calendário seja reduzido, com menor número de transmissões; como manter os planos de sócio-torcedor ativos, sem futebol; como compensar a perda de arrecadação com as bilheterias?

Pedro Daniel salienta que outra importante fonte de receita poderá ficar de lado – a venda de jogadores. Ele lembra que os clubes europeus, grandes compradores, estão passando pelo mesmo momento de dificuldade e que vão aguardar um pouco mais para se arriscarem em qualquer novo investimento. Grafietti vê de forma positiva um movimento já iniciado na Europa de redução de salários dos jogadores, mesmo que momentânea, e entende que isso seria importante de acontecer também no Brasil

O aperto do calendário também é discutido por eles. Grafietti entende que se os Estaduais forem os grandes prejudicados, o calendário brasileiro poderá se ajustar e encerrar o ano relativamente bem. Mas se a paralisação se estender por datas que atinjam a Copa do Brasil, as Copas Libertadores e Sul-Americana e, principalmente, o Brasileirão, os clubes vão precisar renegociar valores com parceiros para atender a uma nova realidade de exposição da imagem. Pedro Daniel, inclusive, lembra que o caixa dos clubes vai sofrer impacto porque muitos fazem suas projeções em cima das premiações que esperam receber. E num calendário menor, elas podem não chegar. A questão do acesso e descenso, com a definição de vagas para competições em 2021, também é algo a ser debatido.

A situação é mesmo complexa – as TVs, por exemplo, têm mantido em sua grade jogos de futebol. O contrato que elas têm com os clubes permite essa reapresentação. Só que, para os clubes, causa um incômodo, pois lá estão patrocinadores, placas no entorno do campo e camisas antigas, todos ganhando visibilidade em detrimento de quem está pagando agora por isso.

Mas o que fazer, lembrando, ainda, que o retorno às atividades não significa a volta dos jogos, porque os atletas precisam de tempo para se recuperarem física e taticamente? César Grafietti e Pedro Daniel voltam a concordar. Só com união entre todos os envolvidos: clubes, TVs, patrocinadores, federações, CBF e jogadores. A solução precisa ser conjunta e uniforme, satisfazendo as necessidades de todos e não individualmente.

Até hoje, no Brasil, não houve união entre os clubes. Talvez seja o momento. Quem sabe, de forma positiva, podemos pensar em um novo formato de competições para o calendário do futebol brasileiro?

Por Sergio du Bocage, apresentador do programa No Mundo da Bola.

 

Edição: Verônica Dalcanal

Comentários Facebook

Esportes

Bayern derrota Borussia e dispara rumo ao octacampeonato alemão

Avatar

Publicado


.

O Campeonato Alemão teve clássico nesta terça-feira (26). Quem levou a melhor foi o Bayern de Munique, que derrotou o Borussia Dortmund por 1 a 0 e disparou na liderança do torneio com sete pontos de vantagem, faltando apenas seis rodadas para o fim da competição.

O gol da vitória do time de Munique sobre o Dortmund foi marcado por Kimmich aos 43 minutos do primeiro tempo. O confronto aconteceu no estádio da equipe aurinegra, o Westfalenstadion, sem a presença de público nas arquibancadas por conta dos protocolos de segurança para evitar a propagação do novo coronavírus (covid-19).

A partida, além de reunir os dois postulantes ao título deste ano, também teve a presença de dois artilheiros, o polonês Lewandowski e o norueguês Haaland. Eles passaram em branco, mas o Bayern alcançou 64 pontos e ficou ainda mais próximo de conquistar novamente o campeonato nacional, alcançando uma marca histórica, o oitavo título consecutivo.

Edição: Fábio Lisboa

Comentários Facebook
Continue lendo

Esportes

Covid-19: brasileiro é forçado a adiar travessia do Canal da Mancha

Avatar

Publicado


.

Percorrer os quase 35 km que separam, em linha reta, Dover (Inglaterra) de Calais (França). Esse era o próximo desafio do ultramaratonista aquático Alan Viana, que poderia ver sua missão aumentar para 50 km de distância em razão da ação das correntes marítimas. A janela para a qual o brasileiro estava inscrito era de 9 a 20 de julho de 2020. Contudo, no início dessa semana ele informou à Agência Brasil que a Channel Swimming Association (entidade que administra as travessias entre Inglaterra e França) confirmou o cancelamento de todas as provas agendadas para junho e julho por conta da pandemia do novo coronavírus (covid-19).

“O desafio, que era só meu no início, passou a ser de várias outras pessoas que embarcaram junto comigo nesse sonho. E eu tinha certeza que estava muito preparado para completar a prova”, lamenta o nadador.

Ele vinha se preparando desde 2017: “É difícil para mim e para todo o pessoal que estava me ajudando. Ainda estou assimilando tudo o que está ocorrendo. Mas sei também que minha dor não é maior do que a de várias outras pessoas ao redor do mundo. O momento é de muitas perdas para milhões de pessoas em diversos países”.

A Channel Swimming Association deu a Alan a opção de entrar em uma lista de reserva ainda para esse ano, uma fila de espera para 2021 ou um reagendamento para 2022: “Não sei qual o propósito disso tudo. Mas o projeto era uma meta de vida. Vai acabar ficando para 2021. As datas que me foram oferecidas para esse ano já estão fora do período ideal para travessias. Ainda não sei também se terei disposição e fôlego para seguir nadando após essa prova. Minha esposa e eu queremos filhos. Temos outros planos. Então, era o encerramento de um ciclo, que agora apenas adiamos para um futuro próximo”.

O foco era tanto que, durante a preparação, o maratonista aquático completou quatro das maiores provas do Brasil, a Travessia da Ilha do Arvoredo (25 km), o Amazon Challenge (30 km), a Travessia do Leme ao Pontal (34 km) e a Travessia da Ilha do Mel (45 km): “Se não tivesse o Canal da Mancha, eu já estaria realizado. Essa nova travessia seria a forma de coroar tudo que venho fazendo”.

O cancelamento chegou apenas nesse mês. Porém, as incertezas começaram ainda em março, com a chegada da pandemia ao Brasil: “Fiquei duas semanas sem nadar. Depois, passei um período treinando na piscina dos meus pais com auxílio de alguns equipamentos. Posteriormente consegui uma piscina em uma academia. Mas era difícil manter o foco. Os organizadores apenas orientavam a seguir treinando, se possível. Depois veio problema do aumento da cotação da libra, que, quando fiz a reserva, estava em quase R$ 5. Depois ficou perto dos R$ 7. Então, normalmente o projeto já teria muitas dificuldades. E o coronavírus ainda veio para potencializá-las. Passava por uma briga mental diária para nadar durante três horas na academia praticamente vazia. Não é uma situação fácil de se lidar. Porém, não vou desistir. Tenho que seguir em frente até tornar realidade esse sonho”.

Edição: Fábio Lisboa

Comentários Facebook
Continue lendo

Policial

Política MT

Mato Grosso

Mais Lidas da Semana