conecte-se conosco


Esportes

COB organiza operação para trazer equipamentos enviados a Tóquio 2020

Avatar

Publicado


.

O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) se manifestou após a confirmação das novas datas dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, com início no dia 23 de julho e término em 8 de agosto de 2021. O diretor-geral Rogério Sampaio, medalhista olímpico no judô, elogiou a agilidade o Comité Olímpico Internacional (COI) em divulgar o novo calendário. 

“Tudo está andando num prazo muito bom. A rápida definição da nova data dos Jogos permite que todo o calendário esportivo mundial se reorganize, protegendo a saúde dos atletas e demais envolvidos nos Jogos. Nosso desejo é que essa fase de afastamento social passe logo para voltarmos à rotina normal, com a retomada dos treinos e a diminuição da ansiedade geral.”

O diretor do COB disse que o momento é de reorganizar a logística, tendo em vista que muitos equipamentos e materiais já haviam sido enviados ao Japão. Uma outra parte sairia do Brasil em abril. A entidade estima que mais de 400 pessoas devam integrar o Time Brasil, deste total aproximadamente 270 devem ser atletas. Sendo assim, surge a necessidade de remarcar passagens e hospedagens.

“Já iniciamos o contato com nossas bases e fornecedores, comunicando oficialmente sobre o adiamento e informando, de forma antecipada, sobre o interesse de manutenção das parcerias para 2021. Estamos elaborando também o aditamento do contrato com fornecedores de transporte, alimentação e depósitos que tínhamos à disposição no Japão”, detalha Sampaio.

O Brasil já tem 178 atletas classificados para as Olimpíadas de Tóquio, porém ainda há indefinição em relação àqueles que dependem do posicionamento no ranking mundial para assegurar vagas. 

“O COI e as Federações Internacionais devem se manifestar sobre até o início de abril a respeito do restante das vagas em disputa” – explicou Jorge Bichara, diretor de Esportes do COB.

Vôlei brasileiro também se manifesta

A levantadora do Osasco, Roberta Kantz, frequência constante nas convocações da seleção brasileira de vôlei, aprovou a decisão tomada pelo COI.

“Foi uma decisão muito sensata, e inteligente também. Deve ter sido muito difícil, mas foi o certo a fazer neste momento. A gente está vendo a dimensão que esta pandemia tomou, então não tinha como nós atletas nos prepararmos. Eu vejo como uma nova oportunidade, temos mais um ano pré-olímpico para a gente se preparar”,disse a jogadora da seleção feminina, já classificada para os Jogos de Tóquio.

tecnico_renan_dal_zottotecnico_renan_dal_zotto
Técnico Renan Dal Zotto aguarda pelas definições da FIVB do restante do calendário de 2021 – FIVB/Divulgaçao/Direitos Reservados

Já o técnico da seleção brasileira de vôlei masculino, Renan Dal Zotto, diz que o próximo passo é a definição do calendário internacional da modalidade.

“A confirmação da nova data dos Jogos foi uma grande novidade para todos nós. Agora vamos aguardar pela definição da Federação Internacional com as novas datas das competições, principalmente da Liga das Nações de Vôlei (VNL), prevista para o segundo semestre deste ano, para que possamos fazer um novo planejamento rumo a 2021”.

 

Edição: Cláudia Soares Rodrigues

Comentários Facebook

Esportes

Corinthians se posiciona oficialmente contra o retorno do futebol

Avatar

Publicado


.
O Corinthians se posicionou oficialmente hoje (26) contra o retorno do futebol brasileiro, paralisado em decorrência da pandemia do novo coronavírus (covid-19). Em carta aberta assinada pelo presidente Andrés Sanchez, o clube entende que ainda não é o momento de a bola voltar a rolar, e que há a necessidade de alinhamento de ações coletivas.

Sanchez ressalta a legitimidade dos clubes em procurarem saídas junto aos governos federal, estaduais e municipais e federações no intuito de tentar impedirem um aprofundamento da crise, porém, argumenta que o Brasil vive um cenário muito diferente dos países que retomaram suas ligas.

A carta cita o exemplo do Campeonato Alemão, que só voltou a ser disputado após o diálogo entre todos os agentes políticos e esportivos, mantendo responsabilidade com seu produto, astros e público. Andrés Sanchez salientou que, na Bundesliga, havia um princípio claro: “O futebol não pode se antecipar ao controle da pandemia”.

Ouça na Rádio Nacional

 

Ao comparar com a situação no Brasil, o Corinthians lembra que a Série A conta com 20 clubes de nove estados, cada um com um panorama distinto do novo coronavírus. Isto exigiria um trabalho coordenado entre governo, clubes e federações. O presidente do Timão finaliza a carta afirmando que qualquer retorno apenas adiará “uma pausa forçada, em que os clubes vão, de novo, agonizar”.

Confira a carta na íntegra:

Depois de 23 mil mortes causadas pela Covid-19, todo debate é menor. Por isso, em nome do Corinthians, manifesto antes nossa solidariedade a cada brasileiro afetado por doença, luto, ou prejuízo profissional. Tudo isso importa. 
 
E é legítimo que o futebol – como qualquer setor – procure saídas junto ao governo federal e a seus respectivos estados, prefeituras e federações, a fim de impedir um aprofundamento da crise na atividade. É preocupante, porém, que o Brasil viva um cenário muito diferente daqueles países que retomam suas ligas. 
 
A queda de receitas já obrigou muitos clubes a executar cortes e demissões. O Corinthians tem adotado medidas de austeridade, como a redução temporária de salários e jornada, apoiada na MP 936. Fazemos e refazemos as contas diariamente, mas somos realistas: trata-se da pior epidemia no país nos últimos 100 anos, e nenhuma atividade econômica sairá dessa sem transformações inevitáveis. 
 
No Corinthians, não será diferente. O que não muda é o nosso compromisso com um futebol forte como carro-chefe e a parte social como tradição, e é para isso que estamos trabalhando. Como também vemos o clube como um veículo capaz de impactar mais de 30 milhões de torcedores via mídias digitais, levamos informação útil e iniciativas solidárias, com o sonho de terminar a pandemia sem nenhum torcedor a menos.  
 
Somos testemunhas dos elogiáveis esforços da CBF, da Federação Paulista de Futebol e de outros clubes. Mas é preciso repensar, de forma ampla, o papel do futebol e sua influência nesse jogo. 
 
Na Alemanha, houve diálogo intenso entre todos os agentes políticos e esportivos, e um princípio foi claro para a Bundesliga: o futebol não pode se antecipar ao controle da pandemia. Quando a sociedade confiou no sucesso do combate alinhado entre governo e estados alemães, a Bundesliga finalmente retomou seus jogos em sincronia, no último dia 16. Houve responsabilidade com seu produto, seus astros e seu público. 
 
O futebol brasileiro, porém, caminha para outra direção. 
 
Se o combate ao vírus não tem alinhamentos entre os governos, no futebol as reações estão ainda mais fragmentadas. Com decisões facultadas aos Estaduais, criam-se ruídos. O futebol perde muito como produto quando transmite que, para a bola rolar, basta decidir qual clube está mais pronto, ou qual estado está mais disposto a riscos, enquanto se somam mais de mil óbitos por dia.
 
Em 2020, a Série A tem 20 clubes de nove estados, cada um com panoramas distintos da doença. Isso pede um trabalho mais coordenado entre governos, clubes e federações. Num esporte coletivo, não dá para jogar sozinho.
 
Sem isso, qualquer retorno apenas adiará a próxima pausa forçada, em que os clubes vão, de novo, agonizar. Como negócio sustentável, o futebol só poderá voltar depois de uma articulação eficiente, focada tanto no bem-estar das pessoas quanto na segurança da Saúde nos estados envolvidos.

 
 

Edição: Cláudia Soares Rodrigues

Comentários Facebook
Continue lendo

Esportes

Federação anuncia fim da temporada de futebol feminino na Inglaterra

Avatar

Publicado


.

A Football Association (Federação de Futebol da Inglaterra) anunciou na última segunda (26) que decidiu encerrar a temporada 2019/2020 da Superliga Feminina e do Campeonato Feminino por causa da pandemia do novo coronavírus (covid-19).

“Após um feedback esmagador dos clubes, a decisão de encerrar a temporada 2019-20 foi tomada no melhor interesse do jogo feminino. Isso também permitirá que clubes, a Superliga Feminina e o Conselho de Mulheres da Football Association planejem, preparem e se concentrem na próxima temporada, quando o futebol voltar para a temporada 2020/2021″, informou a Football Association em comunicado.

Contudo, mesmo com a decisão de encerrar a temporada, a Football Association afirmou que ainda não decidiu qual será o resultado da temporada 2019/2020. Assim, também ficou em aberto quais serão as equipes inglesas estarão na próxima edição da Liga dos Campeões.

Segundo a entidade, a medida foi tomada como forma de proteger as atletas: “Apoiar o bem-estar dos clubes e jogadoras continuará sendo nossa principal preocupação durante todo esse processo, que também envolveu um exame robusto e completo dos desafios logísticos, operacionais e financeiros que o jogo enfrenta atualmente”.

Ameaça ao desenvolvimento do futebol feminino

Em abril, a Federação Internacional de Jogadores de Futebol (FIFPro) lançou um alerta para o que chamou de ameaça ao crescimento do futebol profissional feminino, como uma indústria forte e viável, em razão da pandemia do novo coronavírus (covid-19).

Segundo o secretário-geral da FIFPro, o holandês Jonas Baer-Hoffmann, “vivemos tempos sem precedentes e, como comunidade global do futebol, temos a responsabilidade de nos unir e apoiar nossa indústria (…) Caso clubes, ligas e competições de seleções nacionais comecem a falir, eles poderão desaparecer para sempre. Nosso objetivo final deve ser não apenas impedir que isso aconteça, mas construir uma base mais sólida para o futuro”.

Edição: Fábio Lisboa

Comentários Facebook
Continue lendo

Policial

Política MT

Mato Grosso

Mais Lidas da Semana