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Economia

Não pode pagar o cartão de crédito? Veja 5 dicas para negociar durante a crise

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MARCELLO CASAL JR./AGÊNCIA BRASIL

Veja como negociar o pagamento da fatura do cartão


Com a pandemia do novo coronavírus e a paralisação de diversos setores da economia , muitos trabalhadores acabaram prejudicados, seja com o desemprego ou com a falta de renda para os autônomos. E isso acarreta na dificuldade de cumprir o pagamento da fatura do cartão de crédito

Por enquanto, nenhuma medida de socorro foi anunciada pelos bancos ou pelo Banco Central para ajudar os consumidores nesse sentido. Os cinco principais bancos do Brasil ( Banco do Brasil, Bradesco, Caixa, Itaú e Santander ) anunciaram que que irão suspender por 60 dias o pagamento da parcela de crédito. Essa medida, porém, vale para diversas linhas de crédito, exceto o cartão e o cheque especial. 

Diante da falta de medidas para ajudar os consumidores que não vão conseguir pagar a fatura do cartão de crédito, resta apenas o parcelamento. Ione Amorim, economista e coordenadora do programa de serviços financeiros do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor ( Idec ), indica, porém, que essa não é a medida ideal pensando nos direitos dos consumidores. 

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“Apesar dos bancos terem alegado que já existem medidas alternativas [para o cartão de crédito], como o parcelamento, a gente entende que esse parcelamento, com as taxas de juros já existentes, não contribui para realmente se configurar como um socorro. Isso porque simplesmente você esta aumentando o endividamento de uma parcela importante da sociedade que foi impactada”, opina a economista. 

Em nome do Idec, Ione afirma que o órgão já enviou uma carta ao Ministério da Economia e ao Banco Central para pedir medidas que englobem todos os bancos e que passem a valer também para o cartão de crédito e para o cheque especial . Para o órgão, as medidas atuais não defendem os consumidores da forma correta. 

“Como é uma situação de emergência, de exceção, o consumidor que não conseguir pagar a fatura integralmente não deve ser exposto a essa taxa de juros. Então, que sejam aplicadas taxas diferenciadas, no mesmo patamar em que os bancos também receberam socorro do Banco Central com a taxa Selic”, opina a economista.

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Diante da postura atual dos bancos , porém, o parcelamento acaba sendo a única opção para diversos brasileiros. Por isso, Ione dá algumas dicas para que os clientes consigam contornar essa situação da melhor forma possível:

1. Aja com antecedência

Ione aconselha que os consumidores não esperem até o vencimento da fatura para tentar uma negociação junto ao banco . Nesse momento, muitos clientes estão com dúvidas, e os canais de atendimento estão reduzidos devido ao fechamento das agências bancárias . Com a sobrecarga dos serviços de atendimento ao cliente, é importante que ações sejam tomadas com antecedência, para evitar dor de cabeça próximo ao vencimento da fatura. 

Além disso, para quem deixa a fatura do cartão no débito automático e não vai conseguir cumprir com esse compromisso, é necessário que faça essa alteração junto ao banco o quanto antes.

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2. Mostre sua situação e negocie

Ao entrar em contato com o banco, o ideal é tentar uma negociação para reduzir as taxas de juros para conseguir honrar o parcelamento . Nesse contato, é importante que o consumidor apresente suas novas condições financeiras à instituição. Se o trabalhador perdeu o emprego, por exemplo, ele deve apresentar a carteira de trabalho e informar que isso aconteceu.

“Sobre a questão da jornada reduzida, é importante que o trabalhador peça algum tipo de comprovante da empresa para provar para a instituição financeira que ele foi impactado com redução de jornada e salário, para que isso seja levado em consideração na hora de apresentar a proposta [de parcelamento]”, aconselha Ione. 

3. Parcele o mínimo possível

Outro conselho muito importante é parcelar a fatura do cartão de crédito o mínimo possível. “Quem ia pagar à vista, agora vai pagar juros. Quanto maior é o parcelamento, maior o tempo de exposição aos juros e maior a dívida fica”, explica Ione. 

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Além disso, ela orienta que as pessoas que não foram financeiramente afetadas pela crise imposta pela pandemia do novo coronavírus não apelem para o parcelamento do cartão de crédito ou para outras medidas de socorro disponibilizadas pelos bancos. “Aqueles consumidores que têm condição de pagar, que mantenham seus pagamentos. Porque se valer de uma medida alternativa que vai acarretar juros”, alerta. 

4. Se informe e peça ajuda

Antes de aceitar a proposta de parcelamento oferecida pelo banco, é essencial procurar saber se ela realmente faz sentido para a situação do consumidor. Para isso, é importante seguir a dica número um desta lista: com tempo para pensar, é mais fácil conseguir negociar mais uma vez e chegar à melhor proposta possível junto ao banco.

“Ligue no Procon, peça ajuda para uma instituição de defesa do consumidor, ou para um parente; questione o banco mais uma vez antes de consolidar e verifique se outras pessoas tiveram propostas semelhantes. Não se precipite em dar uma resposta”, aconselha a economista. 

5. Se planeje financeiramente

“Eu sei que falar de planejamento financeiro no meio desse caos é difícil, mas mais do que nunca vai ser urgente”, afirma Ione. Ela diz que o planejamento financeiro será essencial agora para que o consumidor consiga, no futuro, renegociar essa dívida junto à instituição financeira, entendendo completamente os recursos que tem em mãos.

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Projeto que suspende reajuste de planos de saúde e remédios será votado na terça

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votação virtual do senado
Leopoldo Silva / Agência Senado

O senador Eduardo Braga (MDB-AM) é o autor do projeto de lei

Foi adiada para terça-feira (2) a votação do projeto de lei que suspende o reajuste de preços de medicamentos, planos de saúde e seguros privados por 120 dias. O PL 1.542/2020, do senador Eduardo Braga (MDB-AM), recebeu 46 emendas de senadores, nove delas protocoladas nesta quinta-feira (28).

Vários senadores e líderes pediram o adiamento da votação, argumentando que o tema é complexo e que foram apresentadas muitas emendas ao texto. Essa solicitação teve o apoio do autor do projeto, Eduardo Braga, e do relator da matéria, senador Confúcio Moura (MDB-RO).

Confúcio Moura já havia elaborado seu relatório, mas novas emendas foram apresentadas depois disso. Assim, o relator disse que vai redigir novo relatório, aproveitando as sugestões das novas emendas e propondo um texto substitutivo para ser votado na semana que vem.

De acordo com o autor do projeto, o Poder Executivo enviou ao Congresso no final de março uma medida provisória (a MP 933/2020) suspendendo por 60 dias o reajuste de preços dos medicamentos. Os novos valores começariam a valer em 1º de abril e ficariam suspensos, portanto, até 1º de junho.

Segundo Eduardo Braga, é imprescindível aumentar o período da suspensão dos reajustes e estendê-la aos  planos e seguros privados de assistência à saúde. 

Braga afirma na justificativa da proposta que é importante evitar aumento de preços em um momento em que os efeitos econômicos causados pela crise do novo coronavírus (Sars-CoV-2) têm provocado uma perda significativa da renda das famílias pela necessidade de isolamento social, que faz com que os cidadãos percam seus empregos ou tenham seus salários reduzidos.

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Caixa explica divergência de números da Dataprev sobre auxílio

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Caixa app
Reprodução Youtube Caixa Econômica Federal

Caixa contabiliza cadastros por CPF e a Dataprev, pelo número de envios de dados; Confira os principais erros que causam ‘dados inconclusivos’

Em coletiva de imprensa neste sábado (30), a vice-presidente do governo da Caixa Econômica Federal, Tatiana Thomé, respondeu ao iG sobre a divergência nos números relativos aos cadastros do auxílio emergencial. Isso porque na quinta-feira (28), a Dataprev – empresa responsável pelas análises – divulgou  dados diferentes dos da Caixa.

A Dataprev afirmou que 112,5 milhões requerimentos sendo que 16,4 milhões ainda aguardavam resultado da análise do pedido do auxílio emergencial, com 59,3 milhões foram aprovados e 36,9 milhões foram considerados inelegíveis.

Já a Caixa  declarou que o total de pedidos foi de 106,5 milhões e que há 10,4 milhões aguardando a análise, com 59,9 milhões considerados elegíveis e 42,2 milhões foram negados.

Segundo Thomé, a explicação é que a a Caixa faz essa conta por CPF, enquanto a Dataprev contalibiza por número de cadastros.

“Esses números não vão mesmo coincidir, ainda mais daqui para frente. Porque a maneira de calcular é diferente: a Dataprev calcula por processamento, por análise. A Caixa calcula por CPF inscrito. E há possibilidade do cidadão fazer um novo cadastro corrigindo informações, quando tem, por exemplo, a questão da divergência entre cadastros ou da falta de informação, além da possibilidade de constestação”, afirmou a vice-presidente.

Os cidadãos que tiverem o auxílio negado podem fazer uma  contestação à negativa ou refazer o cadastramento no aplicativo ou site Caixa Auxílio Emergencial.

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