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‘Tempestade’, diz secretário de saúde sobre covid-19 e influenza

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Secretários do Ministério da Saúde, Oliveira e Gabbardo divulgam dados e falam sobre pico do novo coronavírus

Em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (26), Ministério da Saúde divulgou dados atualizados do covid-19 no Brasil (77 mortes e 2.915 casos), anunciou relançamento de plataforma de monitoramento da doença e divulgou perfil de infectados e mortos. Secretários fizeram declarações, também, sobre pico da doença no próximo mês.

O Secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson Kleber de Oliveira mostrou dados por semana epidemiológica , que é a medida de tempo semanal de evolução de doenças. Do total de 11.257 casos de síndrome respiratória aguda grave em 2020, 341 se tornaram hospitalizações confirmadas por covid-19.

Oliveira forneceu dados também sobre o perfil de gênero dos pacientes infectados com o novo coronavírus no Brasil: dos casos graves, 58% são homens e 42% mulheres . Sobre os óbitos, a proporção é 68% masculina para 32% feminina.

Atualmente, há 205 internados por covid-19 em enfermarias e 194 em unidades de terapia intensiva (UTIs) . Esta quinta-feira (26) foi o dia com maior número de casos novos registrados e maior número de mortes. 

Leia em:  Pelo menos 194 pessoas estão em UTI por complicações do covid-19, segundo Ministério

“Está dentro do esperado e quase que diariamente teremos aumento de casos e óbitos com relação ao dia anterior. Estamos acompanhando se esse percentual de aumento fica abaixo dos 33%, que tínhamos programado”, afirmou João Gabbardo, Secretário Executivo do Ministério da Saúde.

Nesta coletiva, Gabbardo voltou a falar de equipamentos de proteção individual. “Já adquirimos 45 milhões de máscaras — compramos toda a produção nacional e estamos importando. Já estamos com licitação para comprar mais 200 milhões”, afirmou o secretário.

Veja:  Coronavírus: mortes no Brasil chegam a 77, país tem 2.915 casos

Previsões

Sobre previsões acerca do avanço do novo coronavírus, Gabbardo não citou números, mas fez o alerta já esperado sobre pico de casos

“Os próximos 30 dias serão  fase crítica , com aumento de casos. O número de casos vai depender da  transmissão  e do número de testes  que vamos fazer. Não vamos fazer previsão de quantos casos nem quantas mortes. Vamos fazer o possível para ter os menores números entre 30 e 60 dias”, disse.

Oliveira relembrou que período de outono-inverno acumulará no sistema de saúde casos de influenza, além dos de covid-19. “O pico de covid-19 será junto com de influenza:  tempestade perfeita . São vírus diferentes, mas com sazonalidade igual”, afirmou.

Sobre comparações com a Itália, Gabbardo disse que somos diferentes do país europeu em faixa etária e leitos de UTI . “Só São Paulo capital tem mais leitos que toda Itália”, afirmou.

Lançamentos

Gabbardo apresentou o relançamento do portal online oficial sobre covid-19, que estava fora do ar desde o último dia 19. A página  covid.saude.gov.br é uma consolidação de dados atualizados pelo Data SUS, canal de dados do sistema de saúde. Na sexta-feira (27), o site receberá uma nova função, com dados sobre números de pacientes internados e de pacientes recuperados de internações.

Além disso, foi lançado um robô para o WhatsApp como forma de combate a fake news , parte do  programa Saúde Responde. É preciso adicionar o número +55 61 9938-0031 ou entrar no endereço  bit.ly/sauderesponde para tirar dúvidas sobre o novo coronavírus.

Há também um e-mail para doações ao Ministério da Saúde, a serem feitas por pessoas físicas ou jurídicas, organizações internacionais e países: [email protected]

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Óbitos em São Paulo pelo novo coronavírus triplicam em sete dias

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Agência Brasil

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Veja SP/ Divulgação

Quarentena continua valendo na capital paulista


Os óbitos relacionados ao novo coronavírus no estado de São Paulo triplicaram em apenas uma semana. Na última sexta-feira (27), o estado contabilizava 68 mortes. No domingo (29), já havia saltado para 98 óbitos. Hoje (3), no balanço mais recente divulgado pela secretaria, o estado identificou 219 pessoas que morreram por complicações relacionadas à covid-19, doença causada pelo novo coronavírus.

Os casos confirmados também tiveram crescimento, quadruplicando: passaram de 1.223 na sexta-feira da semana passada para 4.048 uma semana depois.

Entre esse total de mortes registradas no estado, 24 se referem a pessoas que tinham mais de 90 anos de idade. Outras 57 pessoas que morreram estavam na faixa etária entre 80-89 anos; 66 na faixa entre 70 e 79 anos e 45 na faixa entre 60 e 69 anos de idade. As demais vítimas, disse a secretaria, tinham menos de 60 anos e tinham comorbidades.

Com isso, já são 25 os municípios do estado que apresentam pelo menos um óbito provocado por coronavírus: São Paulo, São Bernardo do Campo, Osasco, Cotia, Guarulhos, Santo André, Sorocaba, Arujá, Barueri, Caieiras, Campinas, Carapicuíba, Cravinhos, Diadema, Embu das Artes, Franco da Rocha, Itapecerica da Serra, Jaboticabal, Mogi das Cruzes, Ribeirão Preto, São Caetano do Sul, São Sebastião, Suzano, Taboão da Serra e Vargem Grande Paulista.  

Força-tarefa

Desde ontem (02), o Instituto Adolf Lutz tem utilizado uma força-tarefa para diagnosticar 201 amostras de óbitos suspeitos de coronavírus no estado. Dessas 201 amostras que estavam paradas aguardando diagnóstico, 32 testaram positivo para Covid-19 e 132 deram negativo. Outras 37 amostras foram consideradas inadequadas de serem analisadas, seja porque a unidade que realizou a coleta não manteve a amostras em temperatura adequada ou porque não havia amostras suficiente para análise.

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Ministério da Saúde errou: 1º caso de Covid-19 não ocorreu em janeiro

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Pixabay/rottonara

Erro técnico

Após ter afirmado, nesta quinta-feira (2), que o primeiro caso de Covid-19 no país havia ocorrido em janeiro de 2020, o Ministério da Saúde voltou atrás e afirmou, na tarde desta sexta (3) que o primeiro caso continua sendo o que foi registrado em 26 de fevereiro – data em que os casos da doença passaram a ser notificados nacionalmente. 

Leia também: Coronavírus no Brasil: acompanhe a situação no País em tempo real

Uma investigação retrospectiva estava sendo realizada pela Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais, que havia informado que uma mulher de 75 anos havia contraído a Covid-19 em janeiro e morrido da doença. Contudo, a investigação mostrou que os sintomas originais não apareceram em janeiro, mas em 25 de março – quase um mês depois do primeiro caso brasileiro.

Leia também: De gripezinha a “não é tudo isso”: vezes em que Bolsonaro minimizou coronavírus

O Ministério afirma que havia sido informado, na quinta (2), pela Secretária que as investigações estavam concluídas. O secretário de Vigilância em Saúde do ministério, Wanderson Oliveira, havia dito na quinta que “esse caso agora está sendo mais investigado, mas o resultado laboratorial é PCR [tipo de teste mais confiável], não tenho dúvidas de que é um caso confirmado”. A Secretária ainda está aguardando o posicionamento da equipe técnica sobre o erro na informação sobre o caso de Covid-19 .

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