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Projeto obriga empresas bilionárias a emprestarem dinheiro ao governo para gastos com pandemia

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Cleia Viana/Câmara dos Deputados
Dep. Wellington Roberto (PR - PB) concede entrevista
Wellington Roberto: proposta é respaldada pela Constituição e pelo Código Tributário

O Projeto de Lei Complementar 34/20 institui o empréstimo compulsório de empresas para o governo, a fim de atender exclusivamente às despesas urgentes causadas pela situação de calamidade pública relacionada ao novo coronavírus (Covid-19).

Pela proposta, em análise na Câmara dos Deputados, estarão sujeitas ao empréstimo compulsório as corporações domiciliadas no País com patrimônio líquido igual ou superior a R$ 1 bilhão na data de publicação da futura lei, caso aprovada, conforme publicado em seu último demonstrativo contábil.

O texto autoriza o governo federal a cobrar dessas empresas valor equivalente a até 10% do lucro líquido apurado no ano anterior à publicação da lei a título de empréstimo compulsório. Competirá ao Ministério da Economia definir o percentual aplicável a cada setor econômico.

Os valores deverão ser pagos em até 30 dias após a publicação da nova legislação, caso aprovada. Quando o montante a ser exigido da empresa superar R$ 1 milhão, o pagamento poderá ser parcelado em até três parcelas mensais e sucessivas.

Competirá ao Comitê de Crise para Supervisão e Monitoramento dos Impactos do Coronavírus definir as áreas de aplicação dos valores recolhidos; e ao Ministério da Economia a execução das despesas e prestação de contas, com ampla transparência.

Previsão constitucional
Autor da proposta, o deputado Wellington Roberto (PL-PB) destaca que a Constituição Federal prevê, em seu artigo 148, inciso I, a possibilidade de se instituir, mediante lei complementar, empréstimos compulsórios para custear despesas extraordinárias em cenários de calamidade pública. “Essa opção tributária também encontra respaldo no artigo 15, inciso II do Código Tributário Nacional”, acrescenta.

“Ressaltamos que a medida não representaria ação constritiva ou confiscatória do patrimônio, tendo em vista que característica própria dos empréstimos compulsórios é a obrigatoriedade de determinação do prazo e condições de seu resgate”, afirma o parlamentar.

Restituição
Pela proposta, os valores recebidos e efetivamente gastos pelo governo deverão ser restituídos às empresas contribuintes no prazo de até quatro anos a contar do fim da situação de calamidade pública relacionada ao coronavírus, de acordo com a disponibilidade orçamentária vigente. A restituição poderá ser paga em até 12 parcelas mensais e sucessivas.

O montante a ser restituído será corrigido mensalmente pela taxa de juros equivalente à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic) para títulos federais.

Já para os valores arrecadados e não gastos, o prazo para devolução será de 60 dias após o fim da situação de calamidade pública relacionada ao coronavírus.

Descumprimento
Caso as empresas não paguem o valor do empréstimo no prazo de 30 dias fixado pela norma, o valor será acrescido de juros de mora, equivalentes à taxa média mensal de captação do Tesouro Nacional relativa à Dívida Mobiliária Federal Interna: multa de mora de 10% se o pagamento se verificar no próprio mês do vencimento; de 20% quando o pagamento ocorrer no mês seguinte ao do vencimento; e de 30% quando o pagamento for efetuado a partir do segundo mês subsequente ao do vencimento.

Urgência
Líder do bloco PP, PL, PSD, MDB, DEM, Solidariedade, PTB, Pros, Avante e Patriota, o deputado Arthur Lira (PP-AL) pediu urgência para a proposta.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei complementar

Reportagem – Lara Haje
Edição – Marcelo Oliveira

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Bolsonaro diz que vai importar insumos da Índia para produzir cloroquina

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Bolsonaro em pronunciamento arrow-options
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Bolsonaro voltou a defender uso da cloroquina

O presidente Jair Bolsonaro fez um novo pronunciamento em cadeia nacional de rádio e TV na noite desta quarta-feira (8) e disse que vai importar matéria-prima da Índia para produzir cloroquina no Brasil. O acordo, segundo o presidente, foi feito em um encontro pessoal que ele teve com o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi.

Sobre o uso do medicamento no combate à Covid-19 , Bolsonaro cutucou o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta , por meio da parabenização do cardiologista Roberto Kalil Filho, do hospital Sírio-Libanês. O médico admitiu que tomou o remédio para se curar da doença, prática que só é defendida por Mandetta para pacientes com caso crítico ou grave.

Leia também: Mandetta rebate Doria sobre cloroquina e diz que “ninguém é dono da verdade”

“Cumprimentei-o pela honestidade e compromisso com o juramento de Hipócrates ao assumir que não só usou a hidroxicloroquina bem como a ministrou para pacientes. Todos estão salvos”, disse o presidente ao elogiar a atitude do médico.

“Mesmo não tendo finalizado o protocolo de testes, ministrou o medicamento agora para não se arrepender no futuro. Essa decisão poderá entrar para a história como tendo salvo milhares de vidas no Brasil”, completou.

Leia também: OMS aponta Fiocruz como laboratório de referência nas Américas

Durante o pronunciamento, Bolsonaro também voltou a manifestar sua preocupação com a economia em meio à pandemia, mas disse que o novo coronavírus (Sars-CoV-2) é o inimigo da população ao lado do desemprego.

“Cada país tem suas particularidades. Os mais humildes não podem deixar de se locomover para buscar o seu pão de cada dia. O desemprego também leva à fome e à miséria”, disse Bolsonaro, fazendo referência a um dos discursos do diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom.

Assista à integra do pronunciamento:

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Bolsonaro diz que vai importar insumos da Índia para produzir cloroquina

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Bolsonaro voltou a defender uso da cloroquina

O presidente Jair Bolsonaro fez um novo pronunciamento em cadeia nacional de rádio e TV na noite desta quarta-feira (8) e disse que vai importar matéria-prima da Índia para produzir cloroquina no Brasil. O acordo, segundo o presidente, foi feito em um encontro pessoal que ele teve com o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi.

Sobre o uso do medicamento no combate à Covid-19, Bolsonaro cutucou o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, por meio da parabenização do cardiologista Roberto Kalil Filho, do hospital, Sírio-Libanês. O médico admitiu que tomou o remédio para se curar da doença, prática que só é defendida por Mandetta para pacientes com caso crítico ou grave.

“Cumprimentei-o pela honestidade e compromisso com o juramento de Hipócrates ao assumir que não só usou a hidroxicloroquina bem como a ministrou para pacientes. Todos estão salvos”, disse o presidente ao elogiar a atitude do médico.

Durante o pronunciamento, Bolsonaro voltou a manifestar sua preocupação com a economia em meio à pandemia, mas disse também que o novo coronavírus (Sars-CoV-2) é o inimigo da população ao lado do desemprego. “O desemprego também leva à fome e à miséria”, disse o presidente fazendo referência a um dos discursos do diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom.

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