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Produtores de cachaça vão doar 70 mil de litros de álcool ao SUS

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O Instituto Brasileiro da Cachaça (Ibrac) vai doar pelo menos 70 mil litros de álcool etílico, hidratado a 70%, ao Sistema Único de Saúde (SUS), para colaborar no combate ao novo coronavírus. A entidade representa o setor produtivo da cachaça no país. De acordo com o diretor-executivo do Ibrac, Carlos Lima, o movimento é recente e tende a aumentar.

“A gente fez um chamamento aos associados para que eles avaliem tecnicamente se têm condições de produzir esse álcool a 70% e, gradativamente, a gente vem tendo resposta de empresas que estão se engajando nesse processo”, disse Lima à Agência Brasil. Os primeiros doadores são as oito maiores empresas produtoras de cachaça de grande, médio e pequeno porte, incluindo multinacionais.

Cada empresa, individualmente, está contactando as prefeituras para atender a demandas locais. “Cada empresa está fazendo essa gestão do processo e entregando o álcool de acordo com a demanda da prefeitura ou do parceiro local que pretende receber isso”, informou o diretor do Ibrac.

Logística

Carlos Lima explicou que, em alguns casos, a prefeitura não tem condição de estocar o produto. Então, a entrega é fracionada. Já em outros casos, a entrega é feita em sua totalidade. Uma empresa de São Paulo, por exemplo, já tem fechada para amanhã (27) a entrega de 3 mil litros. “Realmente, é uma situação de governança local. As empresas e os governos avaliam a melhor forma de logísticas”, explicou.

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De acordo com o diretor, o instituo quer fazer contato com entidades representativas do setor de embalagens para convidar seus membros a doarem embalagens plásticas para envazar o produto e participarem, assim, da iniciativa de combate à pandemia.

Anvisa

Carlos Lima conta que antes de entrar em contato com as mais de 300 empresas associadas, o Ibrac consultou a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Ministério da Agricultura, uma vez que produtores de bebidas alcóolicas não podem produzir o álcool a 70% sem licença.

“A gente conversou com a Anvisa sobre isso, o Ibrac chegou a apresentar um pedido formal à agência para que os associados tivessem uma autorização emergencial e excepcional para a realização dessa atividade”. No último final de semana, a Anvisa publicou nota técnica estabelecendo os critérios para que as empresas fizessem essa produção, atrelada à doação do produto. A nota foi atualizada na última terça-feira (24). A iniciativa também foi comunicada ao Ministério da Agricultura.

“O Ibrac vem orientando seus associados a seguirem à risca a nota técnica da Anvisa e as demais legislações vigentes para produção desse álcool a 70% e a consequente doação”, contou o diretor-executivo.

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Edição: Denise Griesinger

Fonte: EBC Saúde

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Tratamento de cardiopatias não piora quadro de covid-19, diz estudo

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Um estudo desenvolvido pelo Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino e pelo Brazilian Clinical Research Institute (BCRI) aponta que suspender tratamentos com inibidores da enzima de conversão da angiotensina (iECAs) e bloqueadores de receptor de angiotensina (BRAs) não traz impactos para a evolução dos quadros de covid-19.Os medicamentos costumam ser usados por hipertensos e pacientes cardiopatas.

De acordo com médicos e pesquisadores envolvidos, não há indicação para que essas pessoas interrompam seus tratamentos se forem infectadas pelo novo coronavírus.

Desde o início da pandemia, entidades médicas têm manifestado preocupação com a evolução da covid-19 em pacientes cardiopatas. Havia o receio de que o uso desses medicamentos pudesse agravar o quadro da doença. Os resultados da pesquisa, porém, não validaram essa hipótese.

Fundado em 2010 pelo grupo hospitalar Rede D’Or, o Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino realiza, em uma de suas frente de atuação, pesquisas que tenham impacto clínico direto a curto prazo. Já o BCRI é um grupo de pesquisa acadêmica afiliada à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Segundo as duas instituições, a parceria resultou no primeiro estudo randomizado que avaliou as consequências do uso de iECAs e BRAs durante a infecção de covid-19.

“Mostramos que não há benefício em parar esses medicamentos. O estudo dá uma resposta definitiva para uma atitude que muitos médicos adotaram no início da pandemia, quando suspendiam o uso desses remédios com medo de que eles pudessem piorar a covid-19”, disse o médico Renato Lopes, professor da Unifesp e da Universidade Duke, instituição sediada no estado a Carolina do Norte, nos Estados Unidos.

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Foram comparados dois grupos de pacientes. Em um deles, o uso dos medicamentos foi suspenso por 30 dias. No outro grupo, os tratamentos seguiram normalmente. Os pesquisadores avaliaram indicadores diversos tais como a média de tempo de internação e de alta, a necessidade de respirador, a frequência de ocorrências de complicações cardíacas e de insuficiência renal e as causas de mortalidade.

Não foram observadas diferenças relevantes entre a estratégia de parar o remédio ou continuar o seu uso. Diante das conclusões, Lopes orienta que hipertensos e pacientes com outras cardiopatias não suspendam a medicação. “Esses remédios protegem o coração e reduzem o risco de infarto, AVC e trombose. Segundo constatamos, podem ser continuados mesmo na presença do covid-19.”

O trabalho foi feito ao longo de cinco meses e apresentado há duas semanas no Congresso Europeu de Cardiologia. O evento, realizado de forma online, contou com mais de 110 mil especialistas inscritos de mais de 200 países. “Dos 12 estudos selecionados para a sessão mais nobre do congresso, esse foi o único da América Latina”, observou Renato.

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Amostra

A pesquisa analisou 659 pacientes tratados em 29 hospitais da Rede D’Or em diferentes pontos do Brasil. Os participantes da pesquisa tinham idades acima de 18 anos e níveis de gravidade diferentes da doença, dos mais leves aos mais graves. De acordo com os pesquisadores, os resultados podem ser aplicados à população de uma maneira geral, uma vez que a amostra de pacientes foi bastante diversa e heterogênea. “Não há outro estudo similar no mundo com esta quantidade de participantes. É uma população extremamente representativa”, afirmou o médico.

Segundo Olga Ferreira, diretora nacional do Serviço de Cardiologia e Arritmia da Rede D’Or São Luiz, as conclusões do estudo devem ser disseminadas tanto entre médicos como entre a população em geral. “Muitos pacientes estavam suspendendo os remédios até mesmo por conta própria e se expondo ao risco de uma crise hipertensiva ou um problema maior. Agora podemos assegurar para esses pacientes que eles não precisam interromper a medicação.”

Edição: Maria Claudia

Fonte: EBC Saúde

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Governo muda o tom e confirma intenção de aderir a programa de vacinação Covax

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Agência Brasil

vacina
Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Governo brasileiro confirmou intenção de aderir a programa Covax de vacinas contra a Covid-19

Após tratativas com a Aliança Global de Vacinação (GAVI, na sigla original em inglês), o governo brasileiro surpreendeu após informações indicarem que o país  poderia ficar de fora do programa Covax da vacinas contra a Covid-19 e confirmou a intenção de aderir ao grupo na noite desta sexta-feira (18).

A iniciativa, inédita e co-liderada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), busca impulsionar o desenvolvimento de vacinas para combater a pandemia de Covid-19 e ajudar na produção e distribuição dos medicamentos mais eficazes assim que disponíveis.

Por meio de nota, a Secretaria Especial de Comunicação Social (Secom), do Ministério das Comunicações, disse que o Ministério da Saúde tem atuado em diversas frentes para alcançar com agilidade e segurança uma solução efetiva para a cura da Covid-19 .

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A Secom reiterou ainda que a aquisição de uma vacina segura e eficaz é prioridade do governo federal.

Mais de 170 países aderiram ao programa de vacinação

Em um vídeo pré-gravado para um webinar sobre o Covax , Tedros Adhanom Ghebreysus, diretor geral da OMS disse que até esta quinta (17) mais de 170 países já haviam aderido à iniciativa. “Mais de 170 países aderiram à Covax, ganhando acesso garantido ao maior portfólio mundial de vacinas candidatas” informou o principal representante da OMS.

Fonte: IG SAÚDE

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