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Economia

Presidente do BC diz que atual patamar da Selic é apropriado

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O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, disse hoje (26) que neste momento o atual patamar da taxa básica de juros, a Selic, é apropriado. A taxa está em 3,75% ao ano, depois de um corte de 0,5 ponto percentual na semana passada.

Ele afirmou que a perspectiva do BC sobre a Selic não mudou desde a divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), responsável por definir a Selic. “Na ata mencionamos que entendemos que neste momento a taxa de juros está apropriada. Hoje não vejo nenhuma razão para ter nenhuma interpretação diferente do que foi dado”, disse ao ser questionado se haveria reunião extraordinária do Copom, em entrevista transmitida pela internet sobre o Relatório de Inflação.

Sobre a previsão do BC de estabilidade da economia este ano, Campos Neto afirmou que a estimativa foi feita com base em dados disponíveis até a reunião do Copom. Ele destacou que no atual cenário as informações são atualizadas com mais frequência e os dados diários passam a ser muito mais relevantes para analisar se indicam novas tendências. Campos Neto acrescentou que o cenário do BC para a economia não prevê situação de desabastecimento.

Crédito

Segundo Campos Neto, já há relatos de empresários de aumento do custo do crédito. Ele explicou que isso acontece por maior demanda das empresas por determinadas linhas de crédito e também pelo maior risco de inadimplência. “A crise pode gerar uma inadimplência maior e isso custa capital para o banco”, afirmou, acrescentando que o BC está atento ao mercado de crédito.

Sobre a projeção do BC de menor crescimento do crédito este ano, Campos Neto disse que é natural a revisão no cenário atual, mas ponderou que o cenário incerto dificulta a elaboração de projeções. “Obviamente em um cenário de economia mais baixa, num cenário de incerteza, esse número sempre é ajustado para baixo”, disse.

Câmbio

Sobre a política de intervenção do BC no mercado de câmbio, Campos Neto disse que tem sido “de sucesso” e está atendendo o seu propósito. “Temos arsenal muito grande, acompanhamos negociação da moeda, tentamos identificar onde está a demanda se está mais no mercado futuro, se está mais no mercado à vista. Não temos nenhum preconceito em usar nenhum tipo de instrumento. Entendemos que existem alguns momentos de disfunção onde nós temos que atuar com mais intensidade”, afirmou.

Reformas

O BC tem reforçado que a continuidade das reformas é importante para a economia brasileira. No relatório, o BC enfatiza que “perseverar no processo de reformas e ajustes necessários na economia brasileira é essencial para permitir a recuperação sustentável da economia”.

Segundo Campos Neto, as medidas de enfrentamento da pandemia vai gerar impulso fiscal, mas será momentânea. Ele destacou que “grande parte da queda de juros” ocorreu porque, antes da atual crise, existia o entendimento de que o país passou a ter disciplina fiscal, ao criar o teto de gastos e fazer a reforma da previdência.

Impactos da crise

O diretor de Política Econômica do Banco Central, Fabio Kanczuk, disse que a crise gerada pelo novo coronavírus tem levado a “revisões brutais” nas estimativas de crescimento da economia no mundo, além de serem mais frequentes.

Ele afirmou que as políticas públicas de distanciamento social aumentam a recessão econômica, ao restringir a oferta de trabalho. “Não é o trabalho dos economistas, nem uma opinião do Banco Central. É fato que, conforme faz mais política pública para achatar a curva de número de novos casos da doença, causa mais restrição à oferta de trabalho e aprofunda a recessão econômica”, disse Kanczuk.

Entretanto, ele afirmou que “se não fizer nenhuma política pública para conter a dispersão da epidemia, um grupo muito grande começa a ter a doença muito rápido”, o que levaria ao problema de não ter número suficiente de leitos para atender todos os doentes. “Então se faz política pública para tentar achatar essa curva e espalhar o número de pessoas doentes no tempo e com isso atender mais pessoas com o mesmo número de leitos, mesmo número de respirados”, disse o diretor.

Edição: Bruna Saniele

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Economia

Mercado melhora projeção, mas ainda prevê queda de 6,1% do PIB neste ano

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Queda do PIB é projetada por especialistas


A previsão do mercado financeiro para a queda da economia brasileira este ano foi ajustada  de 6,50% para 6,10%. A estimativa de recuo do Produto Interno Bruto ( PIB ) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – está no boletim Focus, publicação divulgada todas as semanas pelo Banco Central (BC), com a projeção para os principais indicadores econômicos.


Para o próximo ano, a expectativa é de crescimento de 3,50%, a mesma previsão há sete semanas consecutivas. Em 2022 e 2023, o mercado financeiro continua a projetar expansão de 2,50% do PIB .

Inflação

As instituições financeiras consultadas pelo BC aumentaram a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo ( IPCA ) de 1,63% para 1,72%, neste ano.

Para 2021, a estimativa de inflação permanece em 3%, há quatro semanas consecutivas. A previsão para 2022 também não teve alteração: 3,50%. Para 2023, a estimativa passou de 3,42% para 3,25%.

A projeção para 2020 está abaixo do piso da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional , é de 4% em 2020, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 2,5% e o superior, 5,5%.

Para 2021, a meta é 3,75%, para 2022, 3,50%, e para 2023, 3,25%, com intervalo de 1,5 ponto percentual, em cada ano.

Selic

Para alcançar a meta de inflação , o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic , estabelecida atualmente em 2,25% ao ano pelo Comitê de Política Monetária ( Copom ).

Para o mercado financeiro, a expectativa é que a Selic encerre 2020 em 2% ao ano. Para o fim de 2021, a expectativa é que a taxa básica chegue a 3% ao ano. Para o fim de 2022, a previsão é 5% ao ano e para o final de 2023, 6% ao ano.

Quando o Copom reduz a Selic , a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica. Entretanto, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Dólar

A previsão para a cotação do dólar permanece em R$ 5,20, ao final deste ano. Para o fim de 2021, a expectativa é que a moeda americana fique em R$ 5, contra previsão de R$ 5,05 da semana passada.

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Economia

Análise do TCU é último passo para edital de construção da Ferrogrão

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Já está com o Tribunal de Contas da União (TCU) o projeto de concessão da Ferrogrão, nova ferrovia que ligará Sinop, no norte de Mato Grosso (MT), a Itaituba, no Pará (PA). O documento foi protocolado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), na última sexta-feira (10). Cabe ao TCU, agora, a análise da documentação para a publicação do edital de licitação ainda este ano.

O plano, acompanhado dos estudos técnicos e das minutas de edital e de contrato foi assinado pelo ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, após liberação da diretoria da ANTT, na terá-feira (7). São esperados investimentos de R$ 8,4 bilhões no projeto de concessão.

“Hoje, mais de 70% da safra matro-grossense é escoada pelos portos de Santos, no estado de São Paulo, e de Paranaguá, no Paraná, a mais de 2 mil quilômetros da origem. Esse cenário mostra a relevância do projeto dentro do sistema logístico de cargas do país, sendo um diferencial para a sua atratividade junto a potenciais investidores”, disse o ministro, Tarcísio Freitas.

De acordo cor o ministério, a Ferrogrão será uma das vias mais importantes do país e um dos ativos mais aguardados pelos investidores. Com 933 quilômetros (km) de extensão, a ferrovia terá papel logístico fundamental para o escoamento da produção de milho, soja e farelo de soja do estado de Mato Grosso, prevendo-se também o transporte de óleo de soja, fertilizantes, açúcar, etanol e derivados do petróleo.

A implementação da Ferrogrão irá consolidar o novo corredor ferroviário de exportação do Brasil pelo Arco Norte, ligando Sinop (MT) ao Porto de Itaituba (PA). Estão previstos, também, o ramal de Santarenzinho, entre Itaituba e Santarenzinho, no município de Rurópolis (PA), com 32 km, e o ramal de Itapacurá, com 11 km.

“O projeto faz frente à expansão da fronteira agrícola brasileira e à demanda por uma infraestrutura integrada de transportes de carga. O empreendimento aliviará as condições de tráfego na BR-163/PA, diminuindo o fluxo de caminhões pesados e os custos com a conservação e a manutenção”, segundo o ministério.

 

*Com informações do Ministério da Infraestrutura

Edição: Aécio Amado

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