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Futebol brasileiro: clubes e jogadores seguem sem acordo

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Impasse. Times e jogadores ainda não chegaram a um acordo de como atravessar os efeitos da pandemia do novo coronavírus (covid-19) no âmbito econômico. A Comissão Nacional de Clubes (CNC) propôs reduzir em 25% o salário dos atletas durante o período de paralisação do futebol. Entretanto, a Federação Nacional dos Atletas Profissionais de Futebol (Fenapaf) não aceitou a proposta, alegando que ela fere a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT)  e também foi rejeitada por sindicatos estaduais e municipais da categoria. Uma nova reunião da CNC, por videoconferência, está marcada para esta quinta-feira (26). 

A negativa dos representantes dos jogadores foi encaminhada ontem (25) ao presidente do Fluminense, Mario Bittencourt, que representa as grandes equipes brasileiras.Os atletas também querem que a CBF seja uma espécie de avalista do acordo, garantindo assim o pagamento do salário do mês de março, parcela dos direitos de imagens e as férias a serem usufruidas em abril.

Em nota oficial, publicada no site da Fenapaf,  a entidade pontua: estamos dispostos a dividir soluções conjuntas para que os custos da reconstrução sejam compartilhados (…)  afinal de contas, somos um só povo, na alegria e na tristeza”.

 

 

Edição: Cláudia Soares Rodrigues

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Serviço Nacional de Saúde britânico recebe apoio do Manchester United

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O Serviço Nacional de Saúde da Inglaterra (NHS, sigla em inglês) – referência para a criação no Brasil do Sistema Único de Saúde (SUS) –  não para de ganhar apoio de clubes e estrelas do futebol para combater o novo coronavírus (covid-19) O último reforço veio do Manchester United que colocou à disposição a frota 16 automóveis e os motoristas do clube à disposição de dois hospitais da cidade britânica.

Os diabos vermelhos, como são popularmente conhecidos, também anunciaram ontem (8) a doação de equipamentos de proteção individual (EPIs) para os profissionais de saúde. Cerca de 3,5 mil brindes do Manchester também serão distribuídos aos trabalhadores das áreas de limpeza e administrativa dos hospitais.

Pelas redes sociais, o Manchester está incentivando o voluntariado na luta contra a covid-19 e, em troca, o clube oferece, inclusive, retribuição financeira. O time inglês também disponibilizou o estádio Old Trafford, com capacidade para 70 mil pessoas, às autoridades sanitárias para que no sejam realizadas coletas de sangue.  Além disso, o Manchester se comprometeu a doar 30 mil itens alimentícios – incluindo bebidas – a instituições de caridade.

Tratado de uma hemorragia cerebral no NHS em 2018, o lendário Alex Ferguson –  técnico do Manchester por 27 anos durante os quais conquistou 38 títulos – disse estar  “satisfeito por reconhecermos a importância do NHS . A resposta a esta pandemia foi magnífica, orgulhoso como o clube e o povo britânico estão reunidos para ajudar”.

Até o fechamento desta edição, o Reino Unido registrava 61.497 casos da doença e 7097 mortes.

Edição: Cláudia Soares Rodrigues

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Em meio à pandemia, jogadora relata sufoco para retornar ao Brasil

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A brasileira Raquel Loff teve dificuldades para voltar da Ucrânia para o Brasil após o cancelamento da Superliga local de vôlei feminino, e por causa do aumento das restrições impostas pelo coronavírus. O principal problema foi que a rescisão do contrato com a equipe do Prometey SC ocorreu apenas um dia antes do fechamento dos aeroportos locais. “Foi no dia 26 de março. O campeonato foi cancelado. No dia seguinte, os aeroportos fecharam e assinei o cancelamento do meu contrato. Tudo muito rápido”, afirma a paulista.

Apenas agora, no início dessa semana, ela conseguiu uma passagem para retornar para casa. A jogadora procurou ajuda em praticamente todos os locais possíveis: “Gravei um vídeo no Instagram pedindo ajuda. Meus familiares colaboraram muito também. Consegui até um contato do Itamaraty. Graças a Deus, deu certo”.

Em um voo comercial, para o qual ele recebeu ajuda financeira do clube ucraniano e suporte do Itamaraty, ela partiu de Kiev (Ucrânia) no dia cinco. Fez uma escala em Frankfurt (Alemanha), em Doha (Catar) e só então seguiu para São Paulo.

“Foram mais de 40 horas de sufoco. Cheguei na Alemanha na segunda-feira e decidi ir até Doha, pois de lá partem voos para o Brasil três vezes por semana. E um deles é justamente às terças-feiras. E o meu voo original para São Paulo sairia de Frankfurt apenas na quarta. Teria que ficar aguardando na sala de embarque esse tempo todo”, afirma. A atleta diz que acionou o contato dela no Itamaraty. A chegada no aeroporto de Guarulhos aconteceu na madrugada da última quarta (8). Ela deve ficar em quarentena em casa por pelo menos 14 dias, seguindo as recomendações do Ministério da Saúde.

Recomendações a outros brasileiros

“Passei muitas dificuldades para voltar para casa. Sei que não é fácil. Espero que todos consigam, de verdade, retornar para suas casas”, afirmou a jogadora em postagem no Instagram.

A partir de sua experiência, Raquel oferece dicas aos brasileiros que ainda estão longe do país e sofrendo com a pandemia.

“Primeiro, nos aeroportos eles estão sendo bem rigorosos em relação a volumes de líquidos e cremes nas malas de mão. Tome muito cuidado com isso”. A paulista falou também sobre luvas e máscaras: “São essenciais, principalmente máscaras. É necessário se controlar para evitar tocar o rosto. Nesses ambientes que apresentam aglomerações de pessoas, ao invés de usar luvas, muitas vezes é melhor lavar as mãos com água e sabonete com muita regularidade”.

Prender o cabelo e cortar as unhas são outras dicas. “Sempre que possível, prenda o cabelo. Ele é um ótimo condutor do vírus. Viaje sempre com as unhas cortadas, e não tenha receio de parecer ‘noiado’ [paranóico]. Elas também podem ser ‘depositárias’ de bactérias e podem ser ótimas condutoras do vírus. Retire todo tipo de acessório possível, como brincos, colares e pulseiras. Acho que a única exceção são os óculos. Se puder, use-os. São um obstáculo a mais para o vírus chegar aos teus olhos. Todo cuidado é pouco nesse momento”.

Completando, outras duas dicas que a Raquel aprendeu durante as mais de 40 horas de viagem até chegar ao Brasil: “Tente fazer tudo com a mão não-dominante para proteger a outra. Se você é destro, faça a maior parte das atividades corriqueiras com a mão esquerda. Para que os contatos inevitáveis da mão com o rosto ocorram com a direita”.

A última dica foi a que mais fez Raquel sofrer durante a viagem: “Sou uma pessoa que procura sempre conhecer pessoas novas. Gosto de conversar com todos. Mas dessa vez foi diferente. E recomendo para o pessoal evitar esses contatos nesse período de crise. É melhor. Como você não tem controle da situação do outro, controle a sua”, encerra.

Edição: Fábio Lisboa

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