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Economia

Custo da construção sobe 0,38% em março, diz FGV

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O Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), subiu 0,38% em março deste ano. O percentual é superior ao apurado no mês anterior, quando o índice havia ficado em 0,35%.

O INCC-M acumula taxas de inflação de 0,99% no ano e de 4,34% em 12 meses, de acordo com dados divulgados hoje pela FGV.

Em março, a taxa referente aos materiais e equipamentos chegou a 0,42%, enquanto a inflação dos serviços ficou em 0,11%. Já a alta de preços da mão de obra foi de 0,40% no mês.

Edição: Maria Claudia

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Economia

Cesta de Páscoa medida pela FGV tem deflação de 0,99%

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De acordo com pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV), os preços da cesta de Páscoa deste ano tiveram queda de 0,99%, em comparação com o mesmo período do ano passado, quando os produtos mais comercializados na época subiram 29,67%. A taxa registrada na Páscoa de 2020 ficou abaixo da inflação acumulada entre abril de 2019 e março deste ano pelo Índice de Preços ao Consumidor da FGV (IPC/FGV), que foi de 3,44%.

Entre os alimentos mais consumidos na Páscoa, a batata-inglesa apresentou a maior redução de preço, da ordem de 28,93%, seguida de azeite (-5,09%) e azeitona em conserva (-2,14%). No ano passado, a batata-inglesa também foi o destaque, mas no sentido inverso, revelando alta de 104,91%. “Se tirasse a batata do contexto, a variação em 2019 teria sido bem mais baixa. Mas a batata tinha subido em 12 meses até março do ano passado mais de 100% e isso acabou puxando a cesta para cima”, explicou hoje (9) à Agência Brasil o economista André Braz, coordenador do IPC/FGV. “O problema foi a escalada de preços da batata que, no ano passado, era absurda”, completou. Este ano, o preço da batata-inglesa está negativo porque as condições de safra são favoráveis, disse Braz.

Cesta básica

O coordenador do IPC/FGV observou que a cesta de Páscoa não é importante para os brasileiros no dia a dia. No momento, por força do isolamento social recomendado para evitar a covid-19, as famílias estão dando maior importância à cesta básica de alimentos que subiu de 0,19% no dia 2 de março passado, para 1,64% em 26 de março. “Isso em menos de 30 dias, mostrando que esse isolamento social provocou uma procura grande das famílias por alimentos mais básicos, porque as refeições estão sendo feitas em casa. Esse choque de demanda provocou esse aumento de preços forte. Mas é uma história diferente da cesta de Páscoa”.

Na Páscoa deste ano, André Braz indicou que os preços não variaram muito. Exceção para o bacalhau, com elevação de 13,35%, e ovos de galinha, alta de 17,38%. O economista do Ibre-FGV afirmou que comparando o preço dos ovos agora e o de 30 dias atrás, verifica-se que o ovo subiu muito porque, nesse período da Quaresma, as pessoas diminuem o consumo de carne vermelha e consomem mais ovos. A pesquisa da Páscoa não faz essa análise de curto prazo, mas compara os preços em 12 meses para não ter efeito sazonal.

Ovos de páscoa

André Braz informou que os preços dos ovos tradicionais de chocolate, consumidos na Páscoa, não ficaram muito diferentes do ano passado. Esse produto, tradicionalmente, aumenta em torno de 10% de um ano para outro, “mas em comparação com a última Páscoa, a gente não viu aumento, porque tem muita promoção, não só pela proximidade da Páscoa, como também pela impossibilidade de locomoção das famílias e pelo baixo volume de vendas”.

Braz lembrou que com o isolamento social, muitas pessoas pararam de prestar serviços e não estão ganhando dinheiro. Isso tem limitado muito o orçamento das pessoas e ovos de chocolate passam a ser considerados itens supérfluos, o que acaba tendo impacto no preço.

Recomendações

Com a quarentena imposta para combate ao coronavírus, a recomendação do coordenador do IPC/FGV para a Páscoa é ver pela internet os produtos que deseja e dar preferência a quem entrega em casa. Como o almoço de Páscoa não poderá ser feito este ano em família, como ocorre tradicionalmente nessa época do ano, nem em restaurantes, dividindo-se a despesa entre os participantes, André Braz sugeriu usar um pouco a criatividade em casa e tentar proteger ao máximo o orçamento.

“Abrir mão dos produtos da Páscoa que estiverem mais caros e optar pelos mais baratos, porque este é um ano atípico, diferente, e a prioridade agora é manter a saúde financeira da família, porque a gente não sabe, exatamente, as consequências desse período de isolamento social e o que isso vai trazer para a economia”. Uma vez que o impacto dessa crise ainda não pode ser medido com exatidão, o economista da FGV recomendou que, no momento, é bom não abusar muito do orçamento, poupar o que puder “e rezar para essa situação passar rápido”.

Edição: Aline Leal

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Conservadorismo do Bacen é muito arriscado, segundo especialista

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Especialista se preocupa com "tom conservador" do Bacen durante crise do coronavírus

O Banco Central do Brasil (Bacen) tem se mantido “conservador” durante a crise causada pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2) e, conforme falou o diretor de investimentos da Persevera Asset Management ao Valor Investe na última quarta (8), tal postura é “muitíssima arriscada” neste momento.

Guilherme Abbud afirma que “deixar os juros altos às vésperas de uma depressão como nunca vimos antes é algo super agressivo”.

Leia:  Caixa alivia prestações atrasadas para construção civil

Queda na Selic

Abbud defendeu que a Selic seja levada a níveis “bem menores” do que os 3,75% atualmente praticados, sequer descartando a utilização do juro básico em zero no país.

O diretor de investimentos da Persevera também acrescenta que o Bacen pode estar dividido. Ele afirma:

“Vejo que ele quer ser liberal no câmbio, mas se põe numa armadilha porque entorta o modelo e usa a política monetária para não deixar o câmbio ir embora. Esse problema tem de ser resolvido com reservas, não com juros.”

Ele defende ainda que a recessão causada pela Covid-19  pode ocasionar em um encolhimento do PIB de 5% a 10%, além de inflação de 1% para 2020. Abbud acrescenta:

“É necessário mudar a percepção neste momento. Saímos muito rápido do inferno para o céu e agora estamos indo para outro tipo de inferno. A inflação estava em 12% e caiu para perto de 3%. Isso foi bastante comemorado e tinha de ser mesmo porque reancoramos as expectativas. Mas agora, a inflação em 1% não é mais algo a se comemorar. É um problema para o qual o Brasil não está treinado. Quedas de inflação a partir de agora têm de ser combatidas porque passam a ser sintoma de uma doença muito grave, que é a depressão econômica.”

Veja: Consumidores não precisam temer desabastecimento

Política monetária para tempos de recessão

Abbud defende ainda que uma política monetária de tempos de “recessão econômica” deve ser empregada no atual momento, onde é preciso agir rapidamente e de maneira forte “já que os riscos de inflação são inexistentes”. Ele explica:

“O BC usa a palavra conservador de forma errada. Em períodos recessivos, ser conservador é agir rápido. O BC está desconexo da realidade sendo que estamos em uma situação de absoluta emergência.”

Por fim, Abbud defende uma maneira diferente para achatar a curva de juros neste momento. Para ele, o Brasil deve ter uma “curva baixa e achatada”, acreditando que uma redução de juros “de forma corajosa e muito rápida” deve ser feita, comunicando-se que “o inimigo a ser combatido é a desinflação”. Ele conclui:

“Se o BC mudar de postura rapidamente e adotar essa visão mais firme, a curva de juros vai despencar e poderemos ter um juro longo real próximo de zero.”

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