conecte-se conosco


Esportes

Covid-19: COB cancela fase classificatória dos Jogos da Juventude 2020

Avatar

Publicado


.

O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) cancelou a realização das etapas regionais dos Jogos Escolares da Juventude 2020, previstas para setembro, em função da pandemia do novo coronavírus (covid-19). As fases classificatórias para a competição nacional  aconteceriam nas cidades de cidades de Aracaju-SE (equipes do Nordeste) e Gramado-RS (Sul, Sudeste, Goiás e Mato Grosso do Sul) . Uma terceira sede, com local ainda indefinido, receberia atletas do Norte, Mato Grosso e Distrito Federal. O adiamento foi anunciado em nota oficial na noite de ontem (25), no site do COB.

Já  o período de realização da competição nacional, previsto para novembro, será avaliado pela instituição até o fim de junho. As etapas regional e nacional juntas, de acordo com números divulgados pelo comitê, reúnem mais de 8 mil jovens atletas. Deste total, mais de 7 mil são estudantes (entre 12 e 17 anos), além de treinadores, árbitros, oficiais e membros do Comitê Organizador.

“Estamos acompanhando diariamente a mobilização nacional no combate à covid-19, que precisa ser o grande objetivo no momento. Seguiremos em contato frequente com as Confederações e com os Estados, que são grandes parceiros e responsáveis, junto com o COB, pelo sucesso dos Jogos Escolares da Juventude, para avaliar todas as possibilidades”, esclareceu Kenji Saito, gerente executivo de Desenvolvimento Esportivo do COB. 

Edição: Cláudia Soares Rodrigues

Comentários Facebook

Esportes

Em meio à pandemia, jogadora relata sufoco para retornar ao Brasil

Avatar

Publicado


.

A brasileira Raquel Loff teve dificuldades para voltar da Ucrânia para o Brasil após o cancelamento da Superliga local de vôlei feminino, e por causa do aumento das restrições impostas pelo coronavírus. O principal problema foi que a rescisão do contrato com a equipe do Prometey SC ocorreu apenas um dia antes do fechamento dos aeroportos locais. “Foi no dia 26 de março. O campeonato foi cancelado. No dia seguinte, os aeroportos fecharam e assinei o cancelamento do meu contrato. Tudo muito rápido”, afirma a paulista.

Apenas agora, no início dessa semana, ela conseguiu uma passagem para retornar para casa. A jogadora procurou ajuda em praticamente todos os locais possíveis: “Gravei um vídeo no Instagram pedindo ajuda. Meus familiares colaboraram muito também. Consegui até um contato do Itamaraty. Graças a Deus, deu certo”.

Em um voo comercial, para o qual ele recebeu ajuda financeira do clube ucraniano e suporte do Itamaraty, ela partiu de Kiev (Ucrânia) no dia cinco. Fez uma escala em Frankfurt (Alemanha), em Doha (Catar) e só então seguiu para São Paulo.

“Foram mais de 40 horas de sufoco. Cheguei na Alemanha na segunda-feira e decidi ir até Doha, pois de lá partem voos para o Brasil três vezes por semana. E um deles é justamente às terças-feiras. E o meu voo original para São Paulo sairia de Frankfurt apenas na quarta. Teria que ficar aguardando na sala de embarque esse tempo todo”, afirma. A atleta diz que acionou o contato dela no Itamaraty. A chegada no aeroporto de Guarulhos aconteceu na madrugada da última quarta (8). Ela deve ficar em quarentena em casa por pelo menos 14 dias, seguindo as recomendações do Ministério da Saúde.

Recomendações a outros brasileiros

“Passei muitas dificuldades para voltar para casa. Sei que não é fácil. Espero que todos consigam, de verdade, retornar para suas casas”, afirmou a jogadora em postagem no Instagram.

A partir de sua experiência, Raquel oferece dicas aos brasileiros que ainda estão longe do país e sofrendo com a pandemia.

“Primeiro, nos aeroportos eles estão sendo bem rigorosos em relação a volumes de líquidos e cremes nas malas de mão. Tome muito cuidado com isso”. A paulista falou também sobre luvas e máscaras: “São essenciais, principalmente máscaras. É necessário se controlar para evitar tocar o rosto. Nesses ambientes que apresentam aglomerações de pessoas, ao invés de usar luvas, muitas vezes é melhor lavar as mãos com água e sabonete com muita regularidade”.

Prender o cabelo e cortar as unhas são outras dicas. “Sempre que possível, prenda o cabelo. Ele é um ótimo condutor do vírus. Viaje sempre com as unhas cortadas, e não tenha receio de parecer ‘noiado’ [paranóico]. Elas também podem ser ‘depositárias’ de bactérias e podem ser ótimas condutoras do vírus. Retire todo tipo de acessório possível, como brincos, colares e pulseiras. Acho que a única exceção são os óculos. Se puder, use-os. São um obstáculo a mais para o vírus chegar aos teus olhos. Todo cuidado é pouco nesse momento”.

Completando, outras duas dicas que a Raquel aprendeu durante as mais de 40 horas de viagem até chegar ao Brasil: “Tente fazer tudo com a mão não-dominante para proteger a outra. Se você é destro, faça a maior parte das atividades corriqueiras com a mão esquerda. Para que os contatos inevitáveis da mão com o rosto ocorram com a direita”.

A última dica foi a que mais fez Raquel sofrer durante a viagem: “Sou uma pessoa que procura sempre conhecer pessoas novas. Gosto de conversar com todos. Mas dessa vez foi diferente. E recomendo para o pessoal evitar esses contatos nesse período de crise. É melhor. Como você não tem controle da situação do outro, controle a sua”, encerra.

Edição: Fábio Lisboa

Comentários Facebook
Continue lendo

Esportes

Coluna – E-Sport é o único esporte possível no momento?

Avatar

Publicado


.

Por conta da pandemia do novo coronavírus (covid-19), competições esportivas das mais diversas modalidades, para não dizer todas, foram interrompidas como forma de evitar aglomerações e reduzir o risco de contágio da covid-19. Isso culminou na decisão inédita de adiar os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 para o ano que vem.

Embora sejam disputados em arenas digitais, muitos torneios de games também foram paralisados. Isso porque muitos deles contam com partidas presenciais, alguns inclusive com a participação de torcida em arenas lotadas. Porém, mesmo competições online como o Circuito Desafiante de League of Legends (LoL) precisaram ser suspensas. Isso porque todas envolvem o deslocamento de jogadores e funcionários para seus QGs, sem falar na equipe da Riot Games que opera as transmissões em São Paulo.

Nesse meio tempo, floresceram competições amadoras pela internet. A que mais chamou a atenção foi o CBolão, nome que parodia o famoso CBLoL. O torneio sem premiação – organizado pelo streamer Gustavo Baiano – reuniu jogadores e ex-jogadores profissionais em times que remetiam a bem sucedidas formações do passado, além de atrair streamers e gamers amadores famosos. Cada um na sua casa. O objetivo era incentivar doações dos espectadores: todo o dinheiro arrecadado seria revertido a organizações de combate à covid-19. Ao fim, o campeonato conseguiu levantar R$ 125 mil reais e atraiu uma audiência que chegou a bater os 100 mil espectadores simultâneos.

O número de espectadores superou, inclusive,o registrado em competições oficiais que também passaram a adotar o formato online como as ligas oficiais da Europa (LEC) e da América do Norte (LCS) de League of Legends. Assim como esses dois torneios, o CBLoL também vai retornar no próximo fim de semana em disputas inteiramente pela internet. A Riot Games disse ter realizado ajustes na organização do torneio, com o envio de equipamentos e softwares para que os funcionários possam trabalhar remotamente de suas próprias casas.  A empresa também disse que trabalha para minimizar eventuais diferenças de equipamento, como bancadas e disposição de periféricos, e a utilização de dispositivos de desempenho díspares que possam atrapalhar ou tornar as partidas desiguais.

Apesar do retorno de torneios de games fazer a alegria dos torcedores em quarentena, as condições adversas de realização desses campeonatos e o risco de contágio pela covid-19 levaram alguns jogadores a pedirem o cancelamento da LCS, nos Estados Unidos. Segundo um levantamento do jornalista Travis Gafford,  divulgado no último dia 23 – em vídeo publicado no seu canal no Youtube – quase dois terços dos players pediram pela interrupção da liga norte-americana, cujas finais seguem confirmadas para os dias 18 e 19 de abril. Segundo Grafford, a preocupação com a saúde e o desejo de alguns jogadores internacionais de voltarem ao seu país de origem são alguns dos motivos alegados. Vale lembrar que nos últimos dias os Estados Unidos se tornaram o epicentro da epidemia. Já a Coreia do Sul, país que mais exporta jogadores profissionais de LoL, é apontado como referência no combate à covid-19. Por conta disso, o sul-coreano Luci, do Flamengo, optou pelo retorno à terra natal e, portanto, está fora do restante do CBLoL.

Outras competições que seguiram no ambiente online, com funcionários em home office, foi a Liga Overwatch, que tem sofrido com alguns problemas como falhas de áudio e vídeo, e quedas de conexão. Problemas técnicos que poderiam ser vistos como amadores, mas são compreensíveis levando em conta o contexto atual. Na TV aberta e fechada, tivemos algumas experiências interessantes, como a do canal de televisão FOX, que colocou atletas de verdade para disputar, em partidas amistosas, games oficiais de suas respectivas modalidades, como NASCAR e NFL, com direito a narradores e comentaristas. A Fórmula 1, MotoGP e até a La Liga, campeonato espanhol de futebol, têm adotado estratégias semelhantes.

Será que a moda pega?

 

Edição: Cláudia Soares Rodrigues

Comentários Facebook
Continue lendo

Policial

Política MT

Mato Grosso

Mais Lidas da Semana