conecte-se conosco


Economia

Tesouro recompra R$ 35,5 bi de títulos públicos em março

Avatar

Publicado


.

Programa executado pelo Tesouro Nacional em momentos de crise, a recompra de títulos públicos somou R$ 35,5 bilhões desde o último dia 12. Essa foi a maior atuação da história, superando a recompra de R$ 22 bilhões durante a greve dos caminhoneiros, em maio e junho de 2018.

Por meio do programa, o Tesouro compra de volta papéis que ainda não venceram para tranquilizar o mercado. Além de fornecer um referencial para os juros de mercado, essas operações reduzem as perdas de investidores com a oscilação de preços em papéis prefixados e indexados à inflação. Os recursos usados para as recompras vêm, em grande parte, do colchão da dívida pública, reserva financeira para ser usada em momentos de crise equivalente a cerca de seis meses de vencimento dos títulos públicos.

Segundo o Tesouro Nacional, não há um teto de atuação, e serão recomprados quantos títulos forem necessários. O órgão admitiu ser necessário alterar o Plano Anual de Financiamento (PAF), documento que projeta parâmetros para a dívida pública, lançado no fim de janeiro. O momento exato da alteração, no entanto, ainda depende de cálculos e de informações que estão sendo coletadas no mercado.

De acordo com o Tesouro, é possível que haja alterações em praticamente todos os indicadores do PAF. O órgão informou que não necessariamente haverá incremento na emissão de títulos atrelados à taxa Selic, os únicos papéis que não sofrem com a oscilação de mercado. É provável que os novos leilões sejam feitos com vencimentos mais curtos, para ajustar os lançamentos do Tesouro às atuais condições do mercado.

Por meio da dívida pública, o governo pega dinheiro emprestado dos investidores para cobrir as necessidades de financiamento. Em troca, compromete-se a devolver os recursos com alguma correção, que pode seguir a taxa Selic, a inflação, o câmbio ou ser prefixada (definida com antecedência). Quanto maior a desconfiança, como em momentos de crise, maiores são as taxas de juros e menores os prazos de vencimento pedidos pelo mercado.

Edição: Fernando Fraga

Comentários Facebook

Economia

iFood e Rappi devem auxiliar financeiramente entregadores afastados por Covid-19

Avatar

Publicado


source
ifood arrow-options
Divulgação/iFood

iFood e Rappi deverão garantir auxílio financeiro aos entrgadores afastados por conta da Covid-19

A Justiça do Trabalho de São Paulo determinou em decisão liminar neste domingo (5) que os serviços de entrega iFood e Rappi terão de pagar auxílio financeiro de ao menos um salário mínimo (R$ 1.045) aos entregadores afastados por conta do novo coronavírus (Sars-Cov-2), que são os que integram grupos de risco, os com suspeita de Covid-19 e ainda os que estão contaminados com a doença. Segundo o Ministério Público do Trabalho (MPT), a decisão vale para todo o Brasil.

Leia também: Guedes descarta corte a parlamentares, mas quer congelar salário de servidores

A decisão, que foi emitida pelo juiz Elizio Luiz Perez, do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2) atende a pedidos movidos pelo MPT.Por se tratar de uma liminar, a decisão ainda é provisória.

A decisão defende ” assistência financeira aos trabalhadores que integram grupo de alto risco [idosos, pessoas com doenças crônicas, imunodeprimidos e gestantes], que demandem necessário distanciamento social ou afastados por suspeita ou efetiva contaminação pelo novo coronavírus “.

O valor pago aos entregadores de iFood e Rappi não poderá ser inferior ao salário mínimo atual o cálculo do benefício será calculado a partir da média dos pagamentos diários feitos a cada entregador nos 15 dias anteriores à decisão judicial. As plataformas de entregas têm até 48 horas a partir da notificação do MPT para cumprir a decisão.

A decisão também prevê que os aplicativos devem fornecer álcool em gel com concentração de 70% aos entregadores para que possa ser feita a higienização das mãos, veículos e mochilas que são usadas nas entregas.

As empresas deverão, ainda, disponibilizar lavatórios com água corrente e sabão para que os entregadores possam lavar as mãos com frequência, e deverão orientar seus prestadores de serviços a respeito das medidas de higiena e combate à Covid-19 .

Leia também: Datafolha: 76% consideram importante ficar em casa para combater a covid-19

A liminar cita o alto preço do álcool em gel como um limitador para a higiene dos entregadores e aponta que, como eles são muito expostos, as empresas que contratam seus serviços devem ser responsáveis por garantir informações e meios de controle da doença.

Comentários Facebook
Continue lendo

Economia

CMN proíbe aumento de remuneração de administradores financeiros

Avatar

Publicado


.

O Conselho Monetário Nacional (CMN) vedou temporariamente a distribuição de resultados e o aumento da remuneração de administradores das instituições financeiras. O Banco Central (BC) informou que a medida faz parte de um conjunto de medidas adotadas para enfrentar os efeitos da covid-19 na economia.

O BC acrescentou que a medida evita “o consumo de recursos importantes para a manutenção do crédito e para a eventual absorção de perdas futuras”. As vedações serão aplicadas aos pagamentos referentes às datas-bases compreendidas entre hoje (6), data da entrada em vigor da resolução do CMN, e 30 de setembro de 2020.

Segundo o BC, o dinheiro retido não pode “constituir obrigação futura, nem serem vinculados de qualquer forma a pagamentos de dividendos no futuro, garantindo assim a disponibilidade de reservas no sistema pelo período de incidência das vedações”.

O BC ressalta que as instituições financeiras apresentam níveis confortáveis de capital e de liquidez, bem acima dos requerimentos mínimos estabelecidos. “Porém, dada a incerteza da magnitude do choque provocado pela covid-19, julga importante adotar, de forma proativa, requisitos prudenciais complementares mais conservadores. A prerrogativa de vedação à distribuição de resultados e ao aumento da remuneração de administradores é um dos instrumentos previstos pelo Comitê de Supervisão Bancária da Basileia”, diz o BC.

Edição: Maria Claudia

Comentários Facebook
Continue lendo

Policial

Política MT

Mato Grosso

Mais Lidas da Semana