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Economia

Bolsa sobe 7,5% e dólar cai para R$ 5,03 em dia de trégua

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Agência Brasil

Em meio ao anúncio de medidas emergenciais no Brasil e no exterior, o mercado financeiro teve o segundo dia seguido de trégua. A bolsa de valores, que ontem (24) subiu 9,66% , saltou 7,5% hoje (25) e voltou a superar os 70 mil pontos. O dólar , que ontem tinha fechado em R$ 5,08, fechou em R$ 5,03.

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O índice Ibovespa , da B3 , fechou esta quarta-feira aos 74.956 pontos. O índice, que alcançou o maior nível em 12 dias, chegou a operar com alta de quase 10% durante a tarde, mas desacelerou nas horas finais de negociação.

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O dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 5,033, com recuo de R$ 0,047 (-0,93%). A cotação chegou a registrar alta no início da sessão, mas inverteu a tendência ainda durante a manhã. Na mínima do dia, por volta das 14h40, a moeda chegou a ser vendida a R$ 4,98.

A divisa acumula alta de 25,43% em 2020. O Banco Central ( BC ) voltou a intervir no mercado. A autoridade monetária fez dois leilões de linha de US$ 3,3 bilhões. Nessa modalidade, o BC vende dólares das reservas internacionais com compromisso de recomprar o dinheiro meses mais tarde.

Estados Unidos

O fechamento de um acordo para a aprovação de um pacote de US$ 2 trilhões para reativar a economia dos Estados Unidos ajudou o mercado em todo o mundo. O texto será primeiramente votado no Senado norte-americano, depois irá para a Câmara . Paralelamente, o Federal Reserve , o Banco Central norte-americano, está comprando indefinidamente dívidas corporativas e emprestando recursos diretamente a empresas pelo tempo necessário.

O índice Dow Jones , da Bolsa de Nova York , voltou a fechar em alta, tendo subido 2,39% hoje. Ontem, o indicador encerrou o dia com alta de 11,37%, com o melhor desempenho diário desde 1933.

Pacote de medidas

No Brasil , o mercado continua a reagir à ajuda emergencial de R$ 88,2 bilhões para estados e municípios e à injeção de R$ 1,2 trilhão na economia anunciada ontem pelo Banco Central . A edição de medidas provisórias para flexibilizar a legislação trabalhista durante a crise aliviam a perda do valor de ações de diversas empresas.

Petróleo

A intensificação da guerra de preços do petróleo entre Arábia Saudita e Rússia continua a dar uma trégua. Os dois países estão aumentando a produção de barris, o que tem provocado uma redução na cotação do produto.

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O barril do tipo Brent , que na semana passada atingiu o menor nível em 18 anos, voltou a subir hoje. Por volta das 18h, a cotação estava em US$ 27,32, com alta de 0,63%. As ações da Petrobras, as mais negociadas na bolsa, que ontem subiram cerca de 15%, continuaram em alta. Os papéis ordinários (com direito a voto em assembleia de acionistas) valorizaram-se 8,02% nesta quinta. Os papéis preferenciais (com preferência na distribuição de dividendos) subiram 8,08%.

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Economia

Indicador do Ipea de formação de capital fixo cresce 1,2% em fevereiro

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O Indicador Mensal de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) cresceu 1,2% em fevereiro, se comparado ao mês anterior e representou a segunda alta consecutiva, após os 7,9% de janeiro. No entanto, no trimestre móvel terminado em fevereiro, houve queda de 0,2%, mas positivo em relação ao mesmo período de 2019, quando registrou elevação de 4,4%.

No acumulado em 12 meses, os investimentos voltam a subir de 2,7% para 2,8%. Na comparação com o ano anterior, a FBCF atingiu um patamar 6,3% superior ao verificado em fevereiro de 2019. Os dados foram divulgados hoje (6) pelo Ipea.

O Indicador de Formação Bruta de Capital Fixo formado pelos segmentos de máquinas e equipamentos, construção civil e outros ativos fixos, mede os investimentos em aumento da capacidade produtiva da economia e na reposição da depreciação do seu estoque de capital fixo.

Conforme o Ipea, a produção nacional de máquinas e equipamentos cresceu 4,2% em fevereiro, também na comparação com janeiro, mas a importação subiu 25% no mesmo período. Já o indicador de construção civil caiu 1,6%.

Quando a comparação é com fevereiro de 2019, a construção civil teve elevação de 2,8%, e o segmento máquinas e equipamentos de 9,5%.

Edição: Valéria Aguiar

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Economia

Produção nacional de automóveis teve queda de 21,8% em março

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A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) informou hoje (6) que a produção nacional de automóveis em março teve queda de 21,1%, em relação a março de 2019. Já o nível de licenciamentos caiu 21,8% no período. De acordo com a entidade, os resultados foram consequência da pandemia da covid-19, que provocou a queda de quase 90% das atividades do segmento.

Ao todo, foram fabricadas 189.958 unidades, ante 240.763 unidades de março de 2019. A diferença de fevereiro para março foi de 7%, enquanto a variação no acumulado de janeiro a março foi de 16%. Como a produção, o volume de unidades exportadas também foi reduzido em 21,1% na comparação com março de 2019, passando de 39.018 unidades para 30.772.
Segundo o presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes, “pode-se identificar com clareza a influência da pandemia nos índices, já que se registrava um aumento de 9% nas vendas até o começo da segunda quinzena, no acumulado do ano”. Para Moares, as circunstâncias levam a acreditar que o cenário para abril será preocupante.

“Tivemos dois momentos no mês de março. A primeira quinzena rodando normal, dentro do que a gente imaginava que seria possível vender e emplacar, e uma segunda quinzena, muito impactada pelo efeito da crise”, disse.

Moraes ressaltou que houve uma redução de 86,5% na média diária de licenciamentos, da primeira semana de março para a última. “Isso confirma a preocupação em relação ao atual momento que nós estamos passando”.

Caminhões

Moraes destacou ainda que, ao contrário dos automóveis, as vendas de caminhões apresentaram pouca oscilação quanto a fevereiro deste ano. Em março, manteve-se o mesmo desempenho, de cerca de 6,4 mil unidades emplacadas. Uma das saídas para esse tipo de negociação, explicou o presidente da associação, tem sido o contato direto entre montadoras e clientes.

Quanto às máquinas agrícolas e rodoviárias, observa-se um aumento de 46% na comercialização ante fevereiro, e de 10,3% em relação aos números de março de 2019. No total, foram vendidas 4.140 unidades.

Apesar da apreensão manifestada, o presidente da Anfavea salientou que a perspectiva para o segmento deverá repetir um padrão já vivenciado por países em que a pandemia chegou antes, como China, Itália, França e Espanha. Para fundamentar o argumento, utilizou como referência a variação nos licenciamentos de automóveis nesse locais, que foi, respectivamente, de menos 80%, 85%, 72% e 69%, respectivamente.

De forma geral, disse Moraes, a decisão da entidade é de aguardar a avaliação de especialistas sobre o Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país) para poder consolidar a projeção para a indústria automobilística brasileira.

Ainda de acordo com o relatório da Anfavea, com as medidas de distanciamento social 63 fábricas do setor interromperam as atividades ao longo das últimas duas semanas, afetando 123 mil funcionários. A paralisação abrange 10 estados e 40 municípios.

Edição: Fernando Fraga

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