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Saúde

Governo federal antecipa campanha de vacinação contra a gripe em 23 dias

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Após o primeiro caso de coronavírus confirmado no Brasil , o governo federal anunciou nesta quinta-feira (27) que vai antecipar a campanha de vacinação contra a gripe em 23 dias. O início, que estava previsto para abril, deve ser em 23 de março em território nacional. 

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MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL

O adiantamento da campanha de vacinação contra a gripe deve ajudar futuros diagnósticos de coronavírus

Em coletiva de imprensa, em São Paulo, o infectologista David Uip afirma que serão 75 milhões de vacinas disponíveis, número recorde desde o início da campanha. 

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, explica que o adiantamento da vacina facilita o diagnóstico do coronavírus em futuros pacientes.

Leia também: Como é o tratamento do paciente confirmado com coronavírus no Brasil?

Ao apresentarem os sintomas em unidades de saúde, facilitam o trabalho dos profissionais ao informarem que tomaram a vacina, já que doenças contempladas na vacina serão desconsideradas. Se for caso de coronavírus, o diagnóstico será mais rápido.

Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Alerta constante pode causar transtornos a profissionais de saúde

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A incansável e permanente luta de profissionais de saúde contra o novo coronavírus pode levar médicos, enfermeiros e auxiliares de enfermagem a sofrerem transtornos ligados ao estresse e à ansiedade. Mesmo para quem está acostumado a trabalhar na linha de frente e batalhar na fronteira da cura e da morte, a covid-19 impõe desafios inéditos.

“O sentimento de impotência, bem como o aumento intenso da carga de trabalho, gera sensações de perda de sentido e desmotivação em muitos profissionais”, avaliam o psicanalista Igor Banin Bezerra da Silva e o terapeuta Caio Henrique Ferreira da Costa em entrevista por escrito à Agência Brasil.

Os dois trabalham na Sociedade de Psicólogos, que funciona em São Paulo, e preparam para este fim de semana um curso on-line para colegas de profissão em todo o Brasil, que estão lidando com pessoas impactadas pelas mudanças impostas pela pandemia, como o confinamento ou o isolamento social.

“Por mais que os profissionais [de saúde] sejam ensinados e capacitados a lidar com emergências e desastres, o que estamos vivendo é, a nível prático, algo sem precedentes, seja pela novidade do novo coronavírus, pela grande mobilização internacional ou pela alta e inesperada carga de trabalho”, destacam os especialistas.

Na avaliação deles, os profissionais de saúde ainda têm de lidar com a possibilidade de um colapso no sistema de saúde nacional, com a continuidade de outras doenças além da covid-19 e com preocupações econômicas e trabalhistas relacionadas às recomendações distanciamento social.

Bem-estar mental de profissionais de saúde

Em entrevista à Agência Brasil, os dois expõem as preocupações relacionadas ao bem-estar mental de profissionais de saúde e dão dicas de como lidar com o estresse e reforçar pensamentos e comportamentos positivos.

Agência Brasil: Que desgastes a mais médicos, enfermeiras e auxiliares têm sofrido nesse período de pandemia?
Igor Silva e Caio Henrique Costa: De modo geral, podemos pensar em alguns efeitos psicopatológicos dentro do espectro de transtornos de ansiedade. Podemos pensar no desenvolvimento de Transtornos de Estresse Pós-Traumático, além do chamado Transtorno de Ansiedade Generalizada. Eles decorrem, dentre outras coisas, da exposição excessiva aos noticiários e pelo estado constante de alerta.

Agência Brasil: A capacidade do atendimento hospitalar e nos postos de saúde afligem o ânimo desses profissionais?
Silva e Costa: Certamente, o sentimento de impotência, bem como o aumento intenso da carga de trabalho, gera sensações de perda de sentido e desmotivação em muitos profissionais.

Agência Brasil: Os profissionais de saúde são há muito tempo acostumados a lidar com problemas e urgências. O que uma pandemia como a covid-19 agrava?
Silva e Costa: Essa pandemia já é considerada, por muitos especialistas, como o maior problema sanitário da contemporaneidade ou da geração atual. Por mais que os profissionais sejam ensinados e capacitados a lidar com emergências e desastres, o que estamos vivendo é, a nível prático, algo sem precedentes, seja pela novidade do novo coronavírus, pela grande mobilização internacional, pela alta e inesperada carga de trabalho, pela possibilidade de um colapso no sistema de saúde nacional, pela continuidade de outras doenças que vão acontecer paralelamente à covid-19, pela preocupação econômica e trabalhista relacionada às recomendações de isolamento e distanciamento social, pelos novos hábitos e comportamentos que temos de ter acerca da prevenção, por eventuais lutos que vamos nos deparar, entre outros fatores. De forma geral, essa pandemia nos obriga a refletir e a encontrar novas formas de nos comportarmos e de nos relacionarmos conosco, com o outro e com o nosso meio.

Agência Brasil: Como o pessoal da saúde pode lidar com o estresse em casos assim?
Silva e Costa: Todo comportamento e experiência humana estão vinculados ao campo (contexto, ambiente e relações) que a pessoa se encontra. Toda novidade e mudança sobre a rotina de uma pessoa pode se relacionar com a ansiedade e com o estresse. A partir daí, algumas pessoas utilizam o que chamamos de homeostase e restauram, de forma natural, o seu equilíbrio, enquanto outras pessoas são transformadas. Essa transformação pode ser positiva, vinculada à aprendizagem e ao crescimento pessoal, mas também pode ser negativa, relacionada ao sofrimento, ao trauma e ao aparecimento de sintomas. Há várias formas de compreender e trabalhar com esse estresse e ansiedade, mas não há “receita de bolo”, pois cada pessoa experimenta a situação de forma única. Mesmo em caso de situações partilhadas, elas são vividas, sentidas e compreendidas de maneira idiossincrática. Em resumo, as pessoas podem trabalhar com esses componentes desde uma meditação, passando pela pintura ou criação de poesia, até uma prática esportiva, por exemplo. Vai depender da pessoa, mas o ideal é que seja compreendida e acompanhada de um profissional da saúde mental.

Agência Brasil: Que dicas vocês têm para reforçar pensamentos e comportamentos positivos?
Silva e Costa: Uma das primeiras coisas que as pessoas podem fazer é limitar o acesso às notícias, uma vez que estamos sendo bombardeados com muitas informações ao longo do dia. Dessa forma, o ideal é que escolham um horário no seu dia para se informar sobre o que está acontecendo no país e no mundo, buscando fontes confiáveis, preferencialmente, das autoridades de saúde e se atentando também para as notícias positivas, como novas perspectivas de tratamento e vacinação, diminuição da contaminação e casos já recuperados, por exemplo. Para entrar em contato com as emoções positivas, as pessoas têm duas oportunidades. A primeira delas envolve atividades que a pessoa gosta de fazer e aquilo que a motiva a viver: pode se entreter ao assistir shows, séries e filmes, ouvir música, jogar um jogo, se exercitar, ler o livro de cabeceira ou começar uma nova leitura, bem como por meio do contato com sua expressão criativa, o que inclui o cantar, tocar ou aprender um instrumento musical, desenhar, pintar, bordar, desenvolver um projeto, escrever e buscar uma nova perspectiva sobre as atividades diárias, sobre as novas rotinas e sobre o seu propósito ou sentido na vida. A outra oportunidade diz respeito à interação positiva com os outros, sejam as pessoas da própria casa, colegas de trabalho ou com a própria comunidade. Distanciamento e isolamento social não significam, necessariamente, solidão. E o momento atual nos permite escutar mais as pessoas e suas necessidades. Dessa forma, nós podemos ajudar, seja por uma distância social segura, ou por meio da internet, as pessoas em suas novas dificuldades e enfrentamentos. Uma coisa que costumamos sugerir, por exemplo, é auxiliar a população idosa (inclusa no grupo de risco e com a recomendação de quarentena domiciliar) a utilizar os serviços online para interagir com seus amigos e familiares, bem como a realizarem compras (mercados e farmácias) ou a pagarem despesas por meio de aplicativos dos respectivos bancos.

Edição: Lílian Beraldo

Fonte: EBC Saúde

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Saúde

Distrito Federal registra primeira morte pelo novo coronavírus

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O Governo do Distrito Federal (GDF) confirmou a primeira morte pelo novo coronavírus no DF. A vítima, um homem de 46 anos, morreu na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Sobradinho. Ele tinha hipertensão e diabetes.

Segundo o governo, 242 pessoas estão contaminadas com o covid-19 no Distrito Federal. Dessas, 31 estão enquadradas em risco médio de complicações, considerando a idade (51 a 59 anos), e outras 27, com 60 anos ou mais, são tratadas como risco alto. Ainda de acordo com o governo local, nove pacientes estão com infecções graves e outras 9 com infecções críticas.

As outras 183 pessoas são consideradas de risco baixo. Adultos entre 31 e 40 anos são os mais contaminados no DF; 79 pessoas até agora.

Brasil

Nacionalmente, o número de mortes chegou a 92, com 3,4 mil casos confirmados. A taxa de letalidade chegou ao máximo da semana, ficando em 2,7%. Os números diários do Ministério da Saúde, no entanto, tendem a desatualizar muito rápido, uma vez que a pasta recebe as informações das secretarias estaduais e só então divulga os dados nacionais para a imprensa. Enquanto isso, as próprias secretarias também divulgam seus dados cada uma a seu tempo.

Edição: Aline Leal

Fonte: EBC Saúde

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