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Saúde

América Latina está alerta após confirmação de coronavírus no Brasil

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Após a confirmação do primeiro caso de contaminação pelo novo coronavírus (Covid-19) no Brasil, países da América Latina reforçam medidas de controle e alertam populações.

No Chile, foram registrados 260 casos suspeitos da doença até o momento, sem nenhuma confirmação. O ministro da Saúde chileno, Jaime Mañalich, informou que todas as pessoas com suspeita da doença estão em suas casas, em isolamento, e não poderão sair durante 14 dias.

Mañalich explicou que a vigilância epidemiológica foi reforçada nos centros de saúde e que foi decretado um alerta sanitário, que permite ao Ministério da Saúde tomar medidas como contratar recursos humanos, fortalecer a rede de laboratórios e realizar o isolamento de pacientes.

Ministério da Saúde confirma primeiro caso de coronavírus no BrasilMinistério da Saúde confirma primeiro caso de coronavírus no Brasil
O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, confirma em entrevista o primeiro caso de um brasileiro infectado pelo novo coronavírus – José Cruz/Agência Brasil

O Chile tem aplicado protocolos rigorosos nos pontos de entrada no país. “Além do que já fizemos, a partir de sexta-feira (28) será obrigatório para todas as pessoas transportadas de avião para o Chile assinar uma declaração afirmando quais são os países em que estiveram no último mês”, anunciou o ministro.

Controles

No Peru, a ministra da Saúde, Elizabeth Hinostroza, anunciou que cinco hospitais de Lima estão preparados para isolar possíveis pacientes com coronavírus. Ela disse que não há casos confirmados da doença, mas que o país está preparado para a chegada do vírus.

A Colômbia, até o momento, descartou 13 casos suspeitos, e o Ministério da Saúde decidiu aumentar o nível de alerta de leve para moderado. De acordo com o ministério, “entre as medidas tomadas na área de vigilância e prevenção, há a expansão da triagem na imigração, ou seja, agora não apenas os passageiros serão perguntados se eles vêm da China ou se estiveram naquele país nos últimos 14 dias, mas também se eles estiverem nesse período na Coreia do Sul, Japão, Cingapura, Tailândia, Malásia, Emirados Árabes Unidos e Itália”.

Além disso, o Ministério da Saúde disse que as mensagens de prevenção serão intensificadas em todo o país, especificamente a campanha nacional de lavagem das mãos e higiene respiratória.

No Paraguai, o ministro da Saúde Pública, Julio Mazzoleni, disse que os protocolos de controle serão aplicados com severidade. Mazzoleni informou que está monitorando o segundo caso suspeito no país. Trata-se de um cidadão paraguaio que esteve na China e apresentou problemas respiratórios por 48 horas. Foi realizado um primeiro exame, que deu negativo, mas o teste será repetido nas próximas 48 horas.

Na Bolívia, os controles aeroportuários foram reforçados para as conexões aéreas com Lima, no Peru, e com São Paulo, já que são esses os principais elos do país com o mundo. “Essas são as nossas conexões para ir para à Ásia e à Europa”, disse Wilson Santamaría, vice-ministro da Segurança Pública. A Bolívia dispõe, segundo Santamaría, de modernos equipamentos de controle de temperatura dos passageiros.

Voos da Itália

Na Argentina, o Ministério da Saúde informou que os voos provenientes da Itália receberão especial atenção, com o objetivo de detectar, registrar e controlar precocemente pacientes com a possibilidade de apresentar doenças respiratórias agudas.

“Nesse sentido, e em relação aos países que relataram um aumento nos casos confirmados do vírus, como a Itália, e considerando que a Argentina possui voos diretos desse país, começaram a ser implementadas ações adicionais”, disse o comunicado.

Há pelo menos quatro cidadãos argentinos em rigoroso isolamento domiciliar, com suspeita da doença. De acordo com a imprensa argentina, eles devem passar por novos exames ainda hoje.

No Equador, há 15 hospitais preparados para tratar casos de contaminação pelo novo coronavírus. O Ministério da Saúde do país informou que há, ainda, outros estabelecimentos onde a quarentena poderá ser atendida. O país não tem registro de casos suspeitos até o momento, mas já possui os reagentes para fazer os testes de diagnóstico da doença.

Na Costa Rica, apesar de ainda não terem casos suspeitos registrados, o ministro da Saúde, Daniel Salas, disse que a chegada do novo coronavírus no país é uma questão de tempo.

No México, um comunicado oficial informa que não há casos suspeitos de contaminação até o momento.

Fiscalização

Em Cuba, as autoridades intensificaram a fiscalização sobre os viajantes que chegam nos portos e aeroportos do país. Os cidadãos que chegam da Ásia passam pelo escaner e pelo termômetro digital. Trabalhadores das áreas da saúde, turismo e imigração foram treinados para fazer as triagens e orientar a população. Até o momento, não há casos suspeitos na ilha.

O presidente de El Salvador, Nayib Bukele, proibiu, ontem (25), a entrada de pessoas provenientes da Coreia do Sul e da Itália, na tentativa de impedir que o novo coronavírus se espalhe no país.

Em Honduras, na semana passada, foi registrado o primeiro caso suspeito de contaminação pelo novo vírus, mas a doença não foi confirmada.

No Panamá, o Ministério da Saúde, em parceria com o Aeroporto Internacional de Tocumen, habilitou uma área para evacuação temporária de passageiros com sintomas suspeitos da doença.

Na Guatemala, o presidente Alejandro Giammattei declarou alerta sanitário máximo para tentar impedir a entrada do vírus no país.

Edição: Fernando Fraga

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Saúde

Hospital de campanha em município goiano será construído em 15 dias

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Localizada na divisa do estado de Goiás com o Distrito Federal, a cidade de Águas Lindas terá, em um prazo de 15 dias, um hospital de campanha pronto para atender pacientes diagnosticados com a covid-19. A estrutura terá 200 leitos para cuidados semi-intensivos e respiradores mecânicos – equipamento essencial para tratar pessoas infectadas com o novo coronavírus e que apresentam o sintoma mais grave da doença, a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).

Proposto pelo Ministério da Saúde e executado pelo Ministério da Infraestrutura, o centro de atendimento será construído com a ajuda da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e da Controladoria-Geral da União (CGU). A estrutura deverá atender a população do Distrito Federal e de Goiás, mas a responsabilidade pela administração, operação, suprimento de maquinário hospitalar, insumos e profissionais fica a cargo do governo de Goiás.

De acordo com o Ministério da Infraestrutura, o centro será construído em um terreno de 10 mil metros quadrados, com aproximadamente 5 mil metros quadrados de área construída. O valor alocado para a construção do hospital é R$ 10 milhões.

Edição: Fernando Fraga

Fonte: EBC Saúde

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Saúde

Covid-19: ministério consolida orientações para prevenção e tratamento

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O Ministério da Saúde consolidou as orientações sobre prevenção e tratamento no guia Diretrizes para Diagnóstico e Tratamento da Covid-19. O documento, de quase 400 páginas, reúne as orientações do órgão para as formas de combate à pandemia e deve ser atualizado periodicamente para refletir a evolução da avaliação da pasta sobre o tema. No Brasi foram registradas 800 mortes pela covid-19.

O texto reafirma recomendações já conhecidas, como lavar as mãos com desinfetante e álcool 70%, praticar etiqueta respiratória (como cobrir espirros) e evitar contato com outras pessoas como medidas gerais de prevenção. O documento também recoloca a indicação de procurar atendimento médico se a pessoa apresentar sintomas como febre, tosse e dificuldade de respirar.

Máscaras caseiras feitas na Alemanha - Reuters©Máscaras caseiras feitas na Alemanha - Reuters©
Homem produz máscaras caseiras durante a pandemia do novo coronavírus no distrito de Kreuzberg, Berlin, Alemanha – Direitos Reservados/Reuters

Sobre o uso de máscaras, o guia pondera que não há consenso. A Organização Mundial de Saúde (OMS) não sugere o emprego deste recurso para pessoas assintomáticas. Ele indica essa medida para profissionais de saúde e pessoas com sintomas, enquanto o restante da população pode utilizar máscaras de pano como barreira física, mantendo o cuidado de higienizar as mãos antes e após a remoção.

Isolamento

O isolamento deve ser feito por pessoas com diagnóstico de síndrome gripal, que deverá durar 14 dias, o que inclui qualquer sintoma respiratório, com ou sem febre. Contudo, para o diagnóstico da covid-19 e procedimentos recomendados, como a procura de atendimento médico, é preciso que o paciente tenha entre os sintomas a febre.

O isolamento vale também para os contatos familiares ou pessoas que moram com o paciente que apresentar os sintomas. Em ambos os casos, o médico deve fornecer atestado médico no período de 14 dias.

O documento reitera que até o momento não há vacina para tratar a covid-19, mas lembra a importância de manter o calendário das vacinas para outras síndromes em dia. É o caso, por exemplo, da campanha em curso de imunização contra a influenza.

Além disso, são colocados protocolos de como os pacientes devem ser tratados no âmbito do ambiente hospitalar, bem como diretrizes aos profissionais de saúde, como o emprego de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), formas de lidar com insumos médicos e equipamentos (como ventiladores e respiradores) de modo a evitar a transmissão do vírus nas unidades de saúde.

Entre os protocolos estão os que orientam as definições dos tipos de caso, como suspeito, confirmado, descartado e excluído. Para isso, são apresentadas diferentes combinações dos sintomas, classificados entre mais comuns (febre, tosse, cansaço e mialgia) e menos comuns (anorexia, produção de escarro, dor de garganta, confusão, dor de cabeça, dor no peito, diarreia e náusea, entre outros).

Entre os procedimentos estão também as investigações em caso de internação de paciente suspeito de covid-19, como: oximetria de pulso, marcadores inflamatórios e teste de laboratório para verificar se é o novo coronavírus (RT-PCR). São abordados também os métodos de triagem e as normas para lidar com fatores de risco dos pacientes, como cardiopatias, diabetes ou pneumopatias.

Edição: Aline Leal

Fonte: EBC Saúde

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