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Vaga e R$ 3 milhões em prêmios: Brusque curte fase na Copa do Brasil

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Promovido à Série C do Campeonato Brasileiro, campeão da Série D, vivendo momento único em sua história, o Brusque acrescentou mais um feito à trajetória: alcançar, pela primeira vez, a terceira fase da Copa do Brasil. E foi com estilo: goleada por 5 a 1 para cima do Remo.

Além da vitória da quinta-feira (20), o Brusque comemora a premiação de R$ 1,5 milhão pela classificação à próxima etapa. Até agora, o clube já embolsou mais de R$ 3 milhões via Copa do Brasil – antes, foram R$ 540 mil pela participação e R$ 650 mil por passar à segunda fase, superando o Sport. Os recursos recebidos são fundamentais para a manutenção do time, da comissão técnica, dos funcionários e do aluguel de estádio, por exemplo, na sequência da temporada.

Thiago Alagoano (2), Airton, Edu e Neguete (contra) marcaram para o atual líder do Campeonato Catarinense, enquanto Giovane Gomez diminuiu para o clube de Belém no Estádio Augusto Bauer, em Brusque (SC). O time da casa ainda perdeu um pênalti, defendido por Vinícius – que, durante os 90 minutos, evitou uma derrota pior do Leão, terceiro colocado no Campeonato Paraense.

Os catarinenses, na inédita participação na terceira fase, terão pela frente Brasil de Pelotas ou Manaus – a quem, aliás, superaram na final da Série D. Gaúchos e amazonenses jogam no dia 4 de março, uma quarta-feira, em Pelotas (RS).

Edição: Aline Leal

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Lutador de wrestling supera lesões e foca em medalha em Tóquio 2020

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“Emocionante. Uma luz no fim do túnel”. Foi assim que Eduard Soghomonyan, atleta de wrestling (luta greco-romana), recordou o momento em que conquistou a vaga olímpica para o Brasil em Tóquio 2020. A presença nos Jogos – a segunda na carreira – veio após a vitória por 8 a 3 sobre o venezuelano Moisés Pérez, na final da categoria até 130Kg, no Pré-Olímpico da modalidade, em Ottawa (Canadá). Armênio, naturalizado brasileiro, Soghomonyan vive em Los Angeles (Estados Unidos), onde reside com a família desde 2017,

Em entrevista à Agência Brasil, o lutador lembrou a série de dificuldades físicas que o levaram até a cogitar abandonar o esporte. “Tive muitas lesões nos últimos anos. Fiquei mais de um ano e meio fora das competições. Fui mal nas poucas que participei. Eram muitas dúvidas na cabeça. Por isso, a vaga foi uma vitória na vida também. Gritei muito. Difícil segurar a emoção “, lembra.    

Tóquio 2020 

Para os Jogos Olímpicos do ano que vem o objetivo é bem claro: conquistar uma medalha. Para chegar lá, o atletta pretende manter a mesma estratégia usada no Pré-olímpico. “Não interessa o lugar que vou estar no chaveamento. Cheguei lá no Canadá sabendo que o fundamental era a vaga. E consegui. Tem que saber pelo que você está treinando e está lutando. Daí o resultado vem”, projeta. Com bom humor, ele usa o pensamento positivo até mesmo quando questionado sobre o adiamento dos jogos. “Olha! Foi até bom, porque machuquei o meu dedo na porta do carro. E não estava conseguindo fazer praticamente nada”. Voltando à seriedade, ele diz que o tempo maior de preparação vai ser muito positivo. “Nos Jogos do Rio de Janeiro, a minha preparação foi muito prejudicada (veja abaixo). Agora, não terei desculpa. Tenho mais de um ano para fazer tudo direito e chegar lá voando para dar o meu melhor. Eu sei o que eu quero. E vou lá buscar”. 

Covid-19

Los Angeles é uma das principais cidades e centros urbanos do sul da Califórnia. O estado norte-americano está sob medidas mais restritivas, adotada no combate à pandemia do novo coronavírus (covid-19). “Se o objetivo era deixar as pessoas em casa, ele está sendo alcançado. Nas últimas semanas, Los Angeles é praticamente uma cidade fantasma. Eu mesmo só saio para comprar o básico no mercado. Nada mais”. Apesar de rígido, o lutador considera correta as medidas de preveção implementadas pelo governo. “Esse vírus afeta todo mundo. Não é brincadeira. As pessoas precisam ficar em casa para que tudo se resolva o mais rápido possível. Quero que a vida volte ao normal, mas todos tem que ajudar”, defende.

Uma vida de idas e vindas

Eduard chegou ao Brasil em 2011. A passagem aérea da Armênia, terra natal do atleta, até o Brasil foi comprada com o dinheiro da venda do carro. A guerra de Nagorno-Karabakh, que durou até o início dos anos 1990, pesou na drástica decisão de deixar o país. “Via muita gente sofrendo demais com os conflitos, até mesmo alguns dos meus familiares. Eu trabalhava como carregador de caminhão. Era uma rotina dura para conciliar o trabalho com os treinos. Por isso apostei na possibilidade de ter uma vida melhor no Brasil”, recorda o lutador, que tinha dificuldades de se manter na seleção armênia de wrestling por já ter passado por três cirurgias.

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Recém-naturalizado brasileiro, Soghomonyan, defendeu o país na Rio 2016. Desde 2004 o país não não tinha representante masculino. Arquivo/Tomaz Silva/Agência Brasil

Naturalizado brasileiro em 2016, ele representou o país nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Foi o primeiro atleta a defender as cores verde e amarelas desde 2004 na luta Greco-Romana. “Chegar no Brasil já havia sido um guerra que eu consegui vencer. E ter participado daquelas Olimpíadas foi uma vitória. A recepção e o apoio dos brasileiros foram espetaculares. Passei por um longo caminho para chegar até lá. Tenho muito orgulho de tudo. Mas, uma pena que eu não estava me sentindo muito bem no dia das disputas. Teve muita gente que atrapalhou demais”, lembra Soghomonyan, fazendo referência ao complicado processo de naturalização que demorou mais de quatro anos para ser concluído. Nesse longo período, o atleta não poderia representar a Armênia, deveria ficar só treinando, sem participar de competições oficiais. “Foram oito viagens em aproximadamente um mês para concretizar a documentação. Uma rotina louca, bem naquela época dos Jogos, o que me prejudicou demais”, lamenta.
Depois dos Jogos do Rio de Janeiro, ele se mudou para Los Angeles, mas sem esquecer o Brasil e as pessoas que o ajudaram nesse período. “Vivo aproximadamente 60% do tempo aqui em Los Angeles. O restante do tempo divido entre São José dos Campos, no interior paulista, e o restante do mundo, durante as competições. Isso é uma rotina normal entre os atletas de alto nível. Não tem jeito. Se você quer estar entre os melhores precisa treinar com os mais fortes”.

Nos Estados Unidors, o lutador conheceu a sua esposa, também armênia. Casados desde 2017, eles viram a família crescer no início desse ano.  “O nosso primeiro filho é o Ricardo. Uma bênção. Ele tem nome brasileiro. É Ricardo. Prometi que, se tivesse um filho homem, esse seria o nome para homenagear o meu amigo que me ajudou muito na minha chegada ao Brasil em 2011”, lembra com carinho.

 

Edição: Cláudia Soares Rodrigues

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Em quarentena, atleta do beisebol conta as horas para rever família

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A vida de André Rienzo ainda não voltará ao normal neste sábado (28) mas, pelo menos, ficará mais perto do ideal. Após duas semanas de quarentena desde o retorno dos Estados Unidos no último dia 14, o segundo jogador brasileiro a iniciar uma partida na Major League Baseball (MLB), a maior liga da modalidade no mundo, poderá reencontrar a esposa e o pequeno Frederico, que nasceu no início do mês.

“Por causa do novo coronavírus (covid-19), a recomendação ao pessoal que veio para o Brasil após dia 10 (de março) era ficar em casa por 14 dias e informar caso aparecesse algum sintoma. Não tive contato com ninguém, só por vídeo. Fiquei sozinho aqui em Atibaia, no interior paulista, com o filho e a patroa em São Paulo. Não saí de casa. Estou respeitando muito isso (quarentena)”, conta o arremessador à Agencia Brasil.

André, atualmente, joga no beisebol mexicano, após mais de uma década na MLB. Retornou ao Brasil em janeiro para acompanhar a reta final da gravidez da esposa e o nascimento de Frederico, no último dia 3. Seis dias depois, foi aos Estados Unidos defender a seleção brasileira nas eliminatórias do World Baseball Classic (WBC) – a Copa do Mundo da modalidade. Mas, o novo coronavírus adiou do torneio. Os EUA são, atualmente, o país com mais infectados no mundo: os casos confimados da covid-19 passam de 81 mil.

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André Rienzo esteve na histórica classificação do Brasil à Copa do Mundo de Beisebol de 2013, após uma vitória sobre o Panamá – MBL/Divulgação/Direitos Reservados

Os poucos dias no exterior foram suficientes para o jogador – cujo pai é infectologista – ter a dimensão da pandemia. “Estava até sendo sarcástico com alguns amigos. Há uma semana, tudo era motivo de chacota. Como eu tinha voltado dos Estados Unidos, falava: não brinquem, não é um filme em que aparecerá um herói e tudo bem. Quando a coisa chegou, o pessoal começou a acreditar e tomar as medidas”, descreve, citando a detecção de um caso em Atibaia como determinante para a mudança de postura na cidade. “A população não chegou ao ponto de estocar nada, mas deu uma diminuída (no movimento) nas ruas. O pessoal começou a ficar preocupado porque ele (infectado) teve contato com muita gente”, completa.

Distante da família, André teve pouco tempo para treinar em casa, de olho na temporada deste ano – que ainda não tem data para começar. “Quando soube (da gravidez da esposa), comecei uma obra aqui. Era para estar pronta em setembro, mas só ficou agora. Para minha sorte, pois, ao menos, tenho cama (risos). Além disso, tenho uma empresa de prestação de serviços com meu irmão. Com a crise (causada pela pandemia), ficamos em uma correria louca do que fazer. Mas, tudo dará certo”, acredita.

Feliz no México

Contratado pelo Chicago White Sox em novembro de 2006, André ficou no beisebol norte-americano até 2017. Foram sete anos competindo nos torneios menores da MLB até a estreia na elite, em 2013. Na ocaisão, curiosamente, Rienzo enfrentou outro brasileiro, Yan Gomes, que na época defendia o Cleveland Indians. O arremessador passou, ainda, por Miami Marlins e San Diego Padres antes de chegar à liga mexicana em 2018. Satisfeito no novo campeonato, ele não pensa em tentar retornar aos Estados Unidos.

“Não tenho vontade nenhuma. O beisebol norte-americano mudou muito. Agora é tudo muito computadorizado. Na minha época, não tinha isso. Depois que comecei a jogar no México, financeiramente falando foi bom. A gente tem casa, vida estável, é tratado muito bem. Estou perto de fazer 32 anos, então, para retornar aos Estados Unidos e competir com meninos de 20, 22 anos, prefiro ficar onde estou e me estabilizar”, justifica.

O beisebol mexicano é dividido em duas ligas: a de verão, que começaria em abril (adiada, a princípio, para maio, em razão da pandemia do novo coronavírus), e a de inverno, com início em outubro. A temporada deve coincidir com a remarcação das eliminatórias do WBC. Mas isso não preocupa o  arremessador, que vai defender a seleção brasileira no classificatório. Se a tabela anunciada há dois meses for mantida, o páis estreia contra o Paquistão e, se vencer, encara a Nicarágua.

“É tudo questão de conversar. Como sou mais velho, posso colocar certas coisas, que vou participar da Seleção em tal data. Deixo colocado até no contrato”, finaliza André, que esteve na histórica classificação do Brasil à Copa do Mundo de Beisebol de 2013, após uma vitória sobre o Panamá, no qualificatório do WBC, realizado no ano anterior.

 

 

Edição: Cláudia Soares Rodrigues

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