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Saúde

Covid-19: Brasil fiscaliza entrada de passageiros de 7 países da Ásia

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O Ministério da Saúde decidiu aumentar seu nível de vigilância a respeito de pessoas que voltem da Ásia com sintomas semelhantes ao coronavírus. Até então, pessoas com viagem recente à China e que apresentem febre mais um sintoma respiratório, como tosse, por exemplo, eram tratados como suspeitas de ter o vírus. A partir de hoje (21), a definição de caso suspeito também vale para pessoas que vierem do Japão, Coreia do Sul, Coreia do Norte, Singapura, Vietnã, Tailândia e Camboja e apresentarem sintomas.

A mudança de parâmetro ocorreu por conta de um aumento de 14% no número de casos novos fora da China em apenas um dia. A Coreia do Sul tem 204 casos confirmados, o Japão tem 107 casos, Singapura tem 85, Tailândia tem 35 casos, Vietnã tem 16 e Camboja tem um caso. A Coreia do Norte, apesar de não ter nenhum caso confirmado, também foi incluída na ampliação do ministério, por compor a mesma península que seu vizinho, a Coreia do Sul. No total, são 76.787 casos em todo o mundo, com 2.248 mortes, sendo 2.144 na China, e 18.864 curados. Os dados são da Universidade Johns Hopkins, dos Estados Unidos.

Outra justificativa para a decisão do governo brasileiro é a chegada do carnaval, período em que o fluxo de turistas aumenta no país. Apesar disso, o governo não tem nenhuma recomendação para que as pessoas evitem viajar para esses países. Essa orientação, no entanto, poderá ocorrer caso algum dos países institua regime de quarentena. “Na China estamos vivendo uma situação de quarentena. E por isso recomendamos que não viajasse para lá se não houvesse uma justificativa plausível”, disse o secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo.

Casos no Brasil

O Brasil tem, atualmente, um caso considerado suspeito. Ontem (20) também havia um caso, de uma criança de 2 anos, de São Paulo. Esse caso foi descartado, mas outro, de uma mulher de 21 anos, do Rio de Janeiro, foi incluído. Ela viajou recentemente à China, a exemplo da maioria dos casos considerados suspeitos. Os exames dessa mulher estão sendo processados e o resultado deve sair em breve.

Quarentena em Anápolis

As 58 pessoas que estão em quarentena em Anápolis (GO), na base aérea da Força Aérea Brasileira (FAB), foram submetidas a mais uma coleta de exames hoje, 14º dia de quarentena. O prazo para o resultado ser conhecido é de 24 horas a 72 horas. “Estamos seguindo padrões internacionais de segurança. A partir de 14 dias, estando clinicamente saudáveis, poderão ser liberados”, disse o secretário de Vigilância em Saúde (SVS) do ministério, Wanderson de Oliveira.

O prazo de 18 dias de quarentena, segundo os representantes do ministério, contemplava justamente a coleta de quatro amostras para exame, sendo a última no 14º dia, tido como o último para que o vírus se manifeste após contágio, e o prazo para o conhecimento do resultado.

“A FAB vai levar as pessoas de volta à sua origem. O Ministério da Defesa vai montar a logística para transportar as pessoas onde elas moram no Brasil. Elas irão em voos da FAB ou aviões comerciais, mas tudo será organizado pelo Ministério da Defesa tão logo os exames estejam prontos e negativos”, explicou Gabbardo.

Edição: Valéria Aguiar

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Saúde

Covid-19: SP tem maior número de queixas de falta de equipamentos

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O estado de São Paulo concentra o maior número de denúncias recebidas pela Associação Médica Brasileira (AMB) sobre a falta de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para os profissionais da saúde que estão na linha de frente contra o novo coronavírus. 

São 900 denúncias no estado, em 109 municípios paulistas. Em todo o Brasil, a entidade recebeu 2.622 queixas, em 539 municípios. Só a capital paulista teve 276 reclamações.

O vice-presidente da AMB Diogo Leite Sampaio avalia que o uso dos equipamentos de proteção individual pelos profissionais de saúde é fundamental para o atendimento do paciente com suspeita ou caso confirmado de covid-19, já que eles podem se contaminar durante o atendimento nas unidades de saúde.

“A partir do momento em que ele se contaminar, pode transmitir para outros pacientes, então esse profissional de saúde que ficou contaminado acaba sendo um vetor de transmissão, pode transmitir para outros colegas dentro da própria unidade de saúde, para outras unidades de saúde em que ele trabalha e para a própria família”, disse Sampaio.

Ele acrescentou que, se o profissional for contaminando por pacientes que estejam com a covid-19, ele deverá ser isolado por no mínimo 14 dias e vai sair da linha de atendimento, neste momento em que a demanda cresceu. “Então, por conta disso, não existe a possibilidade que o médico não tenha um equipamento de proteção individual para poder tratar esses pacientes”.

Considerando os dados de todo o país, 87% das denúncias relatam falta de máscaras tipo N95 ou PFF2, que têm melhor vedação que as máscaras cirúrgicas; 72% relatam falta de óculos ou face shield, um protetor facial transparente; 66% de capote impermeável, um tipo de avental; 46% de gorros; 28% de álcool gel 70%; e 13% registram falta de luvas. Cada denúncia pode relatar a falta de mais de um material. Em 72,7% das denúncias, faltam ao menos três tipos de material, podendo chegar a sete tipos de equipamentos em falta.

Desde o dia 19 de março, a associação disponibilizou uma plataforma específica para recebimento de denúncias sobre a falta de EPIs para os profissionais da saúde, garantindo o anonimato do autor da reclamação para evitar represálias. A partir dos relatos recebidos, a AMB comunica os estabelecimentos apontados na denúncia, pede esclarecimentos e atualização das informações, além de notificar o Ministério da Saúde, o Conselho Regional de Medicina (CRM), as Secretarias de Saúde Municipal e Estadual, o Conselho Federal de Medicina (CFM) e o Ministério Público.

“A gente está mandando também para a unidade [de saúde] dizendo que aquela unidade recebeu a denúncia de que faltam esses equipamentos. O que a gente tem percebido é que muitas unidades começaram depois dessa denúncia a providenciar os equipamentos. Então acho que é um ponto positivo desse movimento”, avaliou Sampaio.

Os estabelecimentos que informarem a solução dos problemas serão retirados da lista divulgada no site da associação, que apresenta detalhes sobre os EPIs que faltam em cada local.

Afastamento de profissionais da saúde

Os sistemas de saúde público e particular do estado de São Paulo tiveram de afastar, desde fevereiro, mais de 600 profissionais devido à suspeita ou a confirmação da infecção pelo novo coronavírus nos funcionários.  

Segundo levantamento do Sindicato dos Trabalhadores na Administração Pública e Autarquias no Município de São Paulo (Sindsep), ao menos 190 funcionários do sistema público municipal de São Paulo foram afastados, desde o último dia 15, em razão da suspeita do novo coronavírus. O Hospital Municipal Doutor Carmino Caricchio, no Tatuapé, na zona Leste, se destaca, com 45 afastamentos.

Na rede privada, dois dos mais importantes hospitais do estado removeram, desde fevereiro, mais de 450 profissionais diagnosticados com o coronavírus. O Hospital Sírio-Libanês afastou 104 funcionários. Já o Hospital Albert Einstein teve de remover 348 dos 15 mil colaboradores (2%), diagnosticados com a doença.

Edição: Aline Leal

Fonte: EBC Saúde

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Saúde

Preocupado com desabastecimento de EPI’s, ministro recomenda máscaras de pano

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O Ministério da Saúde reforçou, na tarde desta quarta-feira, a recomendação pela preferência do uso de máscaras de pano como barreira contra o Covid-19 em vez dos produtos para uso profissional cirúrgico. De acordo com o ministro Luiz Henrique Mandetta, “as máscaras de pano funcionam bem para uso comunitário. Máscaras de EPI devem estar nas unidades de saúde”.

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Pixabay/Tumisu

Desabastecimento de máscaras e outros equipamentos é preocupação do ministério

Apesar de o ítem não oferecer uma proteção tão alta quanto os instrumento de proteção individual médica, o ministro justifica a recomendação com o risco de desabastecimento nos hospitais . “O nosso problema é que esse vírus foi extremamente duro, marcou, parou a produção dos equipamentos de produção individual que os hospitais utilizam no mundo todo”, explica Mandetta.

Leia mais: Estudo feito em Harvard mostra falta de UTI’s no Brasil em Abril 

Para higiene correta das máscaras, o ministro recomenda “uso de água sanitária por cerca de 20 minutos” além da troca frequente da barreira. “Não é difícil fazer a máscara. Você pode ter 4 ou 5 de uso individual, trocando sempre lavando com frequência. Ninguém mais deve usar, só você”, recomenda Mandetta.

O ministro também reforça que a sugestão vale apenas para pessoas que não estão infectadas e não desempenham qualquer função em unidades de saúde ou diretamente em contato com pessoas infectadas . “Não existe um protocolo para máscaras de pano. É uma recomendação”, reforça. “É uma maneira de ajudar que o consumo seja menor, para que possamos ultrapassar essa barreira de abastecimento. Ajudem o nosso sistema de saúde”, pontua. 

Estoques de EPIs são maior desafio

Em coletiva de imprensa, o ministro ainda comentou que o abastecimento de Equipamentos de Proteção Individual ( EPI’s ) pode ser o aspecto mais difícil da crise, motivado pelo fato de que a China – primeiro país atingido pelo vírus – é a principal fornecedora dos instrumentos.

“Esse vírus questiona a maneira como a sociedade se organizou até agora para ter esse estilo de consumo em saúde”, afirmou Mandetta. “Eu espero que nunca mais o mundo cometa o desatino de fazer 95% da produção dos insumos que decidem a vida das pessoas em um único país”, disse.

“Hoje nós estamos muito preocupados com a regularização de estoque de equipamentos “, afirmou o ministro “Estamos vivendo a letalidade de um vírus que pode não ser tão letal, mas para os Sistemas de Saúde do mundo, esse vírus está extremamente grave”, diz.

Sobre possíveis dificuldades no futuro, Mandetta ainda especulou um problema na aquisição de insumos para medicamentos, que pode ser enfrentado em breve pelo mesmo motivo. “A Índia produz 94% dos insumos dos remédios. Se hoje a gente tá super preocupado com máscaras, depois a gente pode estar correndo atrás dos medicamentos para as doenças crônicas “, prevê. 

Fonte: IG SAÚDE

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