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Economia

Prévia da inflação oficial fica em 0,22% em fevereiro, aponta IBGE

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Agência Brasil

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Prévia da inflaçãao oficial ficou em 0,22% em fevereiro, aponta IBGE

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que mede a prévia da inflação oficial, ficou em 0,22% em fevereiro deste ano. Essa é a menor taxa para o mês desde o início do Plano Real, em 1994. O IPCA-15 de fevereiro também ficou abaixo do registrado em janeiro (0,71%). Em fevereiro de 2019, a taxa havia sido de 0,34%.

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Segundo os dados divulgados hoje (20) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA-15 acumula taxas de 0,93% no ano e de 4,21% em 12 meses.

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, três apresentaram deflação (queda de preços) na prévia de fevereiro, entre eles alimentação e bebidas, cujos preços recuaram 0,10%. A queda de preços de 5,04% das carnes foi o principal responsável por esse comportamento dos alimentos.

Também tiveram deflação os itens de vestuário (-0,83%) e de saúde e cuidados pessoais (-0,29%).

Já os gastos com educação foram os que mais impulsionaram a inflação na prévia de fevereiro, ao subirem 3,61%, devido principalmente ao reajuste sazonal dos cursos regulares (4,36%), que costuma ocorrer nessa época.

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Outros grupos com inflação foram habitação (0,07%), artigos de residência (0,17%), transportes (0,20%), despesas pessoais (0,31%) e comunicação (0,02%).

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Dólar volta a encostar em R$ 5,20 com extensão de isolamento nos EUA

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Em meio à extensão do isolamento social nos Estados Unidos até o fim de abril, o dólar voltou a aproximar-se de R$ 5,20. O dólar comercial encerrou esta segunda-feira (30), vendido a R$ 5,182, com alta de R$ 0,076 (+1,48%). Esse é o segundo maior valor nominal da moeda norte-americana, só perdendo para o recorde de 18 de março, quando havia fechado em R$ 5,198.

A divisa operou em alta durante toda a sessão. No fim da manhã, o Banco Central (BC) vendeu US$ 625 milhões das reservas internacionais, mas a cotação não recuou. O dólar acumula alta de 29,14% em 2020.

No plano internacional, o mercado refletiu a prorrogação das medidas de restrições sanitárias nos Estados Unidos até o fim de abril. A indicação de que a maior economia do planeta continuará parada por mais tempo que o previsto aumenta a busca por dólares em todo o mundo, pressionando para cima a cotação.

No Brasil, o boletim Focus, pesquisa semanal do Banco Central com analistas de mercado, apontou que as instituições financeiras passaram a projetar queda para o Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos em 2020). A estimativa passou de crescimento de 1,48% na semana passada para queda de 0,48% nesta semana.

Apesar da alta do dólar, o mercado de ações teve um dia de recuperação. O índice Ibovespa, da B3, a bolsa de valores brasileira, fechou esta segunda aos 74.639 pontos, com alta de 1,65%. A bolsa brasileira seguiu o mercado de ações norte-americano. Mesmo com a extensão da quarentena nos Estados Unidos, o índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, encerrou o dia com alta de 3,19%.

Petróleo

A intensificação da guerra de preços do petróleo entre Arábia Saudita e Rússia também contribuiu para abalar o mercado. Os dois países estão aumentando a produção de petróleo, o que provoca uma queda mundial nos preços.

A decisão derrubou o preço do barril do tipo Brent para US$ 22,70, no menor nível desde 2002. As ações da Petrobras, as mais negociadas na bolsa, no entanto, subiram, impulsionadas pelo clima de recuperação nas bolsas em todo o mundo. Os papéis ordinários (com direito a voto em assembleia de acionistas) subiram 3,15% nesta segunda. Os papéis preferenciais (com preferência na distribuição de dividendos) valorizaram-se 0,6%.

Edição: Bruna Saniele

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Não pode pagar o cartão de crédito? Veja 5 dicas para negociar durante a crise

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MARCELLO CASAL JR./AGÊNCIA BRASIL

Veja como negociar o pagamento da fatura do cartão


Com a pandemia do novo coronavírus e a paralisação de diversos setores da economia , muitos trabalhadores acabaram prejudicados, seja com o desemprego ou com a falta de renda para os autônomos. E isso acarreta na dificuldade de cumprir o pagamento da fatura do cartão de crédito

Por enquanto, nenhuma medida de socorro foi anunciada pelos bancos ou pelo Banco Central para ajudar os consumidores nesse sentido. Os cinco principais bancos do Brasil ( Banco do Brasil, Bradesco, Caixa, Itaú e Santander ) anunciaram que que irão suspender por 60 dias o pagamento da parcela de crédito. Essa medida, porém, vale para diversas linhas de crédito, exceto o cartão e o cheque especial. 

Diante da falta de medidas para ajudar os consumidores que não vão conseguir pagar a fatura do cartão de crédito, resta apenas o parcelamento. Ione Amorim, economista e coordenadora do programa de serviços financeiros do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor ( Idec ), indica, porém, que essa não é a medida ideal pensando nos direitos dos consumidores. 

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“Apesar dos bancos terem alegado que já existem medidas alternativas [para o cartão de crédito], como o parcelamento, a gente entende que esse parcelamento, com as taxas de juros já existentes, não contribui para realmente se configurar como um socorro. Isso porque simplesmente você esta aumentando o endividamento de uma parcela importante da sociedade que foi impactada”, opina a economista. 

Em nome do Idec, Ione afirma que o órgão já enviou uma carta ao Ministério da Economia e ao Banco Central para pedir medidas que englobem todos os bancos e que passem a valer também para o cartão de crédito e para o cheque especial . Para o órgão, as medidas atuais não defendem os consumidores da forma correta. 

“Como é uma situação de emergência, de exceção, o consumidor que não conseguir pagar a fatura integralmente não deve ser exposto a essa taxa de juros. Então, que sejam aplicadas taxas diferenciadas, no mesmo patamar em que os bancos também receberam socorro do Banco Central com a taxa Selic”, opina a economista.

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Diante da postura atual dos bancos , porém, o parcelamento acaba sendo a única opção para diversos brasileiros. Por isso, Ione dá algumas dicas para que os clientes consigam contornar essa situação da melhor forma possível:

1. Aja com antecedência

Ione aconselha que os consumidores não esperem até o vencimento da fatura para tentar uma negociação junto ao banco . Nesse momento, muitos clientes estão com dúvidas, e os canais de atendimento estão reduzidos devido ao fechamento das agências bancárias . Com a sobrecarga dos serviços de atendimento ao cliente, é importante que ações sejam tomadas com antecedência, para evitar dor de cabeça próximo ao vencimento da fatura. 

Além disso, para quem deixa a fatura do cartão no débito automático e não vai conseguir cumprir com esse compromisso, é necessário que faça essa alteração junto ao banco o quanto antes.

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2. Mostre sua situação e negocie

Ao entrar em contato com o banco, o ideal é tentar uma negociação para reduzir as taxas de juros para conseguir honrar o parcelamento . Nesse contato, é importante que o consumidor apresente suas novas condições financeiras à instituição. Se o trabalhador perdeu o emprego, por exemplo, ele deve apresentar a carteira de trabalho e informar que isso aconteceu.

“Sobre a questão da jornada reduzida, é importante que o trabalhador peça algum tipo de comprovante da empresa para provar para a instituição financeira que ele foi impactado com redução de jornada e salário, para que isso seja levado em consideração na hora de apresentar a proposta [de parcelamento]”, aconselha Ione. 

3. Parcele o mínimo possível

Outro conselho muito importante é parcelar a fatura do cartão de crédito o mínimo possível. “Quem ia pagar à vista, agora vai pagar juros. Quanto maior é o parcelamento, maior o tempo de exposição aos juros e maior a dívida fica”, explica Ione. 

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Além disso, ela orienta que as pessoas que não foram financeiramente afetadas pela crise imposta pela pandemia do novo coronavírus não apelem para o parcelamento do cartão de crédito ou para outras medidas de socorro disponibilizadas pelos bancos. “Aqueles consumidores que têm condição de pagar, que mantenham seus pagamentos. Porque se valer de uma medida alternativa que vai acarretar juros”, alerta. 

4. Se informe e peça ajuda

Antes de aceitar a proposta de parcelamento oferecida pelo banco, é essencial procurar saber se ela realmente faz sentido para a situação do consumidor. Para isso, é importante seguir a dica número um desta lista: com tempo para pensar, é mais fácil conseguir negociar mais uma vez e chegar à melhor proposta possível junto ao banco.

“Ligue no Procon, peça ajuda para uma instituição de defesa do consumidor, ou para um parente; questione o banco mais uma vez antes de consolidar e verifique se outras pessoas tiveram propostas semelhantes. Não se precipite em dar uma resposta”, aconselha a economista. 

5. Se planeje financeiramente

“Eu sei que falar de planejamento financeiro no meio desse caos é difícil, mas mais do que nunca vai ser urgente”, afirma Ione. Ela diz que o planejamento financeiro será essencial agora para que o consumidor consiga, no futuro, renegociar essa dívida junto à instituição financeira, entendendo completamente os recursos que tem em mãos.

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