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Esportes

Coluna – O legado do professor

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O paradesporto brasileiro sofreu uma perda grande na semana passada com o falecimento do professor Décio Roberto Calegari. Na última terça-feira (11) ele não resistiu a uma parada cardiorrespiratória em Vitória (ES). As redes sociais de atletas e profissionais ligados ao esporte adaptado, dentro e fora do Brasil, foram tomadas por mensagens de luto e homenagens, o que mostra a importância dele para o movimento.

“Te vi no final de semana e na correria de aquecer e competir logo para não perder o voo para São Paulo, você gritou rindo da minha situação: ‘Conversamos em São Paulo então!’. Não conversamos. Fui pega de surpresa, assim como todos que te amavam muito”, escreveu a velocista Verônica Hipólito, medalhista paralímpica da classe T37 (atletas com paralisia cerebral).

“Muito obrigado por tudo, e pela oportunidade de fundar o handebol de surdos do Paraná. Deixou grande aprendizado e, com certeza, iremos lembrar de ti a cada gol que fizermos”, registrou Anderson Santana Júnior, da seleção brasileira de handebol para surdos.

“Jamais vou esquecer a nossa amizade e as alegrias que passamos juntos. Ninguém tem a alegria que você tinha, a paixão que você tinha pelo esporte paralímpico. Neste campeonato, em março, que é a seletiva para (a Paralimpíada de) Tóquio, vou nadar por você”, prometeu a nadadora Beatriz Carneiro, da classe S14 (atletas com deficiência intelectual).

Entidades como o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), a Associação Nacional de Desporto para Deficientes (Ande) e Confederação Brasileira de Desportos para Deficientes Intelectuais (CBDI) também manifestaram pesar pelo falecimento. Dá para reparar, pelas mensagens e por quem as escreveu, que o trabalho de Décio se estendeu por diferentes áreas do paradesporto.

Ele, por exemplo, coordenou a seleção de petra (ou race running), modalidade voltada a pessoas com paralisia cerebral ou distrofia muscular em que os atletas correm com apoio de um triciclo. Apaixonado pelo esporte, motivou iniciativas até fora do país. Como o Monviclu, desenvolvido na Universidade de Viña del Mar, no Chile, que propicia equipamentos semelhantes ao da petra, feitos de madeira, para crianças de 5 a 10 anos com algum tipo de deficiência.

“Estamos em etapa de testes. Quando terminarmos o projeto, subiremos o arquivo em um portal digital, e ele poderá ser baixado de forma gratuita em todas as partes de mundo. Esperamos fazer o lançamento em junho de 2020”, escreveu um dos responsáveis pela iniciativa, Felipe Herrera Miranda, em uma rede social, fazendo também, uma homenagem ao mentor. “Quero agradecer profundamente ao professor Décio, que descansa em paz há alguns dias. Em 2018, no congresso da Ande, ele nos compartilhou sua paixão pela petra. Um abraço ao céu”, completou.

O professor foi, ainda, um dos criadores do handebol em cadeira de rodas em 2005 e um de seus maiores incentivadores – apenas três anos depois, o Brasil já recebia o Chile para um amistoso internacional. “Antes havia o basquete para cadeirantes, mas era uma modalidade que exigia um técnica apurada e uma boa mobilidade. Tem também o rugby, que é para tetraplégicos, ou seja, com pouca mobilidade. Precisava de uma modalidade que ficasse no meio termo”, disse Décio há oito anos, em depoimento ao site dos Jogos Abertos do Paraná.

O handebol esteve em destaque da primeira edição dos Jogos Paradesportivos daquele Estado, evento do qual o professor foi coordenador geral nas duas primeiras edições. “Ele tinha o sonho de (o esporte) se tornar paralímpico”, relatou, em uma rede social, Gévelyn Almeida, presidente da Abrahcar (Associação Brasileira de Handebol em Cadeira de Rodas), cargo ocupado por Décio entre 2009 e 2018.

Formado em Educação Física pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), com mestrado pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e doutorado pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Décio foi, ainda, peça importante do projeto Paralímpicos do Futuro, semente para o surgimento da Paralimpíada Escolar. Participou, também, da criação da Paralimpíada Universitária, além de coordenar a comissão científica do Congresso Paradesportivo Internacional e do Seminário Regional Escolar.

Décio Calegari faleceu aos 54 anos, deixando esposa, duas filhas e uma legião de admiradores. Mas com um legado que o paradesporto, dentro e fora do país, terá muito a desfrutar.

Edição: Verônica Dalcanal

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Esportes

Representante de clubes lamenta falta de acordo coletivo com jogadores

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O presidente do Fluminense, Mario Bittencourt, que representa a Comissão Nacional dos Clubes (CNC), divulgou vídeo neste sábado (28), lamentando a falta de acordo entre clubes e jogadores sobre como proceder em meio à pandemia do novo coronavírus. Com as competições paralisadas, a CNC enviou duas propostas para a Federação Nacional dos Atletas Profissionais de Futebol (Fenapaf) que foram rejeitadas pelos atletas e pelos 21 sindicatos.

De acordo com o dirigente, a segunda proposição surgiu da reunião de cerca de 30 presidentes de clubes e a CBF, acerca de concessão de férias coletivas de 20 dias a todos os jogadores e a redução de 25% dos salários, enquanto os campeonatos estiverem suspensos.

“Nós optamos de forma unânime, por colocar todos os atletas e os departamentos de futebol em férias coletivas a partir do dia 1° de abril, garantindo a eles o que prevê a Medida Provisória 927 do Governo Federal e deixar que as negociações sigam individualmente, entre cada clube com seus atletas e com os sindicatos locais.”, disse Bittencourt.

A MP citada pelo porta-voz dos clubes, dispõe sobre as medidas trabalhistas que poderão ser adotadas pelos empregadores para preservar emprego e renda ao trabalhador, durante o estado de calamidade pública.

Negociações

O representante da CNC diz também que as diretorias seguem negociando com os jogadores e citou que o presidente do Fortaleza, Marcelo Paz, lhe telefonou e informou que o clube nordestino já negocia com os atletas individualmente.

“Até mesmo em razão do Brasil ser um país de dimensão continental, a gente acabou não conseguindo êxito em fazer um acordo com todos os jogadores, um acordo equânime. Entretanto, conseguimos algo que eu considero uma vitória dos clubes, que foi a união.”

Em relação ao calendário do futebol brasileiro, há o entendimento entre os clubes das séries A, B, C e D na preservação dos estaduais e na manutenção do formato de pontos corridos do Campeonato Brasileiro.

Edição: Denise Griesinger

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Esportes

COI diz que atletas mantêm vagas para os Jogos Olímpicos em 2021

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O presidente do Comitê Olímpico Internacional(COI), Thomas Bach, confirmou neste sábado (28), que os atletas que já haviam conquistado a classificação para os Jogos Olímpicos em 2020 estão automaticamente com as respectivas vagas asseguradas para 2021.

“Está claro que os atletas que se qualificaram para os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 permanecem qualificados. Isso é uma consequência do fato de que esses Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, em acordo com o Japão, continuarão sendo os Jogos da XXXII Olimpíada” – afirmou o presidente do COI.

O comitê estima que 11 mil atletas de 204 países disputem os Jogos Olímpicos, e desse total 53% já garantiram suas vagas. O Brasil já tem assegurado 178 atletas no evento entre as modalidades coletivas e individuais. Previstos para este ano, os Jogos Olímpicos foram transferidos para 2021 em razão da pandemia do coronavírus.

Edição: Kleber Sampaio

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