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Bruno Nazário encara jogo contra Náutico como decisão

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A próxima quarta (19) é dia de decisão para o Botafogo. O alvinegro enfrenta o Náutico, a partir das 21h30, no estádio dos Aflitos, pela segunda fase da Copa do Brasil. Título que o glorioso ficou bem perto de conquistar, em 1999, quando chegou à final, mas acabou perdendo para o Juventude. Ainda sem levantar este caneco em toda a história do clube, o elenco atual sabe da responsabilidade que terá contra o Timbu em Recife.

Até quem chegou em 2020 já tem ideia da pressão. O meia Bruno Nazário, responsável pelas principais jogadas de ataque da equipe, quer um time mais tranquilo: “Temos que jogar sem pressão, né? Foi como falei aos nossos companheiros, temos que encarar jogo a jogo, e cada jogo é uma final para nós. Assim vemos na frente o que podemos alcançar no campeonato”.

Apesar da tranquilidade de Bruno Nazário, o Botafogo terá um grande desfalque para o confronto de quarta. Com lesão na coxa direita, Pedro Raul está praticamente fora do jogo. Artilheiro da equipe em 2020 com 3 gols em 4 partidas oficiais, o atacante vai fazer falta.

“O Pedro Raul é bom jogador, vai fazer muita falta nesses jogos. É um cara que segura muito a bola, muito decisivo. Porém, temos jogadores de muita qualidade naquela posição. Eu ainda não sei quem vai jogar, mas quem entrar vai dar conta do recado porque nosso grupo é de muita qualidade”, afirma Bruno Nazário.

Pedro Raul e Bruno Nazário são os destaques do Botafogo no início da temporada. Sem o atacante, o camisa 10 alvinegro vai ter que se desdobrar, mas ele não vê problemas: “Eu me adaptei muito rápido, fazendo gols, assistência. Acho que o grupo me acolheu muito bem. Quando cheguei aqui, jogando pela direita, ou pelo meio, lateral-esquerdo, se me colocar no gol também estou aqui para ajudar. Esse é o Botafogo, cada um tem que ajudar de alguma maneira”.

Fora de campo, a campanha, nas redes sociais, para trazer Yaya Touré anda em alta. Depois de contratar o japonês Honda, o marfinense poderia ser a próxima cartada da diretoria. Entretanto, o Botafogo precisaria de um investidor para pagar o salário do meio-campista. No que depender de Bruno Nazário, Yaya Touré será bem-vindo.

“Vemos apenas pela internet, mas espero que seja verdade, vai nos ajudar muito e vai nos fortalecer. Tomara que dê certo, é um grande jogador”, diz Nazário.

Botafogo e Náutico se enfrentam na próxima quarta, a partir das 21h30, nos Aflitos. A segunda fase da Copa do Brasil é disputada em jogo único. Caso haja um empate no tempo normal, os times decidem a vaga nos pênaltis.

Edição: Fábio Lisboa

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Coluna – Novo coronavírus afeta as finanças dos clubes

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Não poderia ter sido pior. A chegada do novo coronavírus afeta as finanças dos clubes do futebol brasileiro. Estudos mostram, há anos, que muitos têm receitas inferiores aos custos, o que gera dívidas, não recolhimento de impostos e salários atrasados. Recentemente, as receitas de TV, bilheteria e programas de sócio-torcedor permitiram que alguns respirassem. Além disso, a venda de jogadores para o exterior passou a ser outra importante fonte de renda. Mas a redução na atividade das indústrias – como a do futebol – vai frear todo o movimento positivo que estávamos acompanhando. E o tempo que vamos levar para retornar à rotina será decisivo para mensurar o impacto que o novo coronavírus vai promover.

Conversei com dois especialistas no assunto: César Grafietti, consultor de finanças do Esporte, e Pedro Daniel, diretor executivo da EY. E ambos têm opiniões que se completam sobre esse cenário. Para Grafietti, não há distinção entre grandes e pequenos no momento atual. Ele lembra que os de maior investimento têm maior receita, mas custos maiores também, como salários. Os de menor investimento, por outro lado, têm dificuldades naturais e qualquer falta de receita vai impactar negativamente. Pedro Daniel faz ainda uma ressalva – muitos clubes se programam para operar até abril, quando terminam os Campeonatos Estaduais. Como eles foram interrompidos, sem prazo para retornarem, como fazer com os contratos firmados por prazo pré-estabelecido? E como sobreviver sem a entrada da receita prevista, no final dessas competições?

A insegurança gerada por essa paralisação mundial tem diversos motivos – como cumprir com os contratos firmados com os patrocinadores; como atender aos contratos de TV, caso o calendário seja reduzido, com menor número de transmissões; como manter os planos de sócio-torcedor ativos, sem futebol; como compensar a perda de arrecadação com as bilheterias?

Pedro Daniel salienta que outra importante fonte de receita poderá ficar de lado – a venda de jogadores. Ele lembra que os clubes europeus, grandes compradores, estão passando pelo mesmo momento de dificuldade e que vão aguardar um pouco mais para se arriscarem em qualquer novo investimento. Grafietti vê de forma positiva um movimento já iniciado na Europa de redução de salários dos jogadores, mesmo que momentânea, e entende que isso seria importante de acontecer também no Brasil

O aperto do calendário também é discutido por eles. Grafietti entende que se os Estaduais forem os grandes prejudicados, o calendário brasileiro poderá se ajustar e encerrar o ano relativamente bem. Mas se a paralisação se estender por datas que atinjam a Copa do Brasil, as Copas Libertadores e Sul-Americana e, principalmente, o Brasileirão, os clubes vão precisar renegociar valores com parceiros para atender a uma nova realidade de exposição da imagem. Pedro Daniel, inclusive, lembra que o caixa dos clubes vai sofrer impacto porque muitos fazem suas projeções em cima das premiações que esperam receber. E num calendário menor, elas podem não chegar. A questão do acesso e descenso, com a definição de vagas para competições em 2021, também é algo a ser debatido.

A situação é mesmo complexa – as TVs, por exemplo, têm mantido em sua grade jogos de futebol. O contrato que elas têm com os clubes permite essa reapresentação. Só que, para os clubes, causa um incômodo, pois lá estão patrocinadores, placas no entorno do campo e camisas antigas, todos ganhando visibilidade em detrimento de quem está pagando agora por isso.

Mas o que fazer, lembrando, ainda, que o retorno às atividades não significa a volta dos jogos, porque os atletas precisam de tempo para se recuperarem física e taticamente? César Grafietti e Pedro Daniel voltam a concordar. Só com união entre todos os envolvidos: clubes, TVs, patrocinadores, federações, CBF e jogadores. A solução precisa ser conjunta e uniforme, satisfazendo as necessidades de todos e não individualmente.

Até hoje, no Brasil, não houve união entre os clubes. Talvez seja o momento. Quem sabe, de forma positiva, podemos pensar em um novo formato de competições para o calendário do futebol brasileiro?

Por Sergio du Bocage, apresentador do programa No Mundo da Bola.

 

Edição: Verônica Dalcanal

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Preparador físico mostra como aproveitar quarentena para se exercitar

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O preparador físico da seleção brasileira feminina de vôlei, José Elias de Proença, ou apenas Zé Elias como é conhecido, desenvolveu um programa on-line com sugestões de exercícios físicos para serem realizados dentro de casa. Mestre em Educação Física e Doutor em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano pela Universidade de São Paulo (USP), Zé Elias vem disponibilizando vídeos, desde o último dia 21, em suas redes sociais, e também os compartilha nas redes do Centro Dois Andares – idealizado pela medalhista olímpica do vôlei Ana Moser – do qual é coordenador pedagógico.

Zé Elias diz que a proposta é aproveitar este periodo de distanciamento social, devido à pandemia de novo coronavírus (covid-19), em benefício da saúde mental e física. “A ideia está relacionada a movimentos do dia a dia. Por exemplo: quando sentamos, normalmente jogamos as costas em direção ao encosto da cadeira e projetamos o quadril para frente. Com isso, tórax e cabeça vão para trás e há uma sobrecarga na região lombar, por falta de sustentação dessa musculatura, criando uma resposta de dor”, detalha à Agência Brasil.

“(Para combater as dores) Usamos uma mecânica simples de enrolamento e de endireitamento do tronco: deixar o tronco cair para frente e voltar à verticalidade mesmo estando sentado, com a consciência dos músculos que estão sendo utilizados nesta ação e sugerindo nisso uma prática diária para desenvolver essa musculatura de sustentação. No que parece simples nos movimentos diários, vamos conscientemente realizar as repetições, condicionando nosso corpo em atividades moderadas e melhorando o sistema imunológico”, explica.

O objetivo, conforme o especialista, é publicar cinco vídeos por semana, com exercícios criados pela equipe do centro do qual é coordenador. Eles englobam elementos de ginástica laboral para quem está trabalhando de casa (home office) e aulas de funcional com utensílios caseiros, por exemplo.

“Os estudos sobre práticas corporais em casa apontam muitas variáveis a serem obedecidas. Com as repetições (dos exercícios) e tentando fazê-las diminuindo o tempo, há uma solicitação de resistência, uma solicitação neurológica um pouco mais intensa e, claro, trabalha-se o sistema endócrino. Esse sistema, quando estimulado, libera substâncias químicas no organismo que dão a sensação de bem estar, como a serotonina e a endorfina. As práticas devem ter intensidade, não sendo feitas de forma muito amena, mas, claro, sem exacerbar muito o estímulo porque aí pode acabar desgastando o corpo em um momento que precisamos de defesa”, conclui.

 

 

Edição: Cláudia Soares Rodrigues

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