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Economia

Prévia do PIB aponta alta de 0,89% em 2019, diz Banco Central

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Marcelo Camargo/Agência Brasil

Prévia do PIB aponta alta de 0,89% em 2019, revela IBGE

A economia brasileira teve crescimento de 0,89% em 2019, aponta o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), divulgado na manhã desta sexta-feira (14), pelo Banco Central.

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O IBC-Br é uma prévia aproximada do Produto Interno Bruto (PIB) calculada pela autoridade monetária e ajuda o BC a tomar decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic, que hoje está em 4,25%. O índice incorpora informações sobre o nível de atividade em três setores: indústria, comércio e serviços e agropecuária, além do volume de impostos.

O indicador do BC não substitui o cálculo do PIB , realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e que leva em conta variáveis mais amplas. O IBGE deve divulgar o resultado do PIB em março.

Ao comparar dezembro de 2019 com novembro do mesmo ano, o mês registrou uma queda no crescimento de 0,27%. Em novembro, o IBC-Br apresentou um aumento de 0,18%. Dezembro é a quebra da sequência de quatro meses seguidos da alta do indicador. Na comparação com o mês de dezembro do ano passado, a alta foi de 1,28%.

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Segundo o boletim Focus , o mercado espera um crescimento de 2,3% em 2020, e 2,5% em 2021, 2022 e 2023. Na última semana, o Banco Central decidiu reduzir a taxa Selic de 4,5% para 4,25% e também sinalizou que interromperia os cortes que vinham acontecendo desde julho de 2019.

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Economia

Dados de emprego em janeiro só serão divulgados em março

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Principal indicador de criação de empregos com carteira assinada, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) passará a ser divulgado com dois meses de defasagem, anunciou hoje (27) a Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia. Com a mudança, os dados de janeiro só serão conhecidos na segunda quinzena de março.

O intervalo maior decorre da migração do Caged para o Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas (eSocial), que entrou em vigor em janeiro. Até então, as contratações e as demissões eram registradas no Caged até o dia 7 do mês seguinte. No eSocial, o prazo foi aumentado para o dia 15 do mês seguinte.

eSocial

Em janeiro, as empresas privadas passaram a registrar as contratações e as demissões no eSocial, em vez de inserirem os dados no Caged e na Relação Anual de Informações Sociais (Rais). Os órgãos públicos e as entidades internacionais migrarão para o sistema eletrônico nos próximos meses. Segundo o Ministério da Economia, a expectativa é de que ninguém mais precise preencher o Caged em 2021 e a Rais em 2022.

O alongamento do prazo é definitivo. Os resultados do emprego formal de fevereiro só serão divulgados na segunda quinzena de abril, com a defasagem mantida para os meses seguintes. Segundo o Ministério da Economia, a substituição do Caged pelo eSocial pretende consolidar e simplificar obrigações aos empregadores.

Edição: Fernando Fraga

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Como o coronavírus afeta a inovação e o comércio brasileiro com a Ásia

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Agência Brasil

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Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Relação Brasil-China continuará sendo impactada pelo coronavírus

As companhias brasileiras que trabalham com comércio exterior estão na expectativa diante de um possível aumento ou não, de casos de coronavírus no país. Os contatos entre empresários nacionais e estrangeiros, em especial da China e demais países asiáticos, passará a ser feito mais via telefone, e-mail ou videoconferência do que pessoalmente.

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O presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, afirmou nesta quinta-feira (27) à Agência Brasil , que a China (país que concentra o maior número de casos e mortes por coronavírus) passará por uma grande reacomodação e isso causará um grande baque para as nações asiáticas, principalmente no que se refere a produtos novos, “porque eles não se vendem por fotografia”.

Castro informou que atualmente, “na medida do possível”, as empresas estão tentando exportar. “Infelizmente, hoje, o coronavírus é que está dizendo o que deve ser feito”. Não basta simplesmente a vontade de exportar ou importar, afirmou.

Commodities

Castro esclareceu que uma oferta maior de produtos no mercado internacional vai pressionar para baixo os preços das commodities (produtos agrícolas e minerais comercializados no mercado exterior) e os manufaturados vão ser afetados por conta da quantidade.

“Como o Brasil não tem preço competitivo em manufaturados, a tendência é que seja afetado em função do coronavírus”, analisou.

A AEB está projetando queda nas importações porque a demanda do mercado interno deverá ficar abaixo do que se previa, diante de um crescimento menor do Produto Interno Bruto (PIB) – soma de todos os bens e serviços produzidos no país. “Também as exportações deverão cair porque esse novo vírus está espalhado pelo mundo”, disse Castro.

Internamente nas empresas, Castro afirmou que não houve nenhuma interrupção de trabalho. “Ninguém deixou de trabalhar por conta do vírus. O problema é na ponta de fora”. Castro explicou que as empresas querem comprar da China e esta não pode entregar. Isso implica em interrupção dos fluxos comerciais. “Isso gera uma interrogação sobre o que vai acontecer”.

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Como os casos de coronavírus são reduzidos tanto na Europa como nos Estados Unidos, o presidente da AEB assegurou que os empresários brasileiros vão continuar indo para esses mercados, que seguirão abertos. Já para a China e demais países da Ásia, os empresários do Brasil vão pensar duas vezes antes de viajar para esses destinos, “salvo se houver uma mudança muito brusca no cenário que está hoje”. As empresas vão se adaptando à medida que surgem novas notícias, indicou.

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