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Prévia do PIB aponta alta de 0,89% em 2019, diz Banco Central

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roberto campos neto, presidente do bc arrow-options
Marcelo Camargo/Agência Brasil

Prévia do PIB aponta alta de 0,89% em 2019, revela IBGE

A economia brasileira teve crescimento de 0,89% em 2019, aponta o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), divulgado na manhã desta sexta-feira (14), pelo Banco Central.

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O IBC-Br é uma prévia aproximada do Produto Interno Bruto (PIB) calculada pela autoridade monetária e ajuda o BC a tomar decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic, que hoje está em 4,25%. O índice incorpora informações sobre o nível de atividade em três setores: indústria, comércio e serviços e agropecuária, além do volume de impostos.

O indicador do BC não substitui o cálculo do PIB , realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e que leva em conta variáveis mais amplas. O IBGE deve divulgar o resultado do PIB em março.

Ao comparar dezembro de 2019 com novembro do mesmo ano, o mês registrou uma queda no crescimento de 0,27%. Em novembro, o IBC-Br apresentou um aumento de 0,18%. Dezembro é a quebra da sequência de quatro meses seguidos da alta do indicador. Na comparação com o mês de dezembro do ano passado, a alta foi de 1,28%.

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Segundo o boletim Focus , o mercado espera um crescimento de 2,3% em 2020, e 2,5% em 2021, 2022 e 2023. Na última semana, o Banco Central decidiu reduzir a taxa Selic de 4,5% para 4,25% e também sinalizou que interromperia os cortes que vinham acontecendo desde julho de 2019.

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Contas externas têm saldo positivo de US$ 3,7 bilhões

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As contas externas registraram saldo positivo em agosto pelo quinto mês seguido, informou hoje (23) o Banco Central (BC).

O superávit em transações correntes, que são as compras e vendas de mercadorias e serviços e transferências de renda do Brasil com outros países, chegou a US$ 3,721 bilhões, o maior resultado positivo já registrado em agosto, na série iniciada em janeiro de 1995. Em agosto de 2019, foi registrado déficit em transações correntes de US$ 3,032 bilhões.

“Essa reversão seguiu tendência observada no mês anterior e decorreu da alta de US$ 2,4 bilhões no superávit da balança comercial de bens e das reduções de US$ 3,5 bilhões e de US$ 882 milhões nos déficits em renda primária e serviços, respectivamente”, disse o BC, em relatório.

Nos oito primeiros meses do ano, as transações correntes tiveram déficit de US$ 8,539 bilhões, contra o saldo negativo de US$ 34,020 bilhões em igual período de 2019.

Em 12 meses encerrados em agosto, o déficit chegou a US$ 25,4 bilhões (1,64% do Produto Interno Bruto – PIB, a soma de todos os bens e serviços produzidos no país), ante US$ 32,2 bilhões (2,03% do PIB) até julho deste ano.

Balança comercial

Em agosto, as exportações de bens totalizaram US$ 17,810 bilhões e as importações, US$ 11,850 bilhões, resultando no superávit comercial de US$ 5,960 bilhões, contra US$ 3,552 bilhões no mesmo mês do ano passado. De janeiro a agosto, o superávit comercial chegou a US$ 31,870 bilhões, ante US$ 27,462 bilhões do mesmo período de 2019.

Serviços

O déficit na conta de serviços (viagens internacionais, transporte e aluguel de equipamentos, entre outros) atingiu US$ 1,346 bilhão em agosto, ante US$ 2,228 bilhões em igual período de 2019. Nos oito primeiros meses do ano, o saldo negativo chegou a US$ 13,727 bilhões, resultado menor que o registrado de janeiro a agosto de 2019, de US$ 23,087 bilhões.

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Viagens internacionais

O resultado das viagens internacionais – que fazem parte da conta de serviços – ficou negativo em US$ 123 milhões, contra US$ 842 milhões em agosto de 2019. O saldo do mês passado é o menor para agosto desde 2005 (US$ 103 milhões).

O saldo de viagens internacionais é formado pelas receitas de estrangeiros no Brasil, no valor de US$ 146 milhões, e os gastos de brasileiros no exterior, de US$ 270 milhões. De janeiro a agosto, as despesas superaram as receitas em US$ 1,892 bilhão, contra o saldo também negativo de US$ 7,872 bilhões em igual período de 2019.

As viagens internacionais têm sido afetadas pelas restrições de entrada e saída dos países e pelas medidas de isolamento social, necessárias para o enfrentamento da pandemia da covid-19.

Rendas

Em agosto, o déficit em renda primária (lucros e dividendos, pagamentos de juros e salários) chegou a US$ 1,188 bilhão, contra US$ 8,165 bilhões no mesmo período de 2019. De janeiro a agosto, o saldo negativo ficou em US$ 28,464 bilhões, ante US$ 39,092 bilhões em igual período do ano passado.

A conta de renda secundária (gerada em uma economia e distribuída para outra, como doações e remessas de dólares, sem contrapartida de serviços ou bens) teve resultado positivo de US$ 295 milhões, contra US$ 325 milhões em agosto de 2019. Nos oito primeiros meses do ano, o resultado positivo chegou a US$ 1,782 bilhão, ante US$ 697 milhões em igual período de 2019. 

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De acordo com o chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central, Fernando Rocha, a alta do dólar tem incentivado o envio de recursos de brasileiros que moram no exterior para a família no Brasil.

Investimentos

Os ingressos líquidos em investimentos diretos no país (IDP) somaram US$ 1,430 bilhão no mês passado, ante US$ 9,524 bilhões em agosto de 2019. “As incertezas decorrentes da pandemia e seus impactos na economia mundial continuam apesar dos investimentos diretos”, disse Rocha.

De janeiro a agosto, o IDP chegou a US$ 26,957 bilhões, ante US$ 46 bilhões nos oito primeiros meses de 2019. Nos 12 meses encerrados em agosto de 2020, o IDP totalizou US$ 54,5 bilhões, correspondendo a 3,51% do PIB, em comparação a US$ 62,6 bilhões (3,94% do PIB) em julho. Esse é o menor resultado acumulado em 12 meses desde agosto de 2010, quando ficou em US$ 50,795 bilhões.

Em agosto, os investimentos em carteira no mercado doméstico totalizaram ingressos líquidos (descontadas as saídas) de US$ 2,345 bilhões, dos quais US$ 2,045 bilhões em títulos de dívida e US$ 300 milhões em ações e fundos de investimento. 

Nos oito primeiros meses de 2020, houve saídas líquidas de US$ 28,281 bilhões, contra ingressos líquidos de US$ 7,509 bilhões, em período similar do ano passado. A saída registrada de janeiro a agosto é a maior da série do BC, iniciada em 1995.

Edição: Fernando Fraga

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Otimista, Guedes garante segunda etapa da reforma tributária na próxima semana

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paulo guedes
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Em rápido anúncio, Guedes defendeu união com o Congresso e prometeu enviar próxima etapa da reforma tributária na próxima semana

O ministro da Economia, Paulo Guedes, se reúne nesta quarta-feira (23) com líderes, do governo e do Congresso, para discutir os próximos passos da reforma tributária. Em rápido anúncio, Guedes e o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), prometeram que a segunda etapa da proposta será enviada na próxima semana.

Demonstrando otimismo, Guedes exaltou o trabalho conjunto entre governo e Congresso e disse que o Brasil está reagindo bem, com “crescimento em V” na retomada. O ministro prometeu avançar com as reformas e reforçou que atua em conjunto com deputados e senadores, buscando diminuir a tensão entre Executivo e Legislativo.

Segundo o anúncio desta quarta, a prioridade da próxima etapa da reforma tributária é conter o desemprego e garantir a manutenção de renda dentro do programa de responsabilidade fiscal, que será possível graças ao programa de substituição tributária, com a desoneração da folha de pagamentos das empresas.

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Citando a importância do auxílio emergencial , Guedes defendeu “aterrisagem suave” e a retomada da agenda de reformas como solução.

Mais informações em instantes .

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