conecte-se conosco


Saúde

Coronavírus: 80% das pessoas não apresentam sintomas; veja como se prevenir

Avatar

Publicado

Minha Saúde

Uma pessoa infectada pelo novo coronavírus que está alertando a população mundial pode chegar a nem desenvolver sintomas. Embora ele tenha um padrão de proliferação bastante elevado, 80% das pessoas que entram em contato com ele não apresentam sintomas. E apenas 3% desenvolvem pneumonia viral . Mas é importante dizer que isso pode mudar, como ocorreu com o zika.

coronavírus arrow-options
shutterstock

Casos de coronavírus já foram identificados na Ásia, em países da Europa, e nos Estados Unidos e Canadá

Leia também: China tem dia com maior número de mortos por coronavírus; veja ações emergenciais

Quem faz essa afirmação é a primeiro-tenente pesquisadora, encarregada do Laboratório de Biologia Molecular do Instituto de Pesquisas Biomédicas, do Hospital Naval Marcílio Dias, Shana Barroso, que trabalha na área de vírus desde 2003.

“O que sabemos hoje é que 3% das pessoas que entram em contato com ele desenvolvem pneumonia viral, ou seja, um padrão normal para vírus respiratório”, destaca a pesquisadora.

Em entrevista ao MinhaSaúde , Shana fala sobre os riscos de proliferação da doença no Brasil, o que deve-se ou não evitar em termos de consumo de alimentos e comportamentos e como proceder caso tenha tido contato com alguém que tenha vindo da China e apresente sintomas como febre e dificuldades respiratórias. Leia a entrevista na íntegra:

Recentemente, a Organização Mundial de Saúde elevou de moderado para elevado o risco da contaminação internacional pelo coronavírus, o que representa isso?

Esse é o mesmo tipo de alerta que foi dado para o risco de infecção da H1N1, zika e ebola, por exemplo. Significa que o vírus pode ser espalhado pelo mundo com mais rapidez do que se o risco fosse moderado. Na China, o risco de espalhamento é muito elevado. Mas esse ainda não é o último estágio da OMS, que é o de emergência global, quando há casos confirmados de infecção pelo novo vírus em todos os continentes.

O coronavírus é um vírus novo?

Absolutamente não. Aproximadamente um terço dos problemas respiratórios são causados por coronavírus. As pessoas já o conhecem, mas não estão ligando o nome à pessoa. A diferença desse é que trata-se do que chamamos de vírus de RNA, que tem um nível de mutação muito elevado. Os pesquisadores estimam que a versão que está circulando atualmente é uma mistura de dois tipos de corona, que sofreu uma mutação. Exatamente como foi o caso da gripe suína, na qual três vírus deram origem a um novo.

Mas por que então é preocupante?

Porque ainda não temos sistema imunológico para combater esse novo tipo de coronavírus. Se tudo seguir o fluxo normal, a gente vai ter em breve imunidade contra essa versão atual do vírus. Uma pessoa normal, depois de entrar em contato com o vírus, duas semanas depois terá anticorpos para combatê-lo. Mas ainda não dá para saber como isso vai se dar na população mundial, porque não se conhece ainda a modelagem de proliferação desse vírus.

Aproximadamente um terço dos problemas respiratórios são causados por coronavírus. As pessoas já o conhecem, mas não estão ligando o nome à pessoa.

O coronavírus é menos letal que a SARS (Síndrome respiratória aguda grave, na sigla em inglês), mas mais preocupante do que o H1N1?

Essa nova versão do coronavírus tem um padrão de espalhamento rápido, mas 80% das pessoas que entram em contato com ele não apresentam sintomas. Mas isso pode mudar. O zika, antes de todo o frenesi em cima dele, era considerado um vírus tranquilo. Mas ele sofreu uma mutação e ficou mais perigoso. Então ainda temos que avaliar. O que sabemos hoje é que 3% das pessoas que entram em contato com o novo coronavírus desenvolvem pneumonia viral, ou seja, um padrão normal para vírus respiratórios.

Qual o período de incubação desse coronavírus e o que isso significa em termos de risco?

O período de incubação dele é de um a 14 dias. Ou seja, você teve contato com o vírus e pode levar até 14 dias para apresentar sintomas ou, como dissemos, nunca apresentar. O próprio sistema imunológico conseguir resolver. Acontece o mesmo com outras doenças respiratórias como a gripe.

Leia também: E se chegar no Brasil? O que fazer de fato para se proteger do coronavírus

Qual é o risco real de contágio por esse novo coronavírus no Brasil? É preciso evitar viagens?

Tínhamos até ontem três casos suspeitos no Brasil, dois no Sul e um em Minas Gerais. Ou seja, são pessoas que vieram da China e estão com os sintomas. Mas para saber se se trata desse coronavírus é preciso fazer um teste molecular. As amostras são colhidas e enviadas para o Rio de Janeiro. Não há sentido, por ora, de se falar em evitar viagens de avião mesmo internacionais, para os EUA e Europa.

Além disso, no Brasil, a Anvisa tomou uma série de precauções alertando nos aeroportos e portos sobre sintomas como febre e dificuldades respiratórias. No Brasil, estamos no nível 2 de classificação de risco, que é caracterizado pela existência de casos suspeitos. É um risco intermediário e o Brasil tem que se preparar para a eventual proliferação desse vírus.

Leia também: Brasil tem nove casos suspeitos de coronavírus; três estão em São Paulo

Faz sentido usar máscara?

Por enquanto não. Nós costumamos dizer que esse coronavírus é envelopado, ou seja, consegue-se inativá-lo com álcool, lavando bem as mãos, e evitando ficar em ônibus fechados por exemplo.

coronavírus arrow-options
shutterstock

Segundo especialista, brasileiros não precisam usar máscaras nesse momento

Há risco de infecção por contato com animais infectados pelo vírus?

No Brasil ,definitivamente não. Dois grupos de pesquisadores estão sequenciando o vírus. Um deles acha que a sequência parece com a corona de cobra, e outro com vírus de morcego e outro animal que não sabem a fonte ainda.

O vírus foi detectado primeiramente no mercado de peixes em Wuhan, na China. É preciso evitar o consumo de pescados?

Apesar do nome, nesse mercado são vendidos e expostos diversos tipos de animais vivos. E como eu disse, os pesquisadores não estão associando o vírus a nenhum tipo de peixe. Portanto, pode-se consumir pescados tranquilamente aqui.

Quais os sintomas que devem ser um sinal de alerta para uma possível infecção por coronavírus?

Febre e sintomas respiratórios, como dificuldade para respirar.

Uma vez detectados os sintomas do coronavírus, como se deve proceder?

Deve-se procurar um hospital de referência e avisar, se for o caso, que teve contato com alguém que veio da China ou que esteve lá.

O coronavírus tem cura?

Sim, tem cura, como qualquer outra doença respiratória viral. Mas nesse caso, tratam-se os sintomas. Junto com a atuação do sistema imunológico do organismo e eventuais medicações para infecções bacterianas, que aparecem junto com a infecção viral, a doença é curada na maior parte dos casos. Se a pessoa chegar a ter pneumonia viral, a cura vai depender do status imunológico. Ou seja, crianças pequenas, pessoas mais velhas e com HIV, têm mais chances de ter complicações.

Existe vacina contra esse novo coronavírus?

Ainda não. Não é trivial fazer uma vacina para um vírus que sofre tantas mutações. Por exemplo, todo ano temos que tomar a vacina da gripe, porque o vírus está sempre se modificando e a vacina tem que acompanhar isso.

Fonte: IG Saúde
Comentários Facebook

Saúde

Novo coronavírus: Brasil monitora cinco casos suspeitos

Avatar

Publicado

O Ministério da Saúde acompanha cinco casos de pacientes com suspeita de infecção pelo novo coronavírus, sendo uma criança de dois anos. O boletim divulgado nesta terça-feira (18) traz dois casos a mais que o de ontem. Todos estiveram na China, mas nenhum deles na cidade de Wuhan, epicentro da doença. 

“Entraram mais dois casos de São Paulo, então permanecem os dois de ontem e dois novos em São Paulo e o do Rio Grande do Sul permanece desde a semana passada”, disse em coletiva à imprensa o secretário executivo do Ministério da Saúde, João Gabardo.

Segundo o secretário, o paciente do Rio Grande do Sul foi testado para os vírus mais comuns, como H1N1, e os testes deram negativo. Agora, uma amostra está sendo enviada para o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) para análise específica quanto ao novo coronavírus. Três dos pacientes ainda serão testados para vírus gripais.

Gabardo enfatizou que a mobilização para prevenir e conter o vírus continua pelo menos até o começo do inverno. “Nós não vamos reduzir todas essas ações feitas, toda mobilizações feita antes da chegada do inverno, independentemente de até lá nós termos casos confirmados no Brasil”.

Repatriados

A pasta deve divulgar amanhã (19) o resultado dos exames dos brasileiros resgatados da China e dos tripulantes da Força Aérea Brasileira que estiveram envolvidos na ação. No total, 58 pessoas estão em quarentena na Base Aérea de Anápolis (GO) para descartar o risco de contaminação pela doença no Brasil.

Edição: Aline Leal

Fonte: EBC
Comentários Facebook
Continue lendo

Saúde

Como preparar o fígado para beber no carnaval?

Avatar

Publicado

O carnaval já está a todo vapor em diversas cidades, e o plano de muitas pessoas é cair na folia e beber com os amigos. O recomendado é sempre ter moderação ao ingerir bebidas alcóolicas. Mas, além disso, dá para preparar o corpo para encarar as bebidas de uma forma menos danosa, principalmente o fígado. 

Leia mais: O que acontece se você mistura álcool e medicamentos e como evitar problemas

copos de cerveja arrow-options
shutterstock

Cerveja traz menos prejuízos ao corpo que os destilados, mas é sempre bom ter moderação e seguir algumas dicas se quiser beber

O fígado , como destaca a nutricionista Gabriela Cilla, da Clínica NutriCilla, quando a pessoa bebe, sofre trabalhando mais para filtrar o álcool.

“É no fígado que ocorre todo processo de filtração do nosso organismo, inclusive as trocas sanguíneas”, explica. “Se há alta ingestão de toxinas, não só o fígado vai ficar mais prejudicado, mas  também os rins, que tem que excretá-las”, completa a nutricionista.

Por isso, a primeira dica para cuidar desses órgãos é uma clássica: beber água. Isso ajuda a diluir o álcool e facilitar o trabalho realizado pelo fígado. A indicação da nutricionista é intercalar um copo de bebida com um copo de água. 

O que você come também ajuda ou prejudica seu fígado 

Se as bebidas alcóolicas exigem mais do seu organismo, o mesmo vale para comidas muito gorduras ou outras besteiras. Por exemplo, ingerir álcool comer frituras é ruim para o organismo, porque “você dá dois trabalhos para seu fígado”, alerta Gabriela. 

Não há muito segredo. Se sabe que vai beber, tenha cuidado redobrado com a alimentação. O melhor é beber muita água, comer frutas e lanches mais naturais. Se a alimentação é feita antes de sair, dá para dar preferência aos alimentos antioxidantes, que são os mais benéficos para o fígado.

“Alimentos como couve, brócolis, rúcula e agrião atuam no processo de desintoxicação, auxiliando o funcionamento do fígado. Portanto, são boas pedidas na luta contra a ressaca”, orienta a médica nutróloga Marcella Garcez. Frutas das vermelhas para azuis (morango, maçã, ameixa, açaí, berries); alimentos integrais; cúrcuma e oleaginosas (que são fontes de ômega 3) também são bem-vindos. 

Ainda sobre alimentação, vale um lembrete durante o carnaval : não fique em jejum! Isso, segundo as especialistas, é o pior cenário para seu corpo. Para curtir e não sofrer tanto com as bebidas, seu corpo precisa de energia. 

O que beber no carnaval?

Chegou a hora da folia e o que mais tem disponível por aí é a cerveja . E a boa notícia é que ela nem é a pior das bebidas para o organismo, assim como o vinho. Por exemplo, o vinho é proveniente da uva e conta com a presença do resveratrol, que é antioxidante, como explica Gabriela. A cerveja, por sua vez, também vem do lúpulo ou do malte, o que já acrescenta uma característica melhor à ela.

“Já os destilados ou as famosas ‘pingas’ são só resquícios da concentração da cana de açúcar. Por um lado, o teor alcóolico é maior, então a pessoa bebe menos. Por outro, são mais agressivos e potentes que as outras bebidas”, diz a nutricionista.

Isso não significa que o vinho e a cerveja sejam bebidas totalmente liberadas, mas são consideradas ‘menos piores’ quando comparadas aos destilados. A chave continua sendo a moderação. 


Fonte: IG Saúde
Comentários Facebook
Continue lendo

Destaques

Policial

Política MT

Mato Grosso

Mais Lidas da Semana