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Economia

TCU pede esclarecimentos ao BNDES sobre auditoria de R$48 milhões

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Arquivo/Agência Brasil

Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social


O Tribunal de Contas da União (TCU) pediu nesta sexta-feira (24) esclarecimentos ao BNDES a respeito da contratação de uma auditoria para investigar contratos do banco público com a empresa J&F, controladora da JBS . Em despacho, o ministro Augusto Sherman deu à estatal 20 dias para enviar esclarecimentos. Também nesta sexta, o Ministério Público junto ao TCU (MP-TCU) entrou com uma representação solicitando que a corte investigue o contrato.

O serviço foi realizado pela consultoria Cleary Gottlieb Steen & Hamilton LLP e custou R$ 48 milhões, mas não encontrou qualquer irregularidade. A investigação foi iniciada em 2018, ainda no governo do ex-presidente Michel Temer . Desde que assumiu o cargo, o presidente Jair Bolsonaro vem cobrando da gestão do banco que abra o que chama de “caixa preta” do BNDES .

Leia também: “São caras mesmo”, diz presidente do BNDES sobre auditoria de R$48 milhões

O custo da auditoria foi reajustada duas vezes nestes dois anos. Inicialmente, a investigação custaria ao banco US$ 6 milhões (ou, na cotação atual, cerca de R$ 25 milhões), praticamente metade do valor final.

No despacho, que não é público mas teve o seu teor confirmado pelo TCU , Sherman pede que o BNDES dê detalhes sobre a contratação do serviço, “em especial quanto à sua economicidade”, informou a corte em nota. Após a emissão do despacho, o MP-TCU entrou com a representação para que a corte investigue a contratação do serviço.

Antes do TCU , outras instituições já haviam questionado a contratação da auditoria. Na quarta-feira, a Organização dos Advogados do Brasil ( OAB ) também pediu esclarecimentos ao banco de fomento sobre os custos da investigação. Procurado, o BNDES ainda não retornou.

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Economia

Dólar volta a bater recorde, mas bolsa recupera-se e sobe

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Em mais um dia marcado pelo receio de uma recessão global provocada pelo novo coronavírus, a instabilidade diminuiu. O dólar voltou a subir e a bater recorde nominal desde a criação do real, mas a bolsa interrompeu a sequência de quedas.

Em alta pela oitava sessão seguida, o dólar comercial encerrou esta sexta-feira (28) a R$ 4,481, com alta de R$ 0,006 (+0,13%). A cotação oscilou bastante ao longo da sessão. Na máxima do dia, por volta das 13h, a cotação chegou a R$ 4,513. A divisa desacelerou na hora final de negociação, até fechar próxima da estabilidade.

Desde o começo do ano, o dólar acumula valorização de 11,67%. Apenas em fevereiro, a divisa subiu 4,56%. O euro comercial fechou o dia vendido a R$ 4,949, com alta de 0,3% nesta quinta-feira.

O Banco Central (BC) vendeu US$ 1 bilhão em novos contratos de swap cambial, que equivalem à venda de dólares no mercado futuro. A autoridade monetária também rolou (renovou) R$ 650 milhões de contratos de swap que venceriam em abril.

No mercado de ações, a bolsa também teve um dia de volatilidade. Depois de cair por quatro sessões seguidas, o índice Ibovespa, da B3 (antiga Bolsa de Valores de São Paulo), recuperou-se e encerrou esta sexta-feira aos 104.171 pontos, com alta de 1,15%. O indicador inverteu o movimento apenas no fim do dia. Por volta das 12h15, o índice chegou a cair quase 3% e operar abaixo dos 100 mil pontos.

Nas últimas semanas, o mercado financeiro em todo o mundo tem atravessado turbulências em meio ao receio do impacto do coronavírus sobre a economia global. Além da interrupção da produção em diversas indústrias da China, a disseminação da doença na Europa e a confirmação do primeiro caso no Brasil indicam que outras economias podem reduzir a atividade por causa do vírus.

Com as principais cadeias internacionais de produção afetadas, indústrias de diversos países, inclusive do Brasil, sofrem com a falta de matéria-prima para fabricarem e montarem produtos. A desaceleração da China também pode fazer o país asiático consumir menos insumos, minérios e produtos agropecuários brasileiros. Uma eventual redução das exportações para o principal parceiro comercial do Brasil reduz a entrada de dólares, pressionando a cotação.

Entre os fatores domésticos que têm provocado a valorização do dólar, está a decisão recente do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de reduzir a taxa Selic – juros básicos – para 4,25% ao ano, o menor nível da história. Juros mais baixos desestimulam a entrada de capitais estrangeiros no Brasil, também puxando a cotação para cima.

Edição: Fábio Massalli

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Empresa usa currículos de candidatos para embalar produtos em Rondônia

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Uma loja de bijuterias e artigos de decoração em Rondônia gerou repercussão na internet nesta semana após uma cliente ter relatado que comprou peças de vidro no estabelecimento e, ao chegar em sua casa, notou que os produtos foram embalados com currículos deixados na empresa por pessoas que estão à procura de emprego em Porto Velho. As informações foram divulgadas na última quinta-feira (27) pelo portal G1 Rondônia.

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A cliente da loja então reclamou na internet, publicando uma foto dos currículos embrulhados em sua compra. O caso ganhou repercussão nas redes sociais.

Post de revolta da cliente arrow-options
Divulgação/Instagram

Post de revolta da cliente


A mulher escreveu: “Total falta de respeito e noção. Tem gente que pega grana emprestada pra imprimir e entregar o currículo, ou às vezes anda a pé por quilômetros para entregar o currículo, aí vem uma pessoa e faz isso. Revoltante!!!”

A loja “Patricinha Fashion” informou por meio de nota que p uso de currículos no embalo de produtos não é uma prática ensinada aos seus funcionários.

“Pedimos sinceras desculpas pelo terrível incidente. Trata-se de um fato pontual”, afirmou a empresa.

Ver essa foto no Instagram

?Nota de esclarecimento .

Uma publicação compartilhada por ☝️ Assistam os stories (@lojaspatricinhafashion) em 26 de Fev, 2020 às 3:22 PST


Além disso, a loja comunica que nenhum dos colaboradores de Porto Velho foi prejudicado por conta do ato.

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