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Saúde

Dois casos de coronavírus são confirmados na França

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Dois casos do novo coronavírus chinês foram confirmados na França. Este é o primeiro registro da doença na Europa, conforme anunciou nesta sexta-feira a ministra da saúde Agnès Buzyn. 

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British Health Protection Agency

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O primeiro paciente foi hospitalizado em Bordeaux e o segundo em Paris , pelo que afirmou a ministra em uma entrevista coletiva.

Com a confirmação da França, sobem para 12 o número de países com confirmação de pessoas doentes em decorrência do coronavírus. O surto começou no fim de dezembro passado em um mercado de frutos do mar e aves da província de Wuhan, na China.

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Nesta sexta, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA confirmou o segundo paciente infectado com o vírus . Ele viajou para Wuhan e foi diagnosticado em Chicago, no estado de Illinois.

A agência americana disse que tem 63 pacientes sob investigação de 22 estados, com 2 casos positivos confirmados e 11 negativos até agora. O coronavírus já matou 26 pessoas na China e contaminou pelo menos 830 no mundo.

O governo do Nepal também confirmou seu primeiro caso de coronavírus. O paciente contaminado, um jovem estudante, manifestou os sintomas do coronavírus após retornar de férias da província de Wuhan , na China, considerada epicentro do surto.

Leia também: Número de infectados por coronavírus chega a 830 na China

A cidade já pôs em quarentena cerca de 40 milhões de pessoas em 13 cidades chinesas. O estudante está isolado e seus parentes seguem sob investigação.

Fonte: IG Saúde
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Ventilador x ar-condicionado: qual é o pior para quem sofre com rinite?

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Chega o verão e, com a necessidade de refrescar os ambientes, uma dúvida é recorrente na vida de quem sofre de alergias respiratórias: ventilador faz mal para a saúde? E o ar-condicionado? Será que algum deles pode piorar as crises de rinite? Para responder as perguntas, consultamos o otorrinolaringologista da Cia. da Consulta, Alexandre Pellegrinelli. 

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Thinkstock/Getty Images

Ventilador é uma alternativa muito buscada nos dias mais quentes

Antes de qualquer coisa é importante entender que a rinite é causada por uma irritação e inflamação nasal que traz sintomas desagradáveis como congestionamento nasal, vermelhidão, inchaço e coceira. A reação, porém, não deve ser confundida com gripes ou resfriados, que possuem sintomas parecidos. 

“Na verdade o que interessa realmente é a condição de limpeza do ventilador ou do ar-condicionado . Se a gente liga aquele ventilador que passou o ano encostado e está cheio de poeira, ele vai acabar espalhando poeira e ácaros pelo ambiente”, explica o profissional, referindo-se aos alérgenos mais comuns no engatilhamento das crises de rinite. 

Leia mais: Como atenuar crises de alergia?

A mesma recomendação é dada no caso dos condicionadores de ar. “É importante que ele esteja limpo, pois grande parte do ar do ambiente – que interfere na qualidade respiratória – virá dele. Quando sujo, o ar-condicionado espalha microorganismos como vírus e bactérias que ficam retidos no filtro”, reforça Pellegrini. 

Um adendo, porém, vale para quem prefere o ar-condicionado: o uso frequente e muito prolongado pode, sim, causar danos. “Se usado de maneira muito intensa, ele acaba removendo a umidade do ar , o que também facilita o desenvolvimento das doenças respiratórias”, explica. 

Leia mais: 10 erros para evitar na limpeza de casa

Para ficar de olho na limpeza correta dos climatizadores , não tem mistério: é importante conferir sempre o filtro do ar condicionado, que costuma ficar na parte interna do aparelho, e seguir as orientações do fabricante para a limpeza. Na maioria dos casos, uma lavagem semanal utilizando apenas água é o recomendado.

No caso dos ventiladores, o procedimento é semelhante. A sujeira se mantém acumulada nas grades e na hélice do objeto, mas outras áreas, como a região do motor, também não devem ser esquecidas. Até quem não sofre com rinite vai agradecer por se refrescar sem colocar a saúde em risco com esses cuidados. 

Fonte: IG Saúde
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Saúde

Atividade física protege saúde de crianças com baixo peso

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Crianças que nascem a termo (após a 37ª semana de gestação) com menos de 2,5 quilogramas (kg) têm risco aumentado de desenvolver doenças cardiovasculares na vida adulta. No entanto, a prática regular de exercícios físicos durante a infância pode melhorar o funcionamento de células envolvidas na saúde dos vasos sanguíneos e atenuar esse risco.

É o que mostra estudo publicado no periódico Nutrition, Metabolism & Cardiovascular Diseases. O trabalho foi coordenado por Maria do Carmo Pinho Franco, em uma linha de pesquisa apoiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

O trabalho foi feito com 35 crianças entre 6 e 11 anos de idade, divididas em dois grupos: nascidas com peso menor do que 2,5kg e maior ou igual a 3kg. Elas foram submetidas a um programa de treinamento de 10 semanas, que incluía sessões de 45 minutos de atividades físicas lúdicas com intensidade de moderada a vigorosa. Os parâmetros antropométricos do grupo (peso, estatura, percentual de gordura e circunferências corporais) e amostras de sangue foram coletados antes e depois do período de treinos.

Ao fim da intervenção, notou-se melhora significativa na circunferência da cintura e na aptidão cardiorrespiratória de todas as crianças. Naquelas que nasceram com baixo peso foi possível perceber ainda melhora na pressão arterial, assim como nos níveis circulantes e na funcionalidade das células progenitoras endoteliais.

“As células progenitoras endoteliais são produzidas pela medula óssea e estão envolvidas em diversos processos vasculares, incluindo a formação de novos vasos sanguíneos e o reparo dos já existentes”, explicou a pesquisadora.

Programação fetal

No final da década de 1980, surgiram as primeiras suspeitas de que crianças nascidas a termo, mas com peso inferior a 2,5kg, tinham maior propensão a doenças cardiovasculares. Esses achados deram origem à Hipótese de Programação Fetal, postulada pelo epidemiologista britânico David Barker (1938-2013). O pesquisador observou, no Reino Unido, que nos grupos populacionais mais carentes, as taxas de doença cardiovascular eram duas vezes mais altas que nas regiões mais ricas.

Sabe-se hoje que a programação fetal pode ocorrer em resposta a diferentes condições adversas durante a gestação, como deficiências nutricionais, insuficiência placentária e estresse. Esse fenômeno pode ser interpretado como uma tentativa do feto de se adaptar ao ambiente de nutrição restrita, garantindo sua sobrevivência às custas de modificações permanentes em suas estruturas e órgãos vitais, que persistem durante por toda a vida.

Franco tem se dedicado, desde seu mestrado, ao estudo das repercussões tardias do baixo peso ao nascer. A linha de investigação começou com modelos animais e, nos últimos anos, migrou para estudos em população de crianças com foco nas alterações tardias no endotélio vascular – a camada que reveste a parede dos vasos sanguíneos.

“Nas crianças pré-adolescentes, já é possível notar alterações na diminuição da vasodilatação de determinadas artérias e alterações na pressão arterial, principalmente um aumento na sistólica [ou pressão máxima, que marca a contração do músculo cardíaco quando ele bombeia sangue]”, disse Franco. “São detalhes, mas que elevam o risco cardiovascular no futuro, caso não seja feita alguma intervenção.”

Impacto do exercício em crianças

No trabalho mais recente, o grupo avaliou como a prática de atividade física afeta o funcionamento das células progenitoras endoteliais em crianças com idade entre 6 a 11 anos que frequentam um centro da juventude no município de São Paulo.

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Atividade física – Agência Brasil

“Estudos anteriores demonstraram que a capacidade de deslocamento das células progenitoras endoteliais da medula óssea para a corrente sanguínea, bem como sua capacidade de transformação em células endoteliais maduras, podem ser alteradas frente a diferentes estímulos. Dentro desse contexto, o exercício físico desempenha papel importante e benéfico sobre a mobilização dessas células”, disse Franco.

Os pesquisadores observaram que o efeito positivo do treinamento físico foi mais significativo no grupo de crianças com histórico de baixo peso ao nascer. Além de aumentar os níveis de células progenitoras no sangue, houve aumento nos níveis de óxido nítrico [NO] e do fator de crescimento endotelial vascular [VEGF-A] – duas moléculas envolvidas nos processos de mobilização e recrutamento das células progenitoras endoteliais”, contou a pesquisadora.

Dados da literatura científica sugerem que o fenômeno da programação fetal está associado ao que se convencionou chamar de fatores epigenéticos, ou seja, a modificações bioquímicas que ocorrem nas células (geralmente em resposta às condições ambientais) e alteram a forma como os genes são expressos – sem que para isso seja necessária uma alteração na sequência genética.

A equipe de Franco suspeita que a prática regular de atividade física atue justamente sobre esses mecanismos epigenéticos, revertendo o padrão prejudicial de expressão gênica induzido pela condição gestacional adversa.  

Na avaliação da pesquisadora, os resultados do estudo mostram que uma intervenção simples e de baixo custo pode ter impacto decisivo na vida adulta de crianças que nascem com baixo peso.

“Os pais precisam ser orientados para que coloquem os seus filhos para se exercitarem o quanto antes. E o pediatra, por outro lado, deve acompanhar essas crianças com olhos diferentes, realizando exames regulares de perfil lipídico, aferição de pressão arterial e outros marcadores cardiovasculares”, disse a pesquisadora, que completou: “Sabemos que o perfil das crianças mudou bastante, elas são mais sedentárias em virtude das telas e por que não têm mais aquelas brincadeiras de rua. Na pesquisa, foram incluídas brincadeiras lúdicas e com bola, então são atividades físicas moderadas que envolvem as crianças”.  

Veja aqui o artigo Physical Activity Intervention Improved The Number And Functionality Of Endothelial Progenitor Cells In Low Birth Weight Children.

 

Edição: Graça Adjuto

Fonte: EBC
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