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Total de mortes pelo coronavirus sobre para 25 na China

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Agência Brasil

Agência Brasil

O número de mortes decorrentes de infecção pelo novo tipo de coronavírus detectado na China aumentou para 25, segundo informaram hoje (23) autoridades chinesas. O total de pessoas afetadas já é superior a 610. Duas cidades chinesas estão atualmente em quarentena.

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Além da Wuhan, também foi isolada Huanggang, a cerca de 65 quilômetros.

roma

Equipe médica do aeroporto de Roma se prepara para vistoriar passageiros procedentes de Wuhan, na China, em busca de sinais de coronavírus Reuters/direitos reservados

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Nessas duas cidades chinesas em quarentena, os transportes públicos foram suspensos e os restaurantes, os cinemas e diversos espaços públicos foram fechados, de forma a evitar a propagação do vírus.

O coronavírus , da mesma família do vírus da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS, sigla em inglês), já foi identificado na Tailândia, Japão e Coreia do Sul, assim como em várias cidades chinesas.

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Pauzello
Carolina Antunes/PR

Ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello

O Ministério da Saúde solicitou o fim do contrato com a empresa responsável pelo atendimento remoto aos pacientes com suspeita de Covid-19. O acordo, de R$ 144 milhões, foi assinado ainda durante a gestão do ex ministro Luiz Henrique Mandetta.

De acordo com o portal Uol. a empresa Topmed diz ainda não ter recebido o valor proporcional às 2,3 milhões de teleconsultas realizadas durante o período de maior isolamento social. O cálculo é de que, considerando o número de consultas, o valor devido pelo Ministério seja de pelo menos R$ 35 milhões.

Um dos motivos para a desativação do serviço é a mudança de abordagem do Ministério da Saúde, que após queda na ocupação dos leitos de enfermaria voltou a recomendar que pacientes com suspeita da doença busquem atendimento presencial. A Topmed chegou a dedicar 1.500 funcionários para atendimento remoto durante o aumento dos casos da Covid-19 no país.

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Fonte: IG SAÚDE

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Covid-19 pode causar retrocesso na expectativa de vida em várias partes do mundo

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BBC News Brasil

Ilustração mostra dezenas de pessoas caminhando em terreno aberto, com ícones representando o coronavírus sobre elas

Getty Images
Impacto maior deve se dar em regiões com expectativa de vida mais elevada, como Europa e América do Norte

Em lugares com expectativa de vida alta, como o Brasil e os Estados Unidos, um percentual acima de 2% da população infectada com a covid-19 poderá já ser capaz de quebrar uma histórica tendência de crescimento neste indicador, em que conforme os anos passam, mais longamente as pessoas tendem a viver.

É o que diz um estudo publicado nesta quinta-feira (17/9) no periódico PLOS ONE, que combinou em um modelo matemático dados da probabilidade de se infectar e morrer por covid-19 dentro de um ano em diferentes faixas etárias, além de números sobre outras causas de mortalidade e expectativa de vida em quatro grandes regiões do mundo.

Com a nova doença, é esperado um declínio pelo menos em curto prazo na expectativa de vida em vários países, sobretudo aqueles com maior expectativa de vida, na Europa e na América do Norte; e particularmente em localidades específicas fortemente afetadas pela doença, como Nova York, nos EUA, e Bergamo, na Itália.

De acordo com a publicação, uma prevalência (parcela de infectados em relação à população total) de 10% poderá levar à perda de um ano na expectativa de vida na Europa, América do Norte, América Latina e Caribe.

Para que tal perda aconteça no Sudeste Asiático e na África Subsaariana, seria necessária uma prevalência de 15% e 25% respectivamente. O impacto é menor em lugares com expectativa de vida mais baixa pois, neles, a sobrevivência em idades mais avançadas já é menor.

Com uma prevalência de 50% de covid-19 na população dentro de um ano, a expectativa de vida poderia cair de 3 a 9 anos na América do Norte e Europa; de 3 a 8 anos na América Latina e Caribe; de 2 a 7 anos no Sudeste Asiático; e de 1 a 4 anos na África Subsaariana.

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“A Europa levou quase 20 anos para que a expectativa de vida média ao nascer crescesse seis anos – de 72,8 anos em 1990 para 78,6 anos em 2019. A covid-19 pode fazer retroceder este indicador para valores de algum tempo atrás”, diz um dos autores do estudo, Sergei Scherbov, do Centro Wittgenstein para Demografia e Capital Humano Global, na Universidade de Viena, Áustria.

Ele assina o trabalho junto com Guillaume Marois, do Instituto de Pesquisas Demográficas da Ásia, na Universidade de Xangai, China; e Raya Muttarak, da Universidade de East Anglia, no Reino Unido.

“No entanto, não temos certeza do que vai acontecer ainda. Em muitos países a letalidade da covid-19 está diminuindo fortemente, provavelmente porque o protocolo de tratamento ficou melhor definido”, pondera Sherbov sobre a possibilidade dos cenários serem confirmados ao longo do tempo ou não.

No último século, a expectativa de vida cresceu significativamente em várias partes do mundo.

Este é um dos indicadores que entra na conta do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e é influenciado por condições sociais, econômicas, e de acesso à educação e saúde.

Ilustração de coronavirus

Getty Images
Como surtos de influenza e ebola no passado, coronavírus pode afetar indicadores de expectativa de vida a curto prazo

O artigo na PLOS ONE considerou a seguinte classificação por regiões do mundo: expectativa de vida muito alta (América do Norte e Europa, 79,2 anos); alta (América Latina e Caribe, 76,1 anos); média (Sudeste Asiático, 73,3 anos); e baixa (África Subsaariana, 62,1 anos).

Epidemias do passado já mostraram que curvas podem ser alteradas de repente, como a pandemia de influenza em 1918 e o surto de ebola em 2014, que diminuíram a expectativa de vida em 11,8 anos nos EUA e de 1,6 a 5,6 anos na Libéria, respectivamente, segundo calcularam estudos anteriores.

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Os autores destacam, porém, que o impacto da covid-19 na expectativa de vida pode não ser tão óbvio.

Isto porque, por um lado, o vírus é mais letal em idades mais avançadas, então o número de anos perdidos não é tão grande na soma final da expectativa de vida; por outro, a doença pode ter impacto devastador e rápido em certas localidades, sendo capaz de afetar, sim, o indicador de um país ou região.

Outra ressalva feita pela equipe é sobre os dados de prevalência e mortalidade por covid-19, que não são tão confiáveis e completos; por isso, foi escolhido um modelo matemático que combinasse vários tipos de dados, apontando para tendências e diferentes cenários e focado em grandes regiões.

Só para se ter um parâmetro da situação do Brasil, o país contabilizava, até esta quinta, 4,4 milhões de diagnósticos positivos de covid-19, cerca de 2% da população de 212 milhões estimada pelo IBGE.

Sabe-se, no entanto, que os números são provavelmente subestimados. O balanço mais recente do estudo EpiCovid-19, feito pela Universidade Federal de Pelotas (UFPEL) e financiado pelo Ministério da Saúde, apontam que o total de infectados no país pode ser até sete vezes maior.


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Fonte: IG SAÚDE

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