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Economia

Guedes conclui participação em Davos nesta quinta-feira

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Representante brasileiro no Fórum Econômico Mundial, evento que reúne líderes políticos e empresários em Davos, na Suíça, o ministro da Economia, Paulo Guedes, terá uma agenda voltada para debates em seu último dia no evento. Ele participará de duas mesas-redondas e de um painel sobre economia internacional, se encontrará com o presidente de uma empresa de energia e almoçará com representantes do jornal Washington Post.

O ministro começa a quinta-feira (23) em uma mesa-redonda sobre governança tecnológica, que terá a participação de líderes econômicos mundiais. Em seguida, terá uma reunião com o presidente executivo da empresa espanhola de energia e gás Naturgy, Francisco Reynés.

Guedes participará de almoço sobre política externa, promovido pelo Washington Post, num hotel de Davos. Logo depois, irá a mais uma mesa-redonda intitulada “Encontrando Resiliência numa Economia Global com Regras”. O ministro encerra os compromissos em Davos com um painel sobre moedas que podem desafiar a dominância do dólar na economia internacional.

Ontem (22), o Ministério da Economia confirmou que Guedes não acompanhará a comitiva do presidente Jair Bolsonaro, que viaja nesta quinta para a Índia. Até agora, havia a possibilidade de o ministro emendar as duas viagens. Guedes retornará ao Brasil amanhã (24) e retomará os compromissos em Brasília na segunda-feira (27).

Edição: Graça Adjuto
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Economia

Petrobras coloca à venda sua participação na Gaspetro

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A Petrobras decidiu colocar à venda a totalidade de sua participação na holding Petrobras Gás S.A. (Gaspetro). A estatal possui 51% das ações. Os outros 49% são da Mitsui Gás e Energia do Brasil Ltda, do grupo empresarial japonês Mitsiu & Co.

A estatal publicou ontem (27) em seu site um documento com informações sobre a oportunidade e os critérios de elegibilidade para a seleção dos interessados. “As principais etapas subsequentes do projeto serão informadas oportunamente ao mercado”, informa a estatal.

A Gaspetro possui participação societária em diversas companhias distribuidoras de gás natural em todas as regiões do Brasil e dispõe de uma rede de mais de 10 mil quilômetros de gasodutos. Em 2019, o volume total de gás distribuído foi de 29 milhões de metros cúbicos por dia, atendendo cerca de 500 mil clientes.

“A presente divulgação está de acordo com as diretrizes para desinvestimentos da Petrobras e com o regime especial de desinvestimento de ativos pelas sociedades de economia mista federais, previsto no Decreto 9.188/2017. Essa operação está alinhada à otimização do portfólio e à melhora de alocação do capital da companhia, visando à maximização de valor para os seus acionistas”, informou a Petrobras.

A estatal vem colocando em prática diversas ações de desinvestimento. Entre ativos que já foram vendidos, estão as subsidiárias TAG e BR Distribuidora e variados campos de petróleo. No caso da Gaspetro, houve estudos para um oferta na B3, mas a Petrobras acabou decidindo pela venda direta. Nesse caso, a Mitsui & Co terá direito de preferência na compra das ações da estatal brasileira.

De acordo com o informe, investidores estratégicos interessados na operação devem ter valor contábil mínimo do patrimônio líquido de pelo menos US$ 500 milhões. Já os investidores financeiros precisam ter ao menos US$ 1 bilhão em ativos sob gestão.

Campos da gás

A Petrobras também divulgou um documento com informações para a venda dos campos de gás de Merluza e Lagosta, localizados em águas rasas na Bacia de Santos. Ambos os campos são apenas da estatal brasileira.

Instalada em 1993, a plataforma Merluza iniciou suas operações voltada para a produção de gás natural e condensado do Campo de Merluza. Desde 2009, a unidade também é responsável pela produção de gás natural e condensado do Campo de Lagosta. Ela é atualmente a mais atinga plataforma fixa em operação na Bacia de Santos. A produção média de ambos os campos, em 2019, foi de 3,6 mil barris por dia.

Edição: Fernando Fraga

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Chuvas de fevereiro provocam perdas de R$ 203 milhões no Sudeste

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As chuvas que caíram no país na primeira quinzena de fevereiro provocaram prejuízos para o setor varejista da ordem de R$ 203 milhões nas três principais capitais da Região Sudeste, de acordo com estudo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), divulgado no Rio de Janeiro. Isso equivale à perda de cerca de 0,5% em vendas, disse hoje (28) à Agência Brasil o economista da CNC, Fabio Bentes, responsável pelo estudo. Medindo o impacto isolado nas capitais, o prejuízo alcançou R$ 122,9 milhões no mês, em São Paulo; R$ 46,4 milhões no Rio de Janeiro; e R$ 34,2 milhões, em Belo Horizonte.

A pesquisa partiu da constatação do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e do Alerta Rio de que as cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte foram as capitais com maior volume de chuvas nos primeiros quinze dias deste mês.

O fato chamou a atenção dos economistas da confederação porque se trata das principais capitais brasileiras. “Isso afeta o nível de atividade, de modo geral, e a gente focou no comércio”, disse Bentes. Foram analisadas as séries históricas de chuvas nos três estados e cruzadas com dados do varejo. “A gente constatou que nos meses em que há uma quantidade de chuva muito acima da média, o varejo, nessas regiões, tende a ter resultados negativamente afetados pelo volume de chuva.”

Foi o que aconteceu na primeira quinzena de fevereiro. O volume de chuvas foi 52% acima da média em Belo Horizonte, 41% em São Paulo e 100% no Rio de Janeiro. Na capital fluminense, houve acúmulo de 274 milímetros de chuva nos dias observados, “mais do que o dobro do que costuma chover no período”.

Impacto

Fabio Bentes informou que o impacto no varejo se dá de duas maneiras. Uma é a perda de mercadorias, uma vez que a maioria dos varejistas de médio e pequeno portes não contam com seguro para essa hipótese de ocorrência. O outro impacto é que a quantidade grande de chuva afeta a circulação dos consumidores, mesmo em ambientes mais resguardados das chuvas, como shopping centers, por exemplo. “Porque, se tem o problema de congestionamento ou alagamento na cidade, no entorno, isso afugenta o consumidor também”. Mesmo tendo o efeito compensação de que as pessoas continuaram consumindo alimentos, o varejo perde as vendas casuais. O comércio de rua se viu então muito afetado pelos transtornos ocasionados pelas chuvas nas três capitais do Sudeste.

Fabio Bentes avaliou que a perda de 0,5% das vendas pode parecer pouco. Só que 0,5% foi a média de crescimento do varejo nos últimos sete meses. “É como se a gente tivesse perdido um mês de crescimento por conta das chuvas. Como se não bastasse a alta do dólar, o desemprego, que ainda está muito elevado, a gente teve esse fato extraordinário do aumento das chuvas, provocando as perdas significativas nas três principais cidades do Brasil”.

A primeira quinzena de fevereiro, bastante atípica em termos de chuva, atrapalhou a atividade do varejo, que enfrentou ainda o feriado do carnaval, quando muitos consumidores direcionam parte dos gastos para o setor de serviços. Além disso, o economista da CNC lembrou que muita gente trabalha por conta própria e isso acaba afetando a atividade também. Em Belo Horizonte, esse foi o fevereiro mais chuvoso em 16 anos.

Edição: Valéria Aguiar

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