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Chile: Senado devolve projeto sobre paridade de gênero à Câmara

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Sem acordo, o Senado chileno devolveu ontem (22) à Câmara o projeto que defende a paridade de gênero entre os candidatos a integrar o órgão que vai discutir a criação de uma nova Constituição. O país passará por um plebiscito no próximo dia 26 de abril para definir se a população quer uma nova Constituição.

Apesar de o projeto ter sido aprovado em comissões na terça-feira (21), a proposta foi rejeitada ontem no plenário, por um voto, devido ao alto quórum necessário para a aprovação (três quintos dos votos). No Chile, o Senado tem 43 senadores e eram necessários pelo menos 25 votos a favor.

Desta forma, o mecanismo para garantir a paridade de gênero nas candidaturas às vagas para o processo constituinte ficou sem definição. A questão gera tensão entre a centro-esquerda e a centro-direita e, inclusive, dentro do próprio partido no poder, o Renovação Nacional (RN).

Votação

Os senadores rejeitaram, por um voto, a proposta da oposição que garante a paridade de gênero nas candidaturas a integrantes do órgão constituinte. O projeto também sugere a criação de um sistema de correção posterior para que as vagas, em cada distrito, sejam distribuídas de maneira que nenhum sexo se imponha sobre o outro.

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A proposta aprovada na Câmara em dezembro do ano passado garantia que, nos distritos que tivessem vagas pares, pelo menos 50% fossem ocupadas por mulheres; e que, nos distritos com vagas ímpares, a diferença entre os sexos não fosse de mais de uma vaga.

A votação  foi de 24 votos a favor, 14 contra e 2 abstenções.

A outra proposta para o assunto, apresentada por parlamentares da situação, era de que se criassem listas fechadas por distritos, com indicação de nomes de homens e mulheres, alternados – sendo as listas encabeçadas por mulheres. Essa proposta também foi rejeitada, com 14 votos a favor, 24 contra e 1 abstenção.

O projeto volta à Câmara hoje (23) para uma terceira rodada de discussões e deve ser encaminhado para uma comissão mista, composta por cinco deputados e cinco senadores,com a tarefa de propor uma solução para assuntos controversos.

Edição: Maria Claudia
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Torre Eiffel é esvaziada em Paris

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A Torre Eiffel, em Paris, foi esvaziada, disse uma fonte de segurança à Reuters nessa quarta-feira (23).

A fonte não pôde confirmar se o esvaziamento ocorreu após uma ameaça de bomba, como noticiaram alguns veículos de comunicação.

A equipe de imprensa da Torre Eiffel confirmou que ela foi esvaziada, mas não detalhou o motivo.

 

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China promete "neutralidade carbônica" até 2060

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O presidente chinês, Xi Jinping, prometeu reduzir as emissões de carbono e alcançar a “neutralidade carbônica” antes de 2060. A China é o maior emissor de gases de efeito estufa do mundo, mas assumiu perante a Organização das Nações Unidas (ONU), nessa terça-feira (22), uma agenda climática ousada.

Na reunião anual da Assembleia Geral ONU, Xi Jinping disse que a China pretende adotar metas climáticas muito mais rígidas e até alcançar a “neutralidade de carbono antes de 2060”. A redução da emissão de gases poluentes como o carbono pode ser uma forma de pressionar os Estados Unidos, mas pode ser crucial no combate às alterações climáticas.

Em videoconferência da Assembleia Geral da ONU, o presidente chinês renovou o apoio ao Acordo Climático de Paris e pediu que o mundo tenha como foco a proteção do meio ambiente quando ultrapassar a pandemia da covid-19.

“O nosso objetivo é atingir o pico de emissões de CO² antes de 2030 e alcançar a neutralidade de carbono antes de 2060”, afirmou o presidente chinês em discurso, acrescentando que a pandemia mostrou que o mundo precisa mudar. Por isso, a China decidiu acelerar o processo a que Xi Jinping chamou de “revolução verde”.

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“A humanidade não pode ignorar indefinidamente os avisos da natureza e seguir o caminho tradicional de extração de recursos sem investir na conservação, no desenvolvimento à custa da proteção e explorando os recursos sem restauração”, disse Xi Jinping, lembrando que o Acordo de Paris, assinado em 2015, era o “mínimo” necessário para proteger a Terra, e, por isso, “todos os países devem dar passos decisivos para cumpri-lo”.  Ele pediu ainda que os países “alcancem uma recuperação verde da economia mundial na era pós-covid”.

“Apelamos a que todos os países procurem um desenvolvimento inovador, coordenado, verde e aberto para todos”, afirmou, sugerindo que as nações “aproveitem as oportunidades históricas apresentadas por uma nova etapa da revolução científica e tecnológica e pela transformação industrial”.

A confirmar-se, a meta chinesa será crucial para o sucesso dos objetivos climáticos mundiais, principalmente para manter a temperatura média global abaixo dos dois graus celsius acima dos níveis pré-industriais, fechada no Acordo de Paris de 2015.

Este já é considerado o maior compromisso da China com o combate às alterações climáticas, segundo o New York Times, e poderá pressionar o presidente norte-americano Donald Trump, que considera o aquecimento global um “embuste”.

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As emissões da China caíram drasticamente durante o confinamento imposto devido à covid-19 no início do ano, mas as emissões locais de muitas cidades voltaram aos níveis normais desde a retomada das atividades. No entanto, é preciso lembrar que para a China recuperar e acelerar o crescimento econômico, aumentou o número de projetos a carvão e de indústrias poluentes, o que tem gerado preocupação a ambientalistas e à comunidade internacional.

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