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Saúde

Teste genético pode impedir o surgimento do câncer; veja quem deve fazê-lo

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Identificar os fatores de risco de qualquer doença é o primeiro passo para a prevenção adequada e eficaz. No caso do câncer, embora haja aspectos visíveis como idade, estilo de vida – tabagismo, sedentarismo e sexo – que podem favorecer o aparecimento da doença, também existem influenciadores mais complicados de acompanhar. O fator hereditário é um deles.

Leia mais: entenda como funciona o tratamento de câncer no Brasil

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Shutterstock/Divulgação

Mutação dos genes pode apontar precocemente o risco de câncer

Câncer de mama, próstata e ovários estão aqueles que possuem forte influência familiar. É importante destacar, porém, que todos são genéticos. A diferença está no fato de que, enquanto algumas mutações são adquiridas ao longo da vida, outras podem estar presentes desde o nascimento. O mapeamento genético , então, ajuda a identificar esses casos. 

Além de possibilitar um acompanhamento atento, o teste é uma forma de proteger a família de quem já foi diagnosticado com o câncer, identificando precocemente riscos futuros. “Entre outros critérios, o mapeamento costuma ser indicado para pessoas que possuem muitos casos de câncer na família ou diferentes tumores em si mesmo”, explica a oncologista Daniela Bevilacqua, especialista em avaliação de predisposição hereditária ao câncer. 

Quem deve fazer o mapeamento genético? 

Para quem nunca teve a doença, a recomendação é feita principalmente quando há muitos casos de tumores malignos na família. “Principalmente quando há histórico no pai ou na mãe. Dependendo do câncer específico, isso também vai falar mais ou menos à favor de alguma alteração. Se há outros indivíduos que não tiveram o câncer, mas fizeram o teste e descobriram uma mutação , o teste também é recomendado para outros membros da família”, explica a profissional. 

Após a realização do exame, caso seja identificada alguma alteração nos genes relacionados – que variam de acordo com o tipo de câncer – é possível iniciar um monitoramento direcionado e até mesmo intervenções cirúrgicas que possam impedir o desenvolvimento da doença.

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Câncer de próstata está entre os tipos de mutação com fatores genéticos

É fundamental destacar, porém, que a presença de genes com mutação não significa, necessariamente, a certeza de que um câncer surgirá. “Um dos critérios que eu levo em consideração antes de recomendar o exame é a idade e preparo emocional do paciente. Às vezes o impacto psicológico do teste pode ser alto e se a pessoa não estiver preparada para isso, eu não recomendo” diz Daniela.  

Leia mais: 5 pontos essenciais sobre o câncer de mama que você precisa saber

Quanto custa fazer o mapeamento genético para o câncer?

Embora seja importante tanto para a prevenção de doenças quanto para o avanço de pesquisas sobre o câncer, o mapeamento genético ainda é pouco popular no Brasil e não possui suporte pelo Sistema Único de saúde (SUS). No momento, um Projeto de Lei que lei que busca assegurar a realização gratuita do teste às mulheres com alto risco de desenvolver câncer de mama, tramita em caráter conclusivo ca Câmara.

Já a Agência Nacional de Saúde Suplementar determina em suas normas a cobertura obrigatória de alguns testes genéticos pelos planos de saúde. A lista completa está disponível no rol da ANS

Em laboratórios particulares, o sequenciamento dos genes BRCA1 e BRCA2 – teste mais comum para detectar a propensão ao câncer de mama – custa entre R$1.300 e R$4.500. Já o painel genético completo, que pode identificar outras mutações relacionadas ao desenvolvimento do câncer, pode custar até R$15 mil. 

Fonte: IG Saúde
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Saúde

Navio chinês será inspecionado amanhã pela Anvisa

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) marcou para às 7h de amanhã (18) a inspeção do navio Kota Pemimpin. A embarcação de bandeira chinesa vai atracar na noite de hoje (17) no Porto de Santos, em São Paulo.  O trabalho será feito em conjunto com a vigilância epidemiológica do estado de São Paulo e do município de Santos.

Na última sexta-feira (14), o navio encaminhou, como parte a documentação necessária para aportar, o livro médico de bordo. Entre os registros, há o de dois tripulantes que tiveram sintomas gripais durante a viagem, com tosse e dor de garganta. No entanto, a Anvisa acabou descartando a possibilidade de se tratarem de casos de coronavírus. “Neste momento, não há nenhum tripulante doente no navio, não havendo motivo para preocupação”, diz comunicado da agência.

A embarcação ficará isolada durante a inspeção. “ A ação faz parte do reforço da Anvisa para o coronavírus, já que a embarcação teve o relato de dois casos com sintomas de tosse e febre”, informa a nota da Anvisa. Após a avaliação, o navio poderá receber o Certificado de Livre Prática, documento emitido a todas as embarcações que atracam nos portos brasileiros.

“Na maior parte dos casos, o documento é concedido de forma eletrônica (via rádio). No entanto, diante da comunicação de algum evento de saúde pelo capitão da embarcação, a emissão é vinculada a uma inspeção a bordo”, explica o comunicado da Anvisa.

Casos investigados no Brasil

Na última sexta-feira (14), o Ministério da Saúde informou que investiga quatro casos suspeitos de infecção pelo novo coronavírus no Brasil. Das quatro pessoas ainda sob suspeita de ter o vírus, cujo epicentro ocorreu na cidade chinesa de Wuhan, há uma criança de 2 anos, um adulto de 56 anos e duas pessoas na faixa dos 20 anos. Duas pessoas são do sexo masculino e duas são mulheres. Todos têm histórico de viagem à China, mas não a Wuhan.

Edição: Maria Claudia

Fonte: EBC
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Saúde

Número de casos suspeitos de coronavírus no Brasil continua em três

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O número de pessoas suspeitas de contaminação pelo coronavírus no Brasil não teve alteração em relação a ontem (16), continuando em três casos. Dois pacientes estão em São Paulo e um no Rio Grande do Sul, onde são monitorados. Os três ainda não tiveram as amostras analisadas pelos laboratórios de referência.

“Os três casos são recentes, dois deles ainda estão sendo analisados pelo Lacen [Laboratório Central de Saúde Pública] e um está sendo encaminhado do Lacen para nosso laboratório especializado”, disse o secretário executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo.

É possível que os casos sejam descartados para coronavírus ainda no Lacen ou que necessitem de uma análise mais detalhada, como é o caso de um dos pacientes.

Carnaval

O ministério manteve sua política em relação ao carnaval. Gabbardo não sugeriu nenhum cuidado específico para o período.

“Nada específico em relação ao coronavírus, uma vez que não temos, até o momento, a circulação do vírus no país. As recomendações são gerais e valem para todas as doenças transmitidas por meio de secreções da boca e do nariz e das mãos através de locais que possam estar contaminados. Não há nenhuma recomendação específica. E que todos possam ter um carnaval com bastante tranquilidade”, disse Gabardo.

Anápolis

O Ministério da Saúde não afasta a possibilidade de autorizar o fim da quarentena para os tripulantes e demais pessoas que saíram do país nos aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) para resgatar brasileiros em Wuhan, região considerada epicentro do vírus.

Base Aérea de Anápolis ,novo coronavírus,avaliações clínicBase Aérea de Anápolis ,novo coronavírus,avaliações clínic
Coleta de amostras para realização de exames de identificação do novo coronavírus – Warley de Andrade/TV Brasil

Segundo Gabbardo, será feito um novo exame hoje (17), que deve ficar pronto até quarta-feira (19). Até essa data, será tomada uma decisão em relação a essas pessoas. “Vamos aguardar o resultado desses exames para anunciar se eles vão permanecer até o final ou se poderão sair antes da quarentena. Essa questão está sendo analisada pelo Ministério da Saúde junto com o Ministério da Defesa.”

Ele frisou que a possibilidade de redução no tempo de quarentena não é considerada, até o momento, para os brasileiros que estavam em Wuhan e foram resgatados pelo governo brasileiro. A princípio, o período de 18 dias deverá ser cumprido por esse grupo.

Edição: Nádia Franco

Fonte: EBC
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