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MANDIOCA/PERSPEC 2020: Menor produtividade deve limitar oferta em 2020

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Cepea, 16/01/2020 – Segundo pesquisadores do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, o período de estiagem no segundo semestre de 2019, que atrasou o plantio de raiz de mandioca em parte das regiões do Centro-Sul, poderá resultar em menor produtividade em 2020. Esse cenário deve reduzir a oferta de mandioca para as indústrias de fécula e de farinha ao longo do ano.

 

Para o primeiro semestre de 2020, especificamente, estimativas do Cepea indicam que a disponibilidade de mandioca de dois ciclos deve ser baixa, caso não se avance com a colheita de raízes mais novas, o que vai depender dos preços. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a área ocupada com mandioca em 2018 totalizou 1,22 milhão de hectares, queda de 4,4% frente ao ano anterior, cenário que também reforça a possível menor oferta no correr de 2020.

 

Já a demanda pela matéria-prima, por sua vez, poderá crescer neste ano, impulsionada principalmente por fecularias. Mesmo com o acréscimo na área cultivada por algumas empresas, a comercialização deve continuar dependente do spot, cenário que pode impulsionar as cotações.

 

Quanto aos custos de produção, agricultores acreditam em aumento em 2020, fundamentados nas altas nos valores de arrendamentos, aos maiores gastos com combustíveis e ao encarecimento de insumos importados, como fertilizantes e defensivos.

 

FÉCULA – O volume de fécula produzido terá que crescer neste ano para conseguir atender ao possível aquecimento na demanda – em 2019, vale lembrar, a produção caiu em relação ao ano anterior, segundo dados do Cepea. Não há expectativa de novos entrantes no mercado em 2020, e as ampliações das plantas industriais, fusões ou aquisições não devem avançar expressivamente, o que manteria ou até reduziria a oferta do derivado no mercado.

 

Do lado da demanda, de acordo com o Boletim Focus, do Banco Central do Brasil, a expectativa é de que o Produto Interno Bruto (PIB) avance 2,25% em 2020 e que o crescimento industrial fique em 2%. Diante disso, agentes acreditam em retomada das vendas de fécula para os segmentos industriais, com destaque para os de papel e papelão, indústria química e embalagens. No entanto, este possível cenário também dependerá do tamanho da oferta de amido de milho no mercado.

 

Sem gerar excedentes exportáveis, a produção brasileira deve continuar voltada à demanda doméstica. No entanto, a expectativa do Banco Central é de dólar acima de R$ 4,00 em 2020, o que pode estimular alguns agentes a exportar, especialmente a países da América do Sul. O dólar elevado, por outro lado, deve continuar inviabilizando as importações, especialmente da Tailândia.

 

FARINHA – Agentes de indústrias de farinha do Centro-Sul têm expectativa de que a demanda cresça em 2020, em função do possível avanço do consumo no varejo. Entretanto, o setor projeta que a oferta do derivado não registre aumento expressivo, tendo em vista uma maior disputa por matéria-prima com as fecularias. Assim, as margens das farinheiras, que já foram baixas nos últimos anos, devem seguir limitadas em 2020.

ASSESSORIA DE IMPRENSA: Outras informações podem ser obtidas por meio da Comunicação do Cepea: (19) 3429 8836 / 8837 e [email protected]

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O Boletim do Leite de fevereiro já está disponível em nosso site

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Cepea, 19/02/2020 – Nesta edição, confira:

 

Preços devem seguir firmes no primeiro trimestre Os preços do leite no campo seguem uma tendência sazonal. No verão, a produção é estimulada pelo maior volume de chuvas, que beneficiam as pastagens e, assim, a alimentação animal. Como consequência da maior produção no campo, os preços tendem a cair de novembro a março. Essa tendência dá certa previsibilidade para a tomada de decisão dos agentes de mercado. Leia mais.

 

Com estoques controlados, preço do UHT volta a recuar em janeiro Após o aumento no último mês de 2019, em janeiro, o preço do leite longa vida negociado no mercado atacadista de São Paulo registrou recuo de 1,8% frente a dezembro/19 e de 6% em relação ao mesmo período do ano anterior, fechando com média de R$ 2,37/litro. Leia mais.

 

Exportações reagem no primeiro mês de 2020 Em janeiro, foi registrada uma alta significativa nas exportações de leite em pó frente aos últimos anos. Segundo dados da Secex, o volume total exportado no primeiro mês de 2020 atingiu 1,02 mil toneladas, sendo que 97% foram destinados para a Argélia, no valor médio de US$ 3,10/kg. Vale lembrar que, em dezembro/19, a quantidade desse mesmo derivado não ultrapassou 11 toneladas. Leia mais.

 

2020 se inicia com alta nos custos de produção Os custos de produção de leite, representados pelos desembolsos do produtor, iniciaram 2020 com alta de 1,62% na média Brasil, que considera os estados da BA, GO, MG, PR, RS, SC e SP. Esse cenário se deve, principalmente, ao reajuste do salário-mínimo e ao aumento nos preços das rações. Leia mais.

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MERCADO DE TRABALHO/CEPEA: Ocupações no agro fecham 2019 estáveis, com participação de 20% no total do BR

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Cepea, 19/02/2020 – Segundo pesquisas do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, em parceria com a Fealq (Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz), a população ocupada no agronegócio brasileiro somou 18,3 milhões em 2019, praticamente estável (ligeira alta de 0,8%, ou 145 mil pessoas) na comparação com o ano anterior. A participação do agronegócio no mercado de trabalho brasileiro foi de 19,6% em 2019 – vale lembrar que, no total, a população ocupada somou 93,4 milhões de pessoas, avanço de 2% entre 2018 e 2019.

 

Esse resultado, segundo pesquisadores do Cepea, está atrelado a comportamentos distintos entre os segmentos do setor. O número de empregados cresceu nos segmentos industriais (insumos e agroindústria) e de agrosserviços, mas ficou estável na agropecuária (com queda não significativa).

 

PERFIL – Quanto à qualificação da mão de obra (ou ao nível de instrução), a tendência de aumento verificada nos últimos anos se manteve em 2019. Esse movimento é explicado pela redução do número de pessoas pouco instruídas trabalhando na agropecuária, reflexo da modernização e da concentração da produção, e do surgimento de oportunidades para uma mão de obra mais qualificada no segmento e também antes e depois da porteira.

 

Uma segunda tendência que vem sendo observada desde 2015 também se manteve em 2019: a de aumento da informalidade dos empregos. Uma terceira tendência mantida foi a de elevação da participação feminina no agronegócio. Entre 2018 e 2019, enquanto o número de homens atuando no setor ficou praticamente estável (+0,25%), o total de mulheres cresceu 2,02%, com adicional de 114 mil trabalhando nos diversos segmentos do agronegócio.

 

RENDIMENTOS – Quanto aos salários, houve estabilidade real para os empregados e aumento real para os empregadores, no agronegócio e no Brasil como um todo. Para os trabalhadores por conta própria, houve alta real no agronegócio, mas estabilidade no País.

 

ASSESSORIA DE IMPRENSA: Outras informações sobre o Mercado de trabalho do agronegócioaquie por meio da Comunicação Cepea, com o prof. Geraldo Barros e com a pesquisadora Nicole Rennó: (19) 3429-8836 / 8837 e [email protected]

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