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MACRO/CEPEA: Cepea passa a divulgar análises dos efeitos inflacionários dos preços agropecuários

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Cepea, 16/01/2020 – O Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, passa a divulgar análises sistemáticas e consistentes com foco nos efeitos inflacionários dos preços agropecuários. 
 
Pesquisadores do Cepea apontam que, muitas vezes, analistas, formuladores de política e também a sociedade em geral, no intuito de tentar explicar os movimentos da inflação brasileira, buscam entre os alimentos um ou mais vilões da vez. No entanto, o que acarreta esses aumentos de preços não é o produtor – que não tem poder para isso – mas, sim, o clima, as pragas e doenças, o desemprego e o crescimento econômico ou os movimentos do dólar e das commodities no mercado internacional, ou seja, fatores que estão todos fora do controle do produtor. 
 
De acordo com os pesquisadores da área de macroeconomia, responsáveis pelos estudos, as mudanças na inflação podem ser de duas naturezas, esperadas ou não esperadas. As mudanças não esperadas decorrem de surpresas ou “inovações” nela própria e nos seus determinantes. Como a inflação esperada já terá sido utilizada no processo de decisão dos agentes econômicos, a relevância sobre os movimentos da inflação recai sobre a categoria dos imprevistos – foco desta análise.
 
Neste primeiro estudo, pesquisadores do Cepea buscaram responder as seguintes questões: 
• O que surpreendeu, ou que inovação ocorreu, no comportamento do IPCA a partir do que se sabia no último trimestre de 2017?  
• Como agronegócio contribuiu para que a inflação ficasse acima ou abaixo do esperado? 
 
Em 2018, as taxas do IPCA observadas foram menores do que as que eram esperadas no quarto trimestre de 2017. No acumulado do ano todo (de janeiro a dezembro de 2018), o IPCA aumentou 3,002%, ao passo que, no cenário do encerramento de 2017, esperava-se elevação de 4,208%.
 
Sem a participação do agronegócio, o IPCA observado entre o primeiro e o quarto trimestre teria sido 1,839%. Logo, o agronegócio fez aumentar a taxa de inflação em 1,163 p.p. em 2018, por meio de IPPA-Grãos/Cepea, IPPA-Pecuária/Cepea e IPPA-Hortifrutícolas/Cepea. 
 
Segundo pesquisadores do Cepea, 2018 foi um ano de oferta relativamente apertada para o setor. O PIB-Volume da agropecuária (dentro da porteira) cresceu apenas 0,43%, depois de avançar 14% em 2017. Para o agronegócio como um todo, as taxas do PIB-Volume foram 1,42% em 2018 e 6,42% em 2017.
 
Em 2019, por sua vez, as taxas acumuladas do IPCA até o terceiro trimestre vieram pouco menores que as correspondentes de 2018, seja em termos antecipados, seja em termos observados. As quedas não antecipadas nos preços de grãos (IPPA-Grãos/Cepea) e hortaliças (IPPA-Hortifrutícolas/Cepea), assim como do diesel, favoreceram os resultados de 2019 em termos de inflação menor. Já os preços da pecuária atuaram em sentido contrário. No terceiro trimestre de 2019, em especial, o agronegócio – em razão da forte alta dos produtos da pecuária – contribuiu para aumento de 0,26 p.p. na inflação observada.
 
MATERIAIS E MÉTODOS – Pesquisadores do Cepea destacam que a base teórica para as análises são os modelos keynesianos novos para a Curva de Phillips, relacionando inflação com seus determinantes. Para avaliar os fatores que geraram variações não antecipadas no IPCA utiliza-se o Modelo de Autorregressão Vetorial Estrutural (VAR-E). Especificamente, para mostrar como o choque em cada variável impactou as demais em termos do que se esperava sobre seu comportamento a partir de certo momento, foi utilizado o método de Decomposição Histórica. No caso, foca-se em como os diferentes choques contribuíram para que o IPCA observado em 2018 e até o terceiro trimestre de 2019 diferisse do esperado a partir das informações disponíveis até o quarto trimestre de 2017. São utilizadas diversas informações, obtidas no Cepea, no IBGE, no Banco Central e na ANP. 
 
PRÓXIMAS ANÁLISES – O Cepea apresentará, a partir de agora, análises e medidas mais adequadas sobre os impactos do agronegócio sobre a inflação, disponibilizando, ao lado das variações observadas do IPCA, quais eram as mudanças já esperadas e quais aquelas não esperadas, e dando ênfase ao papel do agronegócio na inflação não antecipada.
 
ASSESSORIA DE IMPRENSA: Outras informações sobre o IPPA/Cepea aqui e por meio da Comunicação Cepea, com o prof. Geraldo Barros e a pesquisadora Nicole Rennó (19) 3429-8836 / 8837 e [email protected]
Fonte: CEPEA
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O Boletim do Leite de fevereiro já está disponível em nosso site

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Cepea, 19/02/2020 – Nesta edição, confira:

 

Preços devem seguir firmes no primeiro trimestre Os preços do leite no campo seguem uma tendência sazonal. No verão, a produção é estimulada pelo maior volume de chuvas, que beneficiam as pastagens e, assim, a alimentação animal. Como consequência da maior produção no campo, os preços tendem a cair de novembro a março. Essa tendência dá certa previsibilidade para a tomada de decisão dos agentes de mercado. Leia mais.

 

Com estoques controlados, preço do UHT volta a recuar em janeiro Após o aumento no último mês de 2019, em janeiro, o preço do leite longa vida negociado no mercado atacadista de São Paulo registrou recuo de 1,8% frente a dezembro/19 e de 6% em relação ao mesmo período do ano anterior, fechando com média de R$ 2,37/litro. Leia mais.

 

Exportações reagem no primeiro mês de 2020 Em janeiro, foi registrada uma alta significativa nas exportações de leite em pó frente aos últimos anos. Segundo dados da Secex, o volume total exportado no primeiro mês de 2020 atingiu 1,02 mil toneladas, sendo que 97% foram destinados para a Argélia, no valor médio de US$ 3,10/kg. Vale lembrar que, em dezembro/19, a quantidade desse mesmo derivado não ultrapassou 11 toneladas. Leia mais.

 

2020 se inicia com alta nos custos de produção Os custos de produção de leite, representados pelos desembolsos do produtor, iniciaram 2020 com alta de 1,62% na média Brasil, que considera os estados da BA, GO, MG, PR, RS, SC e SP. Esse cenário se deve, principalmente, ao reajuste do salário-mínimo e ao aumento nos preços das rações. Leia mais.

Fonte: CEPEA
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MERCADO DE TRABALHO/CEPEA: Ocupações no agro fecham 2019 estáveis, com participação de 20% no total do BR

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Clique aqui e baixe o release completo em word. 

Cepea, 19/02/2020 – Segundo pesquisas do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, em parceria com a Fealq (Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz), a população ocupada no agronegócio brasileiro somou 18,3 milhões em 2019, praticamente estável (ligeira alta de 0,8%, ou 145 mil pessoas) na comparação com o ano anterior. A participação do agronegócio no mercado de trabalho brasileiro foi de 19,6% em 2019 – vale lembrar que, no total, a população ocupada somou 93,4 milhões de pessoas, avanço de 2% entre 2018 e 2019.

 

Esse resultado, segundo pesquisadores do Cepea, está atrelado a comportamentos distintos entre os segmentos do setor. O número de empregados cresceu nos segmentos industriais (insumos e agroindústria) e de agrosserviços, mas ficou estável na agropecuária (com queda não significativa).

 

PERFIL – Quanto à qualificação da mão de obra (ou ao nível de instrução), a tendência de aumento verificada nos últimos anos se manteve em 2019. Esse movimento é explicado pela redução do número de pessoas pouco instruídas trabalhando na agropecuária, reflexo da modernização e da concentração da produção, e do surgimento de oportunidades para uma mão de obra mais qualificada no segmento e também antes e depois da porteira.

 

Uma segunda tendência que vem sendo observada desde 2015 também se manteve em 2019: a de aumento da informalidade dos empregos. Uma terceira tendência mantida foi a de elevação da participação feminina no agronegócio. Entre 2018 e 2019, enquanto o número de homens atuando no setor ficou praticamente estável (+0,25%), o total de mulheres cresceu 2,02%, com adicional de 114 mil trabalhando nos diversos segmentos do agronegócio.

 

RENDIMENTOS – Quanto aos salários, houve estabilidade real para os empregados e aumento real para os empregadores, no agronegócio e no Brasil como um todo. Para os trabalhadores por conta própria, houve alta real no agronegócio, mas estabilidade no País.

 

ASSESSORIA DE IMPRENSA: Outras informações sobre o Mercado de trabalho do agronegócioaquie por meio da Comunicação Cepea, com o prof. Geraldo Barros e com a pesquisadora Nicole Rennó: (19) 3429-8836 / 8837 e [email protected]

Fonte: CEPEA
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