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ARROZ/PERSPEC 2020: Menor disponibilidade interna desde 1984/85 deve sustentar preços

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Cepea, 16/01/2020 – O cenário de oferta e demanda de arroz no Brasil sinaliza para a menor disponibilidade interna observada desde 1984/85, de 12,1 milhão de toneladas, podendo também chegar a um dos mais baixos estoques de passagens, de 437,8 mil toneladas em fevereiro/21. Quanto ao consumo interno, segue em queda no Brasil, fator que, a médio prazo, deve pressionar as cotações, caso haja manutenção de oferta e pouca demanda do mercado externo, segundo pesquisadores do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP.

 

Dados da equipe de Custos Agrícolas do Cepea, em relatório divulgado em setembro/19, mostram que, nos últimos 10 anos-safras, o patrimônio investido na produção em arroz no Rio Grande do Sul não foi remunerado. Assim, para a temporada 2019/20, é esperada a menor área de semeio desde o primeiro registro da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), de 1,67 milhão de hectares. Ainda assim, a produção brasileira pode ser de 10,52 milhões de toneladas de arroz em casca, 0,6% maior que a da temporada anterior, devido à alta de 1,8% na produtividade média, estimada em 6,27 tonelada/ha.

 

No Rio Grande do Sul, a colheita 2019/20 está estimada em 7,39 milhões de toneladas de arroz em casca, queda de 0,1% frente à safra anterior, com retração de 5% na área semeada, mas ganho de 5,2% na produtividade. Em Tocantins, a produção poderá cair 1,25%, para 616,1 mil toneladas, reflexo da menor produtividade (-2,2%), mesmo com área 1% maior. Em Mato Grosso, a produção está prevista em 492,5 mil toneladas, alta de 27%, com aumentos na área (+25%) e na produtividade (+1,6%), segundo a Conab.

 

Em Santa Catarina, a Epagri/Cepa apontou em seu último relatório ligeira redução de 0,28% na área de semeio na safra 2019/20, que pode alcançar 143,4 mil hectares. No entanto, deve haver ganhos na produtividade (+4,4%) e na produção (+4,1%), para 8 t/ha e 1,15 milhão de toneladas, respectivamente. Vale lembrar que, na temporada 2018/19, as lavouras do estado foram castigadas com o excesso de calor no período de floração.

 

Entre março/20 e fevereiro/21, a Conab estima que as importações de arroz fiquem em 1,1 milhão de toneladas. Assim, somando o estoque inicial, a produção e a exportação, a disponibilidade interna deve ficar 1,54 milhão de toneladas maior que o consumo interno, que deve ser o menor desde 1987/88. Este cenário possibilitará exportações por parte quase que exclusivamente do Rio Grande do Sul, estimadas inicialmente em 1,1 milhão de toneladas.

 

Em termos mundiais, a maior produtividade deve compensar a ligeira menor oferta do cereal, enquanto as transações internacionais devem crescer, o que pode favorecer as exportações brasileiras. Considerando-se os principais demandantes do produto nacional, as aquisições devem se elevar por parte do Senegal, Iraque, Estados Unidos, Cuba e alguns países da África, de acordo com o USDA. Quanto ao consumo, o aumento populacional e os preços atrativos devem elevar a demanda, atingindo níveis recordes na temporada 2019/20. Por enquanto, a relação estoque/consumo está em 36,2%.

ASSESSORIA DE IMPRENSA: Outras informações podem ser obtidas por meio da Comunicação do Cepea: (19) 3429 8836 / 8837 e [email protected]

Fonte: CEPEA
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O Boletim do Leite de fevereiro já está disponível em nosso site

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Cepea, 19/02/2020 – Nesta edição, confira:

 

Preços devem seguir firmes no primeiro trimestre Os preços do leite no campo seguem uma tendência sazonal. No verão, a produção é estimulada pelo maior volume de chuvas, que beneficiam as pastagens e, assim, a alimentação animal. Como consequência da maior produção no campo, os preços tendem a cair de novembro a março. Essa tendência dá certa previsibilidade para a tomada de decisão dos agentes de mercado. Leia mais.

 

Com estoques controlados, preço do UHT volta a recuar em janeiro Após o aumento no último mês de 2019, em janeiro, o preço do leite longa vida negociado no mercado atacadista de São Paulo registrou recuo de 1,8% frente a dezembro/19 e de 6% em relação ao mesmo período do ano anterior, fechando com média de R$ 2,37/litro. Leia mais.

 

Exportações reagem no primeiro mês de 2020 Em janeiro, foi registrada uma alta significativa nas exportações de leite em pó frente aos últimos anos. Segundo dados da Secex, o volume total exportado no primeiro mês de 2020 atingiu 1,02 mil toneladas, sendo que 97% foram destinados para a Argélia, no valor médio de US$ 3,10/kg. Vale lembrar que, em dezembro/19, a quantidade desse mesmo derivado não ultrapassou 11 toneladas. Leia mais.

 

2020 se inicia com alta nos custos de produção Os custos de produção de leite, representados pelos desembolsos do produtor, iniciaram 2020 com alta de 1,62% na média Brasil, que considera os estados da BA, GO, MG, PR, RS, SC e SP. Esse cenário se deve, principalmente, ao reajuste do salário-mínimo e ao aumento nos preços das rações. Leia mais.

Fonte: CEPEA
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MERCADO DE TRABALHO/CEPEA: Ocupações no agro fecham 2019 estáveis, com participação de 20% no total do BR

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Cepea, 19/02/2020 – Segundo pesquisas do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, em parceria com a Fealq (Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz), a população ocupada no agronegócio brasileiro somou 18,3 milhões em 2019, praticamente estável (ligeira alta de 0,8%, ou 145 mil pessoas) na comparação com o ano anterior. A participação do agronegócio no mercado de trabalho brasileiro foi de 19,6% em 2019 – vale lembrar que, no total, a população ocupada somou 93,4 milhões de pessoas, avanço de 2% entre 2018 e 2019.

 

Esse resultado, segundo pesquisadores do Cepea, está atrelado a comportamentos distintos entre os segmentos do setor. O número de empregados cresceu nos segmentos industriais (insumos e agroindústria) e de agrosserviços, mas ficou estável na agropecuária (com queda não significativa).

 

PERFIL – Quanto à qualificação da mão de obra (ou ao nível de instrução), a tendência de aumento verificada nos últimos anos se manteve em 2019. Esse movimento é explicado pela redução do número de pessoas pouco instruídas trabalhando na agropecuária, reflexo da modernização e da concentração da produção, e do surgimento de oportunidades para uma mão de obra mais qualificada no segmento e também antes e depois da porteira.

 

Uma segunda tendência que vem sendo observada desde 2015 também se manteve em 2019: a de aumento da informalidade dos empregos. Uma terceira tendência mantida foi a de elevação da participação feminina no agronegócio. Entre 2018 e 2019, enquanto o número de homens atuando no setor ficou praticamente estável (+0,25%), o total de mulheres cresceu 2,02%, com adicional de 114 mil trabalhando nos diversos segmentos do agronegócio.

 

RENDIMENTOS – Quanto aos salários, houve estabilidade real para os empregados e aumento real para os empregadores, no agronegócio e no Brasil como um todo. Para os trabalhadores por conta própria, houve alta real no agronegócio, mas estabilidade no País.

 

ASSESSORIA DE IMPRENSA: Outras informações sobre o Mercado de trabalho do agronegócioaquie por meio da Comunicação Cepea, com o prof. Geraldo Barros e com a pesquisadora Nicole Rennó: (19) 3429-8836 / 8837 e [email protected]

Fonte: CEPEA
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