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Tiro que atingiu menina no sofá de casa partiu dos fundos do imóvel

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Reprodução

Anna Carolina de Souza Neves foi atingida na sala de casa

O delegado Cassiano Conte, da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), informou, na manhã desta quarta-feira (15), que o tiro que atingiu a menina Anna Carolina de Souza Neves , de 8 anos, na sala de sua casa na comunidade Parque Esperança, em Belford Roxo, partiu de uma área elevada de mata nos fundos do imóvel . Isso contraria as primeiras versões dando conta de que a bala teria partido do Morro da Caixa D’água, que fica do outro lado da Avenida Joaquim da Costa Lima, onde fica a residência.

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Segundo o delegado, que comandou nesta manhã uma reprodução simulada na região do crime, ocorrido na noite do último dia 9, a bala é de uma pistola e está sendo periciada para se descobrir, através de ranhuras no projétil, se a arma foi usada em outros crimes:

“Viemos complementar a perícia que foi feita momentos depois do crime. A intenção aqui é ampliar e delimitar essa área para saber de onde o disparo veio. Como há três pontos de contato da bala dentro da casa podemos restringir um pouco a origem do disparo. Agora, já temos esta noção de que veio da área de mata e não da comunidade da Caixa D’água e vamos investigar para saber quem estava naquele local no dia 9, às 22h30m, horário em que mais ou menos aconteceu”.

De acordo com ele, a bala entrou pelo telhado nos fundos da casa. “Ela veio de uma área de vegetação para onde vamos agora para continuar a perícia”, disse Cassiano Conte.

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A criança foi atingida na cabeça quando assistia televisão junto com os pais, sentada no sofá da sala da casa, na localidade conhecida como Três Setas. A região é considerada bastante perigosa pela polícia. Tanto que foi grande o aparato policial para realizar a reprodução simulada.

A ação mobilizou pelo menos cinco veículos da Polícia Civil e três caminhonetes da Polícia Militar. Os agentes fizeram a segurança no lugar e realizaram a reconstituição. O correto nesses casos é realizar a reprodução simulada no mesmo horário em que o crime aconteceu. Porém, pela periculosidade da região, a perícia precisou ser feita na parte da manhã e não à noite.

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Vizinha relata pânico

No portão e na fachada da residência da família de Anna Carolina há a inscrição de uma oferta de serviço: “Toma-se conta de crianças”. Uma vizinha, que preferiu não ser identificada, contou os momentos de pânico vivido pelos pais da criança após o tiro.

“Ouvimos os gritos do casal e fomos até a janela para saber o que estava acontecendo. A mãe disse “é a Carol, é a Carol, ela levou um tiro”. Pegamos toalhas. Eu e meu marido descemos e fomos até a casa. Ele entrou para ajudar, mas eu não quis, não suportaria vê-la sofrendo”.

Ela lembrou que auxilou a mãe da menina no momento do parto: “Nós levamos a mãe para ter a Carol no hospital. Ela sempre foi muito amada, muito querida e bem tratada pelos pais. A mãe me contou que estavam no sofá quando um estilhaço atingiu o rosto da menina. Carol estava sonolenta, fechou e começou a ficar arroxeada. A mãe disse ter percebido que ela morreu naquele instante. Está sendo tudo muito triste”.

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Ataques feitos por bandidos

Naquela região já houve casos de ataques praticados por bandidos, entre eles o que aconteceu com o prefeito de Belford Roxo , Wagner Santos Carneiro (MDB), no dia 15 de fevereiro do ano passado. A cerca do 500 metros da residência de Anna Carolina, na Avenida Automóvel Clube, o carro do político, uma Hilux blindada, foi atingido por um tiro de fuzil quando ele retornava da inauguração de uma creche. Na época as investigações apontaram que o disparo foi feito do Morro da Caixa D’água e teve a intenção de atingir o veículo.

Na mesma ocasião, um homem foi atingido por estilhaços na perna na mesma avenida. Ele foi socorrido e levado para a Unidade Mista do Lote XV. Os dois casos foram registrados na 54ª DP (Belford Roxo).

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Outro caso de violência na mesma região aconteceu no dia 29 de março de 2018. A diretora da Escola municipal Jorge Ayres de Lima, Tânia da Silva, foi atingida por um tiro na cabeça quando saía da escola. Ela foi rendida durante um arrastão e teria reagido. Tânia foi hospitalizada mas teve morte cerebral confirmada uma semana depois.

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Projeto de Lei de autoria do vereador Dilmair Callegaro concedeu ao Presidente Bolsonaro o título de cidadão sinopense.

Kayan Henrique

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Projeto de Lei de autoria do vereador Dilmair Callegaro concedeu ao Presidente Bolsonaro o título de cidadão sinopense.

A honraria foi entregue pelo Sindicato Rural de Sinop, na pessoa do Presidente Redivo, durante evento em Sinop na Impasa.

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Ex-secretário da Saúde do Rio afirma que governador em exercício recebia propina

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O ex-secretário estadual de Saúde Edmar Santos disse, como parte do acordo de delação premiada, que o presidente da Assembleia Legislativa do Rio, André Ceciliano (PT-RJ), falou durante uma conversa que desviaria parte dos R$ 100 milhões, valor que foi doado pelo Legislativo para ajudar no combate a Covid-19. O dinheiro seria transferido para as prefeituras do interior com influência dos deputados da Casa. A propina seria dividida entre o então vice-governador, Cláudio Castro, que assumiu o posto de Wilson Witzel, com o ex-secretário estadual da Casa Civil André Moura (PSC).

Cláudio Castro
Divulgação/Rafael Campos

Cláudio Castro está sendo acusado de estar envolvido em esquema de propina

Segundo o documento divulgado pelo jornal O Globo, Edmar falou que esteve com Ceciliano para falar do esquema e toda a movimentação do dinheiro seria feita sob os excedentes dos duodécimos da Alerj. Por conta das dificuldades de caixa do Executivo, foi proposto pela Assembleia doar as sobras, porém, de acordo com o ex-secretário de Saúde, tudo não passou de uma manobra para que o desvio fosse realizado em meio a pandemia.

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Edemar foi procurado por Ceciliano, conforme afirma a Procuradoria-Geral da República (PGR), pois ele queria ter certeza de que o dinheiro chegaria aos municípios “evidenciando que a estratégia tinha por objetivo maior atender aos interesses espúrios do grupo criminoso”. O esquema acontecia da seguinte forma: o dinheiro saía da Alerj e ia para a Secretaria Estadual de Saúde, depois disso, era encaminhado para os municípios específicos sinalizados por parlamentares. Segundo O Globo, foram 87 cidades beneficiadas com valores de aproximadamente R$ 1 milhão que deveriam ser voltados a construção de centros triagem, mas as obras não aconteceram em boa parte dos municípios.

Durante o depoimento, Edemar garantiu que Ceciliano falou que a propina seria dividida e que os políticos envolvidos receberiam em dinheiro vivo. Como exemplo, o ex-secretário da Saúde contou que foi chamado pelo presidente da Assembleia Legislativa para ajudar a resolver o problema do deputado estadual Márcio Canella (MDB), que teria pedido para a Alerj mandar R$ 25 milhões para Duque de Caxias, entretanto o então secretário André Moura falou ao presidente da Alerj que tinha esse valor.

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De acordo com Edmar, Canella teria ficado “furioso” em uma reunião que aconteceu no gabinete de Ceciliano e que ele gritou que “sairia da base do governo por não ter sido atendido”. Porém, ele não afirmou que o deputado recebeu propina. Após a reunião, o deputado estadual Rodrigo Bacellar (SD-RJ) o chamou para uma conversa sobre a divisão de propina. Ceciliano teria deixado claro que André Moura e Cláudio Castro participavam do esquema ao dizer que pretendia deixar de fazer o pagamento dos dois e deixar Edmar como único beneficiário, isso se ele ajudasse a receber o dinheiro. Ele afirmou que não disse se aceitava ou não a proposta.

Ainda de acordo com Edmar, em uma conversa com André Moura, ele notou que Moura pode ser o intermediário de Witzel para receber esses recursos ilícitos. Todos os citados negaram envolvimento no esquema.

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